<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190</id><updated>2011-04-22T01:12:47.679+01:00</updated><title type='text'>Design?</title><subtitle type='html'>Textos de alunos do 3º ano da licenciatura em Design de Comunicação da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Coordenação dos Profs. Victor Almeida e Pedro Almeida</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>122</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-112172812343926048</id><published>2005-07-19T00:08:00.000+01:00</published><updated>2005-07-19T00:08:43.440+01:00</updated><title type='text'>DESIGN AND CRIME</title><content type='html'>Ao ler ?Design and crime (and other diatribes)? de Hal Foster confrontamo-nos com uma extensa e complexa reflexão sobre contemporaneidade sobretudo sob a perspectiva do Design e da Arquitectura; ou seja, Hal Foster reflecte sobre o papel do designer e do arquitecto nesta aldeia global que habitamos e rapidamente compreendemos que de modo a apreendermos a verdadeira extensão da questão, temos de nos envolver noutros mundos conceptuais como o político, económico e o cultural. Diversos pólos compõem a abordagem do designer e do arquitecto frente ao quotidiano. Será o design apenas um meio de vender produtos e fazer dinheiro? Não é certamente esse o seu princípio. No entanto, questionamo-nos diariamente se os consumidores procuram a imagética associada a um objecto ou a sua essência, tal como a sua adequação à sua função. Hal Foster propõe dois exemplos retirados da arquitectura contemporânea: Frank Ghery e Rem Koolhas. O primeiro repreende-o pela sua ?arquitectura-espectáculo?, enquanto que aplaude o segundo pelo questionar constante e a procura pela reconstrucção.&lt;br /&gt;É de notar que hoje não compramos um objecto pela sua funcionalidade, mas sim pela filosofia de vida que lhe está associada.&lt;br /&gt;Assim, mais do que consumirmos objectos, compramos uma imagem, quiçá uma identidade/personalidade. Podemos dizer que vivemos num mundo em que as pessoas pecam pela falta de essência e existência interior? E deste modo procuram compensar este facto com o consumo desenfreado? Procurando alcançar algo, uma definição de si mesmos?&lt;br /&gt;No entanto, não devemos esquecer que o design, tal como a arquitectura, para além de construírem um habitat tem como obrigação oferecerem mensagens, conceitos e mundos que possam sustentar a sociedade em que se inserem.&lt;br /&gt;Assim, a questão mais pertinente do ensaio de Hal Foster, é a urgência da crítica. Como designers, devemos manter a necessidade de nos pormos em causa, redefinirmos conceitos, e sermos capazes de destruir para erguer ideias mais fortes e complexas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sílvia Rodrigues&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-112172812343926048?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/112172812343926048/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=112172812343926048' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112172812343926048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112172812343926048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/07/design-and-crime_19.html' title='DESIGN AND CRIME'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-112172805751443522</id><published>2005-07-19T00:07:00.000+01:00</published><updated>2005-07-19T00:07:37.523+01:00</updated><title type='text'>SHOPPING</title><content type='html'>A cidade contemporânea é um sistema complexo produto e agente da sociedade de consumo que se tem construído/ destruído em função de interesses , desejos e poderes económicos. Cada vez mais na génese das destruições/ construções de cidades imperam conceitos economicistas em detrimento de valores de cidadania.&lt;br /&gt;Contudo esse é um dos paradoxos do humano- criar o seu habitat sonhando com a liberdade e enredar-se em dependências, perdendo o controle daquilo que criou e deixando-se ser joguete de vontades e interesses outros que assume como seus pelo poder do marketing e da publicidade.&lt;br /&gt;Na caminhada do ser para o ter o homem transforma tudo em locais que devem gerar dinheiro, poder económico  e tudo o que não assume esta lógica é afastado do centro da vida pública.&lt;br /&gt;È desta lógica que surgem as novas cidades que funcionam enquanto pólos de trabalho e de consumo, afastando para a periferia os cidadãos.&lt;br /&gt;Aconteceu assim também com a baixa lisboeta e nomeadamente com o Chiado, que vive actualmente numa relação dinâmica entre o tentar manter espaços de cultura, de diversidade, de lazer e um espaço de trabalho e consumo. O Chiado é actualmente um local de passagem com algumas bolsas privilegiadas de habitação, que ainda vive em memórias do glamour e das tertúlias de outras épocas.&lt;br /&gt;Com a remodelação após o incêndio, houve uma mudança no comércio da zona que se aproximou de parâmetros dos inerentes ao conceito de shopping, apesar da diferença na organização dos espaços. Contudo existem movimentos de vanguarda que procuram sobretudo na utilização de pequenos espaços constituírem-se em polarizadores da diferença.&lt;br /&gt;O Chiado poderá tornar-se naquilo que os que o vivem conseguirem transformar. Hoje está em fase de latência em que todas as possibilidades estão em aberto. E isso depende também de si enquanto cidadão de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sílvia Rodrigues&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-112172805751443522?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/112172805751443522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=112172805751443522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112172805751443522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112172805751443522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/07/shopping.html' title='SHOPPING'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-112163205189967633</id><published>2005-07-17T21:27:00.000+01:00</published><updated>2005-07-17T21:27:31.900+01:00</updated><title type='text'>Cibermundo: A política do pior</title><content type='html'>A velocidade!&lt;br /&gt;Os acontecimentos sucedem-se a um ritmo assustador.  A nossa noção tempo e espaço foi alterada com o surgimento da era tecnológica ? a Internet; a televisão; os meios de transportes de altas velocidades; os telemóveis. A velocidade é uma das maiores condicionantes da nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora só esperamos o imediato, perdemos a noção de espaço e tempo. E só nos apercebemos disto quando a tecnologia falha.&lt;br /&gt;Mas ao mesmo tempo que facilita a nossa vida, torna-se uma ameaça, na medida em que é capitalizada, condiciona-nos, tornando-se na nossa própria vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As várias velocidades tornam-se meios de comunicação que influenciam o pensamento de uma sociedade, repercutindo-se depois nas tomadas de decisão individuais ou colectivas.&lt;br /&gt;Esta aceleração temporal pode resultar na perda de identidade, de referências ? A perda do mundo próprio em detrimento de um mundo virtual.&lt;br /&gt;Este poder de nos aproximar do que está distante, afasta-nos do que está mais perto, daquilo que constituía a nossa identidade, a nossa circunstância. A velocidade é um limite para a acção do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é a tecnologia a única responsável pelos desvios da sociedade actual. É sim, o seu mau aproveitamento, o abuso do poder que ela confere aos poderes políticos e económicos e sociais, desvirtuando a relação homem-sociedade-natura. É necessária uma política de ética de utilização e não uma política de não incentivo ao progresso tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As novas tecnologias são tecnologias da cibernética. As novas tecnologias da informação são tecnologias do estabelecimento de redes das relações e da informação e, enquanto tais, veiculam muito evidentemente a perspectiva de uma humanidade unida, mas também de uma humanidade reduzida a uma uniformidade."&lt;br /&gt;Paul Virilio in "Cibermundo a Política do Pior"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaremos realmente a produzir para o nosso bem estar ou a ingrenar numa máquina capitalista onde o objectivo é apenas a riqueza?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a uniformização de uma sociedade leva ao desinteresse e esvaziamento dos seus interesses. &lt;br /&gt;Esta indiferença resulta do excesso, da hiper-solicitação. Cada vez mais informação, cada vez mais depressa, os acontecimentos sucedem-se. Não existem certezas, não existem referências. &lt;br /&gt;O cibernauta vive suspenso entre o real e o virtual.&lt;br /&gt;A ubiquidade, a instantaneidade, a imediatidade; a omnividência e a omnipotência" do individuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas este desinteresse leva à fadiga, e apesar da perca de referências continuamos à procura de um território, a busca pelo nosso espaço que ficou perdido com a nossa noção de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Tavares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-112163205189967633?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/112163205189967633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=112163205189967633' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163205189967633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163205189967633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/07/cibermundo-poltica-do-pior.html' title='Cibermundo: A política do pior'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-112163198716954718</id><published>2005-07-17T21:26:00.000+01:00</published><updated>2005-07-17T21:26:27.173+01:00</updated><title type='text'>Design and Crime</title><content type='html'>Na busca de novos estatutos que se promovem contornos como condição de um mundo melhor, como virtude moral, disfunção, impacto. Procuram-se novos elementos para projectar e estruturar uma sociedade.&lt;br /&gt;Divide a sua critica em duas partes ? as mudanças no estatuto da arquitectura e do design; e o desenvolvimento e delírio da critica da arte moderna durante os séculos XIX e XX, considerando a mudança da história da arte do século XIX, para os estudos visuais do século XX, como os recentes trabalhos na critica da arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução industrial veio traduzir-se na comercialização em massa, o que veio banalizar os objectos. O movimento Arts and Crafts insurgiu contra isso, numa luta para mostrar a subjectividade do design, tentando fugir à reedificação industrial. Will Morrison não acreditou que a máquina pudesse vir a substituir o homem. Como é que aqueles produtos de má qualidade poderiam vencer a manufactura?! Não durou muito tempo a compreender?esses produtos tinham custos muito reduzidos, e rapidamente com a evolução tecnológica, a qualidade dos produtos foi aumentando.&lt;br /&gt;O ambiente da arquitectura tem-se vindo a alterar desde o pós- -modernismo. Temos aprendido com os nossos erros e sucessos, e estamos sempre na altura certa para tentar algo de novo. Geralmente a arquitectura segue lentamente os movimentos sociais mais marcantes, estando incapaz de produzir uma forma corpórea muito rapidamente.&lt;br /&gt;Hal Foster analisa aspectos da cultura contemporânea e História da arte, para a compreensão da nossa realidade presente, esculpindo a "running room culture", apontando para possibilidades críticas no presente, que promovam uma imparável preferência pela escolha de alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exploram-se ainda as relações históricas da arte moderna e da realidade do museu moderno, as contrariedades conceptuais da história da arte e estudos visuais, as recentes pesquisas sobre crítica de arte, e a abordagem do modernismo e do pós- -modernismo numa tentativa de iluminar as condições para uma crítica cultural no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cidadão dos nossos tempos é um consumidor, desinformado e acrítico mas receptivo a este consumo desenfreado.&lt;br /&gt;Foster critica uma cultura em que os objectos são projectados, realizados, e catalogados segundo uma marca. Conhecemos os produtos pelas marcas, pela imagem, pelo merchandising, pela publicidade. Este factor estende-se a todos os produtos. A imagem do produto é mais importante que a sua qualidade.&lt;br /&gt;Ora se a imagem é manipulada para manipular o consumidor, isto faz do designer um ?criminoso?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão monetária, a rentabilidade!&lt;br /&gt;Hoje, o design é movido maioritariamente por interesses comerciais.&lt;br /&gt;A pressão do consumismo é grande?enquanto gerar dinheiro é bom!&lt;br /&gt;Se não gerar?rapidamente somos substituídos! Importa-se de outro lado? Se é mais barato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos procurando o equilíbrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;?O desempregado com filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortar&lt;br /&gt;mos a mão.&lt;br /&gt;Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos,&lt;br /&gt;aceitou&lt;br /&gt;Mais tarde foi despedido e de novo procurou emprego.&lt;br /&gt;Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortar-&lt;br /&gt;mos a mão que te resta.&lt;br /&gt;Ele estava desempregado à muito tempo; tinha filhos,&lt;br /&gt;aceitou.&lt;br /&gt;Mais tarde foi despedido e de novo procurou emprego.&lt;br /&gt;Disseram-lhe: só te oferecemos emprego se te cortar-&lt;br /&gt;mos&lt;br /&gt;a cabeça.&lt;br /&gt;Ele estava desempregado há muito tempo; tinha filhos,&lt;br /&gt;aceitou.&lt;br /&gt;In, O senhor Brecht; Gonçalo M. Tavares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-112163198716954718?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/112163198716954718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=112163198716954718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163198716954718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163198716954718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/07/design-and-crime.html' title='Design and Crime'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-112163187401209117</id><published>2005-07-17T21:23:00.000+01:00</published><updated>2005-07-17T21:24:34.026+01:00</updated><title type='text'>Habitat = Shopping</title><content type='html'>Estou sentada, a meio da rua Garrett, distraída, a ouvir conversas cruzadas, histórias?&lt;br /&gt;Sai gente de todos os lados e passam por mim a correr. Todos vão atrasados?&lt;br /&gt;Entram a correr nas lojas?correm para o Metro?escondem-se nas ruas?provavelmente nunca mais os verei!&lt;br /&gt;Indiferentes a este corrupio estão os turistas, cansados das suas rotinas, apenas são capazes de se surpreender com as rotinas dos outros. Mas se alguns são visitantes pela primeira vez, outros, que por cá passam todos os dias, também nunca cá estiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este espaço assume várias identidades, Podemos encontrar dentro de um macro ?habitat, vários micro habitas. Em diferentes ruas há diferentes ambientes ?onde se invocam ou impõem diferentes atitudes e relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade, o lugar ? cidade, coloca-nos armadilhas. Esse lugar é, hoje em dia, concebido para ser uma experiência activa e contínua. Numa espécie de exploração infindável, esta é laboratório e palco das mais variadas experiências.&lt;br /&gt;A extensão das cidades mudou, como mudaram as intenções dos seus utilizadores. Lisboa é feita de ?camadas?, a sua essência está na acumulação e o seu fascínio maior reside no seu inegável factor de uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As actividades ligadas ao comércio vieram sendo implantadas neste espaço a partir do século XVII. A instalação das primeiras livrarias, de modistas e confeitarias nos séculos XVII e XVIII determinou uma determinada especialização de actividades que atraíram ao Chiado a aristocracia da capital e os visitantes estrangeiros. A zona foi sistematicamente apropriada como centro da cultura urbana aristocrata e da vida intelectual. Surgiram Hotéis, cafés, ?restaurantes, livrarias, teatros e mais tarde cinemas, intensificando-se a vivência que ainda hoje perdura na nossa memória colectiva. O chiado ganhou, assim, os atributos de boémio, cosmopolita, romântico e modernista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise da civilização assume diversas formas, mas tem um aspecto central, que é a diversidade e complexidade do mundo em que vivemos. Esta complexidade levou, por exemplo a que os antigos armazéns ?Grandela? tenham dado origem a um centro comercial e a que proliferem na zona os chamados franchising.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que este espaço tão povoado, quase não tem moradores, portanto o que move a maioria dos seus habitantes é o comércio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase involuntariamente, quando damos por nós, já estamos a consumir. O indivíduo que não tem poder de compra sente-se frustrado, inferior.&lt;br /&gt; Neste espaço onde coabitam diferentes classes sociais, os ?sem abrigo? ofendem-se se não os presenteamos com as moedinhas que eles referem ser para um ?bolinho e um café?.&lt;br /&gt;Bolinhos e café?comprinhas nas lojinhas que tão simpaticamente têm as portas abertas de par em par e nos convidam a tocar e experimentar...como um jogo?e depois de repente presenteiam-nos com baixas de preços. Oportunidades únicas de possuir aquele objecto tão desejado.&lt;br /&gt;Desejado hoje! Mas tão rapidamente ultrapassado por aquele que chegará para a semana e pelo qual ficaremos a sonhar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somo ?atacados? pelas imagens, ?arrastados? pelas modas, ?violados? pelo consumo.&lt;br /&gt;Os objectos, bem como as cidades, deveriam servir para os usarmos e não para sermos usados por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informação; Escolha; Disponibilidade ? CONSUMO!&lt;br /&gt;Mas se o consumo não solicita a sua negação, não valoriza a transgressão do seu próprio limite, a indignação tem de partir do consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Tavares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-112163187401209117?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/112163187401209117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=112163187401209117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163187401209117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163187401209117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/07/habitat-shopping.html' title='Habitat = Shopping'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-112163191213292765</id><published>2005-07-17T21:22:00.001+01:00</published><updated>2005-07-17T21:25:12.133+01:00</updated><title type='text'>O mundo das imagens</title><content type='html'>A imagem é uma lei universal!&lt;br /&gt;Não é possível, para nós, conceber um mundo sem imagens. &lt;br /&gt;A imagem é a informação ? informação manipulada e manipuladora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A percepção de uma dada sensação, seja qual for a sua dimensão ? táctil, olfactiva, visual sonora, remete sempre para o imaginário do individuo, e este é levado a produzir imagens, concretas ou abstractas, mas que se acabam por traduzir na mente do individuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem o poder mais forte de uma comunicação universal. Capaz de transpor barreiras culturais, sociais, políticas e religiosas.&lt;br /&gt;Das relações sociais à própria comunicação entre poder estabelecido e massas de cidadãos ? mensagens-ordens; mensagens-recomendações; mesagens-divertimento ? o grande predomínio da imagem é um ?facto novo imposto pela técnica e pelos seus elementos comercias ? publicidade, promoção, campanhas eleitorais, programas de tv-cinema-affiches, etc.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domínio de uma evolução plástica, defende-se a imagem em detrimento da palavra. &lt;br /&gt;O «texto» nasce na imagem, na especificidade da imagem e da sua relação com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo a passo, a imagem ganha terreno nas artes gráficas e difusão no sector comercial. É um factor inevitável no contexto técnico-capitalista em que vivemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meios de comunicação visual são de carácter propagandístico-comercial (cartazes, anúncios na TV, cinema, affiches?) ou de diversão (banda desenhada, cinema de animação, fotografia?)&lt;br /&gt;Para esta comunicação procura-se, cada vez mais, uma linguagem internacional, simples (até mesmo para aqueles que não conhecem os códigos de cada comunidade, ou seja, os analfabetos de uma língua.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A comunicação artística utiliza cada vez mais signos como promoção de uma ideologia ou marca, pela necessidade de criar linguagens facilmente decifráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na arte contemporânea o alvo é a representação e não o objecto. Mais do que uma arte que não visa o objecto, tenta-se redefinir, ou ultrapassar a representação como processo de mediação. Mais do que uma realidade estética, procura-se uma prática reduzida à mais elementar e pura excelência da rematerialização contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nível das imagens, torna-se imperativo repensar a representação não como procura do ainda-não-representado, mas como fuga dos estereótipos da imagem, de modo a que essas imagens sejam rematerializadas.&lt;br /&gt;Assim, é dada uma nova dimensão ao processo da representação, oferecendo novas possibilidades de olhar as imagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representar apresenta-se como um processo comunicacional complexo, num domínio de trocas da esfera social, numa linha de inter-relações.&lt;br /&gt;Neste sentido, as fronteiras das imagens, os espaços de acção destas expandem-se e contaminam outras actividades ou a elas mesmas, devido ao poder de leitura de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Tavares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-112163191213292765?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/112163191213292765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=112163191213292765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163191213292765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163191213292765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/07/o-mundo-das-imagens_17.html' title='O mundo das imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-112163190070100603</id><published>2005-07-17T21:22:00.000+01:00</published><updated>2005-07-17T21:25:00.703+01:00</updated><title type='text'>O mundo das imagens</title><content type='html'>A imagem é uma lei universal!&lt;br /&gt;Não é possível, para nós, conceber um mundo sem imagens. &lt;br /&gt;A imagem é a informação ? informação manipulada e manipuladora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A percepção de uma dada sensação, seja qual for a sua dimensão ? táctil, olfactiva, visual sonora, remete sempre para o imaginário do individuo, e este é levado a produzir imagens, concretas ou abstractas, mas que se acabam por traduzir na mente do individuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem o poder mais forte de uma comunicação universal. Capaz de transpor barreiras culturais, sociais, políticas e religiosas.&lt;br /&gt;Das relações sociais à própria comunicação entre poder estabelecido e massas de cidadãos ? mensagens-ordens; mensagens-recomendações; mesagens-divertimento ? o grande predomínio da imagem é um ?facto novo imposto pela técnica e pelos seus elementos comercias ? publicidade, promoção, campanhas eleitorais, programas de tv-cinema-affiches, etc.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domínio de uma evolução plástica, defende-se a imagem em detrimento da palavra. &lt;br /&gt;O «texto» nasce na imagem, na especificidade da imagem e da sua relação com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo a passo, a imagem ganha terreno nas artes gráficas e difusão no sector comercial. É um factor inevitável no contexto técnico-capitalista em que vivemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meios de comunicação visual são de carácter propagandístico-comercial (cartazes, anúncios na TV, cinema, affiches?) ou de diversão (banda desenhada, cinema de animação, fotografia?)&lt;br /&gt;Para esta comunicação procura-se, cada vez mais, uma linguagem internacional, simples (até mesmo para aqueles que não conhecem os códigos de cada comunidade, ou seja, os analfabetos de uma língua.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A comunicação artística utiliza cada vez mais signos como promoção de uma ideologia ou marca, pela necessidade de criar linguagens facilmente decifráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na arte contemporânea o alvo é a representação e não o objecto. Mais do que uma arte que não visa o objecto, tenta-se redefinir, ou ultrapassar a representação como processo de mediação. Mais do que uma realidade estética, procura-se uma prática reduzida à mais elementar e pura excelência da rematerialização contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nível das imagens, torna-se imperativo repensar a representação não como procura do ainda-não-representado, mas como fuga dos estereótipos da imagem, de modo a que essas imagens sejam rematerializadas.&lt;br /&gt;Assim, é dada uma nova dimensão ao processo da representação, oferecendo novas possibilidades de olhar as imagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representar apresenta-se como um processo comunicacional complexo, num domínio de trocas da esfera social, numa linha de inter-relações.&lt;br /&gt;Neste sentido, as fronteiras das imagens, os espaços de acção destas expandem-se e contaminam outras actividades ou a elas mesmas, devido ao poder de leitura de cada um de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Tavares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-112163190070100603?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/112163190070100603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=112163190070100603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163190070100603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/112163190070100603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/07/o-mundo-das-imagens.html' title='O mundo das imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-111054526730627036</id><published>2005-03-11T12:45:00.000Z</published><updated>2005-03-11T12:47:47.306Z</updated><title type='text'>A COMPLEXIDADE DO CIBERMUNDO</title><content type='html'>Ao analisar a tese de Paul Virilio, rapidamente me deparo com uma critica complexa do mundo que nos rodeia através da problemática que o autor nos coloca, num olhar mais atento sentimos que o autor demonstra que algo está a acontecer a todos os momentos e que vão entrar em ruptura com o mundo que por si já é complexo nos dias que correm.&lt;br /&gt;Paul Virilio refere a importancia da humanidade face às evoluções constantes, e para tal remonta um pouco no tempo, apontando os erros que a própria evolução trouxe ao longo das décadas. Caso da Revolução Industrial que muito teve de bom e que o autor cita ??a ilusão de uma velocidade salvadora??, contudo esta ganancia pela velocidade e pelas novas tecnologias levam o homem a aceitar o lado positivo de todas as inovações e colocar para 2º plano os aspectos cruciais e mais negativos da inovação, citado também pelo autor? ?a velocidade é uma ameaça na medida em que é capitalizada, tirana e ao mesmo tempo, ela é a própria vida??estes aspectos negativos certamente se comparam com o modo como os operários lidavam com o trabalho de repetição de tarefas e a produção em série (taylorismo).&lt;br /&gt;A ciencia e a tecnologia (velocidade), até então tiveram uma razão para a sua criação e um determinado objectivo, que ao longo dos tempos é caracterizado como um feito histórico implementando assim uma época e lhe é dado uma iconologia. Mas tal como o autor refere que as tecnologias tiveram um avanço significativo dadas instruções bélicas, hoje em dia a melhor arma de avanço para um CIBERMUNDO é a informação e a velocidade a que esta é propagada, influenciando a maneira de ser/estar de sociedade.&lt;br /&gt;Por sua vez essa mesma sociedade controla a velocidade para que haja mais ou menos repercurção no mundo, e para que isso aconteça nada melhor que a publicidade, que se propaga em diversos sentidos, escolhendo o puplico alvo a que se destina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;??Passam-se pois, da publicidade à propaganda e da propaganda à ocupação??&lt;br /&gt;É importante referir que o mundo caminha a passos largos para uma destruição de feitos já existentes, mas estas somente no modo de pensar, contudo não é demais referir que a critica construtiva de Paul Virilio é uma maneira para que essa mesma destruição não aconteça e que possamos de maneira lógica e racional para que tal não aconteça.&lt;br /&gt;Se pensarmos de forma lógica apercebemo-nos que a velocidade serve para que haja mais comunicação entre todos, mas, é somente dessa maneira que devemos agir e não utilizar essa velocidade como meio sensacionalista.&lt;br /&gt;Em suma à que encontrar e com ela atenuar a maneira de controlar melhor a velocidade, para que esta que foi criada pelo homem também não seja o motivo da sua destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Sousa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-111054526730627036?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/111054526730627036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=111054526730627036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/111054526730627036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/111054526730627036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/03/complexidade-do-cibermundo.html' title='A COMPLEXIDADE DO CIBERMUNDO'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-111045462959244747</id><published>2005-03-10T11:34:00.000Z</published><updated>2005-03-10T11:38:37.233Z</updated><title type='text'>Habitat</title><content type='html'>Hoje em dia é difícil encontrar uma cidade cuja actividade principal do seu centro urbano não seja direccionado para o turismo e/ou para o comércio. Da América à Ásia à Europa, existe cada vez mais uma tendência para haver uma monopolização do comércio das cidades por parte das grandes empresas em deterimento do pequeno comércio que, sem capacidade para competir com preços de franchising e de sociedades com grandes capitais investidos e ganhos, vai falindo aos poucos. O metro quadrado dentro da cidade atinge preços insuportáveis tanto para um novo arrendamento de um negócio com pouco capital (ou sem subsísidio estatatal) , bem como para a habitação, ainda mais para a habitação com alguma qualidade. Há, no fundo, uma tendência para desabitar esses centros urbanos de modo a que se possam optimizar os poucos espaços úteis em locais tornados em lojas, empresas, escolas, etc. As povoações concentram-se essencialmente nas periferias urbanas (os "dormitórios" ), onde sobra pouco tempo para desfrutar da vida no lar, por causa do vai-e-vem diário para os trabalhos (estes situados nos centros das cidades)  mas onde o preço pela habitação é bastante mais convidativo e, por isso, permite aos moradores uma comodidade muitíssimo maior no alojamento. Isto faz com que as casas sejam cada vez mais para dormir, por exemplo, nas casas novas, os quartos têm um espaço abissalmente mais pequeno do que as salas ou mesmo as cozinhas. Resultado: Habitat = Abrigo.&lt;br /&gt;De resto, referindo-nos aos centros urbanos em si, pelas razões essencialmente economico-financeiras deste fenómeno, são lugares, na sua generalidade, destinados ao comércio, ao turismo, à prestação de serviços, resumindo, locais confinados ao consumo.&lt;br /&gt;Existe toda uma máquina cada vez maior de atrair as pessoas para estes centros para que o funcionamento da economia dos grandes centros urbanos não páre para que as pessoas consumam cada vez mais e, sobretudo, criam-se necessidades de compra para todos os produtos e serviços. Coisas que não imaginávamos ontem precisar, estão nas nossas casas amanhã como algo de absolutamente imprescindível. É esta a máquina consumista que não deixa que estes grandes centros urbanos voltem a ser o local onde as pessoas habitam e trabalham sem o seu dia-a-dia cansativo de vai-e-vem.&lt;br /&gt;E não falo de consumismo que não me lembre de um filme de David Fincher no qual um personagem depressivo e absolutamente viciado num modo de vida compulsivamente organizado, que vivia dentro de um habitat construído por si de forma doentia, com todos os tipos de acessórios desnecessários criados por uma sociedade, em prol de um conforto absurdo e esgotante. Este personagem desnvolve então um alter-ego visonário e libertador que se revela, a certa altura com uma citação, nada bonita mas assaz inteligente (resume o carácter práctico de uma ou várias gerações) : "We are the middle children of history, with no purpose or place. We have no Great War, or Great Depression. The Great War is a spiritual war. The Great Depression is our lives. We were raised by television to believe that we'd be millionaires and movie gods and rock stars -- but we won't. And we're learning that fact. And we're very, very pissed-off". &lt;br /&gt;Admitamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Paula Rebelo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-111045462959244747?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/111045462959244747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=111045462959244747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/111045462959244747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/111045462959244747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/03/habitat.html' title='Habitat'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110813756448544505</id><published>2005-02-11T15:59:00.000Z</published><updated>2005-02-11T16:24:38.793Z</updated><title type='text'>Cartaz de Conferencias sobre Produçao em Design de Comunicaçao</title><content type='html'>&lt;div style="float: right; margin-left: 10px; margin-bottom: 10px;"&gt; &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/33488732@N00/4617523/" title="photo sharing"&gt;&lt;img src="http://photos4.flickr.com/4617523_9ee7ee3d91_m.jpg" alt="" style="border: solid 2px #000000;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-size: 0.9em; margin-top: 0px;"&gt;  &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/33488732@N00/4617523/"&gt;Cartaz&lt;/a&gt;  &lt;br /&gt;  Originally uploaded by &lt;a href="http://www.flickr.com/people/33488732@N00/"&gt;Victor Almeida&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;br /&gt;O Ciclo de Conferências insere-se no desenho do Programa da disciplina de Tecnologia de Design de Comunicação I e é dirigido a todos os alunos da Faculdade, em especial aos alunos do 2º e 3º anos da licenciatura em Design de Comunicação.&lt;br /&gt;Assistimos hoje a uma alteração constante dos paradigmas tecnológicos e das metodologias projectuais que implicam, em alguns casos, uma separação evidente entre o designer e o produtor e, noutros casos, um acumular de funções de (re)produtor do projecto/objecto por parte do designer. Neste contexto, o reconhecimento e o domínio das diversas tecnologias de produção tornam-se uma inevitabilidade. &lt;br /&gt;Mas que equações se geram em função da sua aplicação? &lt;br /&gt;A tecnologia assume-se como um constrangimento criativo ou, pelo contrário, pode despoletar uma reacção criativa inovadora? &lt;br /&gt;Existe um modo de usar as tecnologias ou elas estão ao serviço dos diversos modos de desenhar o projecto? &lt;br /&gt;A utilização da tecnologia é uma sequência linear ou, ao invés, é geradora de uma teia de relações que importa mapear?&lt;br /&gt;Pretende-se, por isto, que os conferencistas convidados apresentem ?case-studies? que se afigurem como paradigmáticos da Produção em Design de Comunicação nos diversos domínios que definem a disciplina, considerando especialmente as múltiplas vertentes tecnológicas que lhes são inerentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110813756448544505?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110813756448544505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110813756448544505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110813756448544505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110813756448544505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/cartaz-de-conferencias-sobre-produao.html' title='Cartaz de Conferencias sobre Produçao em Design de Comunicaçao'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110813588296246384</id><published>2005-02-11T15:28:00.000Z</published><updated>2005-02-11T15:31:22.966Z</updated><title type='text'>?Convidámo-lo a Visitar-nos...?</title><content type='html'>?No dia 11-11-75 o órgão sindical TRUD publicou uma carta assinada por Larina, Vacilieva, Ermoltchik e outros operários da Fábrica de Tubos de Drenagem, do distrito de Tseciss, (Letónia Socialista Soviética), no Báltico.&lt;br /&gt;A carta diz:&lt;br /&gt;«Depois da jornada de trabalho não desejamos regressar à residência colectiva, embora tenhamos vontade de repousar, de ouvir Rádio ou ver TV. Sucede que não dispomos de rádio nem de TV, nem de outras distracções.&lt;br /&gt;Antes havia gás na cozinha e, por causas que ignoramos, fecharam o gás. Os móveis de tão velhos estão a cair.&lt;br /&gt;Os Comités Sindical e do partido, e a direcção da fábrica sabem de tudo isto por ouvir dizer, e também sabem que a residência colectiva necessita de obras. Nunca vieram aqui, há já muitos anos, apesar de serem convidados por intermédio do jornal mural».?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Francisco&lt;br /&gt;1976  A URSS Vista pela sua Própria Imprensa, 1.ª ed., Lisboa: Editora Perspectivas e Realidades (2.ª ed. 1976)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Pacheco Gomes, Número: 3211&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110813588296246384?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110813588296246384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110813588296246384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110813588296246384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110813588296246384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/convidmo-lo-visitar-nos.html' title='?Convidámo-lo a Visitar-nos...?'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110795443214994255</id><published>2005-02-09T13:06:00.000Z</published><updated>2005-02-09T13:07:12.150Z</updated><title type='text'>Cibermundo ou Mundo Real</title><content type='html'>Paul Virilio, nesta obra "Cibermundo: a Política do Pior" traça uma análise à constante evolução das tecnologias bem como à directa relação que estas têm com a sociedade de informação.&lt;br /&gt;Diz-se "simplesmente um verdadeiro amante das novas tecnologias", e que não é "nada contra o progresso", mas refere também, que não nos deixemos iludir por toda esta pirotecnia nos meios comunicacionais que nos invade diaramente, pois esta não será a solução para um mundo mais perfeito, não é de todo a poção mágica que "trará finalmente a felicidade e uma humanidade maior". E não é mesmo.&lt;br /&gt;Toma como objecto do seu trabalho, o mostrar, o tornar público certas tendências negativas que se observam para prevenir o mal. &lt;br /&gt;Uma das tendêncais que aborda são as teletecnologias, nomeadamente o trabalho à distância, as tecnologias de informação que ameaçam certas necessidades sociais, como a leitura, a escrita, a palavra, para além das relações interpessoais, da socialização que se faz através da língua, que são cada vez mais menosprezadas. A criação de famílias monoparentais, assistindo-se a uma desintegração, em detrimento dos verdadeiros valores familiares é outra tendência que evoca.  &lt;br /&gt;São facilidades e consequências destas facilidades que dão à pessoa capacidade de viver a sua vida sem se mover, sem sair de casa, como se de um corpo deficiente se tratasse. Não considero incorrectas estas facilidades, se estivermos a falar da melhoria das condições de vida de quem de facto possui deficiências motoras. Mas estamos a falar de tecnologias de informação, de dispositivos que atingirão também os válidos, os locomotores. Virilio relata uma situação, "Fiquei surpreendido ao ver que estes homens de carrinho estavam escandalizados diante das teletecnologias. Eu vi reacções de estupefacção face ao facto de os válidos utilizarem técnicas destinadas a deficentes que sofriam, por exemplo, por não poder deslocar-se para abrir uma janela." &lt;br /&gt;São uma série de dispositivos e tecnologias comunicacionais que permitem que o homem seja cada vez mais homem-sedentário e na relação que desenvolve com os objecto seja obrigado a conferir-lhes uma identidade, passando assim a trabalhar com aparentes identidades, que substituem as pessoas, as relações entre estas. &lt;br /&gt;Homem-sedentário, aquele que carrega no botão para abrir a janela, que liga a televisão para ver o estado do tempo, quando poderia/deveria dirigir-se à janela, abri-la e constatar quais as condições atmosféricas. Ou então aquele que, ?tira uma foto? do calendário de frequências em vez de copiar as datas de caderno e lápis na mão.&lt;br /&gt;Já se observam nos dias de hoje certas tendências referidas pelo autor, efectuamos movimentos de contas, recarregamos o telefone móvel, pagamos a electricidade... fazemos um sem fim de outras coisas sem sair de casa, sempre através de um mero pressionar de uns pequenos botões que nos permitem descobrir o mundo. Isto porque nos permite fazê-lo com velocidade e comodidade. Mas serão sempre necessários estes valores? Serão primordiais nas vivências humanas? se é que assim estas continuam a existir...&lt;br /&gt;O Tgv, como paradigma da velocidade e da evolução das tecnologias dos meios de transporte. "... e quando se inaugura o TGV, perde-se a paisagem!", comparo esta exclamação de Philippe Petit, com o dia-a-dia no Metropolitano. &lt;br /&gt;É mais rápido... só isso! Não me substitui o olhar pela janela do autocarro e ver, ter a noção de que espaço estou a percorrer, se é dia ou noite, se faz Sol ou não. Há apenas um ruído constante causado pelo ferro e um olhar no escuro. É do prazer sensorial que falo, das sensações despertas pelo olhar de uma paisagem, urbana na maioria, mas paisagem. &lt;br /&gt;É neste contexto que acho oportuno recorrer a uma frase de Paul Virilio, &lt;br /&gt;"da publicidade passou-se à propaganda e da propaganda à ocupação do território emocional." Haverá alguém mais vulnerável do que a pessoa que viaja por baixo do solo a olhar para o escuro? Claro que quando chega a uma estação o seu olhar faminto de forma e côr recairá sobre os painéis que vendem produtos, e isso preenche de certa forma o interior emocinal das pessoas, desperta nelas a vontade, o querer.&lt;br /&gt;Posso então também eu afirmar que os media são de facto detentores de poderes feiticeiros. &lt;br /&gt;A televisão utiliza estes poderes através da ?tirania do tempo real? que pratica. É o imediato, o real, ali, naquele momento, sem permitir pensamento, sem permitir escolhas apenas despertando reflexos. &lt;br /&gt;É o meio de comunicação ?propangandístico por excelência?, não só a nível de venda de produtos, mas também a nivel político, a todos os niveis.&lt;br /&gt;"Filtering information, / For the public eye, / Designed for profiteering" Serj Tankian&lt;br /&gt;Será possível mudar, mudar esta televisão que temos, que nos é apresentada? Segundo Virilio essa mudança não deverá ser feita na televisão, media antigo, mas sim num novo dispositivo de comunicação pois a televisão está perdida.&lt;br /&gt;Assiste-se hoje, a uma televisão com horror ao vazio, onde a ?tirania do tempo real?, dos directos, é cada vez mais recorrente. &lt;br /&gt;"A televisão mata mais depressa do que as balas." Emir Kusturica&lt;br /&gt;Há uma competição, por vezes desmedida entre estações, há a necessidade de mostrar que foi aquela estação a mais vista em tal dia em tal horário, depois fazem questão de agradecer a todos os que fizeram com que tal coisa fosse possível. Parece que não se faz mais nada para além de diariamente brincar ao ?toma-toma-sou-melhor-do-que-tu?! Basta destas coisas!&lt;br /&gt;"A televisão, tal como a Natureza, tem horror ao vazio. O extraordinário é que enquanto a Natureza ocupa o vazio com matéria, a televisão ocupa o vazio com... mais vazio." Miguel Gaspar&lt;br /&gt;Já que faço referência à necessidade de auto-valorização, que dizer dos autarcas que constroem e constroem coisas e coisinhas para lhes ser tal feito reconhecido e consequentemente ganhar o implorado voto. Exemplo prático: passeios de rua, primeiramente largos e com razoáveis condições de passagem, são tranformados em lugares de estacionamento para automóveis, tendo o peão que zigue-zaguear para poder prosseguir o seu caminho. E as raras rampas perto das passadeiras, para aqueles que têm necessidade de se deslocar em cadeiras de rodas, que fazem do atravessar da estrada uma verdadeira aventura. Claro que o mais importante nestes casos todos são os dois ou três lugares para estacionar a mais que há naquela rua, para que o autarca ganhe reconhecimento, pois está a dar mais importância às necessidades da maioria sem se aperceber que prejudica ao mesmo tempo outros utilizadores do mesmo espaço.&lt;br /&gt;"Ora, hoje, os media não trabalham sob forma de narrações mas sob forma de flashs e de imagens. Há, pois, uma redução à imagem da história." Paul Virilio&lt;br /&gt;Flashs e imagens e imagens e imagens, foi o que vimos e revimos da tragédia do Sudeste Asiático. &lt;br /&gt;"Sucedem-se repetidamente no ecrã do computador, dois segundos, três segundos, em sequência. Em consequência. Fixo uma fotografia ? não há pessoas, há espectros, há fantasmas" Pedro Rolo Duarte&lt;br /&gt;A realidade a que todos assistimos... em directo! Durante um mês, todos os dias as mesmas coisas, os mesmos relatos, as mesmas imagens. Sim aconteceu, já percebemos, lamentamos por não sermos capazes de fazer algo verdadeiramente útil. Mas o mundo não parou ali, continuaram a acontecer outras coisas por toda a parte, sabiam? Espero que sim.&lt;br /&gt;"4000 hungry children leave us per hour, / From starvation, / While billions are spent on bombs, / Creating death showers" Serj Tankian&lt;br /&gt;Não terá havido um exagero por parte dos media? Não se terão estes aproveitado da catástofre alheia para vender? E as campanhas de mobilização de fundos e de ajudas humanitárias? Sim, são necessárias, mas aqui, no nosso território também existem pessoas a necessitarem de ajuda. Lá por que não mostram na televisão durante um mês essa realidade repetidamente, não quer dizer que ela não exista e que não tenha importância.&lt;br /&gt;"Amar o longínquo, isto é o estrangeiro, sim! Mas amar o longínquo em detrimento do próximo, não!" Paul Virilio&lt;br /&gt;Velocidade, poder e riqueza, para Virilio estes conceitos estão sempre relacionados. Estará aqui a explicação para o facto de Portugal não ser mais poderoso, mais rico? É que por cá, produz-se devagar, e deixa-se para mais logo, ou para amanhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paul Virilio, ?Cibermundo: a Política do Pior?&lt;br /&gt;Serj Tankian, ?BOOM?&lt;br /&gt;Miguel Gaspar, ?A televisão vazia?, Diário de Notícias&lt;br /&gt;Pedro Rolo Duarte, ?As imagens à minha frente?, Dna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Miguel Silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110795443214994255?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110795443214994255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110795443214994255' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110795443214994255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110795443214994255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/cibermundo-ou-mundo-real.html' title='Cibermundo ou Mundo Real'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110761401167673141</id><published>2005-02-05T14:32:00.000Z</published><updated>2005-02-05T14:33:31.676Z</updated><title type='text'>Cibermundo: a política do pior</title><content type='html'>Dia 31 de Dezembro de 1999. Noite de fim-de-ano, a mais temida e aguardada devido à mudança de século. Para uns representava o fim do mundo, catástrofes, calamidades; para outros, era uma simples mudança de ano. No entanto, para a maioria havia um medo colectivo instalado que se concretizaria ou não quando soassem as doze badaladas. O problema era o caos dos sistemas informáticos, o não sabermos se estaria tudo preparado para a mudança de algarismos ou se tudo voltaria a contar do zero, gerando um pânico sem precedentes com consequências graves para a economia mundial. Tudo por uma economia de dígitos na programação das datas, usando apenas dois em vez de quatro para o ano. Assim, 99 passaria a 00, a nossa idade seria negativa, o nosso saldo bancário inexistente, e por aí fora.&lt;br /&gt;Encontrávamo-nos todos expectantes e, devido a ume esforço de organização feito com poucos meses de antecedência e um pouco de sorte, o ano mudou e os medos não se confirmaram.&lt;br /&gt;A partir daqui, podemos ver o quão dependentes somos da tecnologia. Novos produtos surgem todos os dias. Um novo aparece, o velho está obsoleto. Adquirimo-los, tornam-se parte integrante das nossas vidas, são extensões do nosso corpo. A sua ajuda na vida diária é inquestionável, aquilo que alguns electrodomésticos e produtos de electrónica permitem realizar facilita-nos a vida e poupa-nos tempo precioso. No entanto, a nossa dependência é já tão forte, a sua presença tão vincada, que já não sabemos o que fazer sem eles. Quando nos encontramos em situações que requerem a utilização ou recurso a meios mais rudimentares, bloqueamos, não sabemos o que fazer. Deixamos de usar uns instrumentos em detrimento de outros, "Quando se inventa o elevador, perde-se a escada".&lt;br /&gt;Criámos as máquinas para que nos auxiliássem e, hoje em dia, estamos dependentes delas.&lt;br /&gt;Primeiro, a revolução industrial, depois a revolução dos transportes e, hoje, a revoução tecnológica e de informação.&lt;br /&gt;Os avanços e novas descobertas na área da tecnologia têm vindo a aumentar exponencialmente, conseguimos hoje fazer coisas que, há uns anos, eram somente imaginadas, quando muito fazendo parte do enredo de um livro ou filme de ficção.&lt;br /&gt;A capacidade de comunicarmos e, ao mesmo tempo, vermos alguém que está do outro lado do mundo, os trabalhos ao nível dos implantes na nanotecnologia, as primeiras experiências de geração de clones, são acontecimentos tão fantásticos como controversos e apelam em alguns casos à ética. Como diz Paul Virílio, o mundo deixou de ter fronteiras, e a velocidade é sinónimo de poder e riqueza.&lt;br /&gt;Hoje, podemos conhecer o mundo, trabalhar, fazer as nosass compras, pagar as contas, tudo sem termos de sair de casa. E, quando as casas forem completamente automatizadas, nem teremos de nos levantar do sofá. O mundo encontra-se à distância das nossas mãos.&lt;br /&gt;A sedentarização torna-se um problema. As relações familiares desaparecem. Cada um fecha-se em si, com a sua tecnologia de eleição, e os tempos que dantes eram dedicados à conversação são passados diante do écrãn a receber informação.&lt;br /&gt;Vivemos bombardeados por informação, temos cesso a tudo dos quantro cantos do mundo. A tudo aquilo que querem que tenhamos acesso. A informação é que move o mundo e os media controlam-na, controlando-nos por associação. A visão que temos do mundo é cada vez mais condicionada por todos os preconceitos que nos são incutidos. A informação, a imagem, a publicidade, são as grandes armas dos dias de hoje. Um bom exemplo nos tempos recentes é-nos dado pela "preparação" da população dos EUA e da Europa para a guerra no Iraque.&lt;br /&gt;Quem detém a tecnologia detém o poder. Em termos económicos, temos actualmente três grandes potências mundiais: os EUA, a Europa e a Ásia (em particular a China). No entanto, em termos de informação, as verdadeiras potências são os EUA e a "opinião pública" global, e só a capacidade de indignação desta parece poder travar a "grande estratégia imperialista" da única verdadeira potência militar actual.  Os EUA constituem também a principal potência económica mas, em breve, a China poderá liderar os mercados e absorver tudo à sua volta. A China é o mercado em maior expansão, com taxas de crescimento próximas dos dois dígitos, e a sua enorme população constitui um manancial de potenciais consumidores num mercado que ainda tem um rendimento per capita muito baixo. À medida que o poder de compra do chinês for evoluindo, a China passará a ser a grande potência económica e o mandarim uma das línguas obrigatórias do comércio internacional. A nível de tecnologia, os países mais avançados estão na Ásia ? são disso exemplo o Japão, a Coreia do Sul, Taiwan, e as regiões mais abertas economicamente da China. Entretanto, na velha Europa, a população decresce e envelhece, acomoda-se, e a liderança outrora conduzida pela recuperação do pós-guerra, em particular pelo Reino Unido, Alemanha e França, está a desmoronar-se...&lt;br /&gt;Apesar de tudo, a tecnologia não é a única coisa que tem de nos preocupar, em tudo o que de novo surge há sempre prós e contras. A democratização da informação com o avanço tecnológico trará tantos benefícios como novos motivos de preocupação. Esta não será de todo a única causa para a situação em que nos encontramos e, no entanto, a democratização da informação é relativa: apenas os países industrializados (os chamados países do primeiro mundo) disfrutam de tudo o que advém da informação, da tecnologia, sendo o fosso para os países do terceiro mundo cada vez maior. No entanto, para o cidadão comum, a informação não se traduz necessariamente em conhecimento: cada vez mais somos confrontados com o seu excesso e o enorme detalhe de irrelevâncias com que somos bombardeados todos os dias faz com que o tempo disponível para transformarmos a informação em algo útil para nós, em conhecimento, seja cada vez menor ? sabemos cada vez mais um pouco de tudo e verdadeiramente nada de cada matéria particular, excepto se formos "especialistas" por razões profissionais ou de interesse pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Rocha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110761401167673141?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110761401167673141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110761401167673141' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110761401167673141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110761401167673141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/cibermundo-poltica-do-pior_110761401167673141.html' title='Cibermundo: a política do pior'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110761360344694592</id><published>2005-02-05T14:26:00.000Z</published><updated>2005-02-05T14:26:43.446Z</updated><title type='text'>Ciberespaço: a politica do pior</title><content type='html'>Na minha opinião o problema do poder , não se encontra apenas ao nível da velocidade e da informação, este problema tem origem no particular e acaba por influenciar o geral. Ou seja, eu penso que tudo isto começa num conflito entre o Eu interior e o meio exterior. Trata-se de um problema de ódio e vazio interior, um problema de subjugação e um problema de responsabilidade.&lt;br /&gt;Uma pessoa que não é capaz  de encontrar um equilíbrio entre o seu mundo interior e o mundo exterior torna-se pessoa sem opinião e sem vontade própria, apenas sente, pensa e age de acordo com conceitos pré ? fabricados, portanto não têm opinião, uma pessoa sem opinião é influenciada mais facilmente por qualquer informação, pelos media.&lt;br /&gt;Uma pessoa tem duas opções na sua formação ou se torna autónoma ou subjuga-se ao poder, para obter benefícios ou vir a fazer parte dele. Quem se subjuga foge à responsabilidade, porque apenas cumpre ordens. Um pequeno exemplo disto pode ser o caso dos reféns iraquianos que foram abusados por soldados das tropas Americanas, em que os soldados referem qualquer coisa como: "tínhamos ordens para apertar com  eles." &lt;br /&gt;Na sociedade existe uma confusão entre responsabilidade e obediência, "ser responsável é ser bom, ser bom é ser obediente, ser livre é não obediente ,e se não é obediente provoca desgosto, então não poderá fazer parte do poder."&lt;br /&gt;Ser responsável não se trata de obediência, a responsabilidade tem de existir em nós próprios, nas nossas relações entre o interior e o exterior, temos de julgar a informação e os deveres que se confrontam conosco segundo uma perspectiva humana que só é possível se houver um equilíbrio em nós próprios.&lt;br /&gt;Pensando no que é a responsabilidade, será que Durão Barroso, enquanto primeiro ministro e enquanto ser humano, alguma vez se sentiu responsável, pelo apoio que deu aos Estados Unidos, das mortes provocadas da guerra do Iraque, seres humanos. Ou estaria apenas a subjugar-se ao poder dos Estados Unidos na esperança de beneficiar ou de fazer também parte do poder? ( Eu não sei, não conheço o homem e não sou psicóloga.) Mas uma vez vi a mãe dele na televisão e não me pareceu uma senhora muito amorosa, o que me leva a acreditar que provavelmente Durão Barroso quando era criança teve carências afectivas, e começou a nutrir ódio por si próprio. Uma pessoa que se odeia provoca destruição, e não se sente responsável por nada, era bem capaz de abandonar as suas obrigaçoes em troca de mais poder. &lt;br /&gt;Ora, se a sociedade fosse composta por indivíduos responsáveis e conscientes seria muito provável que a maioria dos problemas não existisse, não  haveria quem tentasse dominar alguém através de informação, a informação que é poder. Neste caso era capaz de acreditar que o grande acidente tecnológico que Paul Virilio anuncia nunca iria existir. Mas como as coisas nunca iriam acontecer desta forma, e hão-de sempre existir pessoas que apenas acreditem numa política de poder, acho provável que venha a acontecer um grande acidente tecnológico .&lt;br /&gt;A questão está no facto das pessoas interagirem com o seu interior, tornando as suas acções mais humanas, políticas e territoriais para não caírem num virtualismo mortal, acredito que que assim que assim todos os problemas tecnológicos que nos aparecerem não serão tão graves e terão sempre uma solução .&lt;br /&gt;"Há uma ameaça considerável de perda de outro, de declínio da presença física em proveito de de uma presença imaterial e fantástica". Paul Virilio &lt;br /&gt;Acho que cada vez mais caminhamos para o isolamento, apesar das facilidades de comunicação que as tecnologias nos trazem, cada vez somos mais manipulados pelas opiniões comuns, e cada vez mais a singularidade do nosso interior se insola num mundo escuro e escondido. Passamos a fazer parte de uma massa comum sendo cada vez menos singulares e procuramos conforto no irreal (porque é mais fácil do que confrontar a realidade), no virtual que é fantástico e obedece a todas as nossas vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Cristina Lapa Viana nº3151&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110761360344694592?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110761360344694592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110761360344694592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110761360344694592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110761360344694592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/ciberespao-politica-do-pior.html' title='Ciberespaço: a politica do pior'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110761349458400582</id><published>2005-02-05T14:17:00.000Z</published><updated>2005-02-05T14:24:54.583Z</updated><title type='text'>Cibermundo: a Política do Pior</title><content type='html'>Hoje em dia, a questão da velocidade é fulcral nas nossas vidas e é uma das maiores condicionantes da mesma. A velocidade ou a rapidez: dos transportes; das máquinas; das novas tecnologias; dos raciocínios; das decisões, etc.. Rapidez é dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os acontecimentos sucedem-se a um ritmo assustador... Hoje acordei e já estamos no mês Fevereiro, do ano 2005! Parece, que neste momento, já faço parte de um filme de ficção científica...&lt;br /&gt;Mas o tempo veloz não surtiu em mim os efeitos da sua passagem, como eu esperava, será que este tempo real, mundial, de que nos fala Paul Virilio, é menos ?sofrido?, ou sentido que o tempo histórico, o local?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que a nossa visão do tempo e do espaço foi muito alterada com o aparecimento da televisão, da Internet, dos telemóveis e dos meios de transportes de altas velocidades. O espaço e tempo são como que esmagados e onde antes víamos: longínquo, a nível espacial, e demorado ou lento, a nível temporal, hoje nem vemos nem sentimos nada, é tudo tão imediato! E só nos damos conta desta rapidez quando algo corre mal e temos que voltar aos processos obsoletos de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que esta imediaticidade espacial e temporal pode estar na origem da aceleração do tempo de que falava anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta aceleração temporal pode resultar a tal perda do mundo próprio de que fala Virilio, em favor do mundo virtual. Daí que de vez em quando seja necessário parar e pensar, onde estou, em que tempo está o meu corpo próprio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta velocidade, em vez de aproximar os homens afasta-os, ou melhor aproxima-os do distante e afasta-os do próximo. Esta aproximação do distante que é virtual, pode parecer mais vantajosa do que a aproximação do seu próximo que é real. Daí advêm uma perda do corpo próprio e do corpo do outro, assim como, uma ausência de espaço geográfico, ausência de deslocação física. Sem se aperceber o homem perde as suas grandes liberdades, a de se mover, a de agir, pois como diz Paul Virilio a velocidade é um limite à acção do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, penso que o lugar físico ainda mantém o lugar central na nossa sociedade. A imaterialidade e a portabilidade revigoram o presencial, não o substituem. Por exemplo, a videoconferência só tem êxito (social, psicológico) desde que conduza a um conhecimento pessoal dos participantes. Na televisão, surgem alguns programas novos, que recriam espaços  privados ? como se se tratassem de longas conversas envolvendo os nossos problemas pessoais e familiares. A imagem do ecrã televisivo fascina, mas apenas adormece a solidão; a imagem do computador não passa também de um excitador  virtual. No mundo actual, as próteses físicas de que fala Virilio, combinam-se com as próteses informacionais dos ecrãs domésticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor dado a estas máquinas de comunicação é a modulação de vida, o significado exercido no quotidiano da sociedade: conhecemos o que vemos a televisão e no computador, orientamos os nossos sentimentos e vontades colectivas, baseados nesses factos e exercemos acção pública a partir de um local isolado e sem movimento: o sofá, ou a cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cibernauta alimenta e alimenta-se entre o real e o virtual, o público e o privado, criando e refazendo laços num mundo em que moda, efémero e fragmentário substituíram as narrativas teóricas e filosóficas da modernidade. Velocidade, mobilidade e portabilidade encontram-se presentes nas novas tecnologias, os equipamentos, por excelência, deste tempo que se preparavam para anunciar como outrora, outras tecnologias o fizeram, uma sociedade mais democrática, mas que também não passarão de visões utópicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«As novas tecnologias da informação são tecnologias do estabelecimento de redes das relações e da informação e, enquanto tais, veiculam muito evidentemente a perspectiva de uma humanidade unida, mas também de uma humanidade reduzida a uma uniformidade.» &lt;br /&gt;Paul Virilio in "Cibermundo a Política do Pior"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que esta uniformização da humanidade, pode levar a um esvaziamento dos interesses. Nunca houve uma tão grande proliferação de informação, e ao mesmo tempo um tão grande desinteresse. A indiferença cresce. E o apetite do vazio também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ensino, o prestígio dos docentes desapareceu e encontra-se banalizado, em pé de igualdade com o dos media, há um cepticismo pelo saber. E quanto mais a escola puxa pelos alunos, mais estes a desabitam. A contestação extinguiu-se, os liceus são hoje um corpo amorfo e os docentes fatigados, são incapazes de lhe devolver a vida. A política entrou na era do espectáculo. Já não há uma consciência rigorista e ideológica. Os media de massa são hoje importantíssimos para os políticos. A política de animação tomou o lugar da chamada política séria. Sendo a audiência determinada pela qualidade da animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta indiferença resulta do excesso, da hiper-solicitação. Cada vez mais informação, cada vez mais depressa, os acontecimentos, são objecto da mesma desafectação que os lugares e as habitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem indiferente não se apega a nada, está preparado para tudo, não tem certezas absolutas, e as suas opiniões são susceptíveis de mudanças rápidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) Deus morreu, as grandes finalidades extinguem-se, mas toda a gente se está a lixar para isso (...) &lt;br /&gt;Gilles Lipovetsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Lúcia Nobre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110761349458400582?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110761349458400582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110761349458400582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110761349458400582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110761349458400582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/cibermundo-poltica-do-pior_05.html' title='Cibermundo: a Política do Pior'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110724532651498977</id><published>2005-02-01T08:08:00.000Z</published><updated>2005-02-01T08:08:46.516Z</updated><title type='text'>Ética de utilização</title><content type='html'>Paul Virilio apresenta-nos uma visão pessimista de uma evolução tecnológica exponencial. Questiona meios e processos actuais assim como um possível futuro de que nos aproximamos. Da televisão à internet, dos media e a televigilância aos transportes. Enuncia a velocidade, sempre aliada à riqueza, como causa para uma perda de identidade, de historicidade e de sentido do "eu" no mundo e da sua grandeza. Antecipa uma época em que os factores negativos proporcionados pela ambição de inovação e pelas próprias evoluções tecnológicas, serão superiores aos factores positivos. Exemplo da invenção do elevador, que possibilita uma deslocação com pouco esforço físico mas por outro lado os utilizadores deixam de utilizar as escadas, e por conseguinte, deixam de ver o que rodeia, num sentido metafórico. Ou ainda, a evolução do transporte ferroviário para o TGV, que encurta as distâncias mas perde-se a paisagem, e com o avião, em que se perde o paquete e a noção de grandiosidade do oceano, da terra.&lt;br /&gt;Ou seja, o processo tecnológico terá sempre uma face positiva e outra negativa e o preocupante é o aumento dos factores negativos. Mas não será uma visão excessivamente pessimista? O que faremos então? Qual será a nossa motivação? A estagnação? A internet e outros avanços contribuiram e contribuem para um afastamento do sujeito do meio que o rodeia, entenda-se por meio todo um ambiente físico e social. Numa época em que as ciber-relações e quase uma ciber-vida se afirmam, nenhum destes conceitos deixa de ser questionável. A solução proposta poderá passar numa preferência pela fala, pela escrita, pela palavra e o contacto humano. Mas como regressar a esses valores? Será a solução uma abolição dos progressos? Para além de não parecer uma visão viável, a solução não passará por medidas tomadas a nível de produção material, visto que a velocidade e a riqueza estão directamente associadas à própria estabilidade de um país. Serão então medidas de produção psicológica, digamos assim, que poderão possibilitar um crescimento tecnológico mais saudável. Há toda uma consciencialização ética de utilização que é necessária à discussão para uma posterior divulgação e aplicação. É necessário que a evolução não seja imposta de forma abusiva mas sim de forma a ser questionável. Mas por aqui passa também por um papel dos media e pelos escrúpulos da publicidade, e talvez tenhamos chegado a uma crise de valores que dificulta este pensamento. Talvez não estejamos numa época em que faltam valores, mas antes, uma multiplicidade de valores com os quais predomina uma dificuldade de união ou de aceitação.&lt;br /&gt;Todo o nosso progresso tecnológico, associado mais directamente ao osso raio de acção, tem como característica possibilitar fazer mais, num periodo de tempo mais curto, para teoricamente haver um aumento de tempo supostamente de lazer, para o sujeito. A questão é se essa possibilidade de velocidade num aumento de produção terá mesmo consequências de aumento de tempo próprio para o sujeito. Ou seja, já conseguimos, por exemplo, por avanços tecnológicos, estar no local X e colocar a máquina de lavar roupa no local Y a funcionar. O problema a reflectir é se o tempo ganho servirá para o sujeito ter mais actividade no local X ou no local Y, interpretando X como local de emprego, e o local Y como casa. E aqui voltamos à questão da utilização da internet por uma geração mais nova que passa cada vez menos momentos familiares e de contacto humano, procurando talvez essa companhia num ciber-espaço. Ou seja, estamos a evoluir para o nosso bem estar e felicidade ou para as engrenagens de uma máquina em que o objectivo da velocidade é apenas o de riqueza?&lt;br /&gt;Poderá ser esta falta de exercício mental que possibilita a instalação de todo um sistema de videovigilância em Reiquiavique, e ainda a abertura da transmissão, das cameras com objectivos de segurança, para um canal televisivo. Tudo isto com o consentimento de uma maioria da sociedade, e ainda oferecendo audiências elevadas ao canal. A ficção literária passa a realidade e a capacidade de juízo dos cidadãos é diminuta, talvez por falta de um clima de incentivo e reflexão.&lt;br /&gt;Relembro que Nobel, após inventar a dinamite e de se aperceber que a sua utilização de forma negativa era prejudicial, dedica grande parte da sua vida a defender um uso correcto e a alertar para os perigos adjacentes. O mesmo sucedeu-se com o pai da energia nuclear.&lt;br /&gt;Será este tipo de cuidado o necessário para evitar um excesso de factores negativos em avanços tecnológicos, procurado antever os seus resultados negativos antes da criação. É necessária uma política de ética de utilização e não uma política de não incentivo ao progresso tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sérgio Marques.3088&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110724532651498977?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110724532651498977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110724532651498977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724532651498977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724532651498977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/tica-de-utilizao.html' title='Ética de utilização'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110724524437074944</id><published>2005-02-01T08:06:00.000Z</published><updated>2005-02-01T08:07:24.370Z</updated><title type='text'>E de novo, o design</title><content type='html'>Questionar&lt;br /&gt;Nesta era de consumismo desenfreado e de velocidade de informação, o designer representa o papel de elo entre estes. Tem então a responsabilidade de fazer chegar a informação ao consumidor sem a alterar. Deverá ter o cuidado acrescido de nunca adulterar o seu conteúdo, limitando-se aos factos e mantendo a sua essência, ou seja, informar e não manipular. Isto traduz-se em alertar e sensibilizar o público, fazendo-o caminhar para a reflexão ao invés de um reflexo, questionar em vez de aceitar.&lt;br /&gt;Para desenvolver o seu papel terá inevitavelmente de usar o plano económico para ter êxito, mas sendo inteligente para nunca se submeter a ele, evitando assim cair em resultados medíocres, forçados pelas leis de mercado. Deverá assim adquirir estratégias saudáveis em que alcance o equilíbrio entre questões práticas e teóricas: à funcionalidade e à estética deverá ligar um fundo cultural rico nas mais variadas áreas; adaptar-se às tendências sem alterar o cerne da mensagem.&lt;br /&gt;O designer terá de ter consciência da sua influência social, tendo uma responsabilidade ética e moral de responder aos requerimentos sociais.&lt;br /&gt;É necessário nos dias que correm haver designers criativos, construtivos, e de visão independente, que não se submetam ao sistema capitalista, não sejam ideólogos de alguma política ou doutrina, nem geeks, mas sim profissionais capazes de desempenhar o seu trabalho com conhecimento, inovação, consciência e sensibilidade. &lt;br /&gt;O designer precisa de ser formado para ser um verdadeiro profissional e para ter consciência da sua responsabilidade para com a sociedade e não apenas para com os lucros do cliente. &lt;br /&gt;O fundamento essencial para uma unidade do trabalho do designer é uma consciência crítica e rigorosa da questão de valores, que se adequa às várias junções entre uma prática informada pela teoria e a teorização como prática. Não deve somente ser abordado o problema de design propriamente dito mas o processo em si deve estimular o designer a fazer uma reflexão sobre a natureza do problema e os seus princípios e valores implícitos e do significado destes para a área do design, para o papel do designer na sociedade e para uma sociedade regida pela consumismo. As questões éticas devem ser exploradas em relação ao consumo, assim como na perpetuação de estereótipos.&lt;br /&gt;Sendo que o design tem um perfil polivalente e interdisciplinar, o designer terá de ter os seus horizontes abertos não apenas ao campo cultural mas também ambiental, social e político. É essencial para se tornar informado, consciente e crítico.  Cabe ao designer analisar, compreender e questionar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Vieira #2913&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110724524437074944?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110724524437074944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110724524437074944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724524437074944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724524437074944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/e-de-novo-o-design.html' title='E de novo, o design'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110724518470687545</id><published>2005-02-01T08:05:00.000Z</published><updated>2005-02-01T08:06:24.706Z</updated><title type='text'>Representação</title><content type='html'>Mais do que ver, sentir! &lt;br /&gt;"O essencial é invisível aos olhos."&lt;br /&gt;Saint-Exupéry, in O Pequeno Príncipe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas definições iniciais de representação, como a dada por São Tomás de Aquino no século XIII, prevalece a ideia de uma estreita relação entre um objecto e o conhecimento que dele se tem. Mais tarde, Guilherme de Ockham (séc. XIV) distingue três acepções para a representação: o conhecimento ou a ideia de uma representação como um meio ou veículo pelo qual assimilamos algo; a imagem de algo já conhecido e, daí, uma forma de memória; o estímulo ou causa de um conhecimento.&lt;br /&gt;A evolução da definição de representação está ligada à própria evolução da representação na arte. Esta tem-se alterado ao longo dos tempos, sofrendo uma grande viragem com o surgimento da fotografia. Antes disto a arte baseava-se numa representação mais concreta e realista, quer fosse na arte pré-histórica, quer, por exemplo, no Renascimento. Quer a representação fosse mais detalhada ou mais estilizada, ambas reproduziam situações reais ou possíveis. Com a fotografia questionou-se essa necessidade, e desde então que a representação tomou formas cada vez menos figurativas. Isto levou a um experimentalismo cada vez maior, tal sendo, hoje em dia, quase um palavra de ordem nas artes de vanguarda.&lt;br /&gt;Na nossa época praticamente só é real aquilo que for traduzido em imagens, substituindo-se a experiência por representações da mesma, sendo que a noção de representação refere-se basicamente à relação entre os sujeitos e o mundo. Actualmente a imagem é muito representativa, sendo a estética imagética que deve ser aceite hoje imposta pela sociedade através dos seus variados meios. Assiste-se a uma padronização agravada pelos média, podendo afirmar-se que vivemos num despotismo estético. A efemeridade é uma das características das representações difundidas pelos média, a ?novidade? é usualmente considerada um valor em si e poucas representações duram o tempo suficiente para serem assimiladas pela cultura da nossa sociedade. Assim, podemos dizer que os média impõem uma série estereótipos difundidos por uma profusão de imagens à sociedade contemporânea, mais especificamente, forjando, de certo modo, as relações sociais entre os jovens, que são mais susceptíveis ao consumo da imagem ditada pela moda. Hoje em dia é muito difícil fugir a este cenário, mas o designer deverá dar resposta a esta situação, não fugindo ao mercado, mas sim ao ?fazer para vender?. Assim, deverá ultrapassar esta tendência tentando aliar ao produto uma visão sensível e informada, recheada de conteúdo, não olhando unicamente &lt;br /&gt;para o seu fim de uma forma directa e despida, o que conduzi-lo-ia a uma solução vazia, propícia a ter uma atenção fugaz.&lt;br /&gt;Sendo que o público em geral está inevitavelmente toldado a todo este fervilhar de apelos visuais, e à novidade cada vez mais rápida, o designer deverá estar também atento ao que é apelativo, às novas ferramentas, a todas as novidades em geral dos vários sectores, assim como ao domínio da técnica. Mas, mais uma vez, o essencial é não limitar-se a isso e ultrapassa-lo, é pôr sentido nisso. Terá de saber atender ao cliente nunca pondo em causa os ideais que regem o design.Para viabilizar os seus projectos, deverá então o designer estar em constante aprendizagem, quer artística, cultural, social, quer técnica. Tudo isto para, como se espera, unir o útil ao agradável. &lt;br /&gt;Acima de tudo o designer, muito para além de observar, deverá sentir e entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Vieira #2913&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110724518470687545?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110724518470687545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110724518470687545' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724518470687545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724518470687545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/representao.html' title='Representação'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110724512156727197</id><published>2005-02-01T08:04:00.001Z</published><updated>2005-02-01T08:05:21.566Z</updated><title type='text'>A Era do Capitalismo</title><content type='html'>"O feio vende-se mal."&lt;br /&gt;Raymond Loewy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando dividir por etapas a história do Chiado poder-se-á fazê-lo em três épocas, sendo a primeira caracterizada pelo clero (conventos, igrejas), a segunda pelos intelectuais e fidalgos (palácios e palacetes), e a terceira pela burguesia (lojas) que se instalou após o terramoto de 1755 e tem vindo a crescer até hoje. &lt;br /&gt;Depois do incêndio de 1988 poderá ter nascido uma nova era do Chiado que, apesar de vir na continuação da anterior, tem características muito mais vincadas: a era do capitalismo. O chiado tornou-se num shopping. Se não tivessem sido os interesses económicos será que o Chiado teria renascido das cinzas? Não posso negar que esta continua a ser a zona das artes, dos intelectuais, da junção de culturas, mas não viverá esta parte do Chiado dependente da parte económica? Será que, por exemplo, os teatros teriam o mesmo público se esta zona não fosse comercialmente chamativa ou se tivessem peças menos "comerciais"? (O Teatro Ibérico, com teatro dito alternativo, localizado em Xabregas, zona pouco "nobre", está quase sempre às moscas). As pessoas encheriam as ruas se não houvesse lojas ao longo delas com produtos atractivos e até música condizer? A minha resposta é não. E por morar nesta zona tenho oportunidade de argumentar isto: aos Domingos as lojas da rua Garrett estão fechadas, ao Domingo a Rua Garrett está praticamente deserta, ao Domingo os centros comerciais estão repletos de gente. Ainda há dias uma das reportagens do telejornal (não me recordo o canal) tinha como título algo como "as pessoas são felizes a consumir". E com entrevistas feitas a transeuntes isso era realmente provado. As pessoas são felizes a consumir porque o comércio usa das necessidades que elas têm de se sentirem bem, principalmente em relação aos outros. No Chiado pode, na mesma rua, comprar-se um acessório novo e mostra-lo aos outros. &lt;br /&gt;As rendas dos próprios locais não poderiam ser pagas por uma entidade que não tivesse um imenso lucro do negócio aí estabelecido. E assim como os espaços comerciais, também os habitacionais, que se tornaram em andares adjacentes das lojas, em escritórios ou em moradias de luxo.&lt;br /&gt;Até na nossa faculdade nos deparamos com esta questão. Há anos que se prevê a recuperação do edifício que a alberga. Mas, se sairmos enquanto é recuperado, não há garantia que regressemos. Haveria muitas outras soluções bastante lucrativas para um local tão bem localizado (quiçá um casino?). Na mentalidade capitalista que nos rege seria talvez um desperdício ter lá uma faculdade de belas artes. Investe-se no lucro imediato, não na formação futura.&lt;br /&gt;O futuro? O capitalismo tem vindo a invadir-nos desde há séculos e há-de continuar, cada vez de uma forma mais voraz, e devorará todos os valores (os que ainda restam). O Chiado ganha vida mas perde a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Vieira #2913&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110724512156727197?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110724512156727197/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110724512156727197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724512156727197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724512156727197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/era-do-capitalismo.html' title='A Era do Capitalismo'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110724507072158059</id><published>2005-02-01T08:04:00.000Z</published><updated>2005-02-01T08:04:30.720Z</updated><title type='text'>Design and Crime	</title><content type='html'>No seu famoso escrito chamado "Ornament and Crime", Adolf Loos escreveu que a evolução cultural caminha de mãos dadas com a eliminação do ornamento nos objectos utilitários.  Não na tentativa de tentar impor a estética modernista, mas referindo-se ao ornamento que é quase "criminoso" no sentido de sobrecarregar o  artesão com trabalho desnecessário, o que contribui para um decrescer do uso prático de objectos comuns ao criar estilos efémeros.&lt;br /&gt;Hoje em dia é difícil rejeitar a ideia de que o esbanjamento é uma virtude, ou pelo menos um mal necessário, no sentido de promover o desenvolvimento económico.  Os bens fabricados podem já não ter uma carga excessiva de ornamento, mas surgem todos os dias produtos com novas funções ou com variações infindáveis. &lt;br /&gt;Surge então a questão se será o Design em si um crime. Foster baseia-se na obra de Loos para tentar dar resposta a esta questão. Em "Design and Crime" explora e critica o impacto do capitalismo contemporâneo na arte, na arquitectura e no design.&lt;br /&gt;O período contemporâneo é cada vez mais definido pela arte como um espectáculo e pelo design como um fenómeno mainstream. O design já não divulga a cultura e a informação, é apenas um meio de vender produtos e fazer dinheiro. A imagem do produto é mais importante do que o objecto em si e da sua essência, é a embalagem que vende. O design torna-se assim num "criminoso", segundo Foster, pois ilude o consumidor que compra pelo apelo exterior desenvolvida por ele. O designer manipula o mundo visual com intento comercial, actuando sob as leis de mercado, envolvido num circuito de produção e consumo.&lt;br /&gt;Foster foca a atenção em dois arquitectos contemporâneos: Frank Ghery e Rem Koolhaas, estando este último mais caído nas suas graças. &lt;br /&gt;Critica Ghery acusando-o de criar arquitectura-espectáculo, em que a imagem das duas obras é mais importante do que os pressupostos da arquitectura.&lt;br /&gt;Já em relação a Koolhas admira o seu lado especulativo e contestador. Pois é aí em que Foster prevê o caminho a seguir: no questionar, no redefinir.&lt;br /&gt;Foster argumenta que uma das características do nosso tempo é que o "constructed object" do posmodernismo foi substituido pelo "designed object" do "near total system od consumerism". Com isto quer ele dizer que uma sociedade em que o "use value" foi substituido pelo "design value": "Today you don?t have to be filthy rich to be designer and designed in one?whether the product in question is your home or business, your sagging face (designer surgery) or lagging personality (designer drugs), your historical memory (designer museum) or DNA future (designer children). One thing seems clear: design abets a near-perfect circuit of production and consumption, without much running-room for anything else." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Vieira #2913&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110724507072158059?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110724507072158059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110724507072158059' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724507072158059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724507072158059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/design-and-crime.html' title='Design and Crime&#x9;'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110724498855726077</id><published>2005-02-01T08:02:00.000Z</published><updated>2005-02-01T08:03:08.556Z</updated><title type='text'>Cibermundo: a Política do Pior</title><content type='html'>O poder da informação digital (telefone móvel e fixo, rádio, televisão, fax, internet,?) contribui fortemente para a tomada de decisões no campo económico, de forma a controlar o mais rápidamente possível as situações (poder económico).&lt;br /&gt;"As novas tecnologias são tecnologias da cibernética. As novas tecnologias da informação são tecnologias do estabelecimento de redes das relações e da informação e, enquanto tais, veiculam muito evidentemente a perspectiva de uma humanidade unida, mas também de uma humanidade reduzida a uma uniformidade." &lt;br /&gt;Sem as novas tecnologias que temos ao dispor no nosso país, não sería possível o desenvolvimento económico, social e cultural que actualmente usufruimos.&lt;br /&gt;O poder económico é o motor do poder político e da organização social. Desde a Revolução Industrial os estados tomaram consciência da importância da organização e da estrutura social das empresas, bem como do melhoramento dos processos de produção, em que os patrões das fábricas, ao preocuparem-se com a velocidade de produção, implementaram a especialização de tarefas nos operários, de forma a obterem níveis de produção e qualidade com maior eficácia. "A questão da velocidade é uma questão central que faz parte da questão da economia. A velocidade é simultaneamente uma ameaça, na medida em que é capitalizada, tirana e, ao mesmo tempo, ela é a própria vida. Não se pode separar a velocidade da riqueza."  &lt;br /&gt;Há que analisar alguns fenómenos negativos desta visão, como por exemplo, na produção industrial, os operários entram em monotonia devido à repetição excessiva de determinados gestos/tarefas, sendo neste caso a velocidade algo que traz desvantagens no bem estar social.     &lt;br /&gt;Sendo a velocidade uma relação entre fenómenos, um meio, que condiciona as sociedades, como por exemplo o cavalo que condicionou a história das conquistas, a marinha a história das colonizações, a rádio a história das transmissões; nos dias de hoje, as várias velocidades tornam-se meios de comunicação que influenciam o pensamento de uma sociedade, repercutindo-se depois nas tomadas de decisão individuais ou colectivas.&lt;br /&gt;A publicidade foi introduzida na imprensa para ser subtraida ao controlo do estado. A publicidade torna-se numa verdadeira propaganda, numa estratégia comunicacional. Alguns grupos económicos servem-se da publicidade (da imprensa, da televisão ou da rádio), como forma de pressionar os poderes políticos instituidos a tomarem decisões que lhes sejam favoráveis. A publicidade tem uma mensagem escondida, servindo-se por vezes de propostas visuais (imagens, fotografias, vídeos,?) como forma de atingir um determinado objectivo. &lt;br /&gt;"Passou-se, pois, da publicidade à propaganda e da propaganda à ocupação de um território emocional."  O espectador é sempre o alvo da estratégia de qualquer tipo de publicidade.&lt;br /&gt;"Elogiar os méritos das novas tecnologias, é certamente útil à publicidade dos novos produtos" ; só dando a conhecer as qualidades de determinados produtos ou novas tecnologias é que o consumidor/utilizador cria apetências à utilização destes.&lt;br /&gt;A percepção do mundo, pela fotografia, pelo fotograma cinematográfico, pelos filmes, vai revolucionar a percepção e mudar a estética, através da velocidade da captação da imagem agora adquirida. &lt;br /&gt;A televisão e o vídeo prolongam a estética do desaparecimento, devido às fotografias instantâneas e à acelaração da captação de uma imagem. Desta forma, o tipo de mensagem transmitida tem de ser cativante, para o espectador reter a informação no pouco espaço de tempo em que ela se lhe depara.&lt;br /&gt;O poder democrático é sempre o poder de controlar um território por mensageiros, transporte e transmissão. A velocidade é o poder.&lt;br /&gt;"Há uma justiça da riqueza e da economia, portanto da partilha. Há também uma economia e uma justiça da velocidade."  Esta justiça é um tanto ou quanto utópica, porque na realidade o poder económico concentra-se cada vez mais naqueles que conseguem controlar as decisões jurídicas da teia política, quer as estruturas sejam democráticas ou autocráticas.&lt;br /&gt;Conclui-se assim que "O poder é inseparável da riqueza e a riqueza é inseparável da velocidade." &lt;br /&gt;Um bom exemplo deste facto, são as decisões tomadas pelo governo americano para o controle de objectivos económicos, estejam eles onde estiverem. &lt;br /&gt;Este controle começa com campanhas do tipo democrático, criando uma estratégia de persuasão, iludindo os cidadãos e criando neles espectativas enganosas e actuando sempre com a rapidez necessária ao controle das situações.&lt;br /&gt;No nosso país, em função dos interesses dos grupos partidários, criam-se situações de emergência política, apoiadas pelos meios de comunicação social, tendo como objectivo final, uma estratégia de poder. Nestas situações, o tempo urge devido à velocidade de decisões, logo, a pressão exercida social e politicamente é sempre demasiado forte.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória Costa_3238&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110724498855726077?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110724498855726077/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110724498855726077' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724498855726077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724498855726077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/cibermundo-poltica-do-pior.html' title='Cibermundo: a Política do Pior'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110724492268599931</id><published>2005-02-01T08:01:00.000Z</published><updated>2005-02-01T08:02:02.686Z</updated><title type='text'>Cibermundo: A Política do Pior, de Paul Virilio</title><content type='html'>O autor coloca, como questão central do seu pensamento, as repercussões da  velocidade, trazidas pelas novas tecnologias à sociedade actual. &lt;br /&gt;Segundo Paul Virilio, "A velocidade é uma ameaça, na medida em que é capitalizada, tirana e, ao mesmo tempo, ela é a própria vida. Não se pode separar a velocidade da riqueza."&lt;br /&gt;De acordo com o autor, a velocidade é geradora de riqueza e, consequentemente, de poder. Com as novas tecnologias e a nova  dimensão de velocidade que estas trouxeram,  o poder deixou de ser democrático.  O acesso diferenciado a essa nova riqueza traz assimetrias no tecido social.&lt;br /&gt;Os multimedia - como a fotografia, a televisão e o cinema, estão a fazer desaparecer a arte tradicional;  a facilidade de viajar está a enclausurar-nos na terra, somos ameaçados por uma cibernética social, pelas telecomunicações, pela internet e pela automatização da interactividade. " ...a interactividade está para a sociedade como a radioactividade para a matéria." Relativizou-se a distância e a  nossa visão do mundo é dada através de uma "teleobjectiva" que põe no mesmo plano o longe e o perto. &lt;br /&gt;Mas a velocidade também veio trazer uma maior facilidade de comunicação e deslocação entre as pessoas e os países, e, por consequência, um maior acesso à informação. &lt;br /&gt;O acesso à informação é para todos e não só para uma classe exclusiva, embora nem todos possam ainda aceder igualmente a essa informação.&lt;br /&gt;Para o autor "...a televisão tornou-se um media publicitario por excelência, um media propagandista por excelência.", exemplificando esta teoria  com  a Guerra do Golfo. &lt;br /&gt;Mas será assim? Não será a televisão um meio de informação que nos permite observar acontecimentos sobre os quais sem ela pouco ou mesmo nada saberíamos?&lt;br /&gt;Se a televisão tem  resquícios propagandistas,  não podemos contudo negar o  papel de informação, no âmbito do jornalismo de investigação, de muitos  canais noticiosos que tanto se  esforçam em procurar e relatar a verdade. &lt;br /&gt;Será o terceiro Mundo, onde a tecnologia ainda não chegou, um mundo democrático? A resposta é óbvia e merece-nos a seguinte reflexão:&lt;br /&gt;Será então a tecnologia, por si só, a única responsável por todos os desvios da sociedade actual relativamente a um mundo ideal? &lt;br /&gt;Ou será antes o mau aproveitamento  do avanço tecnológico que desvirtua a relação homem-sociedade-natureza?&lt;br /&gt;Em síntese, o autor pretende alertar para os perigos que o abandono da relação Homem-Natureza&lt;br /&gt;O homem é um ser que vive de fronteiras, para as poder quebrar. Para o autor o mundo está a estreitar-se devido às facilidades de transporte, e os jovens já não têm nada para explorar. Pelo contrário, a terra continua para mim a ser um sitio inexplorado, e tenho vontade de visitar todos os lugares que puder, de TGV... de transatlântico... de avião... caminhando... Olhando a paisagem durante o percurso.... ou, anulando esse percurso para mergulhar durante mais tempo no lugar do meu destino...&lt;br /&gt;Ainda há muito por descobrir, só conhecemos 5% do fundo dos oceanos, e ainda temos a fronteira do espaço para quebrar. E não será o próprio mundo virtual que estamos a criar,  algo também a  explorar? Um percurso a inventar, um meio de transporte a descobrir...&lt;br /&gt;Paul Virilio é um fundamentalista que quase "proíbe" qualquer tipo de avanço tecnológico, mas fá-lo  por amor a uma sociedade humanista, fiel a  valores tradicionais de cultura, temendo que eles se percam, "engolidos" por simples substitutos tecnológicos. &lt;br /&gt;De um modo simplista, evocamos  Cecilia Meireles e o seu  "Ou isto ou aquilo": &lt;br /&gt;"Ou se tem chuva e não se tem sol,&lt;br /&gt;Ou se tem sol e não se tem chuva."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma pena que não se possa&lt;br /&gt;estar ao mesmo tempo nos dois lugares."&lt;br /&gt;A história da humanidade tem sido sempre feita de perdas para se poder ganhar.&lt;br /&gt;"Quando se inventa um objecto técnico, por exemplo o elevador, perde-se a escada; quando se inauguram as linhas aéreas transatlânticas, perde-se o paquete." E, ainda segundo o autor, quando se inaugura o TGV perde-se a paisagem. &lt;br /&gt;Mas a grande verdade é que, ao perdermos a paisagem do TGV,  ganhamos o tempo que ele nos poupa para ver a paisagem no nosso destino, e ganhamos a oportunidade de ver algo que,  de outra forma,  estaria sempre longe demais ou mesmo inacessível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catarina Formigo Turma A&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110724492268599931?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110724492268599931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110724492268599931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724492268599931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110724492268599931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/02/cibermundo-poltica-do-pior-de-paul.html' title='Cibermundo: A Política do Pior, de Paul Virilio'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110717020881425101</id><published>2005-01-31T11:13:00.000Z</published><updated>2005-01-31T11:16:48.813Z</updated><title type='text'>"A velocidade é o próprio poder." </title><content type='html'>Esta frase de Paul Virilio será o mote; é realmente a velocidade com que acedemos ou transmitimos a informação o nosso maior poder. E tal é permitido, graças ao surgimento e à democratização das novas tecnologias. Assim, todos os grupos sociais têm acesso a tecnologias como a internet e as comunicações móveis, pois há uma banalização desses meios comunicacionais e a sua presença é notada nos mais variados sítios, desde os mais adequados como na rua e no trabalho, aos menos adequados como a igreja, o cinema ou na condução. Deste modo, a velocidade, e o bombardeamento constante de informação, pode fazer-nos esquecer do que realmente é importante, levando-nos a agir sem reflectir. Paul Virilio dá-nos o exemplo do tgv; chegamos mais depressa ao destino, o que é algo a considerar, mas perdemos a paisagem, perdemos as horas de reflecção descontraida que uma viagem longa nos oferece. Ou seja, o tgv, oferece-nos tempo, ou rouba-nos esse mesmo tempo? As tecnologias eram vistas como "aquilo" que devolveria aos citadinos a qualidade de vida; o trabalho seria mais justo, mais simples e teriamos tempo. E ter tempo, não é o maior dos luxos? Hoje, pelo contrário, as pessoas cada vez trabalham mais, cada vez são mais infelizes com o trabalho que fazem e têm cada vez menos tempo. No entanto, passam a vida a correr, a correr, a correr.. muitas vezes me pergunto, para onde correm tanto? Posso concluir que, em vez de as novas tecnologias nos servirem, são elas que se servem de nós. Não são as novas tecnologias que se têm adaptado ao ritmo de cada trabalhador, mas pelo contrário, é o trabalhador que é forçado a trabalhar, a produzir ao ritmo da máquina, para assim conservar o seu local de emprego.&lt;br /&gt;E mesmo assim, quero salientar os aspectos positivos da presença da velocidade na nossa vida. As novas tecnologias, associadas a uma acelaração extrema do quotidiano e ao bombardeamento constante de informação, são uma arma poderosa. Mas, hoje em dia, a informação está ao dispor de cada um. Basta para isso aceder a um meio comunicacional como a internet. Um exemplo, de como a comunicação está muito mais facilitada, são o numero crescente de utilizadores de contas e-mail, por um lado, e a facildade com que se acede a um programa eleitoral de um qualquer partido nacional, por outro. Hoje, em dia, a informação está à distancia de um clique ou dois, com todos os prós e contra.&lt;br /&gt;Talvez, o maior pró e contra, seja o facto de muita desse informação, não nos chegar filtrada. E, para além, de aceder à noticia, o utilizador comum pode também ser ou escrever a notícia. E, mais, essa mesma noticia pode tornar-se global! O que é fascinante, se pensarmos que, há uns anos atrás, se divulgassemos uma opinião, crítica, etc. o mais longe que esta poderia chegar seria ao nivel comunitário (aldeia, vila, cidade); hoje, essa comunidade é o mundo. O melhor exemplo disso&lt;br /&gt;será provavelmente, as divulgações diárias de ditos grupos terroristas situados num deserto africano. Estas pessoas podem agora divulgar o seu pensamento pelo mundo, sujeitando-o à critica de biliões de pessoas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sílvia Rodrigues&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110717020881425101?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110717020881425101/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110717020881425101' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110717020881425101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110717020881425101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/velocidade-o-prprio-poder.html' title='&quot;A velocidade é o próprio poder.&quot; '/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716993550247452</id><published>2005-01-31T11:11:00.000Z</published><updated>2005-01-31T11:12:15.503Z</updated><title type='text'>O papel do designer na Contemporaneidade</title><content type='html'>O papel do designer na Contemporaneidade pode e deve passar por uma constante experimentação, para além de outros factores igualmente importantes como a seriedade do seu trabalho bem como a busca pela melhor resposta a uma necessidade.&lt;br /&gt;Experimentação, algo que a exposição sobre a obra de Nuno Teotónio Pereira, mostra de forma muito clara, aliás, é mesmo o ponto mais importante, este carácter experimental.&lt;br /&gt;O designer contemporâneo terá de perceber a melhor maneira de conjugar esta experimentação, com uma necessária contextualização do seu trabalho, tendo sempre presente a analogia entre tradição e futuro. É primordial, antes de iniciar qualquer projecto, perceber, descobrir em que meio este se encontra, de modo a que o seu pensamento se desenvolva da forma mais correcta. Se por qualquer razão, o designer não estiver consciente desta contextualização, decerto o seu trabalho não será de todo a melhor resposta para o problema inicial que lhe foi colocado, mas sim uma resposta banal, pois não se trata de o culminar de um processo criativo bem elaborado. Para que a dimensão cultural no design não seja sobrevalorizada em detrimento de outras, estes aspectos têm de estar presentes no pensamento do designer, de forma que o seu trabalho seja reconhecido pela sociedade e não considerado como apenas um folheto ou um cartaz que está exposto numa qualquer estação de metropolitano...&lt;br /&gt;O tempo, actualmente, é de facto outra das dimensões mais importantes no trabalho do designer, já que, com o passar do tempo aumentam as exigências do seu projecto, aumenta a concorrência de outros que se pensam capazes de exercer algo que não é design, desenvolvem-se as tecnologias, logo aumentam também as possibilidades de resposta, as técnicas com que esta é elaborada. &lt;br /&gt;Voltando à exposição da obra de Nuno Teotónio Pereira, que apesar de ser de índole aparentemente diferente do design, tem muitos pontos, ou quase todos, em comum com esta área.&lt;br /&gt;Foi observado um conjunto de projectos, individuais e colectivos, de diferentes temáticas e objectivos, cuja principal preocupação era a criação de um espaço num determinado contexto. &lt;br /&gt;No design decorre muitas vezes esta mesma situação, há uma necessidade que o designer tem de dar resposta, que poderá passar pela concepção de um símbolo ou logótipo ou uma paginação de um projecto editorial, do qual este está sujeito a trabalhar com uma equipa, sendo o membro principal dessa mesma equipa de trabalho o público ao qual é destinado esse objecto, essa necessidade. &lt;br /&gt;É o público a razão da criação do designer, ele cria para os outros, baseado nas suas vivências, na sua personalidade, mas tendo como objectivo preponderante uma boa aceitação do seu trabalho por parte do público para quem está a apresentar algo novo, que deverá respeitar a funcionalidade, baseado numa necessária criatividade que será reconhecida, se autêntica, pelo público, que aqui está a representar uma fatia da sociedades em que estão inseridos, designer e público.&lt;br /&gt;Como Nuno T. Pereira disse, "a preocupação terá de ser construir bem". É um pensamento que terá de estar sempre presente também na mente do designer antes de se iniciar em qualquer actividade, independentemente do projecto em que está inserido, independentemente do público a que este é destinado. &lt;br /&gt;O designer deverá encarar qualquer projecto, um panfleto ou uma intervenção de sinalética numa capital-distrito, com a mesma vontade, com a mesma honestidade. &lt;br /&gt;O arquitecto referido fê-lo ao longo da sua obra, quer em projectos de igrejas, ou habitações uni-familiares, quer numa proposta para o projecto polis da cidade da Covilhã, quer na obra de habitação social nos Olivais. &lt;br /&gt;É certo que serão projectos muito distintos em que o designer e também o arquitecto poderão estar envolvidos, mas a dimensão, ou a exigência do projecto não deverá ser algo que dite o maior ou menor esforço, pesquisa, ou capacidade de pensamento crítico sobre o que lhe é pedido.&lt;br /&gt;A sociedade de hoje já está habituada a que as coisas lhe apareçam à frente, não tem a capacidade de questionar o porquê, de onde veio tal coisa, qual o seu verdadeiro significado. Mas há alguns, que quero crer que são muitos e serão cada vez mais, que interrogam o que lhes é proposto/imposto, não aceitam uma qualquer informação. É um público exigente, que é utilizador e não consumidor do design. &lt;br /&gt;Deveria o público conseguir fazer uma escolha cuidada, mas decerto não cabe apenas ao design conseguir este feito, o de despertar nas comunidades uma interrogação sobre a realidade e não uma mera aceitação. &lt;br /&gt;Seria melhor, e talvez mais justo, para o designer um maior interesse por parte da sociedade nestes aspectos que regem o design. &lt;br /&gt;Poderá passar numa fase inicial, desta possível e desejada mudança de pensamento, por um reconhecimento por parte de entidades competentes, que dêem de facto valor ao design e aos designers, assim atingirão objectivos e deixarão a cargo de profissionais competentes o trabalho que é pretendido.&lt;br /&gt;Ao desginer contemporâneo é dada a incumbência de elaborar novos projectos, que pela sua funcionalidade deverão ser inovadores, deverão ser compreendidos e aceites pelo público, deverão comunicar com a sociedade, mas de uma forma correcta e não o contrário, como muitas vezes se assiste. Deverá o designer conceber objectos que não sejam meramente decorativos ou apenas um acrescento ao já existente. Deverá ser uma resposta a uma necessidade, porque é dessa necessidade que nasce toda a metodologia de um projecto.&lt;br /&gt;Um bom designer, na contemporaneidade será aquele que se destaca pelos bons projectos que concebe e ao qual lhe será conhecido e reconhecido o seu trabalho no futuro, que de certa forma deixa a sua marca na história do design.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Miguel Silva &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716993550247452?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716993550247452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716993550247452' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716993550247452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716993550247452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/o-papel-do-designer-na.html' title='O papel do designer na Contemporaneidade'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716988739433458</id><published>2005-01-31T11:10:00.000Z</published><updated>2005-01-31T11:11:27.393Z</updated><title type='text'>No mundo das imagens</title><content type='html'>A imagem, nos dias que correm, é algo que encontramos inevitavelmente um pouco por todo o lado, são representações de realidades distintas, que são expressas de diversas formas. &lt;br /&gt;A imagem como objecto mais que presente no nosso dia-a-dia, é algo que só é possível devido ao desenvolvimento das tecnologias, sendo os media os responsáveis por esta invasão.&lt;br /&gt;Começou com a invenção da fotografia, algo que veio revolucionar os métodos de representação, já que este foi o primeiro a conseguir representar de modo fiel a realidade visível, o momento. A câmara fotográfica conseguia captar a realidade, conseguia criar uma imagem ?tão real como a vida?, como se fosse um pedaço que se arrancava ao momento, à realidade vivida. &lt;br /&gt;É uma expressão usada numa campanha publicitária de 1975, da SX-70 da Polaroid, mas decerto que poderia ser uma frase utilizada para comercializar um qualquer objecto de telecomunicações, desses que são chamados de última geração. É a vulgarização da fotografia, e consequentemente da imagem, agora que qualquer um é, ou pensa ser, fotógrafo, porque tem um dispositivo no bolso que lhe permite captar realidades.&lt;br /&gt;Mas a imagem hoje, tem de ser mais que mera captação de uma realidade, tem de ter um porquê, tem de comunicar. &lt;br /&gt;Imagem, não é necessariamente fotografia, já não é apenas fotografia. A fotografia é um possível ponto de partida para novas representações nas vanguardas artísticas contemporâneas, que têm liberdade para utilizar várias realidades, conjugar linguagens, misturar técnicas.&lt;br /&gt;Estas representações, das vanguardas artísticas, têm um conceito sobre o qual assenta a justificação da existência da mesma. Há mais alguma coisa para além do que é visível, do superficial. Já não se cria sem conceito.&lt;br /&gt;"A característica da nova família de objectos é a sua capacidade de modificar o seu comportamento em função de qualquer variável exterior. Com isso, saem do estado de passividade, entabulam um diálogo e definem com o sujeito uma interacção" &lt;br /&gt;Ezio Manzini &lt;br /&gt;É uma interacção necessária, esta entre, objecto, representação, imagem e o exterior, o público.&lt;br /&gt;Cabe ao designer reflectir sobre as representações, sobre as imagens do seu tempo e de tempos anteriores, de modo a que consiga representar as suas realidades de uma melhor forma. Tem o designer de estar atento, de estar desperto para o seu tempo.&lt;br /&gt;O imaginário do designer de comunicação é povoado de representações, materiais ou imateriais, analógicas ou digitais. Representações que advêm ou não das vanguardas artísticas contemporâneas, sendo elas uma possível base de pensamento, uma origem de influências.&lt;br /&gt;As representações, em design de comunicação, têm o papel de fazer passar uma mensagem. &lt;br /&gt;Por vezes o designer, ao realizar o seu trabalho, ao conceber um projecto, está a representar outras representações que darão origem a diversas interpretações, consoante o público. Cada um terá um contacto diferente com esta representação, existirá uma realidade distinta em cada interpretação.&lt;br /&gt;O real é algo que é vivido por determinada pessoa, em certas circunstâncias, que despoleta determinadas representações.&lt;br /&gt;O trabalho do designer é essencialmente representar, baseado nas diversas realidades em que está inserido, o seu trabalho utiliza o real, desperta realidades distintas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Miguel Silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716988739433458?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716988739433458/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716988739433458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716988739433458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716988739433458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/no-mundo-das-imagens.html' title='No mundo das imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716977219873693</id><published>2005-01-31T11:09:00.000Z</published><updated>2005-01-31T11:09:32.196Z</updated><title type='text'>Shopping ou Parque</title><content type='html'>A cidade contemporânea é hoje entendida como um conjunto de realidades, ?como um sistema de comunicações complexo?. É o local para onde confluem as sedes das grandes empresas, onde se constroem luxuosos condomínios, onde se inauguram stands dos melhores automóveis. Em paralelo, há quase diariamente, uma nova comunidade de leste que não tem outra hipótese senão dormir na rua. Esta cidade é também onde existem paredes-meias com os bairros luxuosos, outros bairros que hoje estão em visível degradação, ou outros chamados de bairros sociais.&lt;br /&gt;Esta cidade, é um território em constante mutação, pois há a necessidade de se criarem e recriarem espaços para as sucessivas construções ?imobiliárias e viárias?, em detrimento da construção e/ou reconstrução de espaços públicos, nomeadamente espaços verdes, os parques.&lt;br /&gt;Mas nos dias de hoje, em associação à palavra cidade (ou à designação que esta possui), surge-nos inevitavelmente, em alguns casos, esse nome relacionado com um ?parque? ou com um ?shopping?, exemplo disso, Oeiras, Odivelas, Olivais, Cascais. O mais assustador é o facto das pessoas conhecerem ou reconhecerem o nome destas cidades apenas quando associadas a estes ?apelidos?. &lt;br /&gt;Já não interessa visitar o centro histórico, ir ao museu, passear no jardim, o que na maioria das vezes se faz é procurar um ?shopping? numa qualquer cidade, tarefa que se torna, hoje em dia muito facilitada. Há cartazes por todo o lado a anunciar esse espaço, há sinalética a indicar o caminho por onde seguir, até há meios de transporte propositadamente criados para transportar as pessoas a essa grande superfície. &lt;br /&gt;Alguns destes espaços comerciais têm agora a designação de ?parque?, porquê? Não me digam que é um novo conceito de parque, onde vai a família feliz ao domingo à tarde passear com as crianças porque é giro e tem lojas para ver?&lt;br /&gt;Se calhar é mais fácil, levar as crianças para aqueles corredores intermináveis e deixá-los correr à vontade, sabem que eles não se perdem porque decerto encontrarão uma montra engraçada onde eles próprios, os miúdos, ficam parados a olhar. Os pais já não se dão ao trabalho de irem até a um verdadeiro parque, onde podem brincar com as crianças, conversar com elas, caminhar a seu lado a segurar-lhes na mão. Preferem deixá-los nos minúsculos parques infantis já existentes nestes ?shoppings? e percorrerem sem critério todas as montras das lojas que lhes surge à frente. &lt;br /&gt;No Chiado, nossa zona de acção no contexto ?Playtime: cidade contínua?, existem também estas realidades. Mas há mais do que isso, não é só um mero espaço criado para fomentar o consumo entre as pessoas. &lt;br /&gt;Há em algumas daquelas lojas, a história, há paredes que se pudessem contavam o melhor e o pior deste e daquele indivíduo que em tempos foi uma famoso poeta ou pintor. Há o comércio tradicional lado a lado com lojas de produtos elitistas, há as multinacionais conhecidas de todo o publico e há também o sapateiro e a florista de vão de escada. Há no fundo um inevitável cruzamento de espaços comerciais, de carácter diferente, uns que ainda pertencem ao comércio tradicional (embora renovado), outros espaços de facto, novos, que respondem às últimas tendências da moda mundial. Poderá ser considerada um shopping ao ar livre, a Rua Garrett, que embora não tenha nem escadas rolantes nem ar condicionado, tem aspectos que a aproximam perigosamente deste conceito. &lt;br /&gt;Não sei como será no futuro, já que actualmente já existem shoppings a infestar tudo o que é cidade, com distâncias curtas entre si, demorando apenas uns 10 ou 15 minutos para saltar de um para o outro. "Através de uma nova onda de invenções tecnológicas, o comércio expande-se, para lá da réplica e da escala, infiltrando-se em praticamente todas as parcelas da nossa vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Miguel Silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716977219873693?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716977219873693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716977219873693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716977219873693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716977219873693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/shopping-ou-parque.html' title='Shopping ou Parque'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716970920533674</id><published>2005-01-31T11:07:00.000Z</published><updated>2005-01-31T11:08:29.206Z</updated><title type='text'>Ocultação. Impedimento. Sujeição. Mundo uniformizado?</title><content type='html'>Quanto mais desenvolvida são as sociedades maior é a sua produção e o seu acesso aos meios de comunicação. O seu desenvolvimento reflecte o próprio grau de desenvolvimento económico, social e político dessa mesma sociedade. Contudo um medo de uma "[?] fuga em frente para o desastre estrutural" (AAVV, 1997:14), regressão, de um processo colectivo de vigilância e autovigilância baseada no controlo de pensamento, e uma sensação de como um fim da história se tratasse; constituem-se como distopias muito próprias do século.&lt;br /&gt;A "[?] ubiquidade, a instantaneidade, a imediatidade; a omnividência e a omnipotência" (Virilio, Paul, s. d.: 18), a não existência de um território "[?] independentemente das tecnologias de transporte ou transmissão [?]" (Virilio, Paul, s. d.: 57), a era atómica, a revolução tecnológica; são coisas que não existem? Ou só até onde é que existem? E até onde é que nós seguimos a cartilha? &lt;br /&gt;Clássicas assimetrias entre países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento? Zonas rurais e zonas urbanas? A situação económica mundial e as disparidades que a caracterizam? A informação nas mãos de muitos? A velocidade da mudança? &lt;br /&gt;O Gatekeeping tende a confundir-se e a confundir-nos, na impossibilidade de tudo abrangermos e compreendermos na realidade. A dos media, não a do mundo.&lt;br /&gt;Ocultação. Impedimento. Sujeição. Mundo uniformizado?&lt;br /&gt;Tenho a certeza que "Tudo em Todos para nós voltará um dia" (Proença, Helder,_: _); desacelerando, retomando o outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;VIRILIO, Paul s. d.		Cybermonde la Politique du Pire, 1.ª ed., trad. Port. Francisco Marques, Cibermundo: A Política do Pior, Lisboa : Teorema (2000)&lt;br /&gt;AAVV&lt;br /&gt;1997		Internacional Situacionista ? Antologia, 1.ª ed., Lisboa: Antígona&lt;br /&gt;DEBORD, Guy&lt;br /&gt;1967		La Société du Sepectacle, 1.ª ed., trad. Port. Francisco Alves &lt;br /&gt;e Afonso Monteiro, A Sociedade do Espectáculo, Lisboa: Mobilis in Mobile, &lt;br /&gt;(2.ª ed. 1991)&lt;br /&gt;PROENÇA, Helder&lt;br /&gt;_		Não Posso Adiar a Palavra, 1.ª ed., _&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Pacheco Gomes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716970920533674?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716970920533674/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716970920533674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716970920533674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716970920533674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/ocultao-impedimento-sujeio-mundo.html' title='Ocultação. Impedimento. Sujeição. Mundo uniformizado?'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716960636071343</id><published>2005-01-31T11:06:00.000Z</published><updated>2005-01-31T11:06:46.360Z</updated><title type='text'>_ 1º fase: Cibermundo: a Política do Pior</title><content type='html'>A velocidade como meio de desapropriação do real?&lt;br /&gt;Ao tomarmos contacto com o discurso de Paul Virilio no livro intitulado Cibermundo: A Política do Pior, somos prevenidos para uma série de factores relacionados com o desenvolvimento das novas tecnologias e meios de informação, que nos remetem para um estado geral de alerta ? afinal que poder é este que determina o tipo de relação que estabelecemos com o resto do mundo. Sociedade global? Ou abstracção total?&lt;br /&gt;É importante adoptarmos uma atitude crítica em relação ao modo como somos influenciados pela informação que entra a toda a hora para o nosso espaço, uma atitude crítica sobre a revolução tecnológica que atravessamos. &lt;br /&gt;Tal como enuncia P.Virilio, esta revolução "veicula muito evidentemente a perspectiva de uma humanidade unida, mas também de uma humanidade reduzida a uma uniformidade" que pode ser fatídica. &lt;br /&gt;A aplicação de um tempo real, o tempo real que une literalmente o espaço real, através da velocidade e facilidade de comunicação entre os diferentes povos e lugares do mundo, que emerge para um tempo mundial, mas que pode acabar num tempo único, tempo único que anula o pormenor em prol do geral. Somos informados da generalidade global e afastados do acontecimento que nos diz directamente respeito, aquele que acontece ao nosso lado, connosco, no espaço que habitamos fisicamente, espaço diferente daquele que ambicionamos habitar virtualmente.&lt;br /&gt;É a velocidade como conceito de riqueza: aquele que consegue chegar mais longe é aquele que consegue melhores resultados no sentido de que a sua opinião ultrapassa a barreira da distância e pode tocar o outro lado do mundo sem inconvenientes a nível físico e real.&lt;br /&gt;"Há a ilusão de uma velocidade salvadora, a ilusão de que a proximidade exagerada das populações não vai levar a conflitos mas ao amor, que deve amar-se o seu longínquo como a si mesmo." Embora o ideal possa ambicionar uma verdade na essência, ele cai rapidamente em desgraça pois anula-se ao percebermos que é utilizado como método para atingir um propósito individual. A velocidade anula os objectivos assim que começamos a amar o longínquo em detrimento do próximo?&lt;br /&gt;Onde quero chegar com este discurso? Pretendo fazer o paralelo com o nosso panorama político e social. O que acontece é que esta velocidade perigosa é utilizada não só nos meios de informação, mas nos meios utilizados para comunicar! &lt;br /&gt;A mensagem é anulada pela velocidade a que é transmitida? o conteúdo anula-se pelo ritmo a que a informação acontece.&lt;br /&gt;Vivemos um momento de crise política exactamente porque o politico de hoje adopta a abordagem da economia da velocidade. A velocidade que atrai. Que é utilizada como poder absoluto, controlo absoluto, instantâneo.&lt;br /&gt;Em vez de sermos informados sobre os valores que os diferentes partidos defendem, somos informados sobre os actos que utilizam para angariar votos. Deixaram de se difundir valores e passaram a propagandear-se resoluções vazias de conteúdo. Defende-se o discurso que emerge dos resultados a curto prazo, a tal economia da velocidade que atrai. O politico ganha a atenção do eleitorado quando enuncia soluções rápidas, não quando comunica os valores que defende para fazer crescer a sociedade. A facilidade de circulação da informação toma agora teor competitivo?Eu consigo mais reacções se prometer resultados a curto prazo?no entanto tenho a consciência que só é possível crescer a longo prazo, sem resultados efectivos no dia de amanhã; minto porque só assim chego ao poder, minto para realizar um propósito individual. &lt;br /&gt;Somos cegados pela aparência quando sabemos o que se passa atrás de nós. &lt;br /&gt;"Todos (os políticos) conduzem, guiam as energias e imprimem um ritmo à sociedade que controlam?" Os diferentes órgãos do poder aderem à própria velocidade de comunicação para difundir a inércia. Ironicamente o conceito que faria a diferença para o desenvolvimento da economia, é agora utilizado para atrasar o processo de ruptura final.&lt;br /&gt;Somos bombardeados por informação superficial que anulam as perspectivas de concretização.&lt;br /&gt;" A questão da velocidade de configuração de um volume é mais importante que o próprio volume" ? somos adormecidos pela "beleza" dos meios de comunicação utilizados e que ainda impressionam, os métodos tecnológicos que ainda atraem e ofuscam-nos a visão sem termos consciência disso. &lt;br /&gt;"Passou-se pois da publicidade à propaganda e da propaganda à ocupação de um território emocional. (?) A velocidade tecnológica, o poder dos meios de comunicação, tornam-se uma ameaça à democracia pois podem caminhar para o controlo das massas. (?) Hoje a chegada generalizada dominou todas as partidas."&lt;br /&gt;Olhando em redor reconheço em mim este valor de ruptura total com o real, uma vez que ambiciono o melhor para mim e para o meu próximo, mas sei que aquele que me representa não representa os valores que defendo.&lt;br /&gt;A velocidade de comunicação veio trazer uma importante força para quem quer dominar, pois ajuda-o na medida em que difunde propostas instantaneamente, ao mesmo tempo que ilude quem absorve a informação com todo o aparato com que a própria informação é difundida, dando-lhe um valor maior do que aquele que realmente representa.&lt;br /&gt;Cabe-nos a responsabilidade de não compactuar com esta guerra informática e alertar para o facto de que todas as campanhas andam vazias de conteúdo programático.&lt;br /&gt;A chave está nas palavras, não na forma como as palavras são generalizadas e difundidas pelo grande "público".&lt;br /&gt;"Contra ventos e marés, a favor de Portugal" pode até ser muito poético e esperançoso, mas infelizmente nada diz sobre como resolver a problemática do desemprego crescente ou a diferença de classes cada vez mais acentuada que empobrecem o espírito do país.&lt;br /&gt;Velocidade de informação sim! &lt;br /&gt;Areia para os olhos não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta Diogo&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716960636071343?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716960636071343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716960636071343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716960636071343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716960636071343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/1-fase-cibermundo-poltica-do-pior.html' title='_ 1º fase: Cibermundo: a Política do Pior'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716954619842908</id><published>2005-01-31T11:04:00.000Z</published><updated>2005-01-31T11:05:46.196Z</updated><title type='text'>O mundo é um local complexo</title><content type='html'>O mundo é um local complexo, e, visto pelo olhar de Paul Virilio, sente-se que caminha irremediavelmente para a ruptura.&lt;br /&gt;Sumariamente Paul Virilio aponta-nos os grandes perigos de uma revolução cibernética, referindo inclusivamente, os erros do passado; esta revolução cibernética não pode ser analisada isoladamente e para melhor a compreendermos temos que ter em atenção todo o desenvolvimento que ocorreu na sociedade ocidental desde a Revolução Industrial. Decorrido mais de um século, o deslumbramento da humanidade em relação ao progresso mantêm-se, "a ilusão de uma velocidade salvadora" de que fala Virilio. Na época da revolução dos transportes, todo o progresso era visto como algo totalmente positivo, ingenuamente o homem acreditou que a resolução dos seus problemas chegaria com a máquina a vapor, mas depressa se tornou óbvio que, tal como tudo o resto, a velocidade (progresso) acarreta também um lado negativo. &lt;br /&gt;Em contraponto, a facilidade de comunicação, ao desenvolvimento do comércio, aos progressos de medicina, das artes e da ciência; estão factos como o acentuamento das diferenças sociais e económicas, as armas cada vez mais mortíferas e toda uma alienação do individuo, que se ilude com a facilidade de acesso a tudo o que deseja, mas que esta cada vez mais longe do próximo.&lt;br /&gt;O autor refere também que, no campo da tecnologia os grandes avanços tiveram sempre uma razão militar ou bélica que lhes permitiu o desenvolvimento. Logo o progresso é extremamente relativo, embora imprescindível. É necessário analisa-lo, reflecti-lo e por isso me parece importante para a sociedade visões lúcidas e críticas como a de Paul Virilio, porque, repito, o ser humano continua deslumbrado e cheio de ilusões em relação ao progresso.&lt;br /&gt;Embora já tenha perdido uma certa ingenuidade, assistimos ao apogeu da tecnologia, a Internet e todos as suas possibilidades accionaram um processo irreversível, o conceito de aldeia global consolida-se, mas implica a perca de marcas culturais de cada pais. A tecnologia serve, principalmente, ao poder; facilita uma manipulação da população, não só do comportamento social mas também do pensamento geral, de forma de ver as coisas; de que é exemplo a Guerra do Iraque que foi explorado pelos media como uma espécie de reality-show.&lt;br /&gt;O avanço tecnológico é de tal ordem que será possível acabar com todo o planeta em algumas horas. Até que ponto é necessário todo este avanço?&lt;br /&gt;Se olharmos para trás, foram já resolvidos ou atenuados muitos problemas do passado, mas este avanço trouxe consigo novas situações, novos problemas. Este facto é inevitável, e pode ser estudado e controlado para lutar grandes erros, mas queria apontar para uma exagerada dependência da tecnologia. Embora esta nos ajude em vários aspectos permitindo uma maior velocidade no desempenho das nossas tarefas, está a tornar o ser humano cada vez mais individualista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana Carapinha&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716954619842908?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716954619842908/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716954619842908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716954619842908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716954619842908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/o-mundo-um-local-complexo.html' title='O mundo é um local complexo'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716937390038313</id><published>2005-01-31T10:59:00.000Z</published><updated>2005-01-31T11:02:54.106Z</updated><title type='text'>Paul Virilio no ciberespaço político</title><content type='html'>Com a Revolução Industrial ocorrida no século XIX assistimos, paralelamente, a uma revolução dos transportes, nomeadamente com a introdução dos caminhos-de-ferro e da máquina a vapor bem como de novos transportes marítimos, que dão origem a grandes navios (poder marítimo) e, posteriormente, uma evolução significativa nos transportes aéreos.&lt;br /&gt;Estas alterações qualitativas e quantitativas conduzem a modificações nas sociedades permitindo uma maior proximidade e estar em vários locais ao "mesmo tempo" (omnipresença).&lt;br /&gt;Estas mudanças são acompanhadas por um êxodo rural significativo, na procura de melhores condições de vida e de trabalho e o "campesinato torna-se proletariado". &lt;br /&gt;Ocorre aqui, segundo o autor, a passagem da geopolítica para cronopolítica, ou seja, abre-se a possibilidade a uma maior eficácia das políticas, instaurando as medidas em tempo real. &lt;br /&gt;A par da Revolução Industrial deparamo-nos com a velocidade de diversos meios (transportes, informação, ?) que condicionam as sociedades e estabelecem um poder democrático. &lt;br /&gt;O poder democrático surge a partir do binómio velocidade-economia, que provoca um poder de controlo do território por via de mensageiros, transporte e transmissão (infomação-comunicação), permitindo uma "economia da velocidade", isto é, o poder que provoca movimento. "A velocidade é o próprio poder. [?] Todos conduzem, guiam as energias e imprimem um ritmo à sociedade que controlam." &lt;br /&gt;A criação de um ciberespaço e da era da informática, como um meio de intercâmbio de comunicação cultural, surge a partir da evolução por exemplo dos transportes, como o comboio, criando-se uma hierarquia social associada a uma "classe de velocidade" por influência do poder.&lt;br /&gt;Paul Virilio salienta deste modo a sua contestação acerca da contribuição da tecnologia do tempo real para o melhoramento da democracia, interrogando-se sobre a relação entre velocidade e poder político.&lt;br /&gt;Segundo o autor, deparamo-nos com uma cumplicidade entre progresso da velocidade/ imagem do mundo ("a máquina da visão"). &lt;br /&gt;O bombardeamento exacerbado de informação/imagens que percepcionamos dia-a-dia, acaba por, na maior parte dos casos, nos conseguir manipular e distorcer a verdadeira realidade em que vivemos. (" A velocidade dá para ver. Ela não só permite chegar ao destino, mas dá para ver e conceber. A ver outrora com a fotografia, o cinema, e, hoje, a conceber com a electrónica, a calculadora e o computador. A velocidade muda a visão do mundo") . &lt;br /&gt;Sendo a televisão o meio por excelência, a que todos nós temos acesso, acabamos por ficar condicionados pela informação que este meio nos transmite e deixarmo-nos influenciar pelo conteúdo do mesmo. A publicidade enganadora que "é ter uma mensagem escondida, e o próprio da arte, é não ter a não ser a sua, é um grande mistério"  torna-se numa verdadeira propaganda.&lt;br /&gt;O dispositivo TV substitui o espaço público, tendendo-se para a desintegração da comunidade dos presentes em beneficio dos agentes e assistindo-se deste modo a uma cidade de telecomunicações ? um espaço virtual ? do mundo próprio, em beneficio do mundo virtual e consequentemente à perda do corpo próprio, em beneficio do corpo espectral.&lt;br /&gt;«Nestes últimos dias, o Governo tem andado numa roda-viva. Ele é comboios de alta velocidade, pontes (só sobre o Tejo são duas), aviões para apagar fogos (uma boa meia dúzia), metropolitano em Coimbra, catadupas de milhões para as vacinas, para os idosos, para os agricultores afectados pela seca, para a sociedade da informação, para a ciência.&lt;br /&gt;Na imaginação fértil do dr. Santana Lopes, os ministérios do Terreiro do Paço já fazem as malas para uma reluzente "cidade administrativa" que os espera na Ajuda. As portagens nas Scut, embora não tenham ainda, ao fim de 3 anos, nem solução técnica, nem estudos financeiros, nem negociações com os concessionários. "Poderão ser" introduzidas, não em Março, como prometido, mas "lá para o último trimestre" deste ano. Os estudos, é certo, vão continuar. Mas há uma coisa, por acaso muito conveniente, que os eleitores puderam ficar já a saber: afinal, serão mais os isentos que os outros.&lt;br /&gt;Entretanto, surpreendentemente, a Beira Baixa "virou" uma moderna "Região Digital"; o Vale do Sousa vai ter uma universidade e o ensino superior vai chegar a Vila de Rei. Um dia destes, ainda vamos ver o ministro do Ambiente a jurar que, graças a ele, o ambiente em Portugal "mudou completamente" nos últimos seis meses, à força de despachos e conferências de imprensa, não obstante as 50 medidas que pomposamente prometeu terem ficado quase todas por concretizar.&lt;br /&gt;Tudo isto, dito assim, parece muito. Parece até demasiado. E é. O verdadeiro problema deste Governo é exactamente esse: o dr. Santana Lopes vive em plena realidade virtual. Confunde projectos com intenções, obra com propaganda e verdade com imaginação. O que devia ser um Governo de gestão dos assuntos correntes do Estado está transformado num Governo de gestão da imagem do primeiro-ministro e dos partidos de coligação.&lt;br /&gt;Em bom rigor, isto não é verdadeiramente novo no Governo do dr. Santana Lopes. O permanente divórcio da realidade marcou toda a desastrada governação dos últimos 6 meses. Na verdade, foi um primeiro-ministro em rota de colisão frontal com a realidade que decretou o fim da austeridade e trocou a obsessão pelo défice por uma nova obsessão com a imagem do Governo, gravemente afectada por uma extraordinária sucessão de episódios profundamente desprestigiantes e pelo fracasso na colocação dos professores. O resultado foi o que se sabe. Uma rara unanimidade formou-se para rejeitar o Orçamento para 2005, reconhecido como um mau Orçamento, errático totalmente destituído de credibilidade depois das sucessivas mensagens contraditórias que sobre ele foram divulgadas, ora pelo primeiro-ministro, ora pelo ministro das finanças.&lt;br /&gt;A primeira vítima deste estilo de governação foi a confiança. Sucede que, na situação do País, a confiança não é um valor qualquer. A confiança é absolutamente vital para a retoma económica e é da retoma que depende o nosso futuro. Muito naturalmente, portanto, ressurgiu o pessimismo e deu-se a queda abrupta de todos os principais indicadores económicos.&lt;br /&gt;[?] Ainda assim, quando o Presidente da República anunciou a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições, o primeiro-ministro achou estranho. Divorciado, como sempre, da realidade, o sr. Santana Lopes não tinha dado por nada e até via o seu Governo como expressão da "estabilidade". E foi essa, porventura, a mais eloquente demonstração de que o dr. Santana Lopes vive alegremente em plena realidade virtual. Ora, é exactamente isso que também está em causa nestas eleições. Portugal precisa de um rumo e precisa de verdadeira estabilidade para enfrentar os desafios que tem pela frente. Chega de realidades virtuais.» &lt;br /&gt;Paul Virilio salienta ainda que "é necessário também parar de fantasiar sobre o para além do homem com a robótica. [?] Superação do homem pela inteligência artificial e pelas tecnologias de assistência [?]". O conceito de inteligência artificial deve ser compreendido como a ciência e a engenharia aplicadas à elaboração de máquinas inteligentes, em especial, programas de computadores inteligentes; e, entre seus objectivos, está atingir o mesmo nível da inteligência humana. Na verdade, no horizonte ficcional dessa ciência, a meta máxima é a transformação desses seres em entes conscientes e com sentimentos. "Íntima" relação entre os humanos e os robôs, tais "seres" caracterizam-se como objectos perfeitos para ocuparem o lugar de objecto de gozo do outro que o possui.&lt;br /&gt;Até que ponto a Ciência pode ir? Será que um robô tem sentimentos? Será que tem reacções? Todas as perguntas para essas e outras questões estão em "A.I. ? Inteligência Artificial", que conta a história de David, uma criança-robô de 11 anos que é adoptada por um casal, na esperança de suprir a perda do filho real. Conforme o tempo passa, David começa ter sentimentos como um menino real, mas é desprezado pelos pais sendo abandonado. Sozinho e com a companhia apenas de seu ursinho falante, Teddy, David junta-se a Joe. Tudo começou em 1969 quando Stanley Kubrick leu na revista Harper?s Bazzar o conto "Super Brinquedos Duram o Verão Inteiro", que falava sobre uma criança que sabia amar.&lt;br /&gt;"A.I. ? Inteligência Artificial" foi bem aceito por público e crítica, pois os japoneses já criaram um cachorrinho artificial que abana o rabo e dá a patinha, também a recente invenção o gato artificial, mas será possível criar um "homem artificial"? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«A cada tipo de sociedade, evidentemente, pode-se fazer corresponder num tipo de máquina: as máquinas simples ou dinâmicas para as sociedades de soberania, as máquinas energéticas para as de disciplina, as cibernéticas e os computadores para as sociedades de controlo. Mas as máquinas não explicam nada, é preciso analisar os agenciamentos colectivos dos quais elas apenas fazem parte.» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complementarmente e a par do referido anteriormente, transcrevermos o seguinte texto, por nos parecer elucidativo da problemática em questão.&lt;br /&gt;«Computers are not books. Computers are not televisions. A clickable book is a book without suspense. A clickable film is a boring film. There is no point in translating. Hypertext is dead. &lt;br /&gt;[...] The human of the future is a playing one. He or she will not be satisfied with bad toys. He or she will not be satisfied with more information. Information is not a goal, it is a means. Information overload is not a problem, it is a consequence. Information does not want to be free. Information wants to be forgotten.&lt;br /&gt;The human of the future wants to be entertained. (Life?s so short. Don?t bore us to death.) Navigation throught hyperspace should be as natural as navigation throught real space. Only better. Faster. Our senses bloom in hyperspace. Not to exist. Not to exist. The human of the future will travel throught data. The faster you travel the more you see. The faster you see the more you travel. The individual is dead. Reality is fiction. Simulation is real. The vehicle of the future is the networked computer. Not hypertext but hyperspace. The metaphor wants to be free. Information will not be read or seen but experienced in simulated environments. The book is not dead. The book just is not a computer. The past is not dead. It is doubled, and doubled again. There are no doors. (only windows.) The body is a container. The individual is a network. Space is in the mind. A heart breaks and turns into a thousand hearts. Separation. Classification. Fragmentation. Fluidity. There is no universal center. The music of the future is visual, the pictures of the future tangible. The words of the future dance to the rhythm of a tousand heart beats.» &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Marinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716937390038313?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716937390038313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716937390038313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716937390038313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716937390038313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/paul-virilio-no-ciberespao-poltico.html' title='Paul Virilio no ciberespaço político'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716915179154771</id><published>2005-01-31T10:58:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:59:11.790Z</updated><title type='text'>OS "MEDIA" E O RADICALISMO POLÍTICO</title><content type='html'>O Processo histórico em Portugal exibe um desfasamento constante relativamente ao processo global europeu.&lt;br /&gt;Aconteceu assim com a expansão do capitalismo na Europa entre 1850 e 187, que com Fontes oscilou entre o livre-cambismo e uma incipiente industrialização, sem promover efectivamente o aparecimento de um aparelho industrial produtor que impedisse as importações. De facto só a partir da década de 30 do séc. se pode falar num autêntico processo de industrialização em Portugal, com a correspondente acumulação de capital.&lt;br /&gt;No início do séc. XX desenvolveram-se na Europa as redes de electrificação e iniciou-se o fordismo como organização industrial. Em Portugal o pioneiro foi Ezequiel de Campos propôs nessa altura planos de electrificação nacional mas só na década de 40 se dão entre nós os primeiros passos, dada a impossibilidade de estabelecer uma política nacional de desenvolvimento devido às querelas parlamentares.&lt;br /&gt;E hoje apercebemo-nos de que vários domínios, como a Educação, o sindicalismo ou a gestão empresarial, nos faltam projectos modernos, adaptados aos novos tempos, em que o poder político assuma o seu papel orientador e dinamizador da sociedade, como cada vez se torna mais necessário.&lt;br /&gt;A partir da regeneração estabeleceu-se entre nós um regime democrático estável, constituicional-pluralista, cuja eficiência depende do bom funcionamento do sistema produtor de políticas o Parlamento.&lt;br /&gt;È natural que, perante a ineficiência do nosso sistema político, nos interroguemos sobre as suas causas directas. &lt;br /&gt;Raymond Aron invoca uma tradição democrática que passa por Montesquieu, para estabelecer o princípio do regime pluralista, que assenta em 2 pilares fundamentais: o respeito pela legitimidade (as normas éticas e legais existentes) e o espírito de compromisso, de resto correspondente ao antagonismo proposto também por Muarice Duverger entre conflito/ ? compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sociedade aberta este conflito torna-se patente na confrontação das diferentes propostas contraditórias dos partidos, e é portanto normal. O que é muitíssimo prejudicial para a convivência democrática é o radicalismo de posições, as manifestações de intolerância dos actores sociais face aos adversários.&lt;br /&gt;A questão da legitimidade democrática não constitui grave problema entre nós, mas o espírito de compromisso, esse sim, é claramente deficiente.&lt;br /&gt;E é essa incapacidade de compromisso, ou seja, a incapacidade de cedência das partes em litígio de algumas das suas posições, para se aproximarem de uma solução que seja aceite por todas as partes que caracteriza o nosso debate político.&lt;br /&gt;E a comunicação social acentua as divergências políticas e até mesmo as amplia espectacularmente.&lt;br /&gt;Causa apreensão ver como os discursos acintosos de segmentos minoritárias do espectro político chegam a ter mais impacto nos "media" do que os discursos moderados das opiniões maioritárias e capazes de esbelecer compromissos.&lt;br /&gt;A espectaculariedade que caracteriza a actual informação de massa, principalmente a da TV, é a responsável pela sensação angustiante com que os cidadãos normais, que querem paz e segurança e exigem eficiência ao sistema político, acompanham o debate político.&lt;br /&gt;Os políticos têm a responsabilidade de estabelecer compromissos geradores de dinâmicas de progresso e desenvolvimento; mas os «media» têm responsabilidade maior. De facto, os «media», tendo em vista o interesse público, em vez de se deixarem arrastar pela agenda política (os factos que os políticos vão criando), devem adoptar uma agenda própria, que impeça que os discursos minoritários e destrutivos tenham um impacto desmoralizador que os cidadãos não merecem.&lt;br /&gt;A pouca eficiência do sistema político nacional, se não for rapidamente corrigida, acabará por pôr em causa a sua própria credibilidade perante os cidadãos.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANUEL JOSÉ LOPES DA SILVA&lt;br /&gt;Jornal EXPRESSO/ Opinião p.31&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716915179154771?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716915179154771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716915179154771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716915179154771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716915179154771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/os-media-e-o-radicalismo-poltico.html' title='OS &quot;MEDIA&quot; E O RADICALISMO POLÍTICO'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716906094071493</id><published>2005-01-31T10:57:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:57:40.940Z</updated><title type='text'>E de novo o design?</title><content type='html'>Hoje em dia ainda é complicado no nosso país pensar no design como algo necessário ao nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;Em muitos países da Europa e do mundo a actividade do designer e vista como necessária e respeitada como tal embora no nosso país este fenómeno só se comece a notar agora.&lt;br /&gt;O que é então o design? O design nasce de uma necessidade, é o conjunto de operações desenvolvidas no sentido de dar formas a objectos, equipamentos ou sistemas e também mensagens que respondam a essas necessidades.&lt;br /&gt;Os projectos de design passam por vários níveis de complexidade e requerem uma série de etapas, desde a concepção até à realização, que confirmam o nível e a capacidade de resposta do projecto face as necessidades visadas.&lt;br /&gt;A formulação, verificação e ultimação de projectos com vista a realização de objectos, traduz a ideia geral de design.&lt;br /&gt;É neste ponto que nos questionamos desde quando e que o design existe, mesmo que não fosse este o nome, já desde sempre este processo é realizado pelo homem, ao longo da história da humanidade.&lt;br /&gt;"Semi-cerrando os olhos na paisagem urbana que nos rodeia, contactamos com um design que não ultrapassa a realidade e que a reforça com os seus clichés".&lt;br /&gt;Tendo uma ideia do que é o design e partindo desta frase é pertinente falar de Dieter Rams Haus e dos seus dez princípios do design, que são uma espécie de receita de ouro, para qualquer designer contemporâneo. A saber:&lt;br /&gt;? 1º O bom design é inovador&lt;br /&gt;? 2º O bom design torna útil um produto&lt;br /&gt;? 3º O bom design é estético &lt;br /&gt;? 4º O bom design torna um produto compreensível&lt;br /&gt;? 5º O bom design é discreto&lt;br /&gt;? 6º O bom design é honesto&lt;br /&gt;? 7º O bom design é adorável&lt;br /&gt;? 8º O bom design é consistente até ao último pormenor&lt;br /&gt;? 9º O bom design tem preocupações ambientais&lt;br /&gt;? 10º Bom design é o menos design&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após estas regras, o designer contemporâneo tem pela frente uma árdua tarefa para fazer do seu trabalho um bom trabalho que seja aceite e responda o máximo possível às necessidades da sociedade.&lt;br /&gt;O designer sem o consumidor nada é por isso a sua preocupação primeira deve ser agradar e dar respostas concretas ao público-alvo. Mas atenção! Temos que saber distinguir o bom design do mau design. Temos que saber por de parte o que é "kitch", os clichés, o que é dispensável. Cabe ao bom designer fazer essa diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inês Maça nº 2910&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716906094071493?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716906094071493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716906094071493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716906094071493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716906094071493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/e-de-novo-o-design.html' title='E de novo o design?'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716900945340130</id><published>2005-01-31T10:56:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:56:49.453Z</updated><title type='text'>Cibermundo: é mesmo a politica do pior, Sr. Virilio?</title><content type='html'>Se analisarmos a opinião de Paul Virilio em relação ao futuro, à evolução e às novas tecnologias quase que podemos dizer que este sonhava com um séc. XXI de um planeta Terra semi-rural, onde predomina a lei maior de "Deus, Pátria e família", onde a distancia real se impõe em detrimento dos novos meios de comunicação e transporte.&lt;br /&gt;Confesso que, enquanto lia a entrevista, me senti um pouco com os nervos à flor da pele, com as suas opiniões, negativistas na grande maioria das vezes, e muitas vezes tive vontade de deixar o livro de lado ou de lhe dar uns valentes murros!&lt;br /&gt;Bendita tecnologia, digo eu! Não que esta tenha só benefícios, mas ajuda em muito ao bem-estar da actual sociedade, isto se pensarmos, claro, na parte cor-de-rosa da vida das sociedades e nas maravilhas que as grandes empresas e Governo nos transmitem acerca da evolução. É claro que também existe a parte "negra", das maquinações de "domínio do mundo" que começaram com a Guerra-fria e a corrida ao armamento.&lt;br /&gt;Embora no mundo político seja este o poder que mais importa, o do domínio do mundo, o poderoso armamento, o domínio sobre outros países, na sociedade actual, que vive uma realidade paralela, preocupada com o conforto e bens materiais, a evolução e tecnologia é muito bem vista.&lt;br /&gt;Será que o pai que vive em Lisboa se preocupa com o lado negativo da Internet, quando pode comunicar em tempo real com o filho e netos que moram em Paris? Será que vai pensar: "vou de carro para sentir a distância real de Lisboa a Paris, para sentir o que é o tempo e desfrutar da paisagem que a Natureza oferece!", quando pode perfeitamente estar em Paris após uma confortável viagem de duas horas em vez de uma viagem de dois dias.&lt;br /&gt;E mesmo a nível da guerra? Será que os soldados actuais preferiam cavar trincheiras, passar fome e frio, ou calor, com umas miseráveis munições, perdidos no meio do nada, muitas vezes sem esperança de sobreviver ou de comunicar com alguém, porque a evolução é má e negativa para a Humanidade?&lt;br /&gt;Para eles é muito mais simples, eficaz e bem remunerado o panorama de guerra que hoje vivemos. Não que eu defenda qualquer tipo de guerra, mas pensando nela friamente, sem pensar nos interesses políticos, económicos e sociais que estão por de trás desta, para não falar das vítimas, devemos admitir que a guerra de hoje em dia é mais confortável e cómoda que antigamente, principalmente para os superiores da hierarquia.&lt;br /&gt;Estes, presidente, ministros, majores, etc., sob o pretexto de defender os interesses dos cidadãos e do mundo, estão confortavelmente sentados nas suas salas a dar ordens para o outro lado do mundo.&lt;br /&gt;É claro que tanto para estes como para os soldados que têm que estar no terreno e enfrentar o inimigo, é muito melhor combater com toda a tecnologia e conforto de hoje em dia do que andar a cavalo, de lança na mão, sob as ordens e ao mesmo tempo dando protecção ao rei ou senhor, evitando as lanças adversárias no campo de batalha para manter o estandarte de pé.&lt;br /&gt;Seria uma visão cómica ver George Bush, no seu cavalo branco, qual rei Artur de Excalibur na mão!&lt;br /&gt;E imaginar os soldados norte americanos, que mal ler e falar sabem, em cavalos ou a pé, desorientados porque a espada é pesada de mais e não tem gatilho para disparar, sob as ordens de um Bush que "gafe" atrás de "gafe" ainda diria que o inimigo é o povo americano, voltando-se o feitiço contra o feiticeiro.&lt;br /&gt;Também tinha a sua piada ver o "grande amigo" de Bush, um tal Durão qualquer coisa, duma província algures na Europa, sucumbir em campo de batalha, qual verme pequeno e insignificante de que mais ninguém se lembraria.&lt;br /&gt;Mas voltando à vida do comum mortal e ao séc. XXI, a tecnologia e inovação são sempre bem-vindas, na minha opinião. Podemos pensar que antigamente era tão bom isto, ou era muito engraçado aquilo, mas não nos desprendemos da nossa comodidade e conforto para fazer como antigamente. É bonito e nostálgico precisamente porque passou, porque faz parte do passado, do que foi, do que perdemos. Só damos valor às coisas quando as perdemos. Talvez, se de um momento para o outro, perdêssemos todos os confortos e regalias que o presente nos oferece iríamos ficar totalmente desorientados e possivelmente em pânico, por não sabermos como viver num mundo sem tecnologia e conforto. Isso seria regredir.&lt;br /&gt;Mesmo tendo muitos aspectos negativos, temos que aplaudir de pé todos os avanços e maravilhas que a tecnologia nos trouxe, sendo para mim a mais importante a evolução da medicina, em todos os aspectos. Depois vêm também os aspectos de um mundo se ter tornado numa "aldeia global" que aproxima amigos e familiares, aproxima diferentes raças e culturas para que o Homem não viva uma vida ignorante, a olhar para o seu umbigo, sem saber o que se passa no resto do mundo.&lt;br /&gt;O Homem não é um ser fechado, é um ser aberto, em evolução, que socializa, que aprende e procura sempre mais, procura superar-se a si próprio, quebrar sempre toda e qualquer barreira que se lhe imponha.&lt;br /&gt;É óptimo poder usar a Internet para tudo e mais alguma coisa, é óptimo fazer uma viagem à volta do mundo num avião, é óptimo sentarmo-nos num sofá a ver um bom filme em sistema "Dolby Sorround", ouvir uma música bem alto, mesmo que isso por vezes incomode os vizinhos, é um fascínio descobrir e saber mais acerca do Universo, como também é bom jogar às cartas no café da esquina com os amigos, passear à beira-mar ao pôr-do-sol, ou passear no campo em comunhão com a Natureza. Para tudo existe um meio-termo.&lt;br /&gt;O Homem como ser inteligente que é tem que saber encontrar o equilíbrio. Nem tudo ao mar nem tudo à terra.&lt;br /&gt;Se Paul Virilio conhecesse Salazar provavelmente apertar-lhe ? ia a mão e "tirar-lhe-ia o chapéu", não? Parece-me que ambos defendem os tradicionais valores. Evolução e inovação? Não obrigado! Só o mínimo possível e mesmo assim é muito. Por isso é que Portugal parou no tempo durante 40 anos.&lt;br /&gt;Temos um atraso de décadas em relação a vários países de Europa (sempre tivemos ao longo dos séculos) e a muitos países do mundo. A nossa grande (e única!) glória que me lembre são os descobrimentos.&lt;br /&gt;O nosso país era um Portugal porque o governo fascista fechou as portas ao progresso e evolução. Não é que o nosso país hoje em dia esteja muito melhor, mas os problemas são outros? ou talvez não.&lt;br /&gt;Um artigo na revista "Super Interessante" nº66 de Out. 2003 tem como título "Irão as máquinas dominar-nos?" e fala precisamente nos perigos em que podemos incorrer devido à evolução tecnológica. Este artigo tem com sinopse " a tecnologia actual oferece enormes perspectivas do futuro. Porém, (?) também acarreta alguns perigos desconhecidos.".&lt;br /&gt;Embora o título deste artigo seja precisamente os perigos que advêm da evolução, especificamente da nanotecnologia, não falam em nenhum perigo concreto, apenas fazem suposições. Falam das potencialidades destas micro-máquinas, que poderão atingir os 100 nanómetros (bilionésima parte do metro) ou seja, seriam mil vezes mais pequenas que o diâmetro de um fio de cabelo humano. Estas trariam progressos espantosos a nível da medicina, inclusive da oncologia, da cosmética, da estética, da ortodontologia, vestuário, etc.&lt;br /&gt;Aspectos negativos são referidos ambiguamente, enquanto que os aspectos positivos são numerosos e concretos.&lt;br /&gt;Só podemos realmente saber quais serão os aspectos negativos da evolução, tanto como os positivos, quando esse futuro se tornar presente.&lt;br /&gt;O nº 60 do mês de Abril da mesma revista, é mais sensacionalista tendo como palavra-chave da capa " VIGIADOS!", em que explica como as novas tecnologias, incluindo micro-câmeras, violam a privacidade de qualquer um, em como ninguém esta livre de ter a sua imagem exposta e violada sem conhecimento ou consentimento, mas também fala dos aspectos positivos, tal como os motivos de segurança e anti-terrorismo que atormentam o mundo dês do 11 de Setembro.&lt;br /&gt;Voltamos novamente à estaca zero. Afinal a evolução é boa ou má? Traz vantagens ou inconvenientes? Como tudo na vida, existem os aspectos positivos, os menos bons e os negativos.&lt;br /&gt;Por mim, o cibermundo de que Virilio fala é bem-vindo mas com moderação. Temos que saber ser sensatos e distinguir do razoável o exagero.&lt;br /&gt;Mesmo a nível de relações Humanas, Paul Virilio refere que hoje em dia existem muitos divórcios. Antigamente isso era possível? Não era. A mulher e os filhos dependiam do salário do marido, e o medo, a opressão e a exclusão social faziam com que as taxas de divórcio fossem mínimas. A mulher, mesmo que quisesse, raramente conseguia ter uma carreira profissional.&lt;br /&gt;Mesmo a questão do cibersexo e realidade virtual, não parece, na minha opinião, que venha a distanciar as pessoas e arrefecer relações e sentimentos. Essas inovações não passam disso mesmo, inovações, máquinas, que por muito que simulem, não substituem nunca uma pessoa "de carne e osso".&lt;br /&gt;O homem é um ser social, vive de relações, não gosta da solidão. O homem, seja homem ou mulher, procura sempre um(a) parceiro(a), nem que seja uma prostituta ou "gigolo". O homem tem sempre necessidade de uma relação carnal e em certa idade, em que a necessidade de deixar descendência como realização pessoal, como continuidade, como uma marca de passagem por este planeta, fala mais alto. Ninguém quer acabar a vida sozinho.&lt;br /&gt;Agora façamos uma viagem até alguns países africanos ou da América Latina, até mesmo do médio oriente. Que pensamos nós? Que devíamos ser como eles? Ter o mesmo modo de vida? Ou pensámos antes que são países do 3º mundo, ou sub desenvolvidos ou com mentalidades e crenças fanáticas?&lt;br /&gt;Pensamos sempre que estes países estão atrasados, que precisam da nossa ajuda, que devem tentar desenvolver-se para serem países do 1º mundo, com um bom nível de vida para os seus cidadãos.&lt;br /&gt;É claro que se pensarmos em interesses económicos que possam surgir da parte dos grandes em relação aos subdesenvolvidos, é muito convincente que estes se mantenham assim.&lt;br /&gt;Enfim, vivemos num mundo que nos apresenta em tudo as duas faces da mesma moeda, principalmente em relação às novas tecnologias.&lt;br /&gt;Haverá sempre o mundo "negro" e escondido dos grandes senhores do mundo que nos fazem viver numa espécie de "matrix" em que a realidade aos nossos olhos é confortável e cor-de-rosa, camuflando, talvez um mundo de interesses e obscuras realidades dos avanços tecnológicos. Será assim o nosso presente e futuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inês Maça nº 2910 &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716900945340130?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716900945340130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716900945340130' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716900945340130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716900945340130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/cibermundo-mesmo-politica-do-pior-sr.html' title='Cibermundo: é mesmo a politica do pior, Sr. Virilio?'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716894647157208</id><published>2005-01-31T10:55:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:55:46.470Z</updated><title type='text'>Cibermundo: a Política do Pior</title><content type='html'>O poder da informação digital (telefone móvel e fixo, rádio, televisão, fax, internet,?) contribui fortemente para a tomada de decisões no campo económico, de forma a controlar o mais rápidamente possível as situações (poder económico).&lt;br /&gt;"As novas tecnologias são tecnologias da cibernética. As novas tecnologias da informação são tecnologias do estabelecimento de redes das relações e da informação e, enquanto tais, veiculam muito evidentemente a perspectiva de uma humanidade unida, mas também de uma humanidade reduzida a uma uniformidade." &lt;br /&gt;Sem as novas tecnologias que temos ao dispor no nosso país, não sería possível o desenvolvimento económico, social e cultural que actualmente usufruimos.&lt;br /&gt;O poder económico é o motor do poder político e da organização social. Desde a Revolução Industrial os estados tomaram consciência da importância da organização e da estrutura social das empresas, bem como do melhoramento dos processos de produção, em que os patrões das fábricas, ao preocuparem-se com a velocidade de produção, implementaram a especialização de tarefas nos operários, de forma a obterem níveis de produção e qualidade com maior eficácia. "A questão da velocidade é uma questão central que faz parte da questão da economia. A velocidade é simultaneamente uma ameaça, na medida em que é capitalizada, tirana e, ao mesmo tempo, ela é a própria vida. Não se pode separar a velocidade da riqueza."  &lt;br /&gt;Há que analisar alguns fenómenos negativos desta visão, como por exemplo, na produção industrial, os operários entram em monotonia devido à repetição excessiva de determinados gestos/tarefas, sendo neste caso a velocidade algo que traz desvantagens no bem estar social.     &lt;br /&gt;Sendo a velocidade uma relação entre fenómenos, um meio, que condiciona as sociedades, como por exemplo o cavalo que condicionou a história das conquistas, a marinha a história das colonizações, a rádio a história das transmissões; nos dias de hoje, as várias velocidades tornam-se meios de comunicação que influenciam o pensamento de uma sociedade, repercutindo-se depois nas tomadas de decisão individuais ou colectivas.&lt;br /&gt;A publicidade foi introduzida na imprensa para ser subtraida ao controlo do estado. A publicidade torna-se numa verdadeira propaganda, numa estratégia comunicacional. Alguns grupos económicos servem-se da publicidade (da imprensa, da televisão ou da rádio), como forma de pressionar os poderes políticos instituidos a tomarem decisões que lhes sejam favoráveis. A publicidade tem uma mensagem escondida, servindo-se por vezes de propostas visuais (imagens, fotografias, vídeos,?) como forma de atingir um determinado objectivo. &lt;br /&gt;"Passou-se, pois, da publicidade à propaganda e da propaganda à ocupação de um território emocional."  O espectador é sempre o alvo da estratégia de qualquer tipo de publicidade.&lt;br /&gt;"Elogiar os méritos das novas tecnologias, é certamente útil à publicidade dos novos produtos" ; só dando a conhecer as qualidades de determinados produtos ou novas tecnologias é que o consumidor/utilizador cria apetências à utilização destes.&lt;br /&gt;A percepção do mundo, pela fotografia, pelo fotograma cinematográfico, pelos filmes, vai revolucionar a percepção e mudar a estética, através da velocidade da captação da imagem agora adquirida. &lt;br /&gt;A televisão e o vídeo prolongam a estética do desaparecimento, devido às fotografias instantâneas e à acelaração da captação de uma imagem. Desta forma, o tipo de mensagem transmitida tem de ser cativante, para o espectador reter a informação no pouco espaço de tempo em que ela se lhe depara.&lt;br /&gt;O poder democrático é sempre o poder de controlar um território por mensageiros, transporte e transmissão. A velocidade é o poder.&lt;br /&gt;"Há uma justiça da riqueza e da economia, portanto da partilha. Há também uma economia e uma justiça da velocidade."  Esta justiça é um tanto ou quanto utópica, porque na realidade o poder económico concentra-se cada vez mais naqueles que conseguem controlar as decisões jurídicas da teia política, quer as estruturas sejam democráticas ou autocráticas.&lt;br /&gt;Conclui-se assim que "O poder é inseparável da riqueza e a riqueza é inseparável da velocidade." &lt;br /&gt;Um bom exemplo deste facto, são as decisões tomadas pelo governo americano para o controle de objectivos económicos, estejam eles onde estiverem. &lt;br /&gt;Este controle começa com campanhas do tipo democrático, criando uma estratégia de persuasão, iludindo os cidadãos e criando neles espectativas enganosas e actuando sempre com a rapidez necessária ao controle das situações.&lt;br /&gt;No nosso país, em função dos interesses dos grupos partidários, criam-se situações de emergência política, apoiadas pelos meios de comunicação social, tendo como objectivo final, uma estratégia de poder. Nestas situações, o tempo urge devido à velocidade de decisões, logo, a pressão exercida social e politicamente é sempre demasiado forte.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória Costa_3238&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716894647157208?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716894647157208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716894647157208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716894647157208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716894647157208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/cibermundo-poltica-do-pior_31.html' title='Cibermundo: a Política do Pior'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716879568527325</id><published>2005-01-31T10:52:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:53:15.686Z</updated><title type='text'>EVOLUÇÃO???</title><content type='html'>"Só a critica faz progredir a cultura?não há ganhos sem perdas."_Paul Virilio&lt;br /&gt;Após uma leitura sobre o livro em questão_"Cibermundo: a Política do Pior" de Paul Virilio, este veio confirmar o que há já algum tempo tem vindo a ser tido em conta como base do meu pensamento, a Evolução na sociedade (ocidental).&lt;br /&gt;Partimos logo desde o início por exclamar?.qual evolução? &lt;br /&gt;RESPOSTA: Evolução tecnológica, pois pelos vistos a cultural deve ter tropeçado algures entre a mesquinhez do ser humano, a ganância ou a cobardia, fica à escolha entre muitas outras qualidades.&lt;br /&gt;Temos assim à mão uma parafernália de objectos (evolução) tecnológicos que nos permitem tirar mais prazer em ver os outros sofrer.&lt;br /&gt;A evolução tecnológica é feita não com o propósito de desfrutarmos, ou termos mais tempo para nós ou os que nos acompanham, mas para alimentarmos esta máquina gigante de produção/consumo à qual nós chamamos sociedade.&lt;br /&gt;Pois se ainda existem pessoas que acreditam que os governos ou políticos é que controlam a sociedade e os países, enganam-se, estes são meros lacaios das grandes empresas.&lt;br /&gt;Posso-vos parecer um pouco crítico ou derrotista, como queiram, ou talvez até pode parecer que sai de uma sessão de filmes de Michael Moore à 10 minutos atrás, ?. Mas ao contrário deste, eu não fundamento ou prego os meus pensamentos na política de rua, do coitadinho ou do pseudo burguês que se assume como esquerdista.&lt;br /&gt;O que faz falta é um pouco de senso comum, e leitura, muita leitura, pois se se querem redimir dos pecados cometidos até agora, sendo estes a ignorância, a mesquinhez e a falta de civismo e respeito pelo outro, têm de lê, ou meditar.(MAS NÃO A FINGIR).&lt;br /&gt;Esta evolução do novo mundo, não só trouxe um alargamento de novas culturas e linguagens, tais como o rádio, seguido da televisão, depois pela Internet, agora o digital?.e por aí diante, como fez progredir o novo tipo de ser humano, o Homos-Consumistis.&lt;br /&gt;A palavra consumo aqui é alargada ao seu mais alto expoente, consumo de roupa, de TVzinha, de ignorância, de consumo de catástrofes, ou melhor, destruir para mais tarde recordar J&lt;br /&gt;Veja-se o mais recente caso, o tsunami = terror de informação.&lt;br /&gt;Pondo de parte o meu pensamento sobre tal assunto, pois acho que foi realmente uma catástrofe, recai agora o meu medo sobre o panorama dos media de comunicação, será mesmo possível, este bombardeamento de imagens consecutivas, enquanto temos como panorama de fundo uma musica quase saída do filme "os Miseráveis", e esquecerem-se do que aconteceu e acontece em Chernobyl, sim, porque as radiações não desaparecem como o sol se põe e a lua nasce; ou a destruição da cidade de Hiroshima, ou os milhões de seres humanos que diariamente morrem em africa?.ou o genocídio que os tão intitulados senhores da paz deixaram (fizeram) aquando as eleições do Chile?.Democracia? Depois admiram-se de certas coisas más que acontecem ou podem acontecer.&lt;br /&gt;Quem são eles para dizer o que é sofrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecnologia é usada em benefício dos mais fortes, para estes poderem explorar os mais fracos.&lt;br /&gt;Nesta evolução duas das indústrias são "a carne para canhão", a indústria pornográfica, e a indústria do armamento, militar.&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um assunto que também não compreendo muito bem, talvez devido à falta de um neurónio, é por que raio irão aparecer mais 26 lugares onde as pessoas podem deliciar os olhos, (sim só pode), a ver grandes superfícies de vidros, minuciosamente estudadas para atrair as novas prezas. &lt;br /&gt;Ou isto é uma partida antecipada do dia 1 de Abril, ou então, sei lá, no meio de tanta incompetência e irresponsabilidades?&lt;br /&gt;Lojas?Se não há dinheiro para quê mais locais comerciais em vez de se investir em mais escolas, melhor formação, melhores bibliotecas, não é disso que o país nasce e evolui?.epá devo-me ter enganado, esqueci-me que afinal não, os países desenvolvem-se sim de uma abstracção total dos valores humanos, sociais, para fazer proliferar a sua economia, a economia mundial, pois, a tal democracia, que tem como lema a tão conhecida frase:&lt;br /&gt;em democracia pode-se fazer tudo, mas tudo se paga????&lt;br /&gt;O quê? Isso está de facto provado?....diz o saloio para o pacóvio.&lt;br /&gt;Sim, pagam os pequenos como nós, porque os grandes, como certos auto-intitulados ministros que fogem com o rabo entre as pernas quando vêm a estrada a apertar-se, sim, esses podem fazer tudo que até ficam bem. Acho até que quanto mais, desculpem-me a expressão "merda" fazem, melhor ficam.&lt;br /&gt;Vejam o caso recente do durão barroso, (desculpem escrever o seu nome com letras de caixa baixa, mas não é merecedor de mais), prolongou a crise que já de à muito se arrastava e ainda teve direito a um lugar exclusivo em Bruxelas, rodeado, no seu gabinete pomposo, de quadros emprestados pela Gulbenkian, de artistas tais como Julião Sarmento, Rui Chafes?entre outros, ao todo 30 obras que representam Portugal, sim, província espanhola. (ou não?)&lt;br /&gt;Meios de Comunicação:&lt;br /&gt;Têm sido um dos grandes blocos a fornecer informação; questionamos, ou melhor, pomos em dúvida, por vezes, a sua veracidade.&lt;br /&gt;Serão as notícias os meios de comunicação, nomeadamente os televisivos tão límpidos como nos fazem parecer querer, ou será que estes se aproveitaram da tecnologia ao seu dispor (satélites, Internet, digital?.) e do habito de leitura, que se perde cada vez mais, devido a diversos factores, preço por vezes exagerado, ou falta de tempo, dois de alguns dos aspectos que nos fazem pôr a leitura de parte.&lt;br /&gt;Voltando a um assunto que discutíamos à pouco, o de haver duas locomotivas que faziam progredir a evolução, neste caso o dispositivo militar; julga-se e neste item estou plenamente de acordo, que as guerras irão evoluir para um regime cibernautico, ou seja, em vez de se fazer uma guerra em campo, solo terrestre, esta será passada nas auto-estradas da rede. &lt;br /&gt;Será uma guerra totalmente virtual, consistindo em roubo de informação de grandes empresas, como por exemplo, a NASA, a Microsoft, departamentos de estado?alterações nos satélites? &lt;br /&gt;Estas são algumas das ínfimas hipóteses que se podem retirar de um veículo já em marcha.&lt;br /&gt;A democracia, liberdade tecnológica, ou se preferirmos, a liberdade que a tecnologia nos pode dar, esta sim, é a verdadeira democracia, pois podemos obter tudo a partir das tão faladas auto-estradas de informação, a rede, NET, é um mundo livre sem tempo real.&lt;br /&gt;Fica ao critério de cada um escolher o seu caminho, neste mundo cada vez mais multifacetado onde começam a ser implementados sistemas Wire_less.&lt;br /&gt;?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sente, Vive, Vê, Toca, Imagina, Sente sente sente sente?.até já enjoa, tantos sentes, qualquer dia morremos todos afogados num enorme tsunami de emoções. Já não basta os telemóveis da 3G qualquer dia metem-nos um chip na cabeça e somos macacoides controlados, sem reacção, nem liberdade de poder apagar o telemóvel, de dizer, hoje basta, ficas em casa?.&lt;br /&gt;Não me interpretem mal, pois não quero dizer com isto que sou anti-evolução, ou contra as tecnologias, sou sim a favor delas, mas com peso e medida, uma coisa que pelos vistos anda muito esquecida.&lt;br /&gt;A informação tem de ser controlada por nós e não um meio que nos controla, que nos impede de progredir mentalmente.&lt;br /&gt;Hoje em dia muitas vezes esquecemos o outro, o nosso semelhante, mas também esquecemos que uma cidade não é habitável, se não estabelecermos elos de ligação sustentados na compreensão e troca de ideias, isto sim, levar-nos-á à evolução: parar e reflectir, e não viver ao estilo da narração presentada em "NÓS", obra de Zamiatine, que mais tarde deu lugar ao livro 1984.&lt;br /&gt;O egoísmo prolífera à tona da pele, sente-se nas veias, é o individual em perda do global. Vivemos assim numa realidade manipulada?&lt;br /&gt;Se olharmos com atenção, começaram a desenvolver-se dispositivos mediáticos que apanharam todo o espaço, um destes, o mais forte, a TV.&lt;br /&gt;Estes meios de comunicação vieram desenvolver uma alteração profunda no seio dos nossos meios de comunicar uns com os outros.&lt;br /&gt;A falta de comunicação e partilha de ideais, por parte de indivíduos, instituições, partidos?.etc. &lt;br /&gt;Esta falta de dialogo estabelece um paralelo com os locais que visitamos, com os quais diariamente estamos em contacto, frequentamos os sítios sem isso nos interferir minimamente, sem ter um vinco na nossa vida, como se caminhássemos numa espiral. Vemo-nos assim, "instalados" num espaço de clausura mediado pelo consumo.&lt;br /&gt;Mais uma vez, podemos ver o chumbo de um item que estende a bandeira em favor da cultura; o pântano já está sobrelotado, mas continuam-se a enterrar matérias às quais se devia dar valor. Em detrimento disto, assistimos a uma cultura (mediática) que condiciona fortemente os movimentos culturais, fazendo prevalecer um movimento económico sobre uma visão mediática do mundo.&lt;br /&gt;Temos como exemplo a anulação do canal ARTE, "marginalização que só pode ser entendida como manifestação de uma profunda resistência a tudo o que seja sinal de "especialização?é um gesto de pura cegueira cultural e, economicamente, um tiro no pé."&lt;br /&gt;Esta realidade virtual, transporta consigo uma insensibilidade visual, informação que nem sempre é "lógica", transparente.&lt;br /&gt;Tal como Paul Virilio afirma_ "Perdemos o mundo próprio em beneficio de um mundo virtual, cidade que nos tira a relação com o outro," em prol de um alienamento visual, e pior, mental.&lt;br /&gt;Será que a doença que tanto anda na "boca" dos média, a depressão ou doença bipolar, terá como causa a evolução? Evolução tecnológica, desevolução social.&lt;br /&gt;Socialização é então uma palavra que há muito não vem nos vocabulários humanos, a socialização é um dos objectivos pelo qual nós temos de lutar, pois é a partir deste que se fala, que se trocam ideias, ideias estas hoje em dia fragmentadas, como tal tem de se apelar à resistência, tal como Paul Virilio também a defende.&lt;br /&gt;A velocidade tem de encontrar uma barreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O mundo está dentro de nós antes de estar fora"_ Paul Virilio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desktop_Paul Virilio_"Cibermundo: a Politica do Pior"&lt;br /&gt;Periférica nº11&lt;br /&gt;D.N., 23 Janeiro de 2005_João Lopes_"A economia é sempre cultural"&lt;br /&gt;J.L., nº895_José Gil_"Pensar Portugal hoje"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonçalo Nuno Alves Ferreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716879568527325?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716879568527325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716879568527325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716879568527325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716879568527325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/evoluo.html' title='EVOLUÇÃO???'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716851505468916</id><published>2005-01-31T10:48:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:48:35.053Z</updated><title type='text'>Design and Crime</title><content type='html'>Nos dias de hoje, a cultura está indissoluvelmente associada ao marketing: de facto,  existe uma quase que necessidade física de viver através da marca.&lt;br /&gt;Não é já o produto-objecto em si, nem a necessidade do mesmo que delimitam a necessidade consumista do ser humano. Antes de mais é o objecto-marca,  o artigo-nome que, por si sós, funcionam como que um detonador das necessidades - individuais e dos grupos - de possuir determinado objecto. &lt;br /&gt;Vivemos numa sociedade em que a ética do ter se sobrepôs largamente à ética do ser; de facto, o consumismo é como que uma referência, uma  baliza que faz emergir e simultaneamente condicionar os valores da sociedade em que vivemos. &lt;br /&gt;A própria linguagem do quotidiano é já profundamente marcada por esta nova "deontologia" humana de patentear marcas; também a importância social dos indivíduos é muitas vezes conotada com aquilo que possuem. &lt;br /&gt;As marcas apropriaram-se desta necessidade de promoção através do objecto-marca e o design, por sua vez, explorou-a. &lt;br /&gt;Hoje em dia, há pessoas para quem as marcas são uma segunda pele, e que precisam delas para se auto- definirem. &lt;br /&gt;O design apropriou-se desta necessidade de ostentação consumista para alargar o seu próprio campo de intervenção.&lt;br /&gt;Para além dos objectos, o design constrói todo um estilo de vida e uma filosofia em torno de uma marca. O exterior de um objecto, a sua embalagem, tornaram-se mais importantes do que o próprio produto. Ao comprarmos uns ténis Nike,  estamos também a comprar um estilo de vida desportiva e que nos permite definirmo-nos  desse modo perante o olhar do Outro. &lt;br /&gt;Mais do que um produto, o design criou todo um mundo,  disponível ao apetite consumista devorador.&lt;br /&gt;Mais do que um objecto,  compramos ideias e aparências. &lt;br /&gt;"The only way to build real equity is to add value: to wrap intelligence and culture around the product. The apparent product, the object attached to the transaction, is not the actual product at all. The real product has become culture and intelligence.".&lt;br /&gt;O design ultrapassou o seu cariz de mero promotor de marcas, para se transformar,  ele próprio, em marca:&lt;br /&gt;Comprar um objecto de design já não é algo que se faz pela sua funcionalidade;&lt;br /&gt;Compra-se um objecto de design pelo seu aspecto e por estar na moda. &lt;br /&gt;As pessoas enchem a casa de objectos de design pelo seu valor estético e não pelo sua função: uma jarra deixou de servir para ostentar flores e passou a ser uma peça decorativa por si só. Se passearmos pela Habitat (uma loja de decoração famosa),  temos uma infinidade de objectos de design que, independentemente de serem funcionais ou não,  são esteticamente agradáveis  e apreciados pelo seu design. &lt;br /&gt;A sociedade tornou-se viciada em design. Até na arquitectura tudo segue um design e está em conformidade com as necessidades do consumidor. A arquitectura tornou-se uma marca, algo que serve para agradar e identificar não um indivíduo,  mas uma rua, uma  cidade, um país...&lt;br /&gt;A arquitectura de uma cidade define o que ela é. Em Lisboa, existe um enorme contraste de estilos arquitecturais; ao descermos a Avenida da Liberdade, somos confrontados com uma marcada anacronia arquitectural:  edifícios modernos aparecem semeados  entre os edifícios da época pombalina. &lt;br /&gt;Hoje em dia, os estilos misturam-se, não deixando nenhum destacar-se e tornando Lisboa numa cidade sem identidade. &lt;br /&gt;Somos uma cidade histórica que aprecia o seu passado e a sua história, ou somos uma cidade modernista que quer evoluir juntamente com o resto do mundo para estilos mais ousados e marcantes? &lt;br /&gt;Onde está, no fundo, a verdadeira Lisboa? &lt;br /&gt;Talvez seja essa uma das grandes responsabilidades dos designers e dos arquitectos portugueses. &lt;br /&gt;Numa cidade que quer evoluir,  quem mais pode proteger o passado em relação ao futuro e fazer perdurar a identidade de Lisboa? &lt;br /&gt;Por toda a cidade de Lisboa encontramos publicidade em relação a ela  mesma,  e também essa publicidade pode ajudar a defini-la. &lt;br /&gt;Quem se pode esquecer do anúncio de uma companhia de cervejas que estava no Marquês de Pombal, em que um copo de cerveja aparecia com um "penteado" de espuma ao estilo pombalino, e que dizia "Espírito Pombalino!"? Poderá esse tipo de publicidade ajudar a definir o espírito de Lisboa? &lt;br /&gt;Que pode então um designer fazer para ajudar a "combater" este mercado de marcas e identidades? &lt;br /&gt;Promover cultura através dessas marcas? &lt;br /&gt;Mas,  no fundo,  a cultura das marcas não se sobrepõe à  cultura geral? &lt;br /&gt;Deverá o designer combater essa comercialização banal do design que é a sua própria profissão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única maneira é alcançar o designer um equilíbrio entre o marketing e o design, entre o objecto e o que ele representa. &lt;br /&gt;Poderá o designer acabar com a indiferença que o público tem em relação ao produto, em deferência à marca? &lt;br /&gt;Talvez o trabalho do designer acabe por ser sempre uma luta contra si próprio,  uma luta entre o correcto e o necessário,  entre o objecto que produzimos e a necessidade de o vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catarina Formigo Nº 2581 Turma A&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716851505468916?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716851505468916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716851505468916' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716851505468916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716851505468916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/design-and-crime.html' title='Design and Crime'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716846339622918</id><published>2005-01-31T10:47:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:47:43.396Z</updated><title type='text'>O Mundo das Imagens </title><content type='html'>A imagem, tal como a palavra, é uma força latente de que o designer se serve para as suas finalidades de criação e de comunicação. &lt;br /&gt;Desde Platão que a imagem é utilizada como uma representação do real. Podemos mesmo considerá-lo como o primeiro designer da realidade.; de facto, ele "vendeu" o seu produto filosófico, a  visão do mundo que ele pretendia  ensinar e transmitir, a partir da imagens, através da alegoria da caverna e dos seus arquétipos/ imagens. Na realidade os  arquétipos de Platão são sistemas pré-existentes ou latentes que não valem como imagens feitas, mas apenas como aptidões. O arquétipo é por si inapreensível directamente, porque é um núcleo de significação potencial, gerador de símbolos e mitos. &lt;br /&gt;Ousamos com Platão exprimir a nossa dúvida:&lt;br /&gt;? Será o mundo como nós o vemos?&lt;br /&gt;? Ou será ele como uma mosca o vê, com o seu olho multifacetado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será interessante traçarmos uma perspectiva da imagem através dos tempos.&lt;br /&gt;Desde sempre o homem utilizou a imagem como uma forma de expressão:&lt;br /&gt;Das pinturas rupestres aos alfabetos pictóricos, passando por formas de arte diversificadas -  a pintura, o desenho a escultura. &lt;br /&gt;Os  modos e formas de expressão artística foram variando: deixou-se de representar a idealização do real, para ser a própria realidade a ser representada. Isto é, a arte moderna baseia-se na representação ou cópia da realidade, através de diversos pontos de vista. &lt;br /&gt;Tomemos como exemplo a representação divina, uma imagem repetida através da historia, mas que, no fundo, nunca é uma verdadeira representação do real, pois a figura divina é algo de imaterial: a sua representação é imaginada, mas é ela que  se impõe  no imaginário colectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XIX,  com a revolução cientifica, a imagem passou a ser compreendida de uma maneira diferente. A descoberta da máquina fotográfica permitiu que a nossa visão da realidade fosse alterada. A realidade era considerada um conjunto de imagens que se transmitiam para os nossos olhos, e passou a ser percepcionada como uma só imagem apreendida por nós e não um conjunto de imagens.&lt;br /&gt;É de referir também o boom de imagens que avassala a sociedade moderna confundido a nossa visão e levando-nos a questionarmo-nos: &lt;br /&gt;? As imagens que vemos são um produto da nossa visão do mundo? &lt;br /&gt;? Ou são as imagens que nós vemos que moldam a imagem do mundo que a partir  delas e com elas vamos, diariamente, construindo? &lt;br /&gt;Claro que, inerente a esta questão, se impõe a realidade do mundo de hoje: Somos de facto uma aldeia global e podemos, desde a sociedade mais evoluída - como por exemplo a americana - a uma tribo indígena nos confins do mundo, estar simultaneamente deliciados,  observando as mesmas imagens.&lt;br /&gt;Por vezes a realidade impõe-se com uma força tal que sobrepõe  a imaginação artística com uma crueza e uma força até aí  apenas pressentida: recordemos os fenómenos que avassalaram o continente asiático no final de 2004. Muitas das imagens dessa tragédia, se  colocadas lado a lado com arquivos artísticos imagéticos,  sobrepunham-se a crueza do imaginário e do possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como diz Aristóteles: "A imagem é como se fosse um fantasma deixado na alma pela sensação que persiste e pode renovar-se mesmo apôs o acto de sensação ter cessado. As imagens com origens nas sensações têm vida própria e combinam-se e associam-se entre elas,  voltando à consciência. A imagem está intimamente ligada à memória" &lt;br /&gt;Os artistas contemporâneos em contraste com os artistas do renascimento, não representam uma realidade imaginada ou idealizada por eles, mas sim a própria realidade. Observou-se como que  um retorno ao real, o artista deixou de fazer a imagem de uma imagem para passar a fazer a representação do real. &lt;br /&gt;Os artistas constroem  ou desconstroem uma nova realidade: não fazem mais uma representação directa da realidade mas sim a realidade a partir de um determinado ponto de vista. &lt;br /&gt;Para além da imagem visual o artista contemporâneo procura construir uma imagem de outras maneiras de apreender a realidade. O som, o tacto, o olfacto, os sentimentos, a expressão, a psique humana são novas realidades por ele exploradas.  &lt;br /&gt;Por consequência do exposto, o designer procura interagir com o público para além da imagem e para alem da visão. O designer tem um papel fulcral na sociedade moderna, sociedade que vive da produção e do consumo de imagens. De facto, a imagem é, hoje em dia indispensável à sobrevivência da espécie humana: sem outdoors,  cartazes, sem imagem televisiva, a política não seria a mesma;a  saúde, a economia, em suma, a felicidade ? quiçá a infelicidade humana ? não  resistiriam à privação de imagens.&lt;br /&gt;A nova compreensão dos diversos pontos de vista que o ser humano tem sobre a nossa realidade afastou o artista da imagem puramente visual. Para além da imagem, o artista  faz todo um leque de experiências. A realidade,  em todos os sentidos, é desconstruída, representada, idealizada, alterada, imaginada, depurada, fragmentada... &lt;br /&gt;Os designer apreendem com os artistas e alteram a realidade intencionalmente. Procuram representações da realidade que querem fazer passar. Embora ambos utilizem a imagem o uso que fazem dela é muito diferente. O artista usa a arte pela arte ou arte comprometida,  engagé. O artista faz   despertar,  chocar ou romper com convenções. &lt;br /&gt;O designer situa-se sempre ao nível do comprometimento: ele não pretende ficar pelo despertar de emoções,  o designer  utiliza-as antes para provocar uma determinada actuação no público alvo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catarina Formigo nº2581 Turma A&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716846339622918?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716846339622918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716846339622918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716846339622918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716846339622918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/o-mundo-das-imagens_31.html' title='O Mundo das Imagens &lt;o retorno do real&gt;'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716841764028547</id><published>2005-01-31T10:45:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:46:57.640Z</updated><title type='text'>Habitat vs Shopping </title><content type='html'>Lisboa é uma cidade de contrastes. As zonas novas e modernas, bem planeadas, alternam com zonas antigas e históricas, espalhadas pelas sete colinas que espreitam o Tejo, outras, tantas, esquecidas e abandonadas.&lt;br /&gt;O Chiado é a História de Lisboa no centro da cidade, é um dos seus muitos corações. Zona comercial em declínio. Esquecida pelos  alfacinhas desde o grande incêndio, admirada pelos  estrangeiros o Chiado de Pessoa agoniza agora solitário ao cair da noite, na fria madrugada, nas horas lentas. A sua História é a história das grandes cidades, cada vez mais vazias nos seus centros, a transformarem-se em megaescritórios. Chiado, o coração da cidade, tornou-se agora numa zona comercial, de acesso fácil pelos transportes públicos, de acesso difícil por carro. Zona seja pouco habitada, ela continua desde sempre cheia de pessoas tão diferentes que por ali passam pelas mais diversas razões. Não é o comercio que os atrai mas sim tudo aquilo que o torna diferente de um centro comercial - os espaços abertos, os edifícios históricos, a animação de rua, os museus e monumentos , mas acima de tudo a sua alma.&lt;br /&gt;Antes uma zona da moda, hoje em dia o Chiado já não tem o que se  espera de uma zona comercial. Um centro comercial oferece ao comprador conforto, luz, cor, calor, envolvencia, O centro tem espaço de estacionamento, ar condicionado, uma enorme variedade de lojas, escadas rolantes, tudo à mão de semear, à distância de uma carteira, de um cartão de crédito, entregue ao domicílio, acondicionado, tão à maneira do sonho americano. E o Chiado? Como é difícil estacionar, o melhor é mesmo usar o bus, levar um bom chapéu de chuva, não vá estar o toldo mais próximo ocupado E o frio? E o calor? Faz-nos lembrar que ainda existe tempo, que existe um céu e nuvens e um sol, que sol por vezes, que queima até as pedras da calçada..&lt;br /&gt;Mas é o Chiado assim tão hostil? As ruas continuam cheias de pessoas. Existem tentativas de tornar esta zona mais parecida com um shopping, como por exemplo os altifalantes que passam musica enquanto a multidão faz as suas compras, os espaços vedados aos carros, os enormes chapéus de sol para abrigar enquanto se toma um café, tudo tentativas para o tornar mais cómodo, moderno.&lt;br /&gt;Mas Chiado é acima de tudo história, alma, sabores, cheiros, sons, luz, sombra, gente a correr, pombos, vida. E isto não se compra, não se vende, não se põe numa vitrina?&lt;br /&gt;O Chiado está cheio de turistas, que fazem parte da grande força consumidora que vagueia nas ruas, à procura dos cafés históricos, dos edifícios barrocos, das lendas, da alma da cidade, da animação de rua. O chiado alargou o seu espaço comercial, para servir também um espaço de "viagem" pela história de Lisboa. Há algum centro comercial que possa oferecer isso? Na verdade será mais fácil os centros comerciais modernos tornarem-se obsoletos do que o Chiado, pois este terá sempre a sua história para sobreviver. &lt;br /&gt;Hoje em dia tudo se transformou num shopping, para atrair pessoas. O consumo tornou-se a actividade predilecta, então a melhor maneira de atrair consumidores é com a possibilidade de comprar qualquer coisa, qualquer mesmo. E o consumo oferece comodidade, utilidade, facilidade, é tão fácil assim atrair pessoas. Numa cidade onde o comércio é sobrevivência, o Chiado quebra essa regra, oferece consumo mas, tem outro destino e desejo. &lt;br /&gt;Hoje em dia a tecnologia permite que o consumidor faça as usas compras sem sair de casa. Com a maior facilidade, podemos hoje fazer compras sem sair do sofá, e para uma sociedade tendencialmente mais preguiçosa, a casa poderá ser o futuro shopping. A tecnologia consegue levar a comodidade ao extremo. Fazendo um scan ao corpo para experimentar uma peça de roupa, digitalmente. Existem frigoríficos que, ao acabar o leite, podemos comprar mais pressionando simplesmente um botão na porta do mesmo. Podemos, através da Internet comprar uma infinidade de coisas, a mobília, a roupa, a comida, cds.. &lt;br /&gt;A necessidade de contacto com o produto salva ainda os centros comerciais. Mas essa necessidade está a ser posta de parte pela facilidade que os outros meios oferecem, e eventualmente os shoppings ficarão vazios.&lt;br /&gt;" Poder-se-ia dizer que o comércio é o que resta da actividade pública. Através de uma série de formas cada vez mais predadoras, o comercio foi capaz de colonizar ? ou inclusivamente substituir quase todos os aspectos da vida urbana." Afirma Rem Koolhaas. Mas o Chiado vem contrariar essa afirmação ao oferecer-nos uma série de outra actividades no seu espaço. Não é a própria faculdade de Belas Artes no chiado? Não é o chiado todo um centro cultural para alem de um centro histórico. Haverá algo de comercial ao passearmos pelas suas ruas e apreciarmos a beleza dos seus edifícios?&lt;br /&gt;No chiado podemos fazer tanto mais que comprar. São os museus, os teatros, os bares, as igrejas, os monumentos As próprias pessoas que compõem a multidão são únicas pela sua diversidade de interesses, de formas de ocuparem o espaço, de se movimentarem. Sendo o chiado tanta coisa ao mesmo tempo, ele sobreviverá ao resto da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catarina Formigo Turma A nº 2581&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716841764028547?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716841764028547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716841764028547' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716841764028547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716841764028547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/habitat-vs-shopping.html' title='Habitat vs Shopping '/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716829344201818</id><published>2005-01-31T10:44:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:44:53.443Z</updated><title type='text'>Cibermundo: a Política do Pior</title><content type='html'>Paul Virilio, o autor, faz nesta obra, uma extensa reflexão sobre a situação social e política suas contemporâneas. Um "enfim" às novas tecnologias, partindo de um princípio bastante claro, como este: Porque, enfim, o progresso tecnológico não traz só desgraças. [?] As novas tecnologias da informação são tecnologias do estabelecimento de redes das relações e da informação e, enquanto tais, veiculam muito evidentemente a perspectiva de uma humanidade unida, mas também de uma humanidade reduzida a uma uniformidade. (Paul Virilio in, Cibermundo: a Política do Pior) &lt;br /&gt;O autor estabelece um paralelo entre os benefícios das novas tecnologias e a publicidade dos novos produtos. Sendo, então, a velocidade inerente à riqueza, considera-a um meio para questões centrais no campo da economia. Deste modo o poder será muito mais do que uma intenção política, será uma consequência (embora, na minha opinião, ainda não tenhamos chegado ao ponto de sermos liderados pelos meios tecnológicos, de modo a criarem em nós tamanha dependência e falta de discernimento, pois afinal, "somos apenas humanos"; no entanto ainda não sei dizer se será um aspecto positivo ou negativo da nossa sociedade e cultura?) desta suposta relação. E assim diz o autor: Independentemente de economia da riqueza, uma abordagem do político não pode ser feita sem uma abordagem da economia da velocidade. [?] Sim, porque o próprio da velocidade absoluta é de ser também o poder absoluto, o controlo absoluto, instantâneo, isto é, um poder quase divino. Hoje, empregamos os três atributos do divino: a ubiquidade, a instantaneidade, a imediatidade; a omnipotência. Já nada tem a ver com a democracia, é uma tirania. (Paul Virilio in, Cibermundo: a Política do Pior)&lt;br /&gt;Do mesmo modo o autor parece acreditar que a revolução tecnológica nos trará o esquecimento dos meios convencionais como consequência. Todo o investimento "cidade" e "tecnologia" parecem abarcados de malícia, no entanto, sendo esta questão, alvo de debate, frequentemente, é ainda muito "verde". Não esqueçamos que vivemos da tecnologia há relativamente poucos anos, comparando aos anos de História que temos como humanidade, e assim sendo, apenas poderemos elaborar palpites sobre o que será o nosso futuro, dentro desta guerra que envolve política, riqueza, poder, velocidade e tecnologia. Pode não ser uma boa combinação, ou pode até ser a única saída tendo em conta, estatisticamente, os poucos anos que temos de sobrevivência, graças aos atentados que temos feito consecutivamente "à nossa casa". Segundo Einstein, o desenvolvimento da bomba atómica teve necessidade da criação da bomba informática, da bomba da informação totalitária. [?] A "Cidade de Deus" de Santo Agostinho é, de certo modo, um livro de urbanismo. Não um livro de urbanismo sagrado, mas muito simplesmente um livro de urbanismo. Não há política sem a cidade. A cidade é a forma política maior da história. (Paul Virilio in, Cibermundo: a Política do Pior)&lt;br /&gt;Tendo em conta o desenvolvimento da tecnologia, o autor coloca ainda outra preocupação: a falta de contacto físico, substituído pelo corpo virtual. Temos a televisão, a Internet, o computador, portanto, um meio virtual de contacto que nos restringe, pois não temos que nos deslocar, que nos mexer, não nos dá trabalho aceder à informação. O que é positivo de certa forma, uma vez que temos à nossa disposição os meios para tudo sabermos a uma velocidade vertiginosa. No entanto, o autor, refere, com razão, na minha opinião, que a televisão se transformou, acima de tudo, no media publicitário e propagandístico por excelência. Doravante, a história não se acelerará mais. Doravante, a história terá atingido a sua velocidade máxima. (Paul Virilio in, Cibermundo: a Política do Pior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice Graça nº2521&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716829344201818?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716829344201818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716829344201818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716829344201818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716829344201818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/cibermundo-poltica-do-pior.html' title='Cibermundo: a Política do Pior'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110716820016791314</id><published>2005-01-31T10:42:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:43:20.166Z</updated><title type='text'>O mundo das Imagens </title><content type='html'>Uma imagem pode ser, com efeito, enganadora, no sentido em que será sempre uma visão particular, ou mesmo egoísta de uma determinada realidade.&lt;br /&gt;Se pensarmos em toda a informação que uma imagem pode conter, teremos que nos debruçar sobre uma vasta opção de assuntos, dos quais poucos nos trarão acepções concretas.&lt;br /&gt;Paralelamente, a vanguarda, ou o movimento vanguardista, tornou-se, de algum modo, a ideologia predominante da produção e ensino artísticos. &lt;br /&gt;Deste modo podemos considerar, que a ilusão nos é apresentada, neste caso concreto por dois factores, distanciados de certo modo, mas unidos por algo em comum: a ilusão, precisamente. A ideia de mudança e inovação constantes, desvenda um nível de consciencialização mais profundo, a consciência do significado da arte enquanto reflexão e criação. No entanto, esta mesma ilusão de continuidade, também serve de máscara para os momentos de ruptura genuína na história real.&lt;br /&gt;Tendo em conta que "uma sociedade se torna &lt;moderna&gt; quando uma das suas principais actividade é produzir e consumir imagens", podemos distanciar-nos no tempo e no espaço da diferença que existe no caso da não importância dada às imagens, por exemplo, noutras culturas. E assim como a informação é indispensável para nós, as imagens também o são. Não só para os designers mas para uma sociedade habituada a ser ilustrada.&lt;br /&gt;Sobre a questão de vanguarda Fred Orton e Griselda Pollock dizem o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The history of avant-garde painting is that of a progressive surrender to the resistance of its medium; which resistance consists chiefly in the flat picture plane?s denial of efforts to ?hole through? it realistic perspective space...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a representação é o tema preferencial das vanguardas, e se estas pretendem abordar os espaços de mediação, então este movimento, esta ideologia,  tudo tem a ver com a nossa dependência (enquanto mundo ?civilizado?) em relação à imagem. &lt;br /&gt;Neste âmbito a imagem pode até abstrair-se um pouco da sua conotação física e podemos, assim, abordá-la no seu sentido do imaginário humano. Tendo esta hipótese como condição, a imagem irá ser tudo o que nos rodeia, tudo o que podemos pensar enquanto indivíduos, enquanto sociedade, ou mesmo enquanto espécie.&lt;br /&gt;Para terminar saliento o seguinte: a arte será sempre uma imagem, assim como as nossas ideologias, crenças, determinações, a até mesmo nós próprios, enquanto designers, enquanto pessoas. E isto porque nunca nos poderemos deixar de ser alvos de juízos, assim como não conseguimos deixar de ajuizar. &lt;br /&gt;No entanto esta faculdade de crítica também nos traz algumas benesses, como sendo a nossa visão fica muito mais exigente e concreta, e neste sentido não nos deixamos seduzir por qualquer tipo de imagem, pois esta terá que ir de encontro aos nossos critérios. &lt;br /&gt;A arte em geral sempre teve o seu papel na sociedade, e esse facto é incontornável e, julgo eu, intemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To find a solution to this impasse through art itself is impossible. It is a crisis which concerns all cultures, begining at its economic base and ending in the highest spheres of ideology. Art can neither escape this crisis not partition itself off. Art cannot save itself...&lt;br /&gt;Avant-Gardes and Partisans Reviewed, Fred Orton &amp; Griselda Pollock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice Graça nº2521&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110716820016791314?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110716820016791314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110716820016791314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716820016791314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110716820016791314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2005/01/o-mundo-das-imagens.html' title='O mundo das Imagens '/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110319001350545713</id><published>2004-12-16T09:39:00.000Z</published><updated>2004-12-16T09:40:13.506Z</updated><title type='text'>habitat = shopping</title><content type='html'>A verdadeira crise que a maior parte das cidades atravessam neste momento, tem a ver com a perda do seu carácter original de organismo cultural.&lt;br /&gt;"Pertenço a uma geração ? ou antes a uma parte de geração ? que perdeu todo o respeito pelo futuro e toda a crença (?) no passado. Vivemos por isso do presente com a gana e fome de que não tem outra casa". (Fernando Pessoa).&lt;br /&gt;"As relações naturais foram violadas e o homem, em certa forma desnaturalizado, abandona os caminhos tradicionais, perde o pé, acumula à sua volta todos os horrores da desordem: a sua casa, a sua rua, os seus subúrbios, os seus campos. Um domínio recém construído e invasor, imundo, ridículo, sem vergonha, malvado e feio, manchando paisagens, aldeias e corações. (?) O homem, nestes cem anos de sublimes e de ignóbeis confusões semeou o solo com os detritos da sua acção." (Le Corbusier)&lt;br /&gt;Até à invasão do automóvel (com a respectiva dificuldade de adaptação da cidade a esse facto), toda a vida se fazia tendo como infra-estrutura didáctica, a rua. Era aí que se fazia a aprendizagem da leitura do mundo e da vibração humana; era aí que os "jovens aprendizes" das cidades vinham buscar as raízes da sua cultura. Desde as festas populares, aos improvisos desportivo-culturais, tudo era susceptível de acontecer dentro de um quadro físico e social que hoje apenas se reencontra nas formas urbanas embrionárias (as reminiscências da vida social antiga sobrevivem em bairros sociais degradados). &lt;br /&gt;Posto isto, as populações têm tido de "inventar formas" que possibilitassem a manutenção desses valores que a rua já não pode albergar; estão neste caso as sociedades recreativas que se constituíram como um "remédio para a falência do encontro na rua", ou contentando-se com formas de divertimento que passam pelas modalidades mais degradadas da cultura de massas (entre o lixo globalizado e a tradição adulterada).&lt;br /&gt;"Os fios que permitiam tecer uma memória comum vão-se esgarçando: a família vive em harmonia transgeracional, mas comunica mal, e vai privilegiando formas de isolamento (perda do ritual das grandes refeições, televisões e computadores para uso individual etc.). E acentua-se a tendência para transferir para a escola o processo de memória histórica ? mas a escola explode ao peso de múltiplas responsabilidades e expectativas. Por outro lado, os circuitos culturais tendem a bifurcar-se: há cada vez mais um espaço de cultura jovem, com as suas regras, os seus protagonistas, os seus rituais, e um espaço de cultura adulta com as suas cerimónias e rotinas." 1 &lt;br /&gt;As grandes cidades comparam-se, hoje, a grandes complexos industriais, em que as pes-&lt;br /&gt;ssoas circulam como sistemas automatizados numa realidade mecanicamente engendrada. A comunicação é apenas a necessária, como componentes electrónicos que passam infor-&lt;br /&gt;mação, entre sistemas software e hardware, para que possa resultar num sistema mínima-&lt;br /&gt;mente operativo.&lt;br /&gt;Criou-se uma indústria voltada para a promoção de um consumo generalizado (uma vez que os tempos que correm também ditam uma ? suposta ? maior condição económica na população em geral), e com isto uma maior afluência às grandes superfícies comerciais, os também chamados "shoppings", isto associado à componente de lazer que incorpora a estrutura projectual desta indústria que engole o comércio tradicional. As pessoas encontram refúgio (das mais variadíssimas formas quotidianas) e um ponto de encontro (obviamente afectado pelo próprio espaço e pelo o seu "uso") nestes espaços que lhes oferecem soluções para um consumismo descontrolado.&lt;br /&gt;Preocupante é presenciar estes fenómenos lado a lado, e, nos núcleos históricos das nossas cidades que agora só reclamam para si um papel tendencialmente simbólico, palcos-museus das mais altas esferas de influência por onde se passeia e consome, espaços cenográficos, expositivos de uma ordem consolidada.&lt;br /&gt;"O território transforma-se, movido por factores que nos escapam, e a frustração aumenta com a ineficácia dos instrumentos de planeamento para o "ordenar". 2&lt;br /&gt;Há uma enorme diferença entre as nossas intenções/ambições (enquanto agentes interventivos no tecido urbano) (usando parte do pensamento de Rem Koolhas) e as da sociedade actual. Creio que estancar este processo não será desejável. &lt;br /&gt;"Trata-se antes de procurar compreender a lógica desta transformação defendendo os valores unanimemente considerados indispensáveis para que a vida no planeta seja sustentável e encontrar os sinais dos novos padrões emergentes e desejos de vida em sociedade. Só colocando-nos nesta posição será possível delinear novas estratégias para intervir num território em constante mutação, movediço pela imprevisibilidade da sua evolução." 3      &lt;br /&gt;Os sinais que povoam as ruas ? os anúncios luminosos, a paragem do autocarro, a passa-&lt;br /&gt;deira de peões ? são formas denunciantes de uma capacidade didáctica, de um cheiro e de uma voz, de uma cultura que pode ser o único meio divulgador de "mensagens", como o único meio capaz de divulgar o hábito da leitura de sinais.&lt;br /&gt;A Realidade que nos invade e afecta o ânimo, deve ser entendida e revista de uma forma estratégica, para que nos consigamos libertar da "carne" do mundo, com todas as suas formas evidentes e rotineiras sem aparente interesse. Proponho então, que se agarre naquilo que nos é de forma gratuita oferecido (com todas as formas e defeitos), e redimensionemos de forma desprendida do evidente.&lt;br /&gt;Como diz Bernardo Secchi, há que cozer e cerzir malhas diferentes, ligar partes, dar-lhes um sentido, introduzir-lhes uma estrutura coerente do ponto de vista funcional, simbólico e estético.&lt;br /&gt;No decorrer deste exercício é importante que esteja presente uma atitude contextual vincada numa metodologia projectual adoptada, sob pena de o resultado final cair num qualquer devaneio.&lt;br /&gt;Genericamente, pretende-se uma acção/intervenção sobre a realidade superior ao evidente, em busca de uma expansão comunicacional que não paralise o transeunte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Coelho, Eduardo Prado, "Quando o Futuro se Conjuga no Presente", in Egoísta, Fevereiro de 2003, pág. 120&lt;br /&gt;2- Salgado, Manuel, "Ainda Será Possível o Desenho da Cidade", in Egoísta, Fevereiro de 2003, pág. 159 &lt;br /&gt;3- Idem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110319001350545713?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110319001350545713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110319001350545713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110319001350545713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110319001350545713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/habitat-shopping.html' title='habitat = shopping'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110318992407328581</id><published>2004-12-16T09:37:00.000Z</published><updated>2004-12-16T09:38:44.073Z</updated><title type='text'>«O Retorno do Real»</title><content type='html'>«O conhecimento cerebral não é só produtor/criador de informações, comporta também e sobretudo a sua organização/integração em repre-&lt;br /&gt;sentações. A elaboração de representações ultrapassa o simples trata-&lt;br /&gt;mento de informações, e comporta processos analógicos ainda não e-&lt;br /&gt;lucidados. As representações são configurações mentais ? imagens ? comportando a identificação de movimentos, formas, objectos, seres percebidos no mundo em volta.&lt;br /&gt;(?) As representações permitem «apresentar» reflexivamente a si pró-&lt;br /&gt;prio um pedaço do mundo exterior para o examinar, estudar, decifrar.&lt;br /&gt;(?) A representação não é um estado de reflexão passivo (?). Ela ne-&lt;br /&gt;cessita de uma actividade cerebral, dispondo de estruturas, permitindo organizar a representação.&lt;br /&gt;(?) O conhecimento não é uma projecção da realidade sobre um écran mental, mas uma organização cognitiva de dados sensorias/me-&lt;br /&gt;moriais, produzindo simultaneamente a projecção e o écran.&lt;br /&gt;É necessário um aparelho cerebral original, complexo, rico em dispo-&lt;br /&gt;sitivos inatos e em competências, para ser apto a produzir representa-&lt;br /&gt;ções ricas que podem então aparecer como «reflexos» de realidade fenomenal.&lt;br /&gt;Produtor (de informações e representações), o conhecimento é tam-&lt;br /&gt;bém estratégia. Não há acção se não houver necessidade de estratégia,&lt;br /&gt;isto é, de arte/método/astúcia apta a elaborar condutas em condições incertas.&lt;br /&gt;(?) Como a acção, o conhecimento deve saber ao mesmo tempo com-&lt;br /&gt;bater e utilizar a incerteza. A estratégia do conhecimento é necessária à estratégia da acção. A arte estratégica, no conhecimento e na acção,  é a intelegência.&lt;br /&gt;Edgar Morin, La Méthode, vol. II, págs. 223-224.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o desafio mais audaz que se coloca, seja, conseguir que a informação veiculada através das imagens (dos objectos e da publicidade) não paralisem a imaginação de cada um (sendo a imaginação a faculdade produtora de imagens) e não impeça ou condicionem a comunicação dos indivíduos entre si e o ambiente.                   &lt;br /&gt;Para William Burroughs (que desenvolveu a sua actividade literária no clima da Beat generation), as palavras seriam vírus, microrganismos, "poeiras vivas", destruindo todo o sentido pela a sua imensa proliferação. O Verbo funciona como um vírus. O vírus é um parasita fagocitando a célula, enquanto o Verbo não pode existir sem vários locutores.&lt;br /&gt;O "Verbo" enquanto estratégias anti-representacionais associadas a uma "inteligência" de proliferação destas por parte de "locutores" (designers de comunicação), cientes da sua força comunicacional, poderá ser o inicio de uma acção/intervenção sobre a realidade (sociedade), em busca de uma expansão comunicacional que não paralise o transeunte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110318992407328581?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110318992407328581/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110318992407328581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110318992407328581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110318992407328581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/o-retorno-do-real.html' title='«O Retorno do Real»'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110296201289962384</id><published>2004-12-13T18:19:00.000Z</published><updated>2004-12-13T18:20:12.900Z</updated><title type='text'>Design and Crime</title><content type='html'>Design and Crime é um livro que fala das mudanças culturais da arquitectura e do design. Há uma forte crítica às velhas hierarquias e uma tentativa de realmente as ultrapassar. Estando nós cada vez mais perante uma cultura de marketing, Hal Foster, foca também a visão de John Seabrook sobre o assunto. Seabrook faz um alerta para a cultura comercial que já não é vista como um objecto de desdém, mas como uma espécie de status. De acordo coma a nossa experiência actual, podemos concluir, como afirma Seabrook, que a cultura de massa se alimenta de espectáculos vulgares e divertimentos baratos.&lt;br /&gt;É deste modo que a cultura passa a ser dominada pelo entretenimento industrial, e assim passa a ser o foco de criatividade no negócio da música e do cinema. Isto leva-nos rapidamente, a uma questão relevante: a velha questão das oposições (alta e baixa cultura, o modernismo e a arte em massa, etc). Assim a cultura pop passou a construir a nossa identidade, individual e colectiva. A cultura de massa é o culminar da inautenticidade, segundo Foster.&lt;br /&gt;Enquanto existir um sistema de distinções, existirá igualidade entre classes. E é com algum cinismo que Seabrook afirma que, entre os ricos, se fala em distinções culturais em vez de classes sociais. Falando então de hierarquias, Tina Brown, defende que a hierarquia de gosto não é mais que uma hierarquia de poder. E as velhas distinções culturais, como divisões de classes têm desaparecido com o desprezo pelas mesmas distinções culturais. Esta ideia será a ideia-chave da comodidade à venda numa Megastore, a fantasia de que as divisões de classes estão suspensas. Seabrook foca a ilusão que concerne a união racial e o facto dela estar à venda. E é aqui que Seabrook, segundo Foster, falha no seguinte: é que estas tensões são facilitadas porque ele se coloca numa posição pacífica, elegante, para garantir o estilo da sua classe, ou finge que o está a fazer.&lt;br /&gt;O Pós-Modernismo foi uma tentativa para expandir os horizontes da arte e cultura, de modo a tornarem-se mais acessíveis a mais praticantes e a audiências diferentes. O conceito de arte pós-modernista é o seguinte: como a arte é mais acessível a mais gente, há então um maior número de pessoas a fazê-la. E daí o mercado ficar sobrecarregado, de tal modo que os verdadeiros artistas tinham que competir por atenção com qualquer pessoa que pegasse numa guitarra, ou tivesse um visual interessante e chamativo. A categoria de artista tornou-se, rapidamente, demasiado flexível e abrangente.&lt;br /&gt;No fundo isto é apenas um jogo de Marketing, pois esta ambivalência pragmática, rapidamente, se transforma numa razão cínica para as MegaLojas saberem como jogar. E deste modo somos iludidos com a confusão entre sinais e maravilhas.&lt;br /&gt;Foster acaba por concluir que o contraste entre as culturas, criou uma disparidade, uma enorme diferença a nível do consumismo.&lt;br /&gt;Com o virar do século tudo, desde a arquitectura aos mais pequenos objectos, se sujeitou a um género de decoração florida, com o qual o design lutou para impressionar a sua subjectividade.&lt;br /&gt;Para Loos o design de Arte Nova é erótico e degenerado, uma possível direcção do caminho adequado para a civilização. Para ele a evolução de cultura é sinónimo de remoção de decoração dos objectos utilitários.&lt;br /&gt;A arquitectura deve ser completa, sem espaço para esquecimentos, totalmente ligada a pormenores, é o conceito de total art. A individualidade do dono estava expressa em cada ornamento, em cada forma. E, do mesmo modo, esta noção de perfeição acaba por ser transposta para o design. Para o designer da Arte Nova, esta complementaridade reúne a arte e a vida, sendo banidos todos os sinais de morte.&lt;br /&gt;Parte-se então para a noção de objectos utilitários que passam a ter uma função decorativa, como acontece com Marcel Duchamp ? que quer elevar o objecto utilitário à arte. No entanto alguns artistas discordam desta ideologia, por considerarem que os limites são necessários para que se faça um tipo de cultura subjectiva e liberal.&lt;br /&gt;O design chega agora a vários grupos sociais. E o que acontece também nos nossos dias e na nossa realidade actual é que o design criou um círculo perfeito em torno da produção, do consumismo, não deixando mais espaço para qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;Atrair o consumidor acaba por ser o mais importante no design moderno. E, como afirma Foster, o design devia estar focado no desejo para poder partir dele, mas isso nem sempre acontece. Existem pontos de atracção e a imagem parte daí, nada mais. Rem Koolhaas afirma: Os arquitectos fogosos de hoje são como os designers fogosos, devem ter linhas que se adeqúem a todos os clientes.&lt;br /&gt;O design de Bruce Mau é conhecido como produtor de identidade e busca da atenção para o valor do negócio. Para Mau a relação entre arquitectura e design poderá melhorar quando de destruir as barreiras entre arquitectura a informação, entre o real e o virtual.&lt;br /&gt;O design deveria, realmente, estar ligado ao desejo mas estranhamente não está. O design de hoje vive quase só de imagem: design seems to advance a new kind of narcissism, one that is all image and no interiority ? an apotheosis of the subject that is also its potencial disappearance. (Hal Foster)&lt;br /&gt;Quando nos deparamos então com a realidade arquitectónica, por exemplo no caso de Frank Gehry, vemos uma ideologia genuína, pois a sua arquitectura não é escultural, uma vez que os seus interiores não se distinguem, muitas vezes, dos exteriores e vice-versa. Para Foster, Gehry erra apenas no seguinte: a decoração da estrutura tem uma má combinação com a sua pele, e isto deixa a surpresa de lado, e traz a desconecção entre a construção e a vista.&lt;br /&gt;O autor fala-nos por fim dos centros de compra massiva (malls_ centros comercias). Nestes centros as invenções-chave foram, sem dúvida, o ar-condicionado e a escada rolante. Foi a vitória dos subúrbios sobre a cidade. Aliás muitas das cidades de hoje estão a ser reavivadas porque estão a ser pensadas como centros comercias.&lt;br /&gt;Agora a condição humana parece ser a menos compreendida no momento da sua própria apoteose. E como esta urbanização ocorreu sob pressões de tempo, velocidade e quantidade nunca vistas, isto aponta para uma crise geral na arquitectura, design e urbanismo.&lt;br /&gt;The world is a spectacle, a source of novel pleasant sensations, or a field in which he may realize his ?individuality?, through art, through sexual intrigue, and through the most varied, but non productive, mobility.&lt;br /&gt;(Schapiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice Graça &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110296201289962384?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110296201289962384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110296201289962384' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296201289962384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296201289962384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/design-and-crime_110296201289962384.html' title='Design and Crime'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110296194371651304</id><published>2004-12-13T18:18:00.000Z</published><updated>2004-12-13T18:19:03.716Z</updated><title type='text'>Design and Crime</title><content type='html'>Em termos globais vivemos hoje numa época em que a sociedade parece esquecer-se que tanto o design como a arquitectura tem a capacidade de fornecer às pessoas informações, mensagens ou conceitos pertinentes e com significado, desempenhando um importante papel na sociedade. E isto precisamente porque são actividades que transportam implicações sociais, políticas, económicas e culturais, o que lhes atribui um enorme potencial no que diz respeito às mudanças que se operam ao nível do social. São, pois, estas mudanças que podem ou não coexistir com um sistema de valores e princípios éticos que em muito ajudam à não poluição do planeta, sendo que é com grande inquietação que se chega à conclusão que esse mesmo sistema há muito foi corrompido pelo poder capitalista.  &lt;br /&gt;Assim, co-relacionando aspectos culturais com forças sociais e tecnológicas, ao longo do seu texto Hal Foster transmite-nos as mesmas inquietações. Num panorama contemporâneo, são introduzidos conceitos como: marketing, consumo, cultura, política, economia, sucesso financeiro, financiamento, franchising e shopping. Relembrando que a arte e a crítica são hoje em grande medida postas de parte, Foster apresenta-nos a cultura e o marketing como um só elemento. Estando inseridos num sistema social marcado pelo avanço comercial, deparamo-nos com a fusão entre a cultura e o marketing e a esmagadora profusão dos shoppings e das indústrias de entretenimento. De repente, tudo se encontra ao nosso alcance tanto nos centros comerciais como na Internet, que em ultima instância fazem parte da grande Megastore da qual todos fazemos parte, pelo que é pertinente falar de uma economia política do design. Cultura e economia são também agora um só elemento, favorecendo a diminuição das diferenças culturais e da subjectividade. &lt;br /&gt;Verifica-se que não se resiste aos efeitos da indústria e das tecnologias pós-industriais no design contemporâneo, aniquilando-se um certo espaço de manobra subjectivo, necessário também à arquitectura e à arte. Torna-se, pois, bem claro que o design é manipulado, estando envolvido num circuito de produção e consumo controlado pelas leis de mercado e do capitalismo.Disto é exemplo a actividade do designer Bruce Mau, como produtor de identidades e canalizador de atenções. Preocupando-se em grande parte com o design como construção, abstêm-se do seu conteúdo, sendo que o desejo não é só registado nos produtos, é especificado através das estratégias do branding.&lt;br /&gt;Na grande aldeia global a economia vive ancorada à indústria. Mais do que a cultura de marketing ou o marketing cultural, a economia gira em torno de estratégias de manipulação dos produtos em prol do consumismo. Por isso, o design ele próprio é hoje uma indústria, uma segunda indústria talvez.&lt;br /&gt;Consequentemente, também a arquitectura é orientada pelas linhas do merchandise visto que, como já se referiu, é a síndrome desenvolvida em torno dos centros comerciais que dá asas ao espírito consumista. No meio urbano todas as estruturas são configuradas mediante os instintos da ?sociedade shopping?. Assim, como não poderia deixar de ser, em Portugal, o panorama é idêntico, sendo que as administrações dos grandes centros comerciais aproveitam-se da queda do comércio de rua para estipularem o pagamento de rendas altíssimas, por parte dos lojistas.      &lt;br /&gt;Hoje o design tem tudo a ver com desejo, mas um desejo sem conteúdo e consciência, baseado em imagens de referência. Tudo pode ser consumido e reconsumido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Rita Fernandes Raminhos&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110296194371651304?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110296194371651304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110296194371651304' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296194371651304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296194371651304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/design-and-crime_110296194371651304.html' title='Design and Crime'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110296186632371091</id><published>2004-12-13T18:17:00.000Z</published><updated>2004-12-13T18:17:46.323Z</updated><title type='text'>Design and Crime</title><content type='html'>Hal Foster fala no capítulo "Design and Crime" sobre o desenvolvimento do Design comecando com a época do Art-Nouveau até aos dias de hoje. &lt;br /&gt;Ele menciona o arquitecto Adolf Loos que, na sua manifestação "Ornament and Crime" (1908), se opõe ao estilo criminoso da Arte-Nouveau. A palavra chave do seu ponto de vista é o "running-room" que dá ao objecto um espaço de cultura e de subjectividade: "objective limits are necessary for the "running-room" that allows for the making of a liberal kind of subjectivity and culture" (p.17).&lt;br /&gt;Foster fala depois da revolução industrial e do nascimento do Bauhaus, em 1920, que tem o sistema "of exchange value to the whole domain of signs, forms, and objects(...)in the name of design" (p18).&lt;br /&gt;No final refere-se ainda ao design de hoje em dia em comparação com o seu passado e tenta situar o design nas areas de economia, política e cultura.&lt;br /&gt;O titulo "Design and Crime" tem um sentido paralelo com o de Adolf Loos "Ornament and Crime", o que mostra que Hal Foster critica também o Design da nossa época. Na sua opinião o design tem basicamente uma função económica. É um meio de poder vender um produto com sucesso. Além disso tem uma lógica narcisista em que o objecto não exprime valores culturais nem subjectivos. E está, portanto, fechado e morto: "design abets a near-perfect circuit of production and consumption, without much "running-room" for anything else" (p.18). Este é o desejo de Hal Foster, ou seja, que o design divulgue a cultura através do "running-room" (p.25). &lt;br /&gt;Os aspectos económicos são acentuados; o design orienta-se ao mercado que é caracterizado pela ?especialização flexivel", pela produção de quantidade em poco tempo e pela orientação ao consumidor (p19).&lt;br /&gt;Foster enumera ainda trés factores que conduzem á inflação do design: O produto transforma-se num objecto personalizado e autónomo, "mini-me". Em segundo, a embalagem do produto tem de atrair a atenção do consumidor. E Terceiro, a indústria dos média, que dão aos produtos uma existência digital, que está sempre a mudar (p.20). Concluindo Hal Foster pensa que se pode falar do "political economy of design" (p.22).&lt;br /&gt;O capítulo acaba com os pensamentos de Musil sobre o estilo 2000. Ele quer dizer que o nosso mundo é vazio de valores interiores e que existem só significados possíveis. As pessoas já nao têm uma relação com este mundo, "a world of qualities without man has arisen(...)"(p.26)&lt;br /&gt;Acho que, na maioria, Foster tem razão, mesmo que os seus argumentos sejam muito negativos. O trabalho do designer tem uma função económica se calhar grande de mais porque o sucesso de venda depende muito da imagem do produto. Assim acontece muitas vezes a imagem de um produto ser mais dominante do que o objecto em si. Neste sentido o designer é como um "mentiroso" ou, como Foster diria, um "criminoso". &lt;br /&gt;Hoje, realmente, já não há um equilibrio entre o mundo visual e o mundo dos objectos. A publicidade por exemplo, que é a parte mais "económica" do design, usa imagens para atrair a atenção do consumidor e para convencé-lo dos valores e da necessidade do produto. Mas as nossas "experiências", das quais Musil fala, são outras. Por exemplo as fotografias nas montras são manipuladas pelo Photoshop, não são do nosso mundo real. Se o mundo visual é completamente manipulado é óbvio que nós não somos integrados nele. Sentimos que os objectos tem uma vida autónoma e anónima. &lt;br /&gt;Hal Foster fala sempre dos "running-rooms", mas como é que os realizar, fica um segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisa Regnier&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110296186632371091?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110296186632371091/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110296186632371091' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296186632371091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296186632371091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/design-and-crime_110296186632371091.html' title='Design and Crime'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110296176499578839</id><published>2004-12-13T18:15:00.000Z</published><updated>2004-12-13T18:16:04.996Z</updated><title type='text'>Design and Crime</title><content type='html'>Nos dias de hoje existe de uma forma cada vez mais marcada uma fusão entre o marketing e a cultura. O design e a arquitectura estão cada vez mais presentes na marca desta fusão. &lt;br /&gt;Hal Foster aborda essencialmente os factores de evolução desta cultura. "? everything from archi-tecture to ashtrays was subject to a florid kind of decoration, in wich the designer struggled to im-press his subjectivity on all sorts of objects through an idiom of vitalist line ? as if to inhabit the thing in this crafted way was to resist the ad-vance of industrial reification somehow."  O de-signer tinha assim uma luta a travar contra a ind-ústria. &lt;br /&gt;Adolf Loos atacava a difusão indiscriminada do or-namento. Hal Foster denuncia a tendência da nossa sociedade a "confeccionar" o design de uma forma distorcida, ao ponto do envolucro, da marca do produto ser confundida com o próprio design. A própria marca, a transformação do nome de um produto para um público deficiente de atenção, é fundamental para o melhoramento de uma sociedade. Mas de que forma o design é valorizado ou utilizado nessa área?&lt;br /&gt;Numa primeira parte, Hal Foster analisa a fusão entre o marketing e a cultura, a nova política económica que domina o conceito de design, e lhe chega mesmo a roubar a sua identidade. Frank Gehry e Rem Koolhaas são analisados por Foster. O primeiro é descrito como o melhor intérprete, pois pela sua visão, o museu prevalece sobre a obra de arte. Quanto a Koolhaas analisa essencialmente o seu modo de escrita. &lt;br /&gt;Enquanto Adolf Loos critica a Arte Nova do século passado, Foster preocupa-se com o design que é praticado em muitos tipos de áreas:  &lt;br /&gt;  "For today you don?t have to be filthy rich to be projected not only as designer but as designed ? whether the product in question is your home or your business, your sagging face (designer surgery) or your lagging personality (designer drugs), your historical memory (designer museums) or your DNA future (designer children). Might this "designed subject" be the unintended offspring of the "constructed subject" so vaunted in postmodern culture? One thing seems clear: just when you thought the consumerist loop could get no tighter in its narcissistic logic, it did: design abets a near-perfect circuit of production and consumption, without much "running-       -room" for anything else." &lt;br /&gt;  Com isto quer ele dizer que o "uso de valor" da nossa sociedade foi substituído pelo "design de valor" ? "Moreover, the rule of the designer is even broader than before: it ranges across very diferent enterprises (from Martha Stewart to Microsoft), and it penetrates various social groups.".&lt;br /&gt;  Nestas críticas severas sobre o marketing e a cultura, o estigma da identidade de cada indivíduo, o desenvolvimento da arquitectura e o crescimento das grandes cidades, Hal Foster examina a política económica do design.&lt;br /&gt;  Exploram-se ainda as relações históricas da arte moderna e da realidade do museu moderno, as contrariedades conceptuais da história da arte e estudos visuais, as recentes pesquisas sobre crítica de arte, e a abordagem do modernismo e do pós-                  -modernismo numa tentativa de iluminar as condições para uma crítica cultural no presente.  &lt;br /&gt;  Hal Foster não analisa meramente aspectos da cultura contem-porânea e História da arte, mas esculpe a "running room culture", apontando para possibilidades críticas no presente, que promovam uma imparável preferência pela escolha de alternativas.&lt;br /&gt;  O ambiente da arquitectura tem-se vindo a alterar desde o pós-        -modernismo. Temos aprendido com os nossos erros e sucessos, e estamos sempre na altura certa para tentar algo de novo. Geralmente a arquitectura segue lentamente os movimentos sociais mais marcantes, estando incapaz de produzir uma forma corpórea muito rapidamente. &lt;br /&gt;  Por exemplo, estamos nos dias de hoje afortunados com várias  construções exemplares de uma boa arquitectura. Com os ataques do 11 de Setembro destruiram-se grandes obras de arquitectura. Neste momento, todos os olhos estão postos na comunidade de arquitectos que vão produzir o novo projecto para aquele local, num contra-balanço, com uma apresentação de um trabalho histórico de design e planeamento. &lt;br /&gt;  A arquitectura tornou-se um bem essencial. O público em geral consegue discutir tanto o projecto para o local do World Trade Center, como os recentes projectos de Frank Gehry. Tanto a ar-quitectura como o design permitiram simplificar e melhorar a nossa qualidade de vida. Este novo estado de alerta, que dantes era apenas ficção, torna-se agora uma "política económica do design". &lt;br /&gt;  O design pode ser também limitativo, opressivo, estando o in-divíduo aprisionado ao passado. Assemelhando-se a viver apenas com o peso do seu próprio corpo, sem evoluir, estagnando num ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "Far from a transcendence of death, this loss of finitude is a death?in-life, as figured in the ultimate trope of indistinction, living "with one?s own corpse"."  &lt;br /&gt;O trabalho de Frank Ghery sucede a nossa cultura de comunicação e é muito reconhecido pelas massas.&lt;br /&gt;De acordo com Foster, a arquitectura tornou-se um conceito de marketing, uma definição de estigma colectivo e de identidade.&lt;br /&gt;Através de toda esta análise, de uma forma ou de outra, o pós-      -modernismo é visto como um modo de estar na vida, um "living on". &lt;br /&gt;  Abre-se-nos assim uma nova perspectiva, criticando o impacto do capitalismo contemporâneo na arte, arquitectura e design. Como o periodo contemporâneo é maioritariamente definido pela arte como espetáculo, e o design como um fenómeno de corrente principal, é válido reafirmar: "Contemporary design is part of a greater revenge of capitalism on postmodernism ? a recouping of its crossings of arts and disciplines, a routinization of its transgressions."  &lt;br /&gt;  Hal Foster menciona ainda dois nomes de maior importância para esta nossa análise: Walter Benjamin e Jean Baudrillard.&lt;br /&gt;  Jean Baudrillard expôs alguns dos seus pensamentos, que acabam por complementar as críticas de Foster: "Everywhere one seeks to produce meaning, to make the world signify, to render it visible. We are not, however, in danger of lacking meaning; quite to the contrary, we are gorged with meaning and it is killing us." ; &lt;br /&gt;  "Obscenity begins when there is no more spectacle, no more stage, no more theatre, no more illusions, when everything be-comes immediately transparent, visible, exposed in the raw and in-exorable light of information and communication. We no longer partake of the drama of alienation, but are in the ecstasy of com-munication."  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É ainda importante de realçar o factor da sociedade de consumo (objectos, produtos, publicidade), que oferecem ao indivíduo uma possibilidade de libertação e de realização total. "A ideologia da concorrência cede lugar ademais por toda a parte a uma "filosofia" da realização pessoal. Era uma sociedade melhor integrada, os indivíduos não rivalizam mais pela posse de bens, realizam-se cada um por si no consumo. (?) trapassando o consumo puro e simples rumo à expressão individual e colectiva, o sistema de consumo  constitui uma linguagem autêntica, uma cultura nova."  &lt;br /&gt;  "? o objecto não crê no seu próprio desejo. O objecto não se alimenta da ilusão do seu próprio desejo, o objecto não tem desejo. Não acredita que o que quer que seja lhe pertença apenas a si mesmo e não alimenta fantasmas de reapropriação ou de autonomia."  Existe para ele um paradoxo, em que a posição do sujeito se tornou insustentável, sendo a única posição possível a do objecto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  "Often we are told, as we are in Life Style, that design can give "style" to our "character" - that it can point the way to such semi-    -autonomy, such running-room- but clearly it is also a primary agent that folds us back into the near-total system of contemporary consumerism. (?) Poor little rich man: he is "precluded from all future living and striving, developing and desiring" in the neo-Art Nouveau world of total design and Internet plenitude." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A história dos objectos é uma história que equilibra ilusão e se-melhança. Aquilo que estava escondido e misterioso pode ser sub-metido à técnica e aquilo que antes era visível pode ser encarado mais como uma manifestação ou reflexo do que como uma media-ção da realidade. Desta forma o designer pode captar de um modo mais subjectivo e cativante o espectador. &lt;br /&gt;  A criação de um espaço deve-se desenvolver para além da inter-venção pessoal do artista que o criou. A arte enquanto "mercadoria objectivada" pode ser recebida e apreendida. O objecto é sempre a consequência de uma série de estratégias criadas para o promover.&lt;br /&gt;  O artista deverá então alcançar um delicado equilíbrio entre a re-a-lização de uma intervenção visível e auto-explicativa sobre um espaço, e a criação de algo que subtilmente sublinhe e exprima to-das as anteriores estruturas e texturas, sem perturbar assim a      ordem instituída do edifício/objecto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA CONSULTADA&lt;br /&gt;FOSTER, Hal, Design and Crime and other diatribes, ed. Verso, 2002, p.13, 15, 18, 25.&lt;br /&gt;BAUDRILLARD, Jean, The Ecstasy of Communication, Semiotext(e) Foreign Agents Series, 1988, p.63 e contracapa.&lt;br /&gt;BAUDRILLARD, Jean, O Sistema dos Objectos, ed. Perspectiva, 1997, p.193.&lt;br /&gt;BAUDRILLARD, Jean, As Estratégias Fatais, editorial Estampa, 1990, p.97.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glória Costa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110296176499578839?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110296176499578839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110296176499578839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296176499578839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296176499578839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/design-and-crime_13.html' title='Design and Crime'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110296163535921824</id><published>2004-12-13T18:13:00.000Z</published><updated>2004-12-13T18:13:55.360Z</updated><title type='text'>Design and crime and other diatribes</title><content type='html'>"How does an entity declare itself within an environment? You guessed it: de-sign."&lt;br /&gt;Esta frase, ou pergunta retórica de Hal Foster, resume de certa forma aquilo que é hoje em muitos casos a actividade do designer. Criar imagens para marcas, pôr as marcas no mapa comercial, vender e, em seguida, criar merchandising e vender mais.&lt;br /&gt;O que é que se pretende com isto?&lt;br /&gt;Lucros, ganhos, rentabilidade. Quando a marca se torna conhecida, entranha-se no público-alvo e, sem este dar conta disso, faz parte do seu quotidiano, do nosso quotidiano. Conhecemos os produtos pelas marcas, pela imagem, pelo merchandising, pela publicidade.&lt;br /&gt;Isto estende-se para lá dos produtos de consumo diário. Qualquer novo filme que estreie, que se saiba à partida que vai ter grande aceitação, em especial por parte das camadas jovens, traz consigo uma panóplia de produtos de todos os géneros ima-gináveis, invadindo por completo os espaços comerciais por um determinado periodo de tempo, até que a fúria de consumo em relação ao produto em questão esmoreça devido ao aparecimento de algo novo igualmente interessante. Um dos exemplos mais recen-tes e altamente lucrativo foram os livros de J.K Rowlings, as histórias de Harry Potter que, de um dia para o outro, viraram filmes, bonecos, jogos e cuja imagem aparecia em todo o lado, desde material escolar a utensílios de cozinha. Citando uma das frases do livro de Foster: "I go to the supermarket to buy milk, and I see Star Wars has taken over aisle 5, the dairy section."&lt;br /&gt;Tudo é negócio.&lt;br /&gt;A palavra de ordem é comprar e, como foi abordado no file anterior, habi-tat=shopping, a cidade transformou-se num gigantesco centro comercial, que não só oferece tudo o que achamos que necessitamos como também o faz de forma espe-cializada e personalizada. Temos tudo o que quisermos se tivermos dinheiro e um com-putador ao alcance das mãos.&lt;br /&gt;Estamos cada vez mais dependentes da tecnologia, ao ponto de sermos inca-pazes de passar sem ela, já nem sequer temos noção de como eram as nossas vidas antes de termos computador, telemóvel, etc.&lt;br /&gt;O cidadão é hoje um consumidor, desinformado, acrítico, mas receptivo.&lt;br /&gt;Todos nós aceitámos aquilo que adveio da revolução industrial sem realmente nos questionarmos. Tudo o que aparente facilitar-nos a vida é aceite sem qualquer for-ma de contestação.&lt;br /&gt;Hal Foster refere-se ao Arts and Crafts como tendo sido o último bastião a resis-tir à revolução industrial. Movimento que tinha como figura principal William Morris e cu-ja máxima era: "se não conseguem comprar produtos manufacturados e de boa quali-dade, arrangem material e construam-nos vocês mesmos". Não acreditava que a má-quina fosse capaz de reproduzir objectos como os feitos pelo homem, achava-os tos-cos, de má qualidade. No entanto estes produtos tinham a vantagem de ter custos mui-to mais reduzidos que os da manufactura, o que fazia com que o preço de venda fosse consequentemente menor. No fim, Morris não só não conseguiu levar os seus produtos às massas, como era seu objectivo deste o início do movimento, como viu a indústria a fazê-lo e, com o passar do tempo e os avanços tecnológicos, com a qualidade que se julgava ser impossível.&lt;br /&gt;"The new designer embraces technology". E fá-lo cada vez mais, desde os tem-pos da Bauhaus. O trabalho do designer aparece hoje mais facilitado devido aos avan-ços tecnológicos, pelas possibilidades que nos são oferecidas, pela quantidade enorme de meios que temos à disposição; mas só vem facilitar-nos a parte técnica. Devido à fa-cilidade de acesso aos materiais, cada vez mais pessoas pensam que são designers e que podem exercer a profissão porque têm uns quantos programas de computador que lhes permitem fazer uns trabalhos engraçados, mas destituídos de conteúdo e de qual-quer lógica formal e adequação ao pretendido. Trabalhos com muito fogo de vista que agradam ao consumidor desinformado e que, desta forma, inundam o mercado, retirando trabalho às pessoas especializadas na àrea.&lt;br /&gt;O design é movido maioritariamente por interesses comerciais, poucos são os designers como os mencionados por Foster que conseguem trabalhar naquilo que que-rem, como querem, escolhendo os projectos e tendo total controle a nível criativo e exe-cucional. Na maior parte dos casos tem de se aceitar aquilo que aparece, a concor-rência é muita e desleal e há sempre quem esteja disposto a esquecer convicções e até a moral para conseguir um projecto. O eu sobrepôs-se ao conceito de homem como centro de todas as coisas.&lt;br /&gt;Mais do que criar produtos, criamos imagens; as próprias embalagens e o as-pecto exterior dos produtos tornaram-se mais importantes que o seu conteudo, vivemos numa era visual. A imagem aparece em todo o lado sob todas as formas. Já não se pro-movem produtos, promovem-se imagens, fazendo lavagens cerebrais aos consumido-res.&lt;br /&gt;Uma das críticas mais cerradas que Hal Foster faz no seu livro é ao arquitecto Frank Gehry. Foster aponta o dedo às suas obras dizendo que cria um tipo de arquitec-tura espectáculo. Que começou por não o ser, por ser mais conceptual e por preocupar-se com questões mais profundas do que puramente pela estética e pelo visual. Não sei até que ponto é que se pode concordar com o tipo de afirmações feitas por Foster, mas a verdade é que, à medida que a obra começa a ter impacto e o nome é reconhecido, os pressupostos iniciais tendem a tornar-se menos importantes. Fala-se das obras que Gehry fez quando começou a usar programas de computador como o CAD e outros, que permitiam manipular e criar formas que de outro modo seriam quase impensáveis. Marcou então pela imagem, tornando-se os seus edifícios mediáticos, alguns dos quais são mesmo símbolos. E, como diz Foster: "Bilbao uses its Gehry museum literally as a logo, it has put Bilbao on the world tourist map".&lt;br /&gt;Na minha perspectiva isto não é necessariamente negativo se, no caso de Bilbau, fizer com que mais gente vá ver o museu; de certa forma é uma ajuda para o in-cremento da cultura. O único senão que se cria é a expectativa que o publico terá em relação aos seus projectos futuros, o seu estilo ficou marcado por um determinado tipo de formas, de imagem, que será muito difícil de mudar. Fica-se condicionado por aquilo que o mercado exige. Citando de novo o livro de Foster, "Guy Debord defined spectacle as: capital accumulated to the point where it becomes an image. With Gehry now spectacle is: an image accumulated to the point when it becomes capital".&lt;br /&gt;Tendo em conta isto, sabemos que o nosso trabalho será sempre rotulado e en-quanto o que criamos gerar dinheiro, está tudo bem, se não gera contrata-se um novo designer, redesenha-se o produto, cria-se uma nova imagem, tudo desde que venda...&lt;br /&gt;Poucas são as pessoas que fazem intervenção especulativa como Rem Koolhaas. É algo de que o design necessita mais, designers que questionem, que que-brem regras, que redefinam conceitos, mas até mesmo Koolhaas se contradiz numa perspectiva de "faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Isto por ser um crítico fre-quente da apoteose contemporânea do shopping e ao mesmo tempo desenhar e super-visionar a construção das lojas da Prada. No entanto, temos de admitir que não é uma loja qualquer, que houve a tentativa de, no mesmo espaço, criar diferentes tipos de am-bientes que não funcionam apenas na perspectiva do shopping mas, no fundo, não dei-xa de ser uma contradição.&lt;br /&gt;A pressão do capitalismo é grande, ser interventivo enquanto designer é algo a que todos devíamos aspirar, mas não é simples, muito menos pacífico. Numa fase ini-cial em que nos encontramos agora é talvez mais fácil, o problema é que não temos projecção; numa fase mais tardia da vida, a menos que tenhamos nome, a balança vai sempre pesar para aquilo que é melhor para a família e que no fim do mês põe comida na mesa.&lt;br /&gt;Mas, ao menos, sabemos que, por enquanto, não estamos perante algo utópico e que, de certa forma, poderemos sempre mudar nem que seja um bocadinho dos pro-jectos, de forma a contribuirmos para a diferença ou para o fim da indiferença por parte do consumidor em relação aos produtos que criamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Filipa Rocha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110296163535921824?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110296163535921824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110296163535921824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296163535921824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296163535921824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/design-and-crime-and-other-diatribes_13.html' title='Design and crime and other diatribes'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110296153344195575</id><published>2004-12-13T18:11:00.000Z</published><updated>2004-12-13T18:12:13.440Z</updated><title type='text'>Design and crime</title><content type='html'>"Design and crime" explora a relação histórica entre arte moderna e museus modernos, as virtudes conceptuais da história da arte,  estudos visuais e o duplo encontro entre o modernismo e pós modernismo numa tentativa de iluminar a critica cultural hoje.                               &lt;br /&gt;Foster inspirou-se em Adolf Loos "Ornament and Crime" contra a arte nova, e a excessiva ornamentação de todo o produto da vida moderna. Foster tenta criticar uma cultura em que tudo possa ser projectado feito e catalogado com marca. É um ensaio que oferece uma mudança no estatuto cultural da arquitectura e design. Este livro divide-se em duas partes, a primeira parte descreve mudanças no estatuto da arquitectura e design, a segunda parte descreve o desenvolvimento e declínio da critica da arte moderna durante os últimos dois séculos. Foster preocupa-se se a arte e a cultura têm ainda espaço, algo a ser descoberto, algo a mostrar numa sociedade dominada pelo consumismo e espectáculo.  A questão de onde a critica pode ir num ambiente como este modela  os ensaios do livro. Traça a relação entre arte moderna e os museus.&lt;br /&gt;Ele considera a mudança da história da arte do século XIX, para os estudos visuais do século XX, como os recentes trabalhos na critica da arte.  Não analisa apenas aspectos da cultura contemporânea e história da arte mas descobre espaços para a cultura, apontando para possibilidades criticas e alternativas.Ele acompanha dois assuntos que são considerados separados, o campo do design e arquitectura e o mundo das belas artes.A sua perspectiva abrangente explora e critica o impacto do capitalismo contemporâneo na arte, arquitectura e design.                                                       &lt;br /&gt;Como o periodo contemporaneo é grandemente definido pela arte e espectáculo, e o design como um fenómeno mainstream. Não deixa de ser razoável dizer que este livro deixa Foster numa encruzilhada em que pode decidir-se por diversos caminhos como teoria da arte, história da arte, ou análise socio-cultural, apesar de se interligarem nestes pensamentos sobre a cultura de marketing e a marca de identidade do produto, pessoa ou instituição, o desenvolvimento de uma arquitectura espectáculo e o aparecimento de cidades globais e a procura de uma politica que procure a economia do design .Arquitectura e design examina a confluência da arte, design, markting, consumismo, e como essas marcas constroem a nossa identidade.&lt;br /&gt;O trabalho de Gehry e os escritos de Koolhaas podem ser estudados sobre uma particular análise, a antiga forma de tornar a arquitectura numa comodidade e os estudos sobre desenvolvimento urbano num contexto global.    &lt;br /&gt;                                                                             &lt;br /&gt;Na mudança do século, os museus mostraram-se devotos ao estilo da Arte Nova. Este movimento de arts and crafts, em que tudo, desde arquitectura eram sujeitos a designs floridos, em que o design lutou para mostrar a sua subjectividade em todo o tipo de objectos através de um idioma de vitalidade, como se pondo as coisas deste modo fossem resistir à reedificação industrial.                                                     &lt;br /&gt;Para Foster, o design e identidade da marca ameaçam tornar-se uma totalidade, o produto em questão é a  casa, ou negócio. Se preocupa com modelos teóricos da história da arte, a urgência da sua critica  mostra-se poderosa, especialmente o designer Frank Gehry, ligando a arquitectura na qual o espectáculo é uma imagem acumulada até ao ponto que se tornar principal.                                        &lt;br /&gt;Este livro é sobre a continuação do pós modernismo. Discute que que um aspecto da nossa época é que o sujeito construido do pós modernismo foi substituido pelo sujeito projectado, do quase total sistema de consumismo, uma sociedade em que o valor de uso foi substituido pelo valor de design, o design penetrou em tudo quer o produto seja a sua casa ou negócio.Oferece abordagens inovadoras para pensar-se nas marcas de cultura e identidade enquanto analisa o crescimento do design na cultura comtemporanêa. Não é apenas a arte e a arquitectura que sucumbiram às pressões do markting mas as marcas e o  design, explora a extenção na qual o design de consumo afecta o objecto pós moderno.&lt;br /&gt;Neste contexto do design de hoje em dia se insere também o design português, pois não se pode falar  em particular, há um design integrante, inserido numa cidade global, em que havendo nuances, não há separações, é claro que a projecção do design português para a própria sociedade portuguesa não é como em outros países, nós importamos muito design estranjeiro e a procura que existe continua a demostrar como as diversas áreas artistícas são tratadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tânia Carreira&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110296153344195575?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110296153344195575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110296153344195575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296153344195575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110296153344195575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/design-and-crime.html' title='Design and crime'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110280334896868626</id><published>2004-12-11T22:13:00.000Z</published><updated>2004-12-11T22:15:48.966Z</updated><title type='text'>Design and Crime and other Diatribes</title><content type='html'>Procuram-se novos estatutos e novos contornos como condição de um mundo melhor, como virtude moral, disfunção, impacto. Novos elementos para projectar e estruturar. &lt;br /&gt;Mega-estruturas, grandeza, tudo disposto de acordo com a escala, que já não pertence ao tecido urbano, mas que poderá criar no futuro a sua própria cidade; máquinas de fabricar fantasia, mas também densidade, magnanimidade. Edifícios singulares que se deixaram identificar com tal escala, procurando mesmo assim uma contextualização e não a rotura, bem como no entendimento daquilo que é a extensão, mesmo que pouco necessária (?) ou outras vezes pleonástica, da estrutura da cidade, do conceito Cidade = Mundo. Na cidade enquanto fenómeno.&lt;br /&gt;A Hibridez como estratégica de esplendorozismo, autenticidade, unicidade, flexibilidade.&lt;br /&gt;Quer-se a cidade sem centros ou periferias. Vista e inserida numa perspectiva global. Um estado artificial de inconsciência, incerteza, primordial intuito. Libertando a arquitectura de responsabilidades, constituindo o espaço, dando-lhe um desenvolvimento tão extraordinário como contraditório; por meio da sua criatividade estrutural, formas mecanicistas, não convencionais, dinamismo espacial. Utilizando o poder visual da tecnologia moderna para apresentar uma declaração, uma visão, uma resposta sobre a sociedade existente.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que surge uma nova tendência nas cidades do primeiro mundo, a de coleccionar arquitectura, e aquela a que pertence aos arquitectos de maior renome, de traço pessoal imediatamente identificável.&lt;br /&gt;A sua nova interpretação prendesse com o não estar delimitada pelo único, autêntico ou especifico, mas com o global.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;FOSTER, Hal (2002	),	Design and Crime and other Diatribes, 1.ª ed., Londres: Verso (2.ª ed. 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Pacheco Gomes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110280334896868626?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110280334896868626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110280334896868626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110280334896868626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110280334896868626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/design-and-crime-and-other-diatribes.html' title='Design and Crime and other Diatribes'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110280312730175425</id><published>2004-12-11T22:09:00.000Z</published><updated>2004-12-11T22:12:07.303Z</updated><title type='text'>Chiopping</title><content type='html'>Como já é de todos sabido, em Portugal, uma grande percentagem de população adora, e faz questão de ao fim de semana vestir o seu fato de treino e levar a «famelga» toda a passear ao shopping, tornou-se um hábito! &lt;br /&gt;Num país tão pequeno em que há mais centros comerciais por metro quadrado do que hospitais, é difícil de perceber, como é que estes consigam estar frequentemente cheios, e que aos fins de semana estejam mesmo a transbordar de pessoas pelas portas, onde que se torna bastante difícil circular com fluência.&lt;br /&gt;É um facto que os shopping centers de grande superfície, contém a «informação concentrada», ou seja, qualquer coisa de que se precise, está lá! Mas este facto por si só, apenas satisfaz os menos exigentes.&lt;br /&gt;Os shoppings são na minha opinião, um espaço social em que os interesses são muito vagos e despreocupados, devendo estes locais ser procurados com um pouco mais de moderação.&lt;br /&gt;Para passear, ir fazer umas comprinhas aliando esse prazer ao prazer do passeio, é bastante mais interessante e enriquecedor passear através de uma cidade com história enraizada nos costumes comercias, nas festas de rua, com exibições publicas e manifestações culturais, e apreciar o ar livre, como acontece no Chiado, em vez de estar confinado a quatro paredes, parece um pouco mais simpático.&lt;br /&gt;A Baixa-Pombalina era antigamente o local onde o povo recorria para comprar fosse o que fosse. Havia a rua que só vendia ouro, a da prata, o sítio específico para comprar flores, sapatos, roupa de senhora, senhor, para a casa, fruta, legumes frescos, etc..&lt;br /&gt;O comércio era antigamente visto como uma actividade lúdica, em que nas pausas do passeio se parava para trocar dois dedos de conversas com amigos e conhecidos que por ali passavam.&lt;br /&gt;Hoje em dia o vício pelo comércio, o vício das compras, o frenético entrar e sair das lojas, actualizou os hábitos das pessoas.&lt;br /&gt;O Chiado sofreu, sem dúvida, com o alargamento e o multiplicar das superfícies comerciais. Os pequenos comerciantes foram os que sofreram mais na pela. Mas ainda hoje há coisas específicas que conseguimos encontrar no Chiado e no pequeno comércio em geral, que se tornaram tão típicas e tradicionais que só as conseguimos encontrar mesmo nestes pequenos centros de comércio. É uma das razões pelas quais o Chiado com o seu comércio miniatura (mas muito abundante), consegue captar públicos, devido sobretudo à sua originalidade e diferença marcada por certas marcas, retrosarias e pormenores que marcam o comércio do Chiado.&lt;br /&gt;Na minha opinião a razão o que também impede o Chiado de ter mais pessoas a consumir, é o facto dos lugares de estacionamento escassearem, e os parques que há, cobram tarifas insustentáveis e isurbitantes. As pessoas que se deslocam ao Chiado de carro, deparam-se muitas vezes com este problema.&lt;br /&gt;Uma das coisas que mais confusão me faz quando entro, ou passo por uma loja apinhada de gente a entrar e sair cheias de sacos nas mãos, é facilidade com que o stock é liquidado, a naturalidade dos compradores compulsivos, e por outro lado, a dureza e limiar de pobreza em que tantas pessoas vivem, por vezes à porta dessas mesmas lojas. São realidades distintas e opostas, que cada vez se afasta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana Moura Santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110280312730175425?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110280312730175425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110280312730175425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110280312730175425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110280312730175425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/chiopping.html' title='Chiopping'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110267055847874052</id><published>2004-12-10T09:21:00.000Z</published><updated>2004-12-10T09:22:38.476Z</updated><title type='text'>DESIGNERS, ARQUITECTOS, ARTISTAS, ARQUITECTOS, DESIGNERS!</title><content type='html'>Sociedade de Consumo.&lt;br /&gt;Consumo; excelente pilar deste estado social.&lt;br /&gt;Excelente.&lt;br /&gt;Vivemos numa sociedade que vive de imagens e produz imagens. São essas as que nos formam e nos definem. Portanto não será ousado dizer que é a nossa realidade circundante, o nosso contexto sócio-cultural que nos define. &lt;br /&gt;Enquadra-se nesta perspectiva a obra de Koolhaas ou Gehry. Num profundo conhecimento do espaço, contexto social, cultural, limitações técnicas, e características dos suportes (no caso da arquitectura: morfologia, luz), avançando para o processo criativo tendo sempre em conta o público a que se destina certa mensagem, obra, informação? &lt;br /&gt;É na simbiose destes processos, o de absorção da realidade e criativo, que nasce "A Ideia", constituída de mensagem e consequente intenção. Esta equação é adjacente a qualquer criador seja ele arquitecto, designer, realizador, escritor de prosa ou narrativa, realizador, fotografo, escultor, pintor. É inerente a qualquer "cozinheiro da realidade". &lt;br /&gt;È te inerente.&lt;br /&gt;Esta fórmula, este processo não deve ser tomado de modo académico, não deve ser tido como o meio para um fim, mas sim como um estilo de vida. Portanto chego a colocar serias dúvidas se poderá ser provocado. &lt;br /&gt;O oxigénio do criador, o NOSSO sangue é sem duvida a realidade. No momento em que a negamos estamos perdidos. SOMOS OBSULETOS. A obra de arte é filha do artista e da realidade.&lt;br /&gt;As obras de artistas como Ghery ou Koolhaas têm a meu ver uma relação directa com o espaço, têm os seus objectivos, têm as suas ideias. Estão a anos-luz de serem despojadas de sentido, ou serem somente um chamariz visual, também o são, mas também são muito mais.&lt;br /&gt;São obras magnificas, que exploram limites dentro das suas condicionantes, não pondo em causa as suas origens, mas sim EXPANDIDO conceitos, reivindicando uma capacidade de expressão formal nunca antes obtida, auferindo uma componente cenográfica à própria malha urbana onde se insere.&lt;br /&gt;É esta a lição que nos é dada.&lt;br /&gt;É esta a motivação.&lt;br /&gt;É este o espólio que nos é dado.&lt;br /&gt;A nossa CULTURA é mais uma vez REINVENTADA.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A actividade do designer em Portugal tem obrigatoriamente de passar por estas directrizes, pela motivação de quebrar barreiras, de ver para alem do visível, de nos dar algo, de nos trazer o Eu do criador à superfície. Poderia ainda trazer algo de diferente.&lt;br /&gt;Derivar para um ser criador distinto, mudando um pormenor característico dos movimentos artísticos actuais, o de ter um carácter mediático, iconográfico, marca essa que quase asfixia a obra auferindo-lhe quase um estatuto de autenticidade sem necessidade de justificação prévia. Deixando que a obra fale por si.&lt;br /&gt;Esta mediatização de certos nomes, traz consigo algo de muito perigoso, como a negação instantânea de outros nomes só por não partilharem o mesmo estatuto, o que em muitos casos se tornará num erro. Por exemplo, o caso Parque Mayer. Durante o mandato socialista na Câmara Municipal De Lisboa foi aprovado um projecto do mais que conceituado arquitecto Sir Norman Foster, este projecto para alem de ser digno não iria conceder qualquer encargo à CML visto que seria pago na totalidade pelo promotor da obra. Por seu lado já durante o mandato de Santana Lopes foi rejeitado o projecto de Foster e aprovado o de Frank Ghery. É de assinalar que não está em causa a qualidade dos projectos e consequentes arquitectos, mas sim o modo súbito, certo e inesperado, de tal mudança de planos. Devido ao estatuto de estrelas que certos arquitectos adquiriram, é montada quase que uma "caça ao arquitecto" por parte das entidades interessadas, interessadíssimas em adquirir os servir de tão notórios NOMES, e suas obras/ ícones, com o mais variado leque de interesses subjacentes.&lt;br /&gt;Considero que a obra em si não necessita do cunho do autor pois é intemporal, autónoma, livre e por consequência emancipada.&lt;br /&gt;Como estabelecer tal visão?&lt;br /&gt;Adoptando referencias num período iniciático?&lt;br /&gt;Sendo sensível ao nível da realidade circundante?&lt;br /&gt;Adquirindo uma formação cultural abrangente?&lt;br /&gt;Ampliando verdades adquiridas na tentativa de vislumbrar "a bolha"?&lt;br /&gt;Trabalhando?&lt;br /&gt;Gostava de ter uma resposta, mas não a tenho. Considero até que não existe tal resposta, pois se houvesse, continuaríamos formatados. Acredito pois que cada um cria e gere a sua noção de identidade própria, do seu ente criativo, de um modo individualmente sensível, mas também com a sua noção extrínseca de animal de sociedade, para só depois, e de um modo natural, brotar (ou não) a necessidade de Comunicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Coral&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110267055847874052?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110267055847874052/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110267055847874052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110267055847874052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110267055847874052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/designers-arquitectos-artistas.html' title='DESIGNERS, ARQUITECTOS, ARTISTAS, ARQUITECTOS, DESIGNERS!'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110199755618690644</id><published>2004-12-02T14:25:00.000Z</published><updated>2004-12-02T14:25:56.186Z</updated><title type='text'>O Chiado é uma das zonas de Lisboa com mais movimento</title><content type='html'>O Chiado é uma das zonas de Lisboa com mais movimento, isto devido não só à sua história e beleza mas também à diversidade de actividades culturais e comerciais. Cada vez se desenvolvem mais actividades comerciais, há acesso a todo o tipo de produtos e existem diversas formas de chegar ao Chiado, autocarros, eléctricos, metro, táxis e acesso a parques de estacionamento que facilitam o desenvolvimento do espaço.&lt;br /&gt;Todas estas características têm aspectos positivos mas por outro lado dão origem a que o pequeno comércio, mais característico da zona, tenha tendência a desaparecer. As grandes superfícies que conseguem fazer preços mais acessíveis vão criar uma cidade que começa a funcionar como um centro comercial, a que os mais pequenos não têm acesso.&lt;br /&gt;A nível habitacional, torna-se cada vez mais dispendioso viver no Chiado, o preço das casas tem tendência aumentar muito e é mais rentável alugar o espaço para uma loja ou escritório.&lt;br /&gt;Muitos dos prédios situados nesta zona estão em más condições ou mesmo abandonados. A sua recuperação é bastante dispendiosa, acessível apenas à parte mais alta da sociedade, criando um círculo vicioso. O Chiado está-se a tornar uma zona cada vez menos habitada, dando origem a uma grande desigualdade social, por um lado os mendigos a dormirem na rua sobre as suas camas de cartão e lá em cima, os mais abastados nas suas camas confortáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta Matos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110199755618690644?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110199755618690644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110199755618690644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110199755618690644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110199755618690644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/o-chiado-uma-das-zonas-de-lisboa-com.html' title='O Chiado é uma das zonas de Lisboa com mais movimento'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110199737070191820</id><published>2004-12-02T14:20:00.000Z</published><updated>2004-12-02T14:22:50.700Z</updated><title type='text'>O nosso Habitat</title><content type='html'>Nesta cidade onde habitamos, pelo menos cinco dias por semana, sobrevive uma população regida pelo comércio, onde o dinheiro manda e onde se pode comprar quase tudo. As complicações que dele advêm são tão complexas que nos perdemos na sua profundidade. Não quero reduzir toda a problemática habitacional ao dinheiro em si, mas nas mentalidades que por ele quebram valores.&lt;br /&gt;As pessoas vão para os seus trabalhos cedo, têm uma família a sustentar, quando chegam a casa, para alem de todos os deveres que lhes competem, apenas procuram algum divertimento instantâneo. Vêem televisão, jogam videojogos, navegam na Internet, mas paralelamente não dão conta do tempo que perdem a olhar para aquele quadrado de plástico de miolo tecnológico.&lt;br /&gt;Entre tanta informação simultânea, as pessoas fecham-se em si mesmas, e toda a informação passa ser repelida de raiz. A televisão é vista como fonte de divertimento, ignorando que a sabedoria e o conhecimento também são uma fonte de prazer, de respeito e de harmonia.&lt;br /&gt;As pessoas aceitam toda a tecnologia que lhes aparece (como solução a uma necessidade) facilitando-lhes a vida de certo modo, permitindo-lhes realizar tarefas mais rápida e eficazmente. Mas a questão reside na capacidade das pessoas equacionarem os benefícios dessas mesmas tecnologias. Mas atenção, quando falo em benefícios, não falo de benefícios monetários. O dinheiro só por si conduz a um sentimento de felicidade ilusório. Faz parte da natureza humana procurarmos sempre aquilo que não temos, e quando finalmente o alcançamos, deixa de graça, e partimos logo para algo novo.&lt;br /&gt;Toda a tecnologia poupa-nos realmente imenso tempo, mas paradoxalmente deixamos de ter tempo para nós mesmos, para pensarmos na nossa felicidade, seja lá isso o que for.&lt;br /&gt;As pessoas que compram as novas lojas do Chiado não se preocupam com o estado da população. Se tem casa ou não, se tem fome ou não, apenas lhes interessa que o negocio lhes renda, para sustentarem a sua própria vida.&lt;br /&gt;Mais ou menos justamente cada pessoa ocupa o seu lugar nesta sociedade ou neste habitat, e quer queiramos quer não, esta Lisboa é a nossa cidade madrasta, alimentando-nos com problemas cada vez mais complexos, cujas consequências ultrapassam o meu limite calculável.&lt;br /&gt;Vejo uma grande despreocupação em relação aos valores, há uma quebra com os costumes e maneiras de pensar, e nem nos questionamos se estas INdifrenças serão benéficas. Acredito que algumas sim, mas outras certamente não.&lt;br /&gt;Metaforizando, vejo o lisboeta como uma tainha, ambos andamos em grandes grupos à margem do rio Tejo, alimentando-nos de lixo e de petróleo sem termos bem consciência de como tudo acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110199737070191820?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110199737070191820/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110199737070191820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110199737070191820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110199737070191820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/o-nosso-habitat.html' title='O nosso Habitat'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110199722219463562</id><published>2004-12-02T14:17:00.000Z</published><updated>2004-12-02T14:20:22.193Z</updated><title type='text'>A imagem como um processo pelo qual se tornam "mais vivas" as ideias</title><content type='html'>A realidade sempre foi interpretada através dos dados fornecidos pelas imagens, hoje sabemos que imagem é luz, reflexos que incidem sobre os objectos, penetrando na nossa retina desencadeando o funcionamento de um complexo sistema de percepção da realidade. Ou poeticamente podemos entender a imagem como um processo pelo qual se tornam "mais vivas" as ideias.&lt;br /&gt;Cindy Sherman surge então neste contexto como criadora de imagens. As suas múltiplas "personagens" devem ser compreendidas como facetas de uma vida imaginativa rica e coerente, não só dela, mas de uma humanidade partilhada, de um mundo de fantasia mantido em comum.&lt;br /&gt;Ao serviço do feminismo ou do humanismo, o trabalho de Sherman é compreendido por ambos os lados como a produção de "personagens". Personagens essas que podem ser vistas simplesmente como, alguém que se mascara, ou emanações de uma profunda fantasia partilhada, em que ambos os lados concordam com a sua inteligibilidade. Esta problemática vai de encontro à relatividade de leitura de quem as cria e aos efeitos por elas criadas.&lt;br /&gt;A Sherman é aqui entendida como aquela que personifica, que encarna, uma actriz em que as suas personagens são um efeito da sua transmutação de personalidade.&lt;br /&gt;Ninguém vê a relação inicial de significante e significado na construção de imagens, ninguém vê que, por exemplo, imagens em que Sherman se veste exactamente com a mesma aparência exterior, o mesmo chapéu, o mesmo vestido, a mesma maquilhagem, mas em minuciosas situações de diferentes ângulos de câmara, profundidade de campo, iluminação, etc. produzindo um estilo cinematográfico totalmente diferente, produzindo assim, uma diferente "personagem".&lt;br /&gt;A Sherman é agora entendida como a criadora de um mundo de fantasia, fantasia partilhada por todos nós, em que as imagens por ela criadas, e captadas instantaneamente podem ser deturpadas, traindo-a, ou traindo as suas intenções primárias. É importante esta consciência do poder e da força das imagens nunca esquecendo a sua legibilidade.&lt;br /&gt;Como aprendiz de design de comunicação a questão da imagem é constante e pertinente. A criação de imagens é o nosso objectivo, uma oportunidade para pensarmos que o mundo pode ser melhor construído, ou seja, uma visão que vá de encontro à solução de um problema, ou problemas complexos que partem de consequentes implicações sociais, políticas e culturais.&lt;br /&gt;As vanguardas artísticas surgem no contributo do imaginário do designer de comunicação como um conjunto de novas possibilidade de comunicação, quebrando/actualizando antigos valores estéticos/comunicacionais em detrimento de outros, a procura constante de uma imagem em detrimento de outra. Abrindo-nos horizontes visuais, cativando a nossa imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Martins&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110199722219463562?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110199722219463562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110199722219463562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110199722219463562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110199722219463562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/12/imagem-como-um-processo-pelo-qual-se.html' title='A imagem como um processo pelo qual se tornam &quot;mais vivas&quot; as ideias'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110168116619677676</id><published>2004-11-28T22:30:00.000Z</published><updated>2004-11-28T22:32:46.196Z</updated><title type='text'>Habitat = shopping</title><content type='html'>Parece que enveredámos pela direcção do consumo... Cada vez mais, existe um condicionamento capaz de controlar o estímulo em relação à compra, não no sentido de uma indispensabilidade de sobrevivência  mas de uma necessidade meramente supérflua. &lt;br /&gt;Como factor essencial no controlo ao incentivo de compra surge a publicidade, esta adequada a moldar o olhar de cada um em relação ao produto. Activa os poros consumistas criando uma suposta realidade perfeita. Tudo leva a entender que é somente necessário existir o conceito de vontade para angariar o pretendido. Expõe-se um mundo de facilidades possibilitando a ideia de tudo estar ao alcance.&lt;br /&gt;O leque de variedade proporciona a satisfação geral no sentido em que não estando saciado com o que se apresenta acaba por surgir por outro lado, quase forçosamente, o objecto procurado. É raro ocorrer a impossibilidade de compra pela inexistência do satisfatório. &lt;br /&gt;Acontece igualmente como fruto desta multiplicidade, na procura específica e particular de um determinado objecto,  deparar-se com um grupo possuidor de "aquelas" características desejadas. Assim, a compra não se limita a somente uma aquisição, o comprador acaba por adquirir um conjunto de "peças"  de seu próprio agrado; o interesse passa a uma pluralidade.&lt;br /&gt;Existe como que um chamamento de montras, uma relação nítida entre o observador e o expositor, a vista é obrigatoriamente direccionada como se existindo um orientador de massas. Isto surge como consequência de uma preocupação exacerbada na colocação dos artefactos, um rigoroso cuidado de mostruário; neste caso, podendo falar-se até em estratagema expositivo: a forma  como é apresentado todo o tipo de produto com destino a venda é minuciosamente premeditada de maneira a que o cliente possa vir a ter facilitado o caminho em direcção aos interesses pretendidos. Assim, a meticulosa organização do espaço possibilita, não um trajecto feito de rodeios e consequentemente desistente, mas directo e estabelecendo o contacto imediato propício à compra. &lt;br /&gt;A cidade no seu todo existe hoje como área de comércio, sendo que parece ter-se desvanecido a ideia de que vivemos num território dividido em sectores. Antes o espaço shopping distinguia-se por ser uno, tratando-se de uma zona delimitada. O deslocamento de cada um até aqui tratava-se de uma acção consciente. Agora, o acto de compra é sujeito a estar sempre activo, a área comercial foi ampliada permanecendo em todo o lado, não há sequer separação da zona habitacional. Estas unificaram-se obrigando o cidadão a permanecer em constante "relacionamento" com o mundo mercantil.&lt;br /&gt;Parecem construir-se locais agradáveis ao consumidor, focaliza-se o modo de garantir o ambiente ideal deste tendo consequentemente um ritual de permanência. Logicamente, apenas mantemos o costume de habitar um determinado espaço pela satisfação que este nos possa conceder presente e futuramente mesmo tratando-se de um aprazimento inconsciente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Costa&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110168116619677676?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110168116619677676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110168116619677676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110168116619677676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110168116619677676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/habitat-shopping_28.html' title='Habitat = shopping'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110147452122884973</id><published>2004-11-26T13:07:00.000Z</published><updated>2004-11-26T13:08:41.230Z</updated><title type='text'>habitat=shopping</title><content type='html'>Podia dizer-se que no principio do século e remontando um pouco no tempo para que haja um contexto social e cultural, as pessoas dessa época tinham como príncipal base dirigirem-se para as cidades em grande fluxo pois lá residia todos os aspectos fulcrais para a sobrevivência da sua própria espécie.&lt;br /&gt;Contudo nas cidades contêmporaneas e após esse excesso de fluxo dos nossos antepassados, vêem-se obrigados a sair das mesmas para zonas periféricas para o seu bem estar, não se apercebendo que essas mesmas zonas não passam de novas cidades com tanto ou mais movimento que a urbe.&lt;br /&gt;Com base na teoria que as massas se dirigem para as cidades para trabalhar exclusivamente, e tem por isso uma necessidade de consumir na mesma, (factor importante na própria ecónomia), é uma exigencia por parte das mesmas uma rápida resposta às suas necessidades.&lt;br /&gt;Tomando como base que as cidades são pontos de consumo logo a variedade na  oferta tambem será maior.Essa oferta leva a que os locais de consumo sejam canalisados para um mesmo espaço, e logo os consumidores.&lt;br /&gt;Mesmo que os locais tenham sido criados inicialmente como locais de passeio e de cosumo de bens, dificilmente se mantêm se não existir um progecto de markting bem elaborado por detrás desses mesmos espaços. &lt;br /&gt;Se inicialmente o chiado surge como zona de lojas e de compras depressa cai em desuso em meados do seculo passado, numa altura em que o markting canalisava os con sumidores para locais distintos desta zona conciderada "ultrapassada" da cidade. &lt;br /&gt;Outro exemplo da ação e nessecidade de um marktiing elaborado, está nos espaços culturais que são oferta num mesmo espaço. As livrarias outrora tão procuradas do chiado, e que ainda hoge existem são suplantadas por espaços com um projecto de markting como a Fnac. Podemos ouvir mesmo observações como," não há na fnac, tá esgotado!!"&lt;br /&gt;As massas vivem rodeadas da informação que recolhem e que de alguma maneira seja atractiva, desde sempre que o mundo citadino é um ponto fulcral para a vida social e económica e por consequência local de encontro.&lt;br /&gt;Dado este aspecto á que ponderar também o lado mais triste da vida citadina, caso dos sem abrigo que dado o excessivo numero das massas vê na cidade um ponto de grande importancia para a sua sobrevivencia.&lt;br /&gt;A imagem que é criada pelas cidades, engana, envolve, faz acreditar que ali tudo pode correr bem. É raro encontar um sem abrigo numa aldeia depressa a ajuda teria surgido. Seria uma pessoa. É facil encontrar varios nas cidades uma vez que nestas as pessoas só vem o que querem. É facil ser-se uma sombra no local mais movimentado da cidade.&lt;br /&gt;Em suma considero que o fluxo á cidade contemporânea vive momentos variáveis e ciclicos, as massas populacionais somente se dirige à urbe para a procura da resolução dos seus problemas de uma forma rápida, isolando-se posteriormente do caos citadino em possiveis zonas territoriais mais pacatas (zonas periféricas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Sousa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110147452122884973?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110147452122884973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110147452122884973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110147452122884973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110147452122884973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/habitatshopping.html' title='habitat=shopping'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110132144374270824</id><published>2004-11-24T18:36:00.000Z</published><updated>2004-11-24T18:37:23.743Z</updated><title type='text'>Habitat = Shopping</title><content type='html'>Infelizmente o humano vive de vícios, e esses vão-se transformando ao longo das épocas. Se tivermos a perspectiva de uma pessoa que vive no meio rural, ela olhará para os hábitos de uma pessoa da cidade como alguém que necessita de luxos. O homem urbano contemporâneo não fica satisfeito com uma simples volta pelo campo num fim-de-semana de descanso. Para ele um fim-de-semana tem que passar por uma volta pelo mundo do consumo. Ele sente-se bem por gastar o dinheiro para o qual trabalhou. Poder gastar dinheiro e adquirir bens confere-lhe um estatuto que o permite afirmar-se como alguém. Esta afirmação não se refere apenas ao resto da sociedade, mas a ele próprio. Este fenómeno provém das "doenças" que são o resultado da aglomeração de pessoas nas cidades. Vivemos todos uns em cima dos outros, e quanto mais acima do próximo melhor. Hoje em dia a informação corre em segundos. Televisão, rádio, internet, etc. Com esta proximidade com as fontes de informação e publicidade o bombardeamento é exaustivo. As notícias que passam 7 dias por semana onde os temas são constantemente, guerras, pedofilia, drogas, corrupção, ao fim de um tempo, são coisas que acabam por ser banais. Cada vez mais, existem pessoas que se preocupam menos com estes assuntos e colocam-se à parte, acreditam que o mundo está em decadência e que mais vale viver a sua vida no seu "próprio" mundo, onde tudo está aparentemente controlado. Acaba por existir um comodismo inconsciente por parte da sociedade, que vai aceitado coisas e acreditando em tudo o que lhes é mostrado. Vivemos numa época em que tudo é possível e os princípios, ética, bom senso são conceitos que estão a desaparecer. Se é possível sair de casa, dar dois passos em estar num centro de comercial e ir comprar aquele produto que foi anunciado ontem na televisão em que aparecia aquela pessoa perfeita, é uma economia de tempo. Um luxo. Porquê estar preocupado com o facto de não se fazer desporto? Daqui a umas horas estará em casa a colar aparelhos ao corpo que dá choques, a tonificar os músculos enquanto come hamburguers e vê anúncios. Esta é a mentalidade que reina e vai reinar. Existem excepções, mas encontram-se em minoria. O que é mais fácil prevalece. Tudo aquilo que não contraria esta tendência, consegue vingar no futuro. Centros comerciais, supermercados, mega-lojas, métodos de pagamento facilitado, cartões de crédito, etc. O Chiado em tempos foi um espaço onde existia o convívio como factor principal de atracção. O comércio sempre existiu, mas não como hoje. O que leva as pessoas ao Chiado é principalmente o comércio. É um local onde numa área pequena se pode encontrar uma grande variedade de lojas. É economizar tempo se conseguir fazer tudo de uma só vez. Comprar um livro, cd´s, almoçar, comprar roupa, calçado e ainda dar tempo de tomar um café ou um gelado antes de ir trabalhar. Outrora, o Chiado era um espaço onde se fazia história, agora a única que se faz é no dia em que se relembra o passado, em que viviam poetas ou quando uma desgraça sobre a forma de fogo o atingiu. Fazer história é algo que faz parte do passado. O Chiado é um ponto de passagem. Deixou de existir tempo para os encontros esporádicos nos cafés, convívio. Existe, sim, museus em espaços negligenciados, apertados que ainda têem de partilhar esses espaço com Faculdades e outras instituições. Teatros que passam o tempo em obras. E os centros comerciais sempre de boa saúde a crescerem dia a dia. A cultura acaba por estar apenas ao alcance de quem tem possibilidades. Os espaços onde ela existe, são cada vez mais difíceis de manter se não estiverem integradas num espaço de comércio. Até os poucos espaços que existem, ainda "independentes", quase que não passam sem ter um cafezito. Talvez seja uma solução, no que respeita à divulgação de exposições e novos artistas, se estas passarem a realizar-se em centros comerciais. Mas, e aquele momento de calma, necessário para apreciar uma pintura, uma foto, uma escultura? É tirar importância. As pessoas que passam a vida alheias ao que se passam na arte, tropeçam numa exposição, e lá vai toda a família no intervalo das compras, ver aquilo. Torna-se uma situação triste. Mas é assim que acontece. Cada vez existe menos tempo para ir a uma exposição, por estar programada, por interesse. Existe uma minoria que tem consciência destas situações e do estado em que se encontra a sociedade. Podem tentar lutar por uma tomada de consciência, mas as pessoas parecem estar fartas umas das outras e já não se conseguem ouvir. Cada um diz e faz o que lhe apetece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Lança&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110132144374270824?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110132144374270824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110132144374270824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110132144374270824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110132144374270824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/habitat-shopping_24.html' title='Habitat = Shopping'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110131428117530712</id><published>2004-11-24T16:37:00.000Z</published><updated>2004-11-24T16:38:01.176Z</updated><title type='text'>O homem cria o seu habitat e torna-se dependente dele</title><content type='html'>O homem cria o seu habitat e torna-se dependente dele. Deixa de poder controlar e submete-se àquilo que em tempos dependeu de si. Existe uma relação recíproca entre o homem e o seu mundo; vivem um para o outro, dominam e são dominados. &lt;br /&gt;O mundo de hoje rege-se pelo consumismo e não se fala só do consumismo material. Criou-se um protótipo de vida e de maneira de estar que o mais "insignificante" indivíduo anseia alcançar, por mais que isso esteja muito aquém das suas possibilidades. Os meios justificam os fins e não há nada que os afaste dos seus objectivos. Isto não quer dizer que este sentimento que se criou à nossa volta seja depreciativo, é sim controlador. Por mais que uma pessoa se considere livre e independente, não se apercebe do peso da sociedade e a força que esta exerce no nosso dia a dia, somos "forçados a escolher de livre vontade" certos caminhos.&lt;br /&gt;A cidade contemporânea responde a tudo isto. Á necessidade do homem, aos seus anseios. Cria espaços onde este sente que domina e que pode fazer as suas próprias escolhas. Shopping. A cidade perde estatuto e entrega-se à necessidade. Já não vive da cultura, da convivência, duma simples rua ou história de um largo. Porque para nós, que nela habitamos, tudo isso não nos faz ser quem somos. Nós somos aquilo que possuímos. Será assim tão linear? Provavelmente não, mas se não chegarmos ao extremo nunca seremos capazes de lançar um olhar optimista sobre as coisas. No "mundo shopping" tudo é feito para nós, à nossa medida, mas não deixa de ser impessoal e artificial. Será que queremos verdadeiramente lá estar?&lt;br /&gt;A ideia de shopping está somente associada à ideia de edifício fechado, lojas, montras, zona de fast food, escadas rolantes, ATM?s, casas de banho públicas?... é o Chiado um shopping?&lt;br /&gt;Com toda a sua carga cultural e historial, não é fácil de rotular o nosso chiado, pelo qual vagueamos sem noção alguma da sua imponência, de centro de consumo. Não é correcto afirmar que o chiado vive do comércio e somente leva as pessoas que por lá passam a comprar. Nem toda a gente que por ele passeia se destina às lojas que o vão ladeando. Creio que o chiado continua a viver enquanto cidade, cantos que se revelam à medida que vamos passando. Há vida para lá dos sacos que se passeiam fazendo publicidade a esta ou àquela marca.&lt;br /&gt;É importante preservar esse carácter. Porque o chiado é o coração da cidade, é genuíno. É movido por artistas e turistas. Por estudantes e por sem abrigo. Por reformados que recordam e engraxadores. Porque existe tanta coisa para recordar e que não se pode consumir e muito menos comprar. Se existe comércio e consumismo? Sim, mas foi essa a cidade que a sociedade exigiu e à qual já não se consegue libertar. Nem quer. Afinal o chiado pode ser pessoas, vivências. E não importa que essas pessoas vão às compras, importa sim que tenham escolhido o chiado para o fazer.&lt;br /&gt;A cidade é pensada e organizada para valorizar os centros de consumo, que por sua vez ditam o estilo de vida de quem por lá habita. A cidade não cresce ao seu ritmo natural, mas sim condicionada pelo homem. Quando por exemplo é construída uma zona de raiz (como a expo 98, actualmente Parque das Nações), necessitamos de um motor responsável pela circulação de indivíduos, o centro comercial Vasco da Gama, ao qual estão ligados os parques de estacionamento, os hotéis, os restaurantes, o teleférico? é isto que move pessoas: a ânsia de ter e de se mostrar que tem. Uma zona já não vale por ela própria. Não sobrevive enquanto espaço independente. É necessário fazer com que ela viva do comércio, que ofereça algo ao ocupante.&lt;br /&gt;Consideramos no entanto que existe uma dependência mutua entre o chiado e o consumismo. Um valoriza o outro enquanto espaço e actividade. O comércio instalou-se numa zona privilegiada pela sua história e ocupação, o que faz com que seja sempre frequentada por potenciais compradores (ou não!), mesmo que tenham só lá ido por razões artísticas, sociais, culturais ou turísticas? e a zona não corre o risco de ser esquecida e substituída pelos grandes shoppings. A verdade é que nem um único dia as ruas do chiado estão vazias, em comparação com os corredores dos centros comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria da Luz Abreu&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110131428117530712?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110131428117530712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110131428117530712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110131428117530712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110131428117530712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-homem-cria-o-seu-habitat-e-torna-se.html' title='O homem cria o seu habitat e torna-se dependente dele'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110131413672563811</id><published>2004-11-24T16:34:00.000Z</published><updated>2004-11-25T16:10:00.346Z</updated><title type='text'>Habitat = Shoppinhg</title><content type='html'>As cidades são construídas com interesses económicos, sem se pensar na qualidade de vida dos cidadãos. Na minha opinião, para alcançar uma melhor qualidade de vida seria necessário reduzir a poluição atmosférica, sonora e visual,  criar mais espaços abertos, jardins, sítios de lazer e convívio. Mas isto tudo não dá lucro a ninguém, para as autarquias e bem mais lucrativo ter um prédio com vários apartamentos a pagarem contribuições  e impostos do que um espaço verde que apenas da despesa. A situação é também semelhante quando se trata procurar soluções para diminuir a poluição sonora, atmosférica e visual pois a solução destes problemas não traz benefícios económicos a nenhuma entidade que esteja em posição de mudar alguma coisa. &lt;br /&gt;No chiado existe algum jardim? O chiado é um espaço maioritariamente terciário, pois existe um presença elevada de comercio e escritórios. O chiado foi, talvez, um dos primeiros centros de comercio de Lisboa, sendo frequentado por várias classes sociais, desde do fim do século XIX com a abertura dos grandes armazéns do chiado. O chiado era também um local de convívio e cultura. A vivência de hoje é bem diferente, este é um espaço que foi reconstruído para se tornar um espaço extremamente comercial que aponta para o consumismo.&lt;br /&gt;Nos centros urbanos estão a tornar-se cada vez mais locais de trabalho e comercio, isto devido a interesses económicos pois a venda ou aluguer de escritórios e mais lucrativo do que a venda ou aluguer de habitações, sendo esta a causa para as pessoas viverem fora (arredores) da cidade. Sendo portanto mais fácil conseguir uma casa fora da cidade. Mas isto volta a causar mais problemas nos acessos à cidade. A maioria das pessoas que habitam o chiado são pessoas que lá trabalham, que vão as compras, ou que estão de passagem. &lt;br /&gt;As cidades são um espelhos da nossa sociedade, se a sociedade é consumista obviamente que isso se reflecte na cidade na forma que nos conhecemos ( o aparecimentos de grandes centros comerciais). Mas acho que não se conhece solução para este problema que está tão entranhado nesta forma de viver e na sociedade, pois a estabilidade económica depende do consumismo e o consumismo depende da estabilidade económica. O chiado e um exemplo de uma zona comercial que contribui para o consumismo sendo portanto uma zona abundantemente habitada.&lt;br /&gt;Já todos sabemos que é o dinheiro que move o mundo, então qual é a novidade de se falar que as transformações nas cidades são por motivos económicos? Tudo o que interessa são resultados económicos e não criar melhores condições para aumentar a qualidade de vida dos seus habitantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Cristina Viana &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110131413672563811?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110131413672563811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110131413672563811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110131413672563811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110131413672563811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/habitat-shoppinhg.html' title='Habitat = Shoppinhg'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110131395077404572</id><published>2004-11-24T16:31:00.000Z</published><updated>2004-11-24T16:32:30.773Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>No Chiado assumem-se várias identidades, encontramos dentro de um macro &lt;br /&gt;habitat, vários micro habitas. Em diferentes ruas há diferentes ambientes &lt;br /&gt;onde se invocam ou impõem diferentes atitudes e relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As actividades ligadas ao comércio vieram sendo implantadas a partir do &lt;br /&gt;século XVII, em substituição da tradicional ambiência agrícola e rural da &lt;br /&gt;Idade Média. A instalação das primeiras livrarias, de modistas e &lt;br /&gt;confeitarias nos séculos XVII e XVIII traduziu uma certa especialização de &lt;br /&gt;actividades que atraíram ao Chiado a aristocracia da capital e os visitantes &lt;br /&gt;estrangeiros.&lt;br /&gt;Os conventos que antes ocupavam grande parte do território foram extintos ou &lt;br /&gt;reutilizados a zona foi sistematicamente apropriada como centro da cultura &lt;br /&gt;urbana aristocrata e da vida intelectual. Surgiram Hotéis, cafés, &lt;br /&gt;restaurantes, livrarias, teatros e mais tarde cinemas, intensificando-se a &lt;br /&gt;vivência que ainda hoje perdura na nossa memória colectiva.&lt;br /&gt;O chiado ganhou, assim, os atributos de boémio, cosmopolita, romântico e &lt;br /&gt;modernista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas primeiras décadas do século XX o Chiado era o centro de cultura lisboeta &lt;br /&gt;e um espaço comercial requintado. Ir ao Chiado era um ritual e um acto &lt;br /&gt;social e de cultura.&lt;br /&gt;Nos anos 60, acelerou-se um longo processo de tercialização do Chiado com &lt;br /&gt;profundas alterações fisicas, funcionais e culturais. Com o surgimento de &lt;br /&gt;novos espaços e referências da cultura urbana que surgiram nos novos bairros &lt;br /&gt;consolidados a norte e a poente (Avenidas Novas, Campo de Ourique, Avenida &lt;br /&gt;de Roma), o Chiado ia perdendo a anterior vitalidade.&lt;br /&gt;Embora tenham persistido pólos culturais importantes, o processo que atingia &lt;br /&gt;o Chiado, envolvia a cidade inteira e colmatou com o incêndio que vitimou 18 &lt;br /&gt;edifícios em 1988. Este foi também o motor de arranque no sentido da &lt;br /&gt;valorização da zona, objectivo prioritário do plano do arquitecto Siza &lt;br /&gt;Vieira. Valorização da zona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que os antigos Armazéns Grandela, deram lugar ao que chama hoje um &lt;br /&gt;centro comercial, ou um ?shopping center?. O Chiado pode sempre querer &lt;br /&gt;manter aquela referência com o comércio tradicional mas ela encontra-se em &lt;br /&gt;decadência e poderá estar irremediavelmente perdida. A cultura do shopping &lt;br /&gt;assim obriga. E ela foi o principal factor que veio revitalizar esta zona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas parecem ter medo de se aproximarem de outras pessoas, estão cada &lt;br /&gt;vez mais individualistas, o conceito de espaço interpessoal foi também ele &lt;br /&gt;alterado. Se antes era necessário pedir para tocar, perguntar se tem, hoje &lt;br /&gt;tudo se encontra numa montra onde o consumidor toca, veste, experimenta, &lt;br /&gt;ouve, consome, mesmo antes de adquirir o produto ou de ter tido qualquer &lt;br /&gt;contacto com outro indivíduo. Se por um lado isto facilitou o acesso aos &lt;br /&gt;produtos, por outro enferrujaram-se as relações humanas. Os consumidores ao &lt;br /&gt;entrar numa loja não esperam, nem querem mais, que uma resposta directa &lt;br /&gt;rápida e eficiente, tal como qualquer máquina faria. Vê-se os pequenos &lt;br /&gt;comerciantes do Chiado a perder vitalidade. É possível passar e ver os &lt;br /&gt;olhares dos velhos comerciantes, que tristes, à porta dos seus &lt;br /&gt;estabelecimentos à espera, a ver passar clientes que já foram seus e que &lt;br /&gt;agora invadem os chamados franchising cada vez mais fortes e em todo o lado. &lt;br /&gt;Esta proliferação do franchising, cria uma uniformização no consumidor. O &lt;br /&gt;Chiado é percorrido pelo mesmo tipo de consumidor que vai a qualquer outro &lt;br /&gt;centro comercial, visto que a diferença é pouca, as diferenças são &lt;br /&gt;eliminadas, a tendência é a criação de padrões de consumidores.&lt;br /&gt;Na diversidade característica do Chiado destaca-se a rua Garrett como &lt;br /&gt;principal eixo frequentado pelo consumidor activo, a nosso ver o grupo que &lt;br /&gt;em maior numero costuma passear-se por esta rua. Desembocando nos armazéns &lt;br /&gt;do Chiado esta rua proporciona ao consumidor uma grande ?variedade? de &lt;br /&gt;ofertas. Os armazéns do Chiado já se transformaram em ponto de encontro, &lt;br /&gt;local de convívio, local de apropriação da chamada cultura de massas, e para &lt;br /&gt;os mais atentos de alguma pouca e escondida cultura mais especializada.&lt;br /&gt;A maioria da dinâmica das ruas do Chiado existe devido ao comércio e não são &lt;br /&gt;só aos movimentos dos consumidores, são os cheiros da pastelaria, os papéis &lt;br /&gt;perfumados à porta das perfumarias, uns tipos de andas a animar o pessoal e &lt;br /&gt;a distribuir publicidade, é um carro a pedal que nos leva à porta da loja, &lt;br /&gt;uma passadeira vermelha com a mesma função, etc.&lt;br /&gt;Quantas vezes saímos de casa com a intenção de espairecer um bocado, enfim, &lt;br /&gt;de não fazer nada e quando damos por conta já estamos enfiados numa qualquer &lt;br /&gt;loja? É praticamente impensável, nos nossos dias sair para a rua sem a &lt;br /&gt;carteira, sem o dinheiro ou o cartão de crédito. É o transporte, é o &lt;br /&gt;cafezinho, é isto é aquilo, enfim. Somos consumidores natos, de tal modo que &lt;br /&gt;muita gente já inclui na sua definição de felicidade o facto de poder &lt;br /&gt;consumir, o que lhe apetecer, ou melhor o que lhe impuserem como necessidade &lt;br /&gt;irrefutável. Tudo nos impele a consumir e quando as nossas económicas não &lt;br /&gt;nos possibilitam ficamos frustrados, ou afundados em créditos. Até as saídas &lt;br /&gt;de metro se fazem directamente para os grandes centros assim como as &lt;br /&gt;paragens de autocarro, para já não falar das outras facilidades que tornam &lt;br /&gt;quase impossível a uma pessoa influenciável não se deixar levar pelo &lt;br /&gt;?prazer? do consumismo.&lt;br /&gt;O que fazer ao fim-de-semana? Ir ?passear? para os grandes centros &lt;br /&gt;comerciais, de preferência fechados, é que nem preciso passar pela rua (e &lt;br /&gt;com este tempo!), e já agora levo as criancinhas, afinal lá posso fazer tudo &lt;br /&gt;o que preciso fazer, inclusive divertir-me e estar com os amigos, a criança &lt;br /&gt;até pode ficar lá no espaço infantil.&lt;br /&gt;É um mundo de possibilidades!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais fácil para o comum mortal entrar num centro comercial que num teatro, &lt;br /&gt;por exemplo, ambos são privados, e ambos podem ser públicos a diferença é &lt;br /&gt;que para entrar no centro comercial não se pressupõe à partida que vá ter de &lt;br /&gt;gastar algum dinheiro, enquanto no teatro isso já não acontece, embora na &lt;br /&gt;realidade se gaste mais dinheiro numa ida ao centro comercial que numa ida &lt;br /&gt;ao teatro. Por outro lado, o carácter de cada espaço também é diferente e &lt;br /&gt;são criados à volta do mesmo determinados preconceitos que não fazem sentido &lt;br /&gt;e que derivam do chamado estatuto social. Estes preconceitos criam &lt;br /&gt;territórios que são maioritariamente frequentados por grupos que pretendem &lt;br /&gt;não se ?misturar? com outros que consideram piores, embora hoje em dia a &lt;br /&gt;tendência seja para o acesso igualitário a qualquer produto da cultura, isso &lt;br /&gt;na realidade não acontece. Antes pelo contrário, verifica-se que fosso entre &lt;br /&gt;a cultura de massas e a chamada cultura erudita é cada vez maior.&lt;br /&gt;A verdade é que no Chiado convivem pessoas da classe média, alta, baixa, &lt;br /&gt;sem-abrigo, (que paradoxalmente fazem das arcadas do Teatro são Carlos a sua &lt;br /&gt;casa), com-abrigo, de baixo, médio e alto nível cultural, intelectuais, &lt;br /&gt;pseudo-intelectuais, turistas, etc. Muito poucas aqui moram, e se não fosse &lt;br /&gt;esta oferta a nível comercial o Chiado seria muito menos frequentado.&lt;br /&gt;Aparte o consumismo que é o rei e senhor, o Chiado será sempre uma zona &lt;br /&gt;emblemática da própria cidade, pelo seu património, pelas actividades &lt;br /&gt;culturais e pelo significado como memória de uma cultura urbana, intelectual &lt;br /&gt;e actuante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Lúcia Nobre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110131395077404572?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110131395077404572/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110131395077404572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110131395077404572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110131395077404572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/no-chiado-assumem-se-vrias-identidades.html' title=''/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110120052722427388</id><published>2004-11-23T09:01:00.000Z</published><updated>2004-11-23T09:02:07.223Z</updated><title type='text'>A Bolha</title><content type='html'>Vivemos numa "bolha", confortáveis.&lt;br /&gt;Uma bolha que nos consome e nos educa, a gostar dela, a nos sentirmos atraídos à mesma, a defende-la com "unhas e dentes" em caso de ameaça.&lt;br /&gt;Mas que bolha é esta?&lt;br /&gt;Bem, não é fácil caracteriza-la na sua plenitude devido à sua natureza subjectiva (ou não), à sua aparente inexistência, ao facto de falsamente nos conferir uma liberdade necessária ao sujeito contemporâneo, liberdade essa que não passa de uma ilusão, pois ela usa-nos e manipula-nos de uma modo indiscriminado.&lt;br /&gt;Parecço falar de algo ilusório, imaterial, pois quase que se trataria de um outro mundo dentro do nosso.&lt;br /&gt;Pois bem ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSUMO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sim um outro mundo (se quisermos ver de uma outra perspectiva, se acreditarmos no mundo do Homem, se não forem negativistas, e se tiverem o mínimo de esperança).&lt;br /&gt;Um mundo - bolha.&lt;br /&gt;E nesta bolha nós pensamos, apesar de uma série de obstáculos, que vivemos uma boa vida. Temos liberdade de expressão, livre opinião, liberdade de consciência, liberdade de imprensa, liberdade individual (garantia que qualquer cidadão possui de não ser impedido de exercer e usufruir dos seus direitos), entre muitas outras.&lt;br /&gt;MAGNIFICO!!!!&lt;br /&gt;Ninguém nos toca. Somos a sociedade perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é bem assim, aliás é totalmente o oposto. Proponho que leiam mais uma vez as liberdades que referi acima como exemplo, e reflictam se estas se aplicam de um modo efectivo ao seu caso individual e colectivo.&lt;br /&gt;Olhando e reflectindo de um modo exclusivamente imparcial, livre de cânones, juízos de valor, ou qualquer outros pensamentos que influenciem a analise, é fácil denotar que estas liberdade não são postas em prática, por variadíssimas razões.&lt;br /&gt;E tendo em conta que a maioria das constituições da maioria dos países do mundo estão assentes nesse principio, o da liberdade, então o panorama, adivinha-se ainda mais assustador.&lt;br /&gt;O vírus de que vos falo é aparentemente "transparente", é ele que condiciona a nossa existência ao "estado de bolha", este agente infeccioso é nada mais, nada menos do o nosso amigo?Capitalismo!!!&lt;br /&gt;Pois sim é ele sem dúvida, esta maquina está tão bem oleada que me tira legitimidade de a criticar, pois eu também a patrocino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano está de tal maneira formatado, que nem se apercebe do que se passa a sua volta. Somos bombardeados todos os dias por todo o tipo de "imagens" que influenciam os nossos comportamentos, as nossas opiniões, o nosso Eu. Esta descrição está colocada de um modo demasiado lato, pois engloba desde a simples publicidade que nos faz consumir tal produto, mesmo que não tenhamos necessidade para tal, como na própria arquitectura onde (nas grandes metrópoles) a própria malha urbana é desenvolvida de modo a promover o consumo. È uma verdadeira afronta moral e ética.&lt;br /&gt;Consumo é a palavra de ordem, este se tornou desenfreado, resultado?&lt;br /&gt;A ânsia aumentou, a duvida, o medo, a cólera, tudo estados que deixam o ser humano receptivo. E é ai que "ele" se desenvolve melhor, ao termos medo refugiamo-nos na superficialidade, na satisfação imediata, os nossos "olhos" pedem algo e em menos de um segundo foi-nos satisfeita a necessidade. E assim nos vamos mantendo, mantendo, mantendo.&lt;br /&gt;Não é fácil apercebermo-nos REALMENTE deste mundo, desta bolha em que vivemos, mas também não o é difícil.&lt;br /&gt;Só é preciso fazermos (de inicio) o que sempre pensamos fazer mas não o fazemos porque temos uma "voz interior" que nos diz (o mais que tradicional) "não porque não". Pois é esse "não" que tem de ser posto em causa, de que modo não o sei, acho que cada um encontrará o seu modo, só assim o seria legítimo e valido, pois parte também de um processo de auto análise. Começando por fazer esses "algos" que nos são "proibidos", seja por vergonha, seja por medo, começamos a vislumbrar perspectivas antes adormecidas.&lt;br /&gt;Convido-vos a sair de noite (à noite parece-me mais fácil para um neófito), andar pelas ruas desertas da cidade, calmamente, receptivo, não sabendo o que encontrar e curiosos por isso, à que deixarem-se consumir por essa curiosidade, o medo imediato de estarem sozinhos em tal imensidão depressa se esfumará, e depois é só deixar ir? verão coisas que nunca pensaram ver e sentiram algo imensurável, dentro dessa incomensurabilidade encontraram também a "bolha", e terão a REAL noção do seu significado, das suas ramificações, dos seus efeitos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vivemos enclausurados, somos simples cobaias, e nada podemos fazer, vivemos neste mundo e sabemos que iremos morrer nele. Portanto o que fazer?&lt;br /&gt;Não tenho reposta concreta, ninguém o tem, mas tenho a convicção que passa por vislumbrar a tal bolha, ter sentido critico, estudar a realidade circundante, ter um background cultural portanto, que sustente os encadeamentos lógicos pessoais, pois só assim podemos por momentos olhar para além da bolha, e para tal não nos devemos "adormecer", o que é o mais fácil do mundo, pois esta no nosso sangue.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TIM!!! TIM!!! TIM!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas noites e bem-vindos ao combate do século!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DO LADO DIREITO: Com cerca de 1000 anos, depois de sobreviver à Idade Média, à Peste Negra, ás Cruzadas, ás Revoluções Francesa, Inglesa e Industrial, atingido o seu auge nos dias de hoje, dotado de uma apurada capacidade iludir qualquer um, um sentido de injustiça social apuradíssimo, uma fome intrínseca de crescimento próprio desgarrada de qualquer valor moral, sem perspectivas de um fim a curto prazo levando o Homem à ruína, temos?&lt;br /&gt;O CAPITALISMO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E DO LADO ESQUERDO: Com cerca de 10.000.000 de anos, dotado de espírito criativo, emoções, sentimentos, um polegar, "primo" de Austrolopithecus, Homo habilis, Homo erectus e Homo sapiens neardenthalensis, temos?&lt;br /&gt;O HOMEM!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam as suas apostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Coral&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110120052722427388?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110120052722427388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110120052722427388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110120052722427388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110120052722427388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/bolha.html' title='A Bolha'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110116030059124060</id><published>2004-11-22T21:50:00.000Z</published><updated>2004-11-22T21:51:40.590Z</updated><title type='text'>habitat = shopping</title><content type='html'>A cidade enquanto organismo que acolhe multidões teve o seu início após a re-volução industrial. Com o desenvolvimento tecnológico, a oferta de trabalho, o fim dos sistemas feudais e das guerras territoriais, as pessoas partiram para a cidade em busca de melhores condições. A cidade era vista como o veículo que iria melhorar as suas vidas. Já não tinham de depender da terra e daquilo que ela lhes dava para sobre-viver. Pelo menos era o que pensavam, no entanto quando estas migrações ocorreram, o desfecho da maioria dos casos não foi o esperado. As pessoas vieram trabalhar inú-meras horas por dia, a receber salários míseros e a viver em condições desumanas, eram exploradas até ás últimas forças e tudo o que ganhavam servia apenas para ga-rantir a tal sobrevivência, as dificuldades que tinham quando estavam no campo e não esperavam encontrar nos espaços urbanos. Os aglomerados em volta das fábricas fo-ram crescendo e as cidades aumentaram de tamanho e os súburbios tornaram-se uma realidade devido à incapacidade de suportar os custos do centro da metrópole e tudo isto com poucas ou nenhumas condições.&lt;br /&gt;Mas nem tudo permaneceu como era, criaram-se leis, geraram-se sindicatos, protegeram-se interesses e as populações começaram a ter mais algum dinheiro. E o que fizeram com ele? Compraram objectos, compraram conforto, compraram uma no-va vida. Para que o negócio das fábricas fosse rentável era necessário dar às pessoas poder de compra, só assim conseguiriam que estas entrassem no ciclo que permitia fa-zer o negócio crescer e a economia prosperar. Desta forma as pessoas começaram a comprar e, sem darem por isso, outros orgãos foram criados e a publicidade surgiu no seu mundo, induzindo-os a fazerem escolhas automáticas, mecânicas, de todo o tipo de produtos de que nunca necessitaram mas que subitamente se tornaram bens de pri-meira necessidade e indispensavéis.&lt;br /&gt;Ter mais coisas e objectos mais caros fez com que um novo tipo de classes emergisse, estas já não eram diferenciadas pelo berço em que cada um nascera mas através daquilo que possuía. Apareceram as marcas especializadas, os produtos de lu-xo, as peças únicas, que preconizavam um modo de vida ideal. Este chegava até ás massas através da rádio, dos jornais e mais tarde pela televisão. Ter aqueles objectos, vestir aquelas roupas era agora a preocupação, já não era preciso lutar para ter con-dições, para ter comida na mesa diariamente, chegar àquela imagem televisiva, al-cançar o estatuto.&lt;br /&gt;Parece ter tudo acontecido há bastante tempo. No entanto, é isto o que acon-tece na sociedade contemporânea, na cidade contemporânea. Desde a formação das ci-dades que o comércio foi o seu impulsionador. Hoje em dia a diferença é que tudo se dá a outros níveis e com uma rapidez que não deixa espaço a que o ser humano co-mum pare para pensar e reflectir sobre o que anda a fazer.&lt;br /&gt;Centrando o pensamento no Chiado, sabemos que sempre foi um local movi-mentado, antigamente era uma das zonas mais ricas e culturais da cidade. Famílias in-teiras reuniam-se neste espaço, vinham passear, fazer as suas compras, conviviam e realizavam-se tertúlias. No entanto, sempre foi local onde o comércio imperou e ainda hoje temos inúmeros vestígios daquilo que era o comércio tradicional da zona. Os tempos mudaram e com eles mudaram os costumes, os hábitos, o conceito de família, os "passeios". O Chiado é hoje essencialmente local de passagem, o sítio ao qual se vai quando se quer comprar algo sem termos de ir de facto a um centro comercial. As lojas tradicionais e o pequeno comércio quase que desapareceram, por não terem ca-pacidade para competir com as grandes superfícies, as grandes cadeias internacionais, os centros comerciais, que oferecem uma vasta gama de produtos a todos os tipos de preços e direccionados especificamente para as necessidadese de cada um devido aos baixos custos ao nível da produção, direccionados para cada consumidor ou para aqui-lo que cada consumidor pensa que necessita.&lt;br /&gt;O Chiado perdeu hoje muita da sua identidade passada que nos chega pelas imagens de época, pelos letreiros de cafés, lojas ou outros locais que ainda conseguem manter-se no meio daquilo que é novo e rapidamente alastrou no local. Relativamente a este espaço as maiores mudanças ocorreram após o incêndio, não voltou a ser o que era após as remodelações. Foi nesta altura que se deu a maior quebra para o comércio tradicional desta área. Tudo o que surgiu foi totalmente novo, sem ter nada em co-mum com o tipo de lojas que existiam a não ser o local de instalação. O futuro será concerteza o fim do comércio tradicional, se não vende não tem futuro. O que é um facto que se vem a agravar nos últimos anos. As grandes lojas que ainda permaneciam de outros tempos têm vindo a falir e a fechar umas atrás das outras, aparecendo no seu lugar mais umas lojas de algum franchise espanhol de produção massificada para a substituir.&lt;br /&gt;Mas a culpa destas alterações não é senão nossa. Compactuamos com isto to-dos os dias. Não só no Chiado mas em todos os outros locais das cidades: o metro, o comboio, os aeroportos, os museus, os locais históricos. Tudo o que possa facilitar-nos a vida de forma a que poupemos algum tempo é aceite. E não é tempo que vamos dispender com a família, é mais tempo para estar a trabalhar, para ganhar mais, para comprar mais. Os pais já não passeiam com os filhos mas não faz mal: levam-se uns presentes para casa e substitui-se a família por um jogo de vídeo, uma consola, um computador novo. Tornamo-nos estranhos a viver debaixo de um mesmo tecto. Cada um vive como quer, não há-de haver grandes problemas, se existirem compensam-se com dinheiro.	&lt;br /&gt;O dinheiro faz girar o mundo e traz-nos falsas sensações de conforto, de ale-gria, de felicidade, porque hoje nunca estamos satisfeitos, há sempre algo novo, que-remos sempre mais e logo que obtemos o que queríamos já estamos a pensar no que vem a seguir e assim sucessivamente. Desta forma compactuamos com o esquema metodicamente montado à nossa volta que nos enrolou num sistema no qual estamos tão profundamente entranhados que já não sabemos viver de outra maneira. Mas, a não ser que decidamos renunciar a tudo, voltando para o campo, tendo uma vida auto-suficiente, sem recorrer a grandes artifícios tecnológicos e produzindo tudo quanto usamos, continuaremos a ser cúmplices do sistema. Do sistema que ajudámos a criar e que sustentamos diariamente. Consciente ou inconscientemente, não interessa.&lt;br /&gt;Não há retorno a nível desta questão, o comércio há-de continuar a expandir-se e, quanto mais avançar a tecnologia, mais formas terá para o fazer. O controlo ficará mais apertado, terão todos os nossos dados e saberão o que supostamente serão as nossas "necessidades" a toda a hora e em qualquer lugar. Os níveis que a publicidade atingiu ultimamente são alarmantes se pararmos para pensar um pouco. Não há nada à nossa volta que não tenha referências a um produto ou não publicite algo. Até já no metro da nossa cidade existe um canal de televisão privado que passa publicidade na totalidade do tempo. Não há de todo meio de escaparmos a esta "invasão". Devemos ter a noção que, enquanto designers, temos até uma parcela maior de culpa na forma como todos estes processos têm sido gerados e até na forma como chegam ao público e influenciam o consumidor. A cidade será cada vez mais parecida com um centro co-mercial, o Chiado talvez já o seja, só não o sentimos como tal por ser um espaço aberto, o que nos dá um sentimento de falsa liberdade e nos faz sentir mais seguros de nós mesmos. A partir daqui a questão já não é o que se pode fazer em relação a esta transformação das cidades em shoppings, devido à sua inevitabilidade, mas sim até que ponto é que temos liberdade de escolha ou não, devido a todo o tipo de influ-ências a que somos expostos. De que forma é que a publicidade e a informação que nos rodeia nos afecta e que efeitos isso pode ter a nível social e pessoal. Até que ponto é que as nossas escolhas são nossas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Filipa Rocha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110116030059124060?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110116030059124060/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110116030059124060' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110116030059124060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110116030059124060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/habitat-shopping_22.html' title='habitat = shopping'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110116021773475195</id><published>2004-11-22T21:48:00.000Z</published><updated>2004-11-22T21:50:17.733Z</updated><title type='text'>Cidade = Shopping?</title><content type='html'>Dispersão, acumulação, dissolução, arvores, tempo, repulsa, materiais, luzes, modulos, esteriotipos, homogeneização, supressão, distancia, separação, circulação, distracção, ordenação, frequentação, realidade do espaço, edificação, cenário, tomáda de posse, predominancia, sucessão, equipamento, concretização, tarefa, condições, isolamento, reintegração, necessidade, o passado e o futuro dos sítios, transformações, conceptualização, sistema social, sistema económico, análise especifica e particular destinguindo-se das actuais trocas comerciais, sonhos despertos, relações condenadas, transitórias, tema central, imposição, vida autentica, utilitário imediato, edificação, onde a Freguesia dos Martires é uma das com mais baixo indice habitacional. Percepção, compoprtamento, recomposição, precipitação, " [?] que conduziu, assim a cidade a consumir-se a si própria. (Debord, Guy, 1972: 139). Essencialidade, subverssão, previlégio, verde e vermelho, sucessão, percurso, dispositivo, coreografia, aglomeração, retroacção, concentração, dimensão, o efeito de conjunto de ocupações, frequencia, cosmética moderna, invólucro, 90º, simetria, assimetria, "linhas paralelas, paredes paralelas, quartos paralelos, ruas paralelas, lotes paralelos; e depois, ortogonalmente, outras paredes paralelas, tectos paralelos aos pavimentos, outras ruas paralelas, zoneamentos ortogonais [?]." (Zevi, Bruno, 1997: 27) Respostas, concentração, «território ordenado», paisagem, tarefa, representação, superação, separação, repetição, "habitar o espaço global e reconhecer aí o que fica da nova concepção do homem. (Laranjeiro, Maria José, 2003: 101)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;DEBORD, Guy&lt;br /&gt;1967		La Société du Sepectacle, 1.ª ed, trad. Port. Francisco Alves e Afonso Monteiro, A Sociedade do Espectáculo, Lisboa: Mobilis in Mobile, (2.ª ed. 1991)&lt;br /&gt;LARANJEIRO, Maria José&lt;br /&gt;2003		«Do mito da caverna às metáforas do real», Margens e Confluencias, Guimarães, Dezembro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAPOPORT, Amos&lt;br /&gt;1977		Human Aspects of Urban Form, 1.ª ed., trad. Castelhana Josep Muntañola e Thornberg, Aspectos Humanos de la Forma Urbana, Barcelona, Editorial Gustavo Gili, (1978) &lt;br /&gt;ZEVI, Bruno &lt;br /&gt;1997		Il Linguage Moderna dell? Architecttura, 1.ª ed., trad. Port. Margarida Piriquito, A Linguagem Moderna da Arquitectura, Lisboa: Edições 70, (2002)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110116021773475195?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110116021773475195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110116021773475195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110116021773475195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110116021773475195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/cidade-shopping_110116021773475195.html' title='Cidade = Shopping?'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110116010794601391</id><published>2004-11-22T21:47:00.000Z</published><updated>2004-11-22T21:48:27.946Z</updated><title type='text'>A cidade contemporânea é a imagem e espelho do crescimento da sociedade</title><content type='html'>A cidade contemporânea é a imagem e espelho do crescimento da sociedade. Como conceito de habitat, a cidade é o lugar próprio a cada ser organizado, em que ele cresce e vive naturalmente. Será então que a cidade cresce e vive assim de forma tão natural, ou não será a cidade vítima de invasões exteriores ao seu crescimento?&lt;br /&gt;O homem, com o progresso e evolução das tecnologias, e encontro de novas possibilidades, vive numa era em que nem sempre os seus projectos decorrem a par do crescimento da pessoa humana. O drama mais profundo do nosso tempo é precisamente a escravidão dos homens pelas suas próprias obras e projectos. &lt;br /&gt;Acreditamos de tal forma nos nossos projectos, vivemos tão ancorados à ambição, que dificilmente conseguimos discernir daquilo que é evolução do que é estagnação, ou mesmo "prisão". &lt;br /&gt;Inevitavelmente a cidade é reflexo desta escravidão do homem face às suas descobertas.&lt;br /&gt;Como podemos afirmar então, que a cidade evolui de forma natural, se sistematicamente somos invadidos com processos artificiais na própria cidade? A cidade está cada vez mais ao serviço dos interesses económicos, do comércio e do consumo.&lt;br /&gt;O conceito "shopping" invadiu a cidade. Infiltrou-se. Invadiu de tal maneira as entranhas da cidade que interfere no seu crescimento natural. Ou diríamos artificial? Como podemos afirmar que a cidade é em si um ser orgânico, se existem sujeitos externos que a possuem, e fazem dela sua? Estes sujeitos têm um nome: o comércio, o consumo. A cidade tornou-se escrava do comércio. É de tal maneira escrava, que depende dele para sobreviver. Tanto, que as zonas da cidade passaram a se definidas segundo o comércio que possuem.&lt;br /&gt;A definição de cidade segundo a Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, diz-nos que "além de centro administrativo e comercial, torna-se o cerne da produção industrial, da actividade cultural e o local onde é possível organizar movimentos divergentes de opinião. A cidade de milhões ou de muitas centenas de milhares de habitantes torna-se vulgar. É o centro de produção e consumo, nó de comunicações (?) que cria um tipo de pessoa e de vida, uma exigência de constantes novidades, informação, com os seus meios próprios de organização social".&lt;br /&gt;Ora, o problema está em que os seus meios próprios de organização social vivem ao serviço do comércio. A cidade é organizada segundo fluxos comerciais que definem as zonas da cidade.&lt;br /&gt;Existe esta necessidade de formar fluxos comerciais no intuito de revitalizar uma zona, e a tornar mais atractiva. Se existe um espaço que engloba m si, e oferece, uma variedade de escolha, sobrevivendo como uma entidade comercial, torna-se então mais atractiva aos olhos do consumidor. O conceito shopping vive desta manipulação do consumidor, ao conceber um espaço em que lhe possa oferecer tudo aquilo que lhe é necessário.&lt;br /&gt;Aos olhos do consumidor, será que este se desloca a um espaço shopping por necessitar de algo, ou será que lhe está tão intrínseco o mundo do consumo e da mercantilização, que mal o deixa respirar, reflectir e afastar do controlo que este tem sobre ele?&lt;br /&gt;O filme "Terminal de aeroporto" de Steven Spielberg, relata bem a realidade em que a sociedade vive hoje em dia, e o quanto somos prisioneiros dessa realidade.&lt;br /&gt;Um indivíduo sem recursos e sem objectivos de consumir, dificilmente sobrevive num espaço comercializado. É um ser estranho, deslocado, fora da realidade. Não seremos nós os estranhos por nos guiarmos por aquilo que a sociedade nos conduz? Não seremos nós cegos ao ponto de nos habituarmos a viver numa cidade em que, por onde quer que andemos, seremos sempre alvo de consumo? Será que de meros habitantes nos tornámos consumidores? Não o podemos negar, porque o consumo tomou parte na nossa vida, seja na rua, seja agora em casa. A qualquer lugar que nos desloquemos, sentimo-nos sempre como consumidores.&lt;br /&gt;Voltando ainda à ideia de organização da cidade segundo fluxos comerciais, deparamo-nos com o paradigma da sobrevivência e revitalização de determinadas zonas, face ao grande invasor, o shopping.&lt;br /&gt;O Chiado é vítima desta invasão. Pretendia corresponder à chamada "cidade tradicional", justificada pelo seu passado histórico, pela sua identidade, mas acabou por cair nas mãos do conceito shopping. Caiu, para se tornar sobrevivente.&lt;br /&gt;O Chiado é um espaço de cultura, de arte, de literatura, do mundo do espectáculo. Mas hoje em dia, como qualquer outro espaço da cidade não consegue sobreviver sem aquele que tomou posse de si, o comércio. Revitalizou-se como um espaço de comércio para se equiparar as outras zonas da cidade, e responder àquilo que a sociedade quer. &lt;br /&gt;É no Chiado que podemos ver o quanto o comércio toma conta da cidade. Toma de tal maneira posse que não permite a sobrevivência de espaços independentes, que vivam e se desenvolvam por si só.&lt;br /&gt;Felizmente o Chiado, apesar de apenas viver pelo comércio, cria também dinâmicas culturais, que movem as pessoas a deslocarem-se até lá. Pode-se afirmar que é um espaço de cultura cruzado com um espaço de comércio.&lt;br /&gt;Enquanto a maior parte das galerias comerciais são concebidas de raiz, através de monstruosos edifícios que, além de arruinarem com a paisagem, ambicionam "o maior do mundo", o Chiado tem a vantagem de ser um espaço de origem orgânica. Isto é, o Chiado é resultado da aglomeração de edifícios e de urbanizações, que se foram construindo à medida do tempo, de acordo com o crescimento natural do habitat da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana Lancastre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110116010794601391?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110116010794601391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110116010794601391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110116010794601391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110116010794601391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/cidade-contempornea-imagem-e-espelho.html' title='A cidade contemporânea é a imagem e espelho do crescimento da sociedade'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110116002147588490</id><published>2004-11-22T21:46:00.000Z</published><updated>2004-11-22T21:47:01.476Z</updated><title type='text'>Habitat múltiplo</title><content type='html'>Enorme e magnífico mosaico que resulta de diversidade de cidadãos e vontades, a cidade.&lt;br /&gt;A cidade entende-se como um espaço territorial povoado pelo homem e singular pela sua vivência colectiva e o seu sistema comunicacional complexo.&lt;br /&gt;Habitat múltiplo, onde se vive e se mistura culturas, conhecimentos, informação, classes sociais, religiões, raças, idades, sexualidades, profissões, sensibilidades, expressões, gostos e capacidades de resistência.&lt;br /&gt;Chiado, cidade dentro de uma outra cidade, onde a história se manifesta, em cada pedra da calçada, em cada teatro, café, largo, rua, edifício, onde ao virar de cada esquina uma nova realidade se intersecta com a nossa.&lt;br /&gt;A irregularidade do traçado urbanístico reflecte também o passado e as vivências de quem por lã deambula ou habita, transformando esta área no seu meio natural, no seu habitat.&lt;br /&gt;Território que oferece uma pluralidade de culturas, linguagens, gerações, tornando-se um "abrigo" para os seus moradores e visitantes. Onde a memória e o sonho caminham lado a lado. &lt;br /&gt;A memória de um Chiado boémio, intelectual, vivenciado pelas tertúlias e frequentado pelos homens das artes e das letras, que o incêndio de 1988 consegue reduzir ao que se sabe: escombros, cinzas, fenos torcidos, ficando apenas uma ferida aberta na memória colectiva. O Chiado não morreu mas adormeceu.&lt;br /&gt;Hoje percorrendo este território cicatrizado, apercebemo-nos de uma reconstrução e revitalização pensada, evidenciando a cultura e o comércio.&lt;br /&gt;O comércio no Chiado é caracterizado por ser em pólos individualizados introduzidos muitas vezes no ré de chão de edifícios de arquitectura Pombalina, obrigando as pessoas a percorrerem a "cidade" de acordo com as suas necessidades, induzindo o indivíduo a contemplar e a viver esse espaço. &lt;br /&gt;Em oposição temos o fenómeno Shopping, sendo este um espaço fechado onde se encontra um mundo que vai desde os bens de consumo mais básicos (alimentação) aos mais supérfluos (manicure), passando pelo lazer (cinema, casa de jogo....). Obrigando assim a um percurso cego, onde a percepção sensível é praticamente inexistente. &lt;br /&gt;Num centro comercial não há noção de tempo (a noite e o dia, o frio e o calor), é um espaço impessoal, é o lugar de toda a gente e o lugar de ninguém.&lt;br /&gt;Apesar das diferenças, será que podemos considerar o Chiado como um shopping ao ar livre, aéreo, camuflado? O será que um shopping pode ser considerado um habitat?&lt;br /&gt;O que é certo é que ambos podem ser considerados pontos de encontro/desencontro de pessoas, necessidades e realidades.&lt;br /&gt;No entanto, nenhum shopping nos pode oferecer uma simbiose entre espaços públicos e espaços privados tais como: ruas, largos praças, esquinas, teatros, cafés, performances, animações happenings e bailados, onde se desenham novos percursos numa harmonia heterogénea, em contraponto à harmonia homogénea do centro comercial.&lt;br /&gt;Por outro lado, o Chiado acolhe todo o tipo de pessoas, até mesmo os sem-abrigo, que lhes é permitido pernoitar à entrada de um teatro, num banco ou no vão de uma porta, por exemplo.&lt;br /&gt;O Chiado não tem hora para fechar as suas portas, vive e deixa viver, ao contrário do shopping que só permite essa vivência num horário específico.&lt;br /&gt;Interessa-me o Chiado cada vez mais insólito, o surpreendente do nosso próprio território, o inesperado que renova o olhar. O Chiado incompleto, o Chiado disponível, o Chiado apto a receber. A fusão do tempo, a fusão do espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana Carapinha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110116002147588490?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110116002147588490/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110116002147588490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110116002147588490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110116002147588490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/habitat-mltiplo.html' title='Habitat múltiplo'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110115995373533894</id><published>2004-11-22T21:45:00.000Z</published><updated>2004-11-22T21:45:53.736Z</updated><title type='text'>«Cidade / Shopping»</title><content type='html'>A cidade há muito que deixou de ser uma versão maior e alargada da aldeia.&lt;br /&gt;Já não se trata de uma diferença de dimensões e aglomerados populacionais mas de uma orgânica completamente diferente, com características (im) pessoais e transmissíveis.&lt;br /&gt;A cidade é hoje um organismo complexo e que não deve ser encarado levianamente.&lt;br /&gt;É sempre planeada tendo em conta a vertente económica e as potencialidades comerciais que poderá albergar; Hoje em dia já não se projectam zonas habitacionais sem se planear também, e ás vezes com maior cuidado, os respectivos espaços comerciais, ou os acessos a esses espaços.&lt;br /&gt;É legitimo pensar que em vez de serem feitas casas para as pessoas habitarem são feitas casas para as superfícies comerciais estarem habitadas.&lt;br /&gt;Nenhum espaço retrata melhor o mundo actual como uma grande cidade. E esta comparação é válida para todos os aspectos: sociais, económicos, ambientais, etc. As cidades são cada vez mais pensadas como locais de trabalho, de produção e sem dúvida como locais de consumo.&lt;br /&gt;Para qualquer lado que nos viremos vemos um letreiro que parece dirigir-se a nós e que nos convida a entrar. Na televisão, rádio e revistas somos bombardeados com anúncios publicitários de mil e uma marcas que afirmam saber o que é melhor para nós, que nos seduzem, nos tentam e nos induzem a comprar.&lt;br /&gt;Na Internet o panorama é semelhante, apesar de ser um pouco mais discreto.&lt;br /&gt;Estamos cercados pelo apelo ao consumo e pela ideologia do consumo.&lt;br /&gt;E neste ponto o monstro do consumismo desenha-se já a contornos nítidos.&lt;br /&gt;É fácil ver o poder do consumismo em praticamente todo o lado. &lt;br /&gt;As crianças crescem e aprendem a consumir antes mesmo de saberem ler ou escrever. O melhor exemplo disso é a época do natal, quando a mais inocente das crianças se transforma numa máquina de consumo desenfreado.&lt;br /&gt;Enquanto adolescentes somos também levados pelo poder do consumismo que intervém directamente com a nossa vida social: ser "fixe" ou não depende do que trazemos vestido ou do que calçamos, da música que ouvimos (da qual podemos nem sequer gostar verdadeiramente nem compreender mas que é a nossa porque é também a dos outros) ou dos acessórios que usamos, enfim, do que consumimos.&lt;br /&gt;Chegamos a adultos e apesar de termos que conviver com as limitações práticas de gerir os meios não somos capazes de combater o poder atractivo do consumo que, sob a promessa de facilitismo, conforto, beleza, estatuto, nos leva a comprar e comprar e comprar outra vez.&lt;br /&gt;O consumismo veio preencher o vazio deixado pelo desaparecimento de valores sociais mais elevados, pelo desaparecimento progressivo de um pensar livre, de uma socialização rica em partilha de conhecimentos, experiências, ideias e ideais.&lt;br /&gt;E aqui entra a tecnologia.&lt;br /&gt;O mundo de hoje é o mundo da tecnologia. Os contactos são feitos à distância e por razões cada vez menos válidas. Vivemos mergulhados em circuitos, redes, satélites, tecnologias xpto e cada vez menos mergulhamos uns nos outros.&lt;br /&gt;A tecnologia contribui para o progresso, para a modernização, para o desenvolvimento das sociedades mas contribuiu também para a sua desumanização.&lt;br /&gt;Vivemos hoje em cidades que de humano só tem a sua força motriz. Somos como que o carvão para uma caldeira. Alimentamos a cidade, produzimos trabalho, e desgastamo-nos nestas tarefas para sermos depois "abraçados" por centenas de produtos feitos e criados com o único propósito de nos fazer sentir melhor.&lt;br /&gt;Os espaços comerciais estão cuidadosamente pensados para funcionarem como escape ás adversidades do dia-a-dia. Proporcionam-nos espaços agradáveis, fechados ao mundo exterior apesar da ilusão de serem cada vez mais "abertos", e prometem a felicidade em troca de algum dinheiro.&lt;br /&gt;Vivemos na ilusão de que quantas mais coisas comprarmos mais felizes vamos ser. O nosso sucesso mede-se em termos de quantos objectos possuímos e qual deles é o mais avançado, o mais moderno e o que tem mais design.&lt;br /&gt;O Chiado reflecte bem esta realidade: um espaço que era culturalmente rico, com valores culturais insubstituíveis, com uma história única e que está hoje transformado em mais uma de várias superfícies comerciais.&lt;br /&gt;Nenhuma cidade sobrevive sem pessoas porque pessoas significa dinheiro e dinheiro significa consumo. Esta tríade é o alicerce de qualquer cidade e a pequena cidade que é o Chiado não é excepção.&lt;br /&gt;A vertente comercial que o Chiado abarcou após a sua reconstrução serviu em muito para lhe devolver a vida que ele tem hoje, mas a que custo?&lt;br /&gt;O Chiado deixou de ser um conto de encontro de pessoas, amigos, adversários, classes sociais, de pensamentos, de ideias, de ideais, de discussões politicas, filosóficas e sociais, para passar a ser um ponto de passagem.&lt;br /&gt;Hoje em dia passa-se no chiado, visitam-se as lojas mas nunca se visita o espaço.&lt;br /&gt;Esse está escondido por detrás das fachadas repintadas de novo, no chão mil vezes pisado na pressa indiferente dos passos, nas pequenas casas que sobreviveram corajosamente ao avanço do progresso e do mercado de consumo.&lt;br /&gt;A verdadeira essência do espaço perdeu-se há muito tempo, mas não se perdeu sozinha? nós deixámos que se perdesse em detrimento do progresso, do moderno, do turístico, enfim, do consumo.&lt;br /&gt;Curiosamente aquilo a que chamamos espaços públicos parecem cada vez mais espaços privados, controlados por uma associação secreta e organizada de interesses económicos, de comércio, de consumismo. Deixaram de ser espaços livres, à disposição de cada um e passaram a ser espaços controlados e somos nós que estamos à disposição deles.&lt;br /&gt;Mas será que podemos apontar o dedo a esse "monstro" chamado consumismo sem que reflictamos antes cuidadosamente na complexidade de tudo?&lt;br /&gt;Mas não será também o consumismo o responsável pelo desenvolvimento económico de um pais e consequentemente do aumento do nível de vida dos seus cidadãos?&lt;br /&gt;Quando se compra, consome-se e quando se consome produz-se.&lt;br /&gt;Pensamos constantemente no consumismo como algo de negativo e não defendo o contrário! Mas a questão é um pouco mais complexa do que preto/branco.&lt;br /&gt;O nosso consumismo alimenta inúmeras famílias e inúmeros negócios que vivem do comércio dos chamados produtos dispensáveis e não essenciais.&lt;br /&gt;O nosso consumismo tem também um papel de intervenção na economia de mercado porque funciona como um elemento regulador dos preços.&lt;br /&gt;O nosso consumismo significa produção e desenvolvimento na medida em que exige uma constante inovação no tipo de produtos apresentados ao mercado, e consequentemente na forma como estes são produzidos, comunicados e vendidos ao consumidor.&lt;br /&gt;O nosso consumismo? &lt;br /&gt;Pois é. O "nosso" consumismo.&lt;br /&gt;Discuta-se o que se discutir o consumismo não é uma entidade com vontade própria que ataca cidadãos inocentes na rua.&lt;br /&gt;O consumismo não é um mostro que se esconde debaixo da cama e que se apodera de nós durante a noite.&lt;br /&gt;O consumismo é antes de tudo uma criação nossa!&lt;br /&gt;É reflexo de uma forma de pensar (ou de não pensar), de uma forma de viver; É reflexo de um conjunto de valores que, infelizmente, são os valores de uma sociedade inteira.&lt;br /&gt;É o reflexo da ausência de uma socialização que cada vez se perde mais.&lt;br /&gt;As causas são inúmeras. As soluções talvez não tantas. Mas uma delas passa por nós apenas. A educação. Cabe nos a nós repensar um estilo de vida que nos torna autómatos e servos de uma politica de marcado selvagem e descontrolada. Cabe nos a nós repensar e redefinir valores e ao faze-los tornarmo-nos menos acessíveis aos atractivos do consumismo.&lt;br /&gt;Cabe nos a nós educar com valores melhores que os do mercado de interesse puramente comercial, e contribuir para que a sociedade possa conservar-se menos presa ao controle da tecnologia, do consumo e dos interesses económicos.&lt;br /&gt;Porque queremos ser cidadãos e não consumidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luísa Sousa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110115995373533894?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110115995373533894/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110115995373533894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115995373533894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115995373533894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/cidade-shopping_22.html' title='«Cidade / Shopping»'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110115988273862912</id><published>2004-11-22T21:42:00.000Z</published><updated>2004-11-22T21:44:42.736Z</updated><title type='text'>Cidade = Shopping</title><content type='html'>O estudo do território em geral, e da cidade, em particular, deve ser visto e analisado numa perspectiva sistémica.&lt;br /&gt;Com efeito, a cidade enquanto "ser" funciona com base em subsistemas de índole variada, constituídos por um conjunto de "células" sociais e de centos de "socialização", indutores de comportamentos que determinam a forma como a cidade se interliga com os diferentes subsistemas que a constituem.&lt;br /&gt;A nível urbanístico a cidade actual tem cada vez menos como pano de fundo um plano urbanístico coerente e global, antes apostando em soluções pontuais, com vista a combater problemas de cariz marcadamente estrutural. Esta tem sido a política predominante com todos os problemas que daí advêm ? não se actua ao nível das verdadeiras causas mas apenas a nível duas suas manifestações.&lt;br /&gt;A este facto não são estranhos os poderosos "lobies", ligados aos grandes interesses económicos instalados, com o aval (explícito ou implícito do poder político) que, gradualmente, vão conseguindo atingir os seus desígnios expandindo-se em áreas que o interesse público deveria preservar.&lt;br /&gt;Assim, embora não se trate de um fenómeno recente, o problema têm-se vindo a agudizar perante políticas marcadamente neo-liberais, onde o mercado impera, e de cariz meramente conjuntural e desenquadrador.&lt;br /&gt;Paralelamente, a cidade ? como qualquer sistema complexo ? encaixa igualmente fenómenos de sinal contrário à prosperidade propagandeada como um bem necessário ao espaço. Daí o aparecimento, no passado recente, dos denominados "sem abrigo", originados crescentemente por fenómenos de imigração de difícil absorção pela sociedade portuguesa. Convém relembrar que, durante décadas, Portugal foi um país de emigrantes e não um país receptor de outras raças e culturas, com excepção da imigração originária dos países africanos.&lt;br /&gt;Este fenómeno migratório dependente da sua dimensão quantitativa e qualitativa poderá gerar conflitos que se aprofundarão e darão lugar a uma intervenção urgente do poder local, regional e nacional.&lt;br /&gt;Por outro lado, podemos afirmar que a cidade expulsou os seus habitantes para a periferia, por razões de natureza basicamente económica, e "acolhe" por "imposição" estrangeiros sem qualquer identificação com o espaço que vieram ocupar.&lt;br /&gt;Poderemos afirmar que o que resta hoje da cidade, nomeadamente na sua malha urbana e de melhor localização (centro) em termos territoriais, é uma enorme ocupação do território por parte das actividades terciárias, com preponderância para as actividades comerciais.&lt;br /&gt;A história dos locais tende a desaparecer perante a globalização do comércio, com a consequente desvalorização do espaço cultural típico e característico de determinadas zonas.&lt;br /&gt;As diversas estruturas instaladas na zona do Chiado, que no passado detiveram vida própria e autonomia passaram a ver-se confrontadas com dificuldades crescentes, a que não são alheios a falta de apoios estatais adequados. A necessidade de sobrevivência acabou por conduzir à "adaptação" de muitos espaços às novas formas de comércio. Nalguns casos esta estratégia deriva da necessidade atrás referida enquanto, noutros casos, se trata de uma opção consciente e assumida.&lt;br /&gt;A revitalização de alguns espaços ocorre em função do consumo e dos acontecimentos que lhes estão intimamente interligados e não à sua própria realidade e génese.&lt;br /&gt;O espaço público em que no passado coabitavam harmoniosamente pessoas (residentes) e actividades comerciais e de serviços quase desapareceu nos dias de hoje.&lt;br /&gt;Os fins-de-semana, os finais de tarde tornaram estes pedaços de território desertos, onde pontificam alguns subsistemas "resistentes".&lt;br /&gt;Ao invés, as grandes catedrais do consumo, absorvem de forma massiva elevados fluxos de consumidores ou, em boa parte dos casos, simples cidadãos que de consumidores apenas possuem a "denominação".&lt;br /&gt;Os shoppings passaram a ser mais um local de passeio (da periferia para o centro) e do encontro de fim-de-semana do que propriamente um centro abastecedor de bens.&lt;br /&gt;Em momentos conjunturas de crise o poder de compra diminui drasticamente e os cidadãos vivem da "ilusão do olhar a montra".&lt;br /&gt;Entretanto desertificam-se espaços que, num passado não muito longínquo, enchiam "o olhar, o coração e a mente".&lt;br /&gt;Para o bem e para o mal falar de cultura, saber e inovação nem sempre é compatível (geralmente não o é ? daí o papel supletivo do Estado) com mercado e de uma forma mais concreta, com comércio, cartão de crédito, acessibilidades, etc.&lt;br /&gt;Contudo, a "culpa" ? se existe ? não pode morrer "solteira"?&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, a imagem dos armazéns do Grandela, Casa Batalha, Pastelaria Versalhes, onde as senhoras iam lanchar, as varinas na rua Garrett a vender peixe desapareceu, dando lugar à imagem de um Chiado onde coabitam estabelecimentos antigos como a Livraria Bertrand, Café A Brasileira, a Casa Paris em Lisboa, entre outros com "lojas da moda" como a Zara, a Bershka, etc. &lt;br /&gt;Embora este espaço continue a "viver" da sua historicidade, o ambiente de tertúlia, de reflexão e conversação de outrora, quase deixou de existir.&lt;br /&gt;È urgente actuar e construir um plano de ordenamento do território coerente, transversal contando com a participação de várias especialidades ? arquitectos, paisagistas, poder local, normas ? e um plano de desenvolvimento municipal harmonioso, coerente que traga vida a estes espaços, nas várias vertentes: económica, social, politica, cultural, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Marinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110115988273862912?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110115988273862912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110115988273862912' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115988273862912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115988273862912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/cidade-shopping.html' title='Cidade = Shopping'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110115972796476152</id><published>2004-11-22T21:39:00.000Z</published><updated>2004-11-22T21:42:07.966Z</updated><title type='text'>O que diz Elisa</title><content type='html'>O comércio é a principal característica do Chiado, que era o lugar central para a modernidade; moda, literatura, arte etc. A importância comercial foi mantida até hoje, cujo símbolo é os Armazéns do Chiado. Depois da reconstrução em 1990 consta de um maior número de lojas. Entretanto o desenvolvimento comercial continuou e continuara. As casas de habitação tornam-se cada vez mais em lojas chiques, bares ou escritórios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o maior numero de lojas a concorrência também aumenta. Os portugueses gostam muito dos grandes Centros Comerciais e passam lá o seu tempo livre. Gostam da variedade de produtos, da gastronomia e do divertimento. No Chiado é evidente que os Armazéns do Chiado influenciam as lojas pequenas a sua volta. Visto que o horário de funcionamento dos Armazéns do Chiado chega até as 23 da noite, as lojas pequenas já perdem a potencial clientela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto ainda existem lojas tão pequenas que só uma pessoa pode entrar. Mesmo que os Armazéns do Chiado tenham um maior poder económico as lojas tradicionais sobrevivem. Estes lojas são especializadas num determinado objecto de uso como por exemplo de luvas e meias, chá, flores, etc. Este tipo de lojas tem muitas vezes ainda a decoração antiga interior e a gráfica antiga no exterior da loja, por cima das vitrines. Por razões históricas ou de estética não perdem a atractivo económica. Atraem as pessoas porque preenchem a ideia de qualidade que elas têm. Por isso eu espero que o comercio tradicional ainda exista no futuro. As lojas tradicionais, embora raras, são um elemento não anónimo num conjunto comercial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Chiado ainda encontram se negociantes de rua.&lt;br /&gt;Fico sempre tão contente de ouvir um amolador a chamar a clientela com o toque da sua flauta. Infelizmente estes negociantes de rua vão desaparecer porque não tem o glamour duma marca específica. Como é que se pode integrar este tipo de negócio com o comercio de hoje em dia? A culpa do desaparecimento dos negócios tradicionais são os consumidores, que preferem comprar rapidamente uma coisa nova em vez de repara-la. Queremos ser modernos, seguir as tendências e sonhar com imagens futuristas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O turismo também é muito importante para o desenvolvimento económico e a habitação em Lisboa. A Associação de Turismo de Lisboa pretende manter a tendência positiva registada no ano 2004, fazendo campanhas publicitarias em Espanha, Itália, e Franca. para a época baixa (de Novembro a Fevereiro de 2005). &lt;br /&gt;Os turistas são atraídas com os eventos internacionais; festivais de música como Rock In Rio ou jogos de futebol como o Euro. Nas alturas de eventos a cidade tem grandes rendimentos em várias áreas, graças a acções publicitarias nos jornais como na radio e na Internet. No Euro o nosso mundo visual era dominado pelo logo da bandeira reproduzido sobre todos os objectos compráveis e em todo lado. Isto é um exemplo para uma publicidade dinâmica que conduz o povo a gastar mais em objectos que logo depois do evento perdem do seu valor. Depois de acabar um evento já está a seguir um novo, se não acontecem simultaneamente. O comércio é dominado pela oferta enorme e a sua mudança rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisa Regnier&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110115972796476152?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110115972796476152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110115972796476152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115972796476152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115972796476152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-que-diz-elisa.html' title='O que diz Elisa'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110115944406706035</id><published>2004-11-22T21:36:00.000Z</published><updated>2004-11-22T21:37:24.066Z</updated><title type='text'>Uma cidade são as pessoas que nela habitam, vivem, e trabalham</title><content type='html'>Para além dos prédios, pontes, viadutos, túneis, para além de todos estes elementos, o que verdadeiramente caracteriza uma cidade são as pessoas que nela habitam, vivem, e trabalham; são as relações que com ela desenvolvem. É o sentido, o significado que lhe atribuem, fruto de uma relação diária, constante, por vezes sensível e intima, que fazem da cidade aquela entidade orgânica, viva, única. A cidade é assim construída - ou destruída - pelos seus habitantes; são eles que a moldam á sua imagem, que lhe atribuem valores. Em suma, a cidade é o reflexo daqueles que a habitam.&lt;br /&gt;É nesta relação entre pessoa e espaço que se desenvolve o conceito de habitat Se bem que as cidades não são o único espaço sobre o qual nos desenvolvemos, existe sempre a possibilidade de viver no campo, praia, ou mesmo isolado numa montanha. O que importa é que independente das características físicas do espaço envolvente, chamamos habitat ao espaço criado por nós, para nós, adequado ás nossas necessidades, e que visa a nossa protecção e conforto.&lt;br /&gt;È claro que das primeiras comunidades sedentárias ás nossas actuais cidades vai um longo passo. A forma simples em que estas comunidades estavam estruturadas, em que cada elemento trabalha para um bem estar geral, já não é aplicada ás cidades actuais. O número de pessoas; a mistura no mesmo espaço de diferentes culturas, crenças e valores; as diferenças sociais, os avanços tecnológicos; todos estes factores contribuíram para a estruturação actual das cidades. E é destes factores que derivam os problemas que a caracterizam: a poluição, a violência, etc. Curiosamente o espaço que foi por nós criado para nos protegermos, é agora o nosso maior problema.&lt;br /&gt;Actualmente, as cidades são como um organismo vivo, que vive e respira por si próprio. È um espaço mutável, que se reconstroi. de dia para dia. O que a semana passada era uma escola é agora um centro comercial; o que era ontem um prédio de habitações é agora um parque de estacionamento. Cada vez mais e mais rapidamente a cidade reinventa-se. O problema desta reinvenção é a consequente descaracterização, seja a nível urbanístico, seja a nível social. A cidade é assim uma manta de retalhos&lt;br /&gt;São os  poderes políticos e económicos os motores da cidade. É através deles que uma cidade se desenvolve. Mas também derivam deles os males que assolam as cidades. A exclusão social das minorias, devem-se ás más políticas de integração. A criação de bairros degradados e posteriormente de guetos, em bairros ditos sociais, situados nos subúrbios, levam a que se afastem do centro(cartão de visita das cidades) aqueles que de alguma forma não interessam ser vistos. Os factores económicos também eles são causadores das discrepâncias sociais existentes numa cidade. Poderia-se dividir até entre os que tem poder de compra e os que não. Curiosamente onde é que se situam as lojas mais caras, no centro da cidade. Mais uma vez o centro da cidade transformado em loja, não de conveniência mas de luxo. Esta associação entre o centro e a riqueza e os subúrbios com a pobreza não de todo despropositada. Sendo o centro o sitio da cidade onde as pessoas trabalhem (produzem riqueza) é também no centro que devem descontrair( gastar a riqueza que produziram). Assim o centro da cidade ligado cada vez mais ao espirito de consumo. O caso da baixa e actualmente do Chiado é disso exemplo. O Chiado está hoje em dia transformado num sítio de trabalho, e de lazer ligado ao consumo. É  verdade que existem pólos de resistência como o museu do chiado. Porém, mesmo a mais simples ida ao museu pode acabar na compra do catálogo da exposição. &lt;br /&gt;A relação entre habitante e habitat está cada vez mais relacionada com o que se compra. O nosso espaça passa a ser caracterizado não pelo o que nos faz sentir bem, mas pelas coisas que adquirimos de forma gratuita e automática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinis Domingos&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110115944406706035?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110115944406706035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110115944406706035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115944406706035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115944406706035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/uma-cidade-so-as-pessoas-que-nela.html' title='Uma cidade são as pessoas que nela habitam, vivem, e trabalham'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110115913810232754</id><published>2004-11-22T20:58:00.000Z</published><updated>2004-11-22T21:32:18.103Z</updated><title type='text'>Reflexões </title><content type='html'>Todos os dias, milhares de pessoas invadem a zona do Chiado com  motivações diferentes. Pessoas de todas as &lt;br /&gt;idades e feitios, com estados de espírito variados, lisboetas, portugueses, turistas estrangeiros? percorrem estas ruas como se fossem suas com mais ou menos atenção. Muito poucas conhecem realmente o solo que pisam, ignoram a importância histórica e cultural de todo um ambiente circundante composto por edifícios, estátuas, lugares com valor verdadeiro. Entre este grupo de pessoas tenho de incluir-me, pois também eu ?utilizo? o Chiado muitas vezes sem lhe dar a devida atenção, sem lhe prestar a devida homenagem, inconsciente que sob aquele mesmo solo muitas coisas que viriam a ser determinantes no desenvolvimento do país se passaram. &lt;br /&gt;Principalmente após o terramoto de 1755, a Baixa Pombalina passa a ser um símbolo do projecto urbanístico adoptado após a catástrofe. A principal imagem de Lisboa concentrava-se então nesta zona da cidade (e na minha opinião conserva-se até aos dias de hoje).  No entanto, considero que a prin cipal importância do Chiado sempre esteve e continua a estar nas condições reunidas para que exista trocas de informação e desenvolvimento social e cultural. Tudo isto com o exemplo da famosa ?Brasileira? onde se reuniam os intelectuais modernistas, artistas e poetas como Mário de Sá Carneiro e Fernando Pessoa. A presença da estátua deste último a tomar um café no recinto leva-me a uma dúvida, ao observarem a estátua &lt;br /&gt;qual será o pensamento dos transeuntes?: ?Aqui era o local onde Pessoa, um importante poeta português, costumava tomar café? ou ?Aqui era o local onde Pessoa eoutras importantes personalidades portuguesas da primeira metade do século XX se reuniam para discutir assuntos e abrir assim portas para o desenvolvimento do país??&lt;br /&gt;Não posso nunca entender o que está presente nas mentes das pessoas quando atravessam o Chiado, mas posso fazer uma pequena ideia das motivações de alguém que quer aí residir. E essas motivações não deveriam ser &lt;br /&gt;muito diferentes daquelas que existiam no passado. A Baixa de uma cidade é o centro dela, a zona mais típica, &lt;br /&gt;com mais referências ao país a que pertence, contém acessos a todos os meios de transporte públicos e toda a diversidade de espaços comerciais. Hoje em dia, no meu entender, existem dois aspectos principais que atribuem a esta zona toda o  movimento, muitas vezes sufocante, existente: o turismo e o comércio. Os turistas, como em qualquer outro país do mundo, valorizam e apreciam mais as nossas ?relíquias? históricas que nós próprios. Diz-me a história que desde o ?ultimato inglês? que existe uma grande ausência de orgulho lusitano (ao não ser o patriotismo imposto pela ditadura de Salazar em que  estávamos ?orgulhosamente sós?), somos mais ricos do que julgamos mas muitas vezes parece que temos um &lt;br /&gt;baú cheio de ouro debaixo da cama e decidimos não lhe ligar. No entanto, penso que a consciencialização do nosso património histórico e artístico tem sofrido um crescendo considerável levando-me a crer que cada vez é atribuído o merecido valor às coisas. &lt;br /&gt;Residir no Chiado, tal como ter a oportunidade de aí deambular, é ter acesso a um universo infindável de opções várias. Temos como exemplos as áreas delimitadoras do espaço que nos serve de objecto no projecto Playtime: o Museu Nacional de Arte Contemporânea, os Teatros de S.Carlos e S.Luís, o Grémio Literário, etc. O conhecimento está ali, à espera do contacto, do debate e da conversação. Infelizmente julgo que apenas isso não bastaria para ?fazer viver? o Chiado por si próprio. A importância da Baixa Lisboeta, a partir do momento em que foi projectada, foi sempre vital para a cidade, por  todas as razões anteriormente referidas e também pela forma como se foi desenvolvendo ao longo dos tempos. Hoje em dia, é notória uma aposta na zona do Bairro Alto e do Largo do Carmo no que diz respeito à construção de áreas residenciais e de controlo do trânsito. Isso poderá ?aburguesar? a zona dado que as áreas construidas são destinadas essencialmente a uma classe média alta (se é possível ainda considerar uma classe média). Mas nos dias de hoje, no Chiado vê-se sempre de tudo. Estudantes, trabalhadores, mendigos, artistas de rua? uma grande mistura de etnias, profissões e nacionalidades &lt;br /&gt;circulam pelas ruas passeando com e sem destino exacto. É quase impossível ignorar as montras das lojas, que roubam assim a atenção das pessoas às fachadas dos edifícios e ao desenho da calçada portuguesa. E aqui talvez fique prejudicado o pequeno comércio pela existência dos ?Armazéns do Chiado?, acredito que até que a ida ao shopping seja a razão de uma grande percentagem dos visitantes da zona todos os dias. É impossível ignorar este espaço e nem se deve fazê-lo, a cidade evolui, o Chiado também? importante é não esquecer o resto da História e com um bom plano urbanístico fazer com que a área valha pelo seu todo, nunca esquecendo o que foi e o que é e com isso projectar o que será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Alexandre Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110115913810232754?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110115913810232754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110115913810232754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115913810232754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110115913810232754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/reflexes.html' title='Reflexões '/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110089094845178195</id><published>2004-11-19T18:55:00.000Z</published><updated>2004-11-19T19:02:28.453Z</updated><title type='text'>HABITAT + SHOPPING</title><content type='html'>"A cidade é um local estranho, feito de paradoxos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando hoje remetemos o nosso pensamento para a cidade contemporânea, automaticamente surge-nos a ideia de uma cidade desenvolvida, tecnológica, civilizada (?) ?com mudanças significativas; apelidamo-la de um ser orgânico, vivo, que foi explorado e reconstruído a partir de um sistema de comunicações algo complexas entre indivíduo/cidade e individuo/indivíduo inserido nessa mesma urbe, selva urbana. &lt;br /&gt;Na base deste desenvolvimento, no surgimento destas novas comunicações cada vez mais aliadas às tecnologias, está a economia, alicerce fundador de todas as sociedades.&lt;br /&gt;A mecanização dos elementos que a constituem, que foram inseridos na cidade, que lhe dão forma, estão hoje em dia a atingir o desgaste, o próprio vicio; instalaram-se nas raízes como uma incisão nos seus "alicerces" estendendo-se até às periferias. &lt;br /&gt;Esta mecanização por vezes gráfica, tem como suporte e é suportada de diversas maneiras, desde os apelos publicitários, (cartazes) nas bermas das estradas, nas montras das paragens dos autocarros, no metro, nas montras das lojas, em todos os lados?nenhum lugar, por mais incrível que nos pareça escapa a esta exacerbação da publicidade feita em prol do consumo.&lt;br /&gt;Estes meios que têm vindo a ser desenvolvidos por uma economia capitalista, de consumo excessivo, instalaram-se para ficar, e cada vez mais apelam a todos os nossos sentidos para captar a nossa atenção. Mesmo que uma pessoa se queira abstrair, este novo modelo de "HABITAT", apela e prende todos os nossos sentidos sensoriais.&lt;br /&gt;Como exemplo disto temos o próprio metro da baixa, entre outros, que submetem as pessoas a esta nova actividade pública, "o bombardeamento comercial" a partir de telas expostas que constantemente passam anúncios, não dando assim oportunidade de escolha aos seus utentes, pois mesmo que os não visualizemos, temos de os ouvir. &lt;br /&gt;Estamos perante esta mania de transformar todos, ou quase todos os espaços públicos em shoppings, em bancas de comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde as guerras, expedições, eventos, propaganda?tudo tem como base o poder económico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais a sociedade prepara o mundo para uma sustentação a partir das novas tecnologias, dos meios informáticos, da Internet, começando a surgir assim um mercado paralelo, um mercado "invisível" sustentado a partir de uma www, worl wide web, deixando assim de ser necessário a deslocação aos grandes espaços comerciais, dando então uma resposta alternativa aos espaços públicos feitos com o fundamento de se transformarem em habitáculos devidamente modificados e metodicamente projectados para servirem o consumismo.&lt;br /&gt;_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chiado, distinguido hoje em dia por ser uma zona repensada para a actividade comercial, é cada vez mais identificado, conhecido não só como um espaço de trabalho, mas também de obtenção de bens, para consumo, deixando de ser um local de reflexão, de conversação. &lt;br /&gt;Essa, é uma das vertentes que se está a perder devido á evolução, principalmente á evolução da comunicação aliada à tecnologia. Os diálogos sucedem-se de uma maneira tão rápida, a uma velocidade por vezes vertiginosa, desenvolvida muitas vezes a pensar numa sociedade de produção, (Humanos transformados em robots) e consumo. &lt;br /&gt;Já não se pensa no chiado como um espaço de habitação, ou quando se fala em habitação, fala-se de pessoas economicamente privilegiadas, pois os preços são impraticáveis para a maioria das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As "lutas" pelo território, neste caso, na zona do Chiado, são constantes, desde as grandes lojas, espaços comerciais que economicamente e judicialmente fazem "malabarismos" para obterem um determinado espaço, estratégico de modo a ser mais fácil a propagação da palavra divina, consumo. &lt;br /&gt;Pontos estratégicos que servem para alienar mais umas quantas mentes que por ali passam.&lt;br /&gt;O Chiado está então envolvido numa quantidade de métodos, armadilhas concebidas para sustentar a esfera económica que está subjacente à zona.&lt;br /&gt;A zona que até à uns anos atrás era privilegiada e ao mesmo tempo reconhecida por ser o ponto de encontro e partida de várias conversas e discussões culturais, de reflexões e acima de tudo convívio entre as pessoas, passou hoje em dia a ser conhecida pelo seu ambiente superficial, ambiente este criado em parte pelas mãos dos designers, dos publicitários, que ajudam na proliferação das mensagens viradas para o consumo.  &lt;br /&gt;A vida transforma-se num vício, onde há alguns anos atrás ninguém acreditaria que estes tempos trariam novas doenças, novas epidemias, não tão visíveis mas com cortes mais profundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "O comércio foi capaz de colonizar quase todos os aspectos da vida urbana"? &lt;br /&gt;Em certa parte sim, mas não se pode sustentar tal afirmação como totalmente verdadeira; podemos sim considerar que estes espaços são condicionados pelos mecanismos, tecnologias, e daqui advém o comércio, mas estes espaços nunca poderão ocupar uma vertente da vida urbana, a vertente humana, que deriva da nossa mente, pois a actividade humana, o convívio entre as pessoas, esse nasce de uma necessidade psicológica de comunicar que não pode ser alterada, pois trata-se de uma lei básica da própria sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O habitat, o shopping americanizado e o pensamento humano que daí deriva, (da tecnologia) é um conjunto de regras que a própria sociedade foi estipulando; chegando ao ponto de por vezes uma pessoa se sentir mal por não ter um determinado objecto que está "na moda", sendo esta (moda) um conceito economicamente elaborado para a venda mais fácil de produtos, onde a publicidade e o design, em conjunto com outras áreas, têm uma certa parte do seu dedo de culpa?.anúncios a apelarem aos telemóveis de 3 geração, ou roupa "fashion", ao estilo "amo-te chiado" são produzidos para nos submeter a uma, muitas vezes, "lavagem cerebral".&lt;br /&gt;O que diferencia o chiado da, por exemplo, zona de chelas, é a abundância do comercio, ou vice-versa. &lt;br /&gt;O Chiado é visto assim como uma cidade que é planeada com vista á produção, ao consumo, mas vivências, contactos humanos, convívios elaborados com uma certa profundidade não são conciliáveis numa zona povoada por interesses económicos.&lt;br /&gt;Esta vertente económica associa-se assim a uma onda de invenções tecnológicas, uma onda de progresso associada ao bem estar humano, e as facilidades que este traz as nossas vidas, isto se adequarmos bem e com uma certa moderação estas tecnologias, caso contrário caímos no limite do perceptível, numa alienação mental.&lt;br /&gt;Por outro lado, estas tecnologias, para além de nos facilitarem a vida, também permitem um maior controlo sobre as nossas vidas, um controlo cada vez mais detalhado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta pequena cidade "Chiado" pode ser então considerada um ser orgânico, mas ao mesmo tempo estático; ou seja, orgânico se pensarmos nas alterações que provêm da actividade económica e do comercio, da publicidade, do imenso mundo que povoa o chiado em prol de uma actividade de consumo, mas estático pois este avanço tecnológico que veio trazer um novo conceito, conhecido por velocidade, trouxe em reboque uma certa robotização e viciação da zona, não aprofundando o que mais de importante esta contem, o convívio, o dialogo entre seres humanos, uma história gravada no local.&lt;br /&gt;Ao fim ao cabo, os problemas que hoje em dia e no futuro cada vez mais nos irão bater a porta, advêm de um avanço vertiginoso que a economia, aliada às tecnologia tem sofrido.&lt;br /&gt;Este pensar, que na maior parte das vezes já se sustenta numa mecanização, tal como os esquemas de marketing, publicidade e design, têm de ser alterados, de maneira a surgirem novos espaços onde novas formas de pensar possam emergir, novas ideologias que contribuam para respostas alternativas às vigentes estipuladas actualmente.&lt;br /&gt;Podemos por fim dizer que tanto o chiado como a cidade em geral se desenvolvem cada vez mais numa vertente economicista aliada a novos meios gráficos e tecnológicos capazes de "alienarem" as pessoas para uma recolha de bens muitas vezes desnecessários.&lt;br /&gt;Ao fim ao cabo estamos todos no caminho á procura da verdade. (será que este é o melhor caminho?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonçalo Ferreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110089094845178195?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110089094845178195/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110089094845178195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110089094845178195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110089094845178195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/habitat-shopping.html' title='HABITAT + SHOPPING'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-110059974521934513</id><published>2004-11-16T10:08:00.000Z</published><updated>2004-11-16T10:09:05.220Z</updated><title type='text'>Representação nas vanguardas artisticas contemporâneas</title><content type='html'>Desde os primórdios da humanidade que existe uma necessidade de comunicar por imagens e cada vez mais transmitir uma mensagem de apreensão rápida.&lt;br /&gt;Antes de um comentário mais detalhado devo dizer que na minha opinião, nos dias que correm, tudo é considerado forma de arte erradamente, e para uma rápida mensagem nada melhor que o conceito de imagem.&lt;br /&gt;Recuando um pouco no tempo podemos considerar que nos finais do séc.XIX e principios do séc.XX houve uma necessidade e liberdade de experimentação proporcionando novos olhares sobre a arte.&lt;br /&gt;O contributo do designer veio reforçar uma melhor compreensão e submissão á imagem como meio de expressão cada vez mais livre e com resultados bastante positivos.&lt;br /&gt;Como já foi referido anteriormente, em minha opinião, hoje em dia existe não uma representação de uma vanguarda mas sim uma constante experimentação. È importante esclarecer que vanguarda significa qualquer coisa que nasce de um principio dito estético e que vem acrescentar algo de novo ao já existente, e nada melhor que a imagem para uma melhor compreensão dos conceitos de vanguarda.&lt;br /&gt;Este conceito tinha algum fundamento no principio do século sendo que hoje na minha opinião não tem qualquer lógica.&lt;br /&gt;Com base numa citação de Bruno Munari nos anos 60 ele próprio já considerava que:&lt;br /&gt;"?a diferença entre expressões como vanguarda e experimentação reside no facto de a primeira resultar de preconceitos subjectivos, enquanto a pesquisa parte de um facto técnico?"&lt;br /&gt;Existe uma necessidade de expressar o mundo que nos rodeia, tal como ele é através de experimentações, por vezes um pouco abstractas para que haja, por parte do espectador uma atenção redobrada para a sua compreensão.  Também uma maior entrega por parte do artista ao seu modo de arte=tudo através de conceitos e imagens. Para tal acontecer é importante o contributo de signos e o designer tem o seu contributo quando consegue separar a ideia do seu conceito de expressão e dos próprios meios dessa expressão, importante para uma melhor apreensão e compreensão.&lt;br /&gt;Como exemplo passso a citar uma frase de Erwin Panosfsky, que retrata bem este conceito:&lt;br /&gt;"?os signos e as estruturas humanas são registos porque e na medida em que expressão ideias que, embora realizadas pelos processos de simbolizar e construir, são separadasdesses processos?"&lt;br /&gt;Contudo para finalizar na minha opinião, o contributo do designer é muito importante para a compreensão por parte do publico da mensagem a transmitir, para um publico cada vez mais consumista de imagens e de experimentações, o contacto com as "tendências vanguardistas".&lt;br /&gt; Ou seja a imagem possiblita o alargamento dos conhecimentos e o contacto com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Paulo Abudarham Cruz Azevedo de Sousa&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-110059974521934513?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/110059974521934513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=110059974521934513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110059974521934513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/110059974521934513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/representao-nas-vanguardas-artisticas.html' title='Representação nas vanguardas artisticas contemporâneas'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109993716738450765</id><published>2004-11-08T18:05:00.000Z</published><updated>2004-11-08T18:06:07.383Z</updated><title type='text'>O mundo das imagens</title><content type='html'>Parece perigoso afirmar que se devem apenas produzir imagens com o fundamento de que haja um mundo de significados e intenções por detrás das mesmas pois existem outras vertentes na produção de imagens que julgo igualmente válidas e parece-me que estas também podem ter um lugar para existir.&lt;br /&gt;"O artista é o criador de coisas belas". É a primeira frase do prefácio de "O retrato de Dorian Gray" de Oscar Wilde, autor defensor de um extremo hedonismo, doutrina muito cultivada no séc. XIX, especialmente na Inglaterra vitoriana, que considerava o prazer individual e imediato como o único bem possível, princípio e fim da vida moral. Assim, uma imagem, como o retrato do próprio Dorian Gray que o apaixonou a ele mesmo, pode apaixonar por si própria. &lt;br /&gt;É claro que hoje em dia, quase dois séculos depois de Oscar Wilde, existe a obrigação de nos questionarmos se toda esta parafernália vitoriana, num mundo completamente atafulhado de imagens confinadas ao deleite, fará ou não algum sentido? Terá o artista contemporâneo de sujeitar-se à intencionalidade sob pena de cair no cliché?&lt;br /&gt;Parece-me que não será necessário...Nunca querendo dizer com isto que se pode produzir uma imagem de ânimo leve, mas ainda faz todo o sentido apreciar uma exposição da Paula Rego em Serralves sem ter todo o background necessário para entender a história de Jane Eyre ou de La Celestina, assim como ainda faz todo o sentido fotografar uma igreja bonita num país estrangeiro pelo acto de possuir uma memória de algo belo ou pela maneira de como queremos lembrar-nos dela. Tudo isso faz também parte da construção de alguém que produz imagens e tudo o que este faz tem a ver com todas as suas vivências e apredizagens pois nada é desprovido de intenções ou marcas pessoais, mesmo inconscientes.&lt;br /&gt;Não obstante disto, é claro que existem imagens com cargas simbólicas, políticas ou culturais muito maiores e que não são nem mais nem menos válidas que as anteriores. Voltando ao caso de Paula Rego para dar o exemplo, nesta última exposição, é clara a apropriação de fontes literárias que são convertidas pela artista em imagens sem, no entanto, serem estas uma representação literal das histórias, sendo uma intrepretação altamente pessoal das mesmas. Parece-me que também seria fácil cair no cliché se, por exemplo, a artista se limitasse a reproduzir aquilo que leu...&lt;br /&gt;Destes diferentes modos de intrepretação das realidades ou das ficções é que nascem as imagens criadas pelos artistas contemporâneos que, na criação de representações (ou representações das representações), tanto se apropriam de problemáticas suas como de outrém. Criam imaginários ricos, tanto em conceitos como em elementos e, nas relações entre estes artistas e o designer, existe um contributo profundo a dar a nivel imagético, político,cultural e social. O olhar do designer de comunicação é, não só mas também, construído através de todo um contributo dado pelos artistas contemporâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Paula Rebelo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109993716738450765?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109993716738450765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109993716738450765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109993716738450765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109993716738450765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-mundo-das-imagens_109993716738450765.html' title='O mundo das imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109993709399874246</id><published>2004-11-08T18:03:00.000Z</published><updated>2004-11-08T18:04:53.996Z</updated><title type='text'>O mundo das Imagens</title><content type='html'>Uma imagem pode ser, com efeito, enganadora, no sentido em que será sempre uma visão particular, ou mesmo egoísta de uma determinada realidade.&lt;br /&gt;Se pensarmos em toda a informação que uma imagem pode conter, teremos que nos debruçar sobre uma vasta opção de assuntos, dos quais poucos nos trarão acepções concretas.&lt;br /&gt;Paralelamente, a vanguarda, ou o movimento vanguardista, tornou-se, de algum modo, a ideologia predominante da produção e ensino artísticos. &lt;br /&gt;Deste modo podemos considerar, que a ilusão nos é apresentada, neste caso concreto por dois factores, distanciados de certo modo, mas unidos por algo em comum: a ilusão, precisamente. A ideia de mudança e inovação constantes, desvenda um nível de consciencialização mais profundo, a consciência do significado da arte enquanto reflexão e criação. No entanto, esta mesma ilusão de continuidade, também serve de máscara para os momentos de ruptura genuína na história real.&lt;br /&gt;Tendo em conta que "uma sociedade se torna &lt;moderna&gt; quando uma das suas principais actividade é produzir e consumir imagens", podemos distanciar-nos no tempo e no espaço da diferença que existe no caso da não importância dada às imagens, por exemplo, noutras culturas. E assim como a informação é indispensável para nós, as imagens também o são. Não só para os designers mas para uma sociedade habituada a ser ilustrada.&lt;br /&gt;Sobre a questão de vanguarda Fred Orton e Griselda Pollock dizem o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The history of avant-garde painting is that of a progressive surrender to the resistance of its medium; which resistance consists chiefly in the flat picture plane?s denial of efforts to ?hole through? it realistic perspective space...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a representação é o tema preferencial das vanguardas, e se estas pretendem abordar os espaços de mediação, então este movimento, esta ideologia,  tudo tem a ver com a nossa dependência (enquanto mundo ?civilizado?) em relação à imagem. &lt;br /&gt;Neste âmbito a imagem pode até abstrair-se um pouco da sua conotação física e podemos, assim, abordá-la no seu sentido do imaginário humano. Tendo esta hipótese como condição, a imagem irá ser tudo o que nos rodeia, tudo o que podemos pensar enquanto indivíduos, enquanto sociedade, ou mesmo enquanto espécie.&lt;br /&gt;Para terminar saliento o seguinte: a arte será sempre uma imagem, assim como as nossas ideologias, crenças, determinações, a até mesmo nós próprios, enquanto designers, enquanto pessoas. E isto porque nunca nos poderemos deixar de ser alvos de juízos, assim como não conseguimos deixar de ajuizar. &lt;br /&gt;No entanto esta faculdade de crítica também nos traz algumas benesses, como sendo a nossa visão fica muito mais exigente e concreta, e neste sentido não nos deixamos seduzir por qualquer tipo de imagem, pois esta terá que ir de encontro aos nossos critérios. &lt;br /&gt;A arte em geral sempre teve o seu papel na sociedade, e esse facto é incontornável e, julgo eu, intemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To find a solution to this impasse through art itself is impossible. It is a crisis which concerns all cultures, begining at its economic base and ending in the highest spheres of ideology. Art can neither escape this crisis not partition itself off. Art cannot save itself...&lt;br /&gt;Avant-Gardes and Partisans Reviewed, Fred Orton &amp; Griselda Pollock&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice Graça&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109993709399874246?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109993709399874246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109993709399874246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109993709399874246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109993709399874246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-mundo-das-imagens_08.html' title='O mundo das Imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109976415299735729</id><published>2004-11-06T18:01:00.000Z</published><updated>2004-11-06T18:02:32.996Z</updated><title type='text'>Mais imagens</title><content type='html'>Existe uma palavra, que eu acho que trespassa as vanguardas artísticas contemporâneas, é a crueza.&lt;br /&gt;Esta crueza deriva da relação que o artista estabelece entre a realidade e a sua representação, e as formas que utiliza para exprimir essa realidade. Actualmente, parece-me, existe como que uma necessidade, cada vez maior, de quebrar os mediadores, os simulacros entre as coisas e as suas representações. Existe uma maior tendência em estabelecer uma relação mais directa entre as imagens que o artista cria e o que o espectador vê. Procura-se, por assim dizer, uma forma mais autêntica de exprimir a percepção que o artista tem da realidade.&lt;br /&gt;Na sua busca por uma representação cada vez mais autêntica e genuína do real, o artista viu-se na necessidade de depurar o percurso que ia desde a coisa a ser representada e o indivíduo que a percepcionava - seja o próprio artista que percepciona a realidade antes de a transformar, seja o espectador a que se destina a obra. Para retirar subjectividade á sua captação do real, ou seja, para conseguir captar o real de forma mais objectiva possível, era necessário reduzir os seus mediadores, nomeadamente tornar mais neutro o seu olhar- a nível físico- da realidade. Tal foi conseguido com a manipulação do vídeo e da fotografia com fins artísticos. &lt;br /&gt;Estas técnicas que inicialmente eram utilizadas pelos os artistas dos anos setenta para documentar e difundir as suas obras- pois estas para além de começarem a assumir dimensões muito grandes, também começaram a ter uma duração, uma necessidade de lidar com o tempo ( a arte performativa é disso um exemplo) e assim só com o auxílio destas tecnologias, é que um público mais vasto, poderia ter acesso a estas obras- começaram pelos os seus próprios resultados (as imagens criadas por essas técnicas) tornarem-se objecto de arte. Estas ferramentas permitiam ao artista uma maior objectividade nas representações da realidade, conseguia assim criar imagens da sua realidade e passá-las para o espectador de uma forma directa, pois elas permitiam-lhe entre ele e o seu público o que por outras técnicas eram mais complicadas. Assim, o artista, ao filmar uma arvore era uma arvore que o espectador via. No entanto, e paradoxalmente, as técnicas que permitem criar imagens tão autênticas, também conseguem criar simulacros cada vez mais perfeitos e, consequentemente ,mais enganadores. Basta ligar a televisão para nos apercebermos como as imagens podem ser manipuladas para fins contrários aos que foram criadas O mecanismo que ajuda a captar a realidade de forma tão directa, também consegue tornar mais turva a visão dessa mesma realidade.&lt;br /&gt;Com o advento de computadores mais potentes e de novos interfaces, a relação entre o real e o virtual torna-se mais estreita. Porém, devido a esta aproximação a sua distinção tende a ser cada vez mais difícil, o que provoca no espectador não habituado a analisar imagens- estas novas imagens- uma certa inquietação e desorientação. Daí que se torne, cada vez mais necessário, uma maior educação visual por parte das pessoas, em particular da necessidade de criar uma maior consciencialização perante as imagens que os rodeiam.&lt;br /&gt;Daí que a dicotomia real/virtual passou a ser fundamental na análise de imagem actual. Desta dicotomia nasce a necessidade de as pessoas, como espectadores que são, de desenvolverem um comportamento mais critico perante a quantidade e qualidade das imagens que os rodeiam. É esta consciencialização que as vanguardas contemporâneas oferecem, nomeadamente, ao designer de comunicação.&lt;br /&gt;As vanguardas actuais tentam por em causa esta relação entre realidade, representação, tecnologias e espectador Esta capacidade de compreender, criticar, de lidar com a multiplicidade de imagens e a maneira como são criadas e difundidas, é o legado das vanguardas. Partindo das visões inovadoras e actuais que tem do mundo, as vanguardas despertam-nos para as novas problemáticas que emergem, e relembram-nos de outras que estão latentes. Para o designer, esta postura é fundamental, pois desta forma é assim relembrado do peso e da importância das imagens. Estas como um elemento importantíssimo do seu trabalho não devem ser concebidas nem manipuladas de animo leve, pois a sua boa ou má utilização pode ter repercussões desastrosas, tanto para as pessoas que as vêem como para a sociedade que as divulga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Pedro Moreira&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109976415299735729?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109976415299735729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109976415299735729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109976415299735729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109976415299735729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/mais-imagens.html' title='Mais imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109955883572162049</id><published>2004-11-04T09:00:00.000Z</published><updated>2004-11-04T09:00:35.723Z</updated><title type='text'>O Mundo das Imagens </title><content type='html'>É inquestionável a transformação que o mundo sofreu, consequência do surgimento da fotografia. Com ela, a possibilidade de divulgação de imagens reais do mundo para todo o mundo foi alcançada, mas as suas potencialidades seriam exploradas anos depois. Se até então, a imagem já era um dos principais meios de transmissão de informação (ainda que bastante precária), a partir da descoberta da fotografia assistimos a uma verdadeira revolução. E se estou aqui distinguir esta descoberta, é por considerá-la talvez uma das maiores e mais importantes criações na nossa sociedade. Refiro-me ao momento em que é possível representar a realidade da forma mais próxima e credível. A imagem é, até aos dias de hoje, absolutamente fascinante e para muitos representará simplesmente o único meio de ligação que alguma vez terão com outros lugares, outros povos, outras culturas.&lt;br /&gt;Desde sempre que a imagem se vê apropriada por todo o tipo de áreas. De facto, a percepção de que esta confere um grande poder a que a controla define aquilo a que se assiste na sociedade contemporânea. Vejamos, senão aquilo que se passa todos os dias, no absoluto e castrador domínio que os media têm sobre as imagens que nos vendem. O poder da imagem vai mais para além daquilo que muitos sequer imaginam, e está irremediavelmente e constantemente a actuar sobre nós.&lt;br /&gt;Para além da manipulação da realidade, o controlo desta permite, em certos casos a criação de outras realidades, mais ou menos verosímeis, muitas vezes sob um disfarce. A sua superprodução e proliferação, atingindo uma certa banalização (mas nunca desinteresse), permitiu o aparecimento de uma sociedade que se mostra, há medida que os anos passam, cada vez mais individualista, cada vez mais virada para si própria. Atingimos um ponto em que, com as ferramentas que nos são apresentadas, qualquer pessoa tenha a possibilidade e o poder de controlar imagens, mesmo que não tenha qualquer tipo de responsabilidades nas consequências que daí possam advir. A informação que nos é transmitida através da imagem é muitas vezes uma mensagem meramente gratuita. Para além de individualista, vivemos numa sociedade que se torna cada vez mais e mais comodista e ignorante. Tudo porque é inquestionável a supremacia da imagem em relação a outros meios de comunicação. Prefere-se a representação ao real. Esta é de tal maneira sedutora que porá, por vezes em perigo, até as relações sociais dos indivíduos.&lt;br /&gt;O caso de Cindy Sherman é o exemplo da arte contemporânea referido. O uso que Cindy faz da imagem, através dos sus trabalhos fotográficos e videográficos deixa de ser um a exploração "vazia", "silenciosa". É a sua voz, a voz do autor, que é exprimida. Note-se que aquilo que poderiam ser retratos, ou auto-retratos, não são, senão representações de personagens?tipo que têm o intuito de expressar determinadas emoções, determinados arquétipos da sociedade actual. É a apropriação de uma realidade para apresentar outra. Todo o tratamento, toda a manipulação das suas imagens desembocam, de facto numa ambiguidade que leva o espectador a questionar-se sobre a verdadeira realidade representada.&lt;br /&gt;Não nos podemos esquecer que a imagem é um veículo de informação, um meio de transmissão de opinião. Deve ser manuseada de um modo correcto, não deve ser isenta de conteúdo. É importante que contenham mais do que aquilo que mostram, e que obriguem À reflexão e ao debate. Julgo que é aqui que se espelha um dos principais papéis do designer de comunicação: ao servir-se da imagem, devolver-lhe alguma da dignidade que perdeu nos últimos anos (muito por causa da já referida banalização visual), conferindo-lhe um estatuto de objecto de reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Frias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109955883572162049?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109955883572162049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109955883572162049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109955883572162049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109955883572162049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-mundo-das-imagens_109955883572162049.html' title='O Mundo das Imagens &lt;O Retorno do Real&gt;'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109955873523241348</id><published>2004-11-04T08:57:00.000Z</published><updated>2004-11-04T08:58:55.233Z</updated><title type='text'>O Mundo das Imagens</title><content type='html'>A representação das vanguardas artísticas contemporâneas põe em causa os limites da obra de arte, reflectindo o desenvolvimento de uma consciência social e criativa dos artistas. Que por sua vez dão origem a novos meios de comunicar e expressar o mundo que nos envolve, a sociedade em que se inserem e que está em constante mudança. &lt;br /&gt;Com a passagem do tempo, o Homem vai ocupando diferentes posições no mundo, as suas percepções de tempo e de espaço vão mudando assim como a posição do observador em relação à obra. Este desenvolve uma maior visão crítica e começa a fazer mais escolhas sobre o estatuto da obra.&lt;br /&gt;Nas vanguardas artísticas contemporâneas dá-se um grande desenvolvimento do processo criativo que passa a ter maior ligação a um conjunto de tomadas de decisões do que ao desenvolvimento e mestria em relação a uma qualquer técnica. O artista contemporâneo é constantemente afectado por tudo o que o rodeia, pelo constante desenvolvimento da sociedade que por sua vez vai implicar mudanças na maneira de pensar e de representação da realidade. O indivíduo vai alargar a sua personalidade de forma a que emoções, sentimentos e valores, na maneira como o afectam como ser individual inserido numa determinada cultura, possam ser transmitidos a outras pessoas, outras culturas.&lt;br /&gt;Todas estas constantes mudanças da representação da realidade, seja qual for o meio através do qual se exprimem, são formas de comunicação e é neste sentido que vão contribuir para o imaginário do designer. Embora um designer tenha de ter sempre em conta a relação forma/função nos seus projectos, este tem de também desenvolver uma consciência social, tem de conhecer e acompanhar as constantes mudanças a todos os níveis, dando principal importância ao nível artístico, de modo a abranger um profundo conhecimento de todos os meios. Só assim poderá vir a criar a sua própria opinião e visão da realidade e consequentemente expressar-se melhor, de um modo criativo, inovador e consciente, sem esquecer o principal objectivo do design, transmitir uma ideia a um determinado público.&lt;br /&gt;No Design, a relação consumidor/produto é muito importante, é essencial que exista uma grande identificação, de ambas as partes tem de existir uma partilha dos mesmos valores e ideias, Deste modo a ideia de vanguardismo no design é mais restrita, pois se houver um grande avanço da maneira de pensar de um designer em relação ao publico, deixa de existir a tal relação, implicando a perda de consumidores. &lt;br /&gt;Para que pudesse haver um vanguardismo total no design teriam de ser abandonadas as preocupações de carácter económico e funcional e haver uma procura única da criatividade e consciência social por parte do designer, perdendo-se deste modo o conceito de design. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta da Fonseca Madeira Matos&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109955873523241348?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109955873523241348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109955873523241348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109955873523241348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109955873523241348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-mundo-das-imagens_109955873523241348.html' title='O Mundo das Imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109955859571594332</id><published>2004-11-04T08:55:00.000Z</published><updated>2004-11-04T08:56:35.716Z</updated><title type='text'>O mundo das imagens</title><content type='html'>O homem sente a necessidade de conhecer e de controlar o meio que o rodeia e a realidade em que vive. Recorrendo à imagem, é capaz de construir espaços, características, vivências e até sentimentos. Este é confrontado diariamente com imagens consecutivas captada pela visão. Consideramos então cada flash como uma imagem que o observador apreende e transforma, porque cada Coisa captada pelo olhar é enviada para o cérebro para ser descodificado, assim, não se pode considerar a imagem como algo objectivo, mas sim subjectivo. A imagem é nossa e, se a intenção for partilhá-la, dispomos de diversos métodos de materialização da ideia. Tomamos como exemplo a imagem fotográfica: duas pessoas que dispõem do mesmo equipamento fotográfico, quando colocadas no mesmo espaço, nunca produzem imagens iguais. Existem critérios de escolha que à partida não nos apercebemos e que acabam por se evidenciar. É esse o poder da imagem, manipular e ser manipulável.&lt;br /&gt;Chegámos a uma altura que, e difícil será dizer o contrário, dependemos da imagem. Representamos, e por vezes de forma medíocre, o real, fazendo aproximações à realidade, para depois nos limitarmos a ela. Imagens estereotipadas que condicionam o nosso olhar e assimilação.&lt;br /&gt;Associar o mundo das imagens ao retorno do real não deixa de ser verdade. A imagem, tão real como a vida, reporta-nos de novo para a realidade, uma realidade que não deixa de ser reproduzida por nós e que muitas vezes até se torna preferida. Hoje em dia nota-se uma maior credibilidade nas imagens materializadas que na realidade.&lt;br /&gt;Paul Klee disse: "A arte não é visível, torna visível", e é isso mesmo que se tenta aqui mostrar. Aqui, "visível" entendemos como vivido, como procura da realidade. Podemos então apropriarmo-nos da expressão e adaptarmos ao nosso caso: A imagem não é a realidade, remete para a realidade. Também nas obras de Klee, este pretende mostrar aos outros a sua forma de ver e de viver as coisas, por muito que estas não sejam fieis ao real ? não o são aos olhos de quem procura a semelhança formal, mas há mais para além disso, factores que despertam em nós uma sensação de reconhecimento e ligação com a imagem, ou melhor, basta despertar em nós sensações. É importante ter noção que a realidade existe independentemente do sujeito e da representação. Não é o sujeito, como fabricante de imagens, que produz a realidade. A realidade existe por ela só e por isso é tudo menos subjectiva. Subjectiva pode ser, pois, a representação que fazemos dela. Será esta a representação nas vanguardas artísticas contemporâneas? &lt;br /&gt;Hoje em dia tudo é imagem. Imagens que falam por si e que por isso mesmo têm de ser cuidadas. O designer joga com isso, com a comunicação através da imagem. Pode não ser ele a criá-las apropriando-se de outras, mas tem de conhecer o mundo em que se move. As vanguardas artísticas contemporâneas utilizam a imagem conferindo-lhe novos significados e intenções. São todos estes novos aspectos que o designer terá de conhecer e manipular (no aspecto positivo) para que a mensagem seja clara. Porque enquanto a arte contemporânea fala por si, o designer fala para os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mª da Luz Cancela de Abreu&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109955859571594332?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109955859571594332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109955859571594332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109955859571594332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109955859571594332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-mundo-das-imagens_04.html' title='O mundo das imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109947590589181197</id><published>2004-11-03T09:57:00.000Z</published><updated>2004-11-03T09:58:25.890Z</updated><title type='text'>O mundo das imagens</title><content type='html'>   Numa época em que a ideia de mundo parece (des) montar- se numa infindável parede de imagens,  o mundo é muitas vezes caracterizado como um mundo/sociedade do espectáculo ou civilização de imagens.&lt;br /&gt;   Mas este não passa apenas de aparências, onde a realidade constantemente mudável nunca se mostra verdadeiramente. No entanto não lhe tiremos a validade (da imagem) nem a veracidade da mesma, esta leva simultaneamente à perda da autoridade da realidade mas também a sua intensificação com a sua inevitável presença. Digo inevitável porque a imagem evidente ou não existe sempre. &lt;br /&gt;   A sua condição simulacral é sem duvida a que mais me preocupa. Cada imagem tem que ser necessária e indispensável no seu contexto e circunstancia, não podem ser meramente decorativas. As imagens contribuem muito para o olhar no imaginário de um designer de comunicação. Ítalo Calvino em "seis propostas para o próximo milénio", chega mesmo a dizer que é difícil, uma figura ganhar relevo entre muitas que já nos chegaram a memoria. Inclui assim, a visibilidade como uma das seis propostas de forma a advertir, como ele mesmo diz, "do perigo que corremos de perder uma faculdade humana fundamental: o poder de focar as visões de olhos fechados, de fazer brotar cores e formas a partir de um alinhamento de caracteres alfabéticos negros numa página em branco, de pensar por imagens".&lt;br /&gt;   É desta forma que devemos descrever ou definir uma imagem, para mim a imagem chega a ser tudo o que me apetece, tudo o que intencionalmente ou já instantaneamente percepciono e registo mental e visualmente. Ao fixa -lá opto por um enquadramento específico e ao observar representar e comunica -lá estou -lhe a dar a duração que pretendo. O receptor terá este mesmo trabalho, ou deveria! O estimulante deste processo é tentar descobrir e contrariar esta sua condição temporal que lhe é intrínseca, tentando explorá-la ao máximo. O nosso imaginário enquanto designers, deve- se deixar influenciar pelas vanguardas artísticas contemporâneas, mas não ser só " aéreo e passageiro", deixar as imagens flutuarem na fantasia, mas aprender a controla-las de forma a permanecerem e a serem auto-suficientes.&lt;br /&gt;   Com as imagens podemos moldar e definir o espaço, envolver o corpo, criar, sentir, condicionar e provocar. Registos para reflectir, não no sentido de descobrir o que é mas saber que lá esta. Um processo para alcançar novas formas e novos significados do nosso ou de outro quotidiano....projectar no nosso imaginário novas possibilidades e direcções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Rita de Vasconcelos&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109947590589181197?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109947590589181197/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109947590589181197' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947590589181197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947590589181197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-mundo-das-imagens_03.html' title='O mundo das imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109947584165581607</id><published>2004-11-03T09:50:00.000Z</published><updated>2004-11-03T09:57:21.656Z</updated><title type='text'>O real sem retorno</title><content type='html'>A reinstauração da representação vai de encontro à concepção desta como um retorno do real após a bidimensionalidade e os formalismos defendidos por Greenberg. Ora esta posição é polémica visto que o formalismo nunca deteve qualquer posição hegemónica enquanto forma de produção de imagens. A questão da representação, do corpo, do real não deixaram nunca de estar presentes nas artes plásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	A representação não é entendida enquanto esquema formal ou conceptual (como por exemplo, o choque pelo choque), mas sim no conjunto de todas as suas possiblidades, leituras, transformações, provocações.&lt;br /&gt;	O que se apresenta é um olhar individual, subjectivo, tanto do artista quanto do espectador, que criam, lêem, transformam a imagem. Esta dimensão estava já presente no trabalho de Duchamp, Le grand Verre, acompanhado da sua Green Box, e de forma algo diferente nas concepção de pintura de Greenberg: "[a] projective resonance of the optical field itself [which] destroys its literal and utter flatness".&lt;br /&gt;Representar, apresentar passa a ser um processo comunicacional em que as variantes não são de ordem tão simplista como o esquema: emissor-mensagem/meio-receptor. Não se trata aqui de uma troca directa mas sim de trocas numa esfera social: giramos todos à volta de princípios comuns ligados à história e cultura que formam esta mesma sociedade, em que essas trocas não acontecem por via directa mas por uma linha evolutiva de inter-relações, renovação do olhar, novas exposições, mudanças de atitude.&lt;br /&gt;	Neste sentido, as fronteiras das imagens, os espaços de acção destas expandem-se e contaminam outras actividades ou a elas mesmas, devido ao poder de leitura de cada um de nós. Assim, encontramo-nos numa disciplina que evolui não para dentro de si própria mas que procura pôr-se em causa e por reacção evoluir, ao situar-se a si mesma numa rede de influências, contaminações, apropriações, assimilações de factores estranhos, perturbadores, provocadores. É fundamental para esta pesquisa a aproximação à questão de espaço e representação, ao espaço da imagem. &lt;br /&gt;A questão de espaço é inerente não só à representação mas também ao corpo. Espaço entendido enquanto espaço real/irreal, simulado/ficcionado, espaço de rememoriação, registo, numa relação entre registo e simulação, integrados em arquivo, logo partindo para a recolecção (memória) e por conseguinte para novas acções.&lt;br /&gt;	Começando por espaço real/ irreal, esta dicotomia assenta na diversidade de registos, representações (não nos prendendo com espaços físicos) mas não numa suposta dicotomia objectividade/subjectividade. Pelo contrário, assenta em documento/simulação, tendo em conta que qualquer registo é uma ficção, uma subjectivação do real seja mesmo a partir de experiências objectivas, tendo como exemplo a questão do documentário (cinema vérité, direct cinema) e a impossibilidade de não construir ficções.&lt;br /&gt;	A questão do registo, da construção do olhar leva-nos até à rememoriação, ao arquivo. Como explicado por Allan Sekula, o arquivo parte da possibilidade que nos dá a colecção de registos ao retirar a especificidade do seu meio onde possuem significações já enraizadas, tornando-se assim apropriações, não assépticas mas com menos carga semântica, sendo objecto de novas leituras ao invés da insensibilização que suscita a banalização por contacto próximo dessas mesmas significações. &lt;br /&gt;Isto não retira, pelo contrário, a importância que novos olhares sobre o próprio quotidiano têm  em termos da sua ultrapassagem, enquanto indivíduos integrantes deste. É também essa capacidade de, imerso em certas referências, continuar a ser provocado por essas mesmas referências, um dos aspectos que aparece tanto no trabalho de Allan Sekula, pela via do documento, do registo, ou, pela via da simulação/encenação como no caso de Catherine Sullivan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catherine Sullivan, Five economies (big hunt/ little hunt), 2002.&lt;br /&gt;Instalação, 5 videos em simultâneo, P/B, 15 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes videos são (re)encenações e coreografias de cenas baseadas numa grande variedade de referências. Estas performances são uma tentativa de reconfigurar formas codificadas de expressão, de gestos, de memória emocional. Nas palavras de Sullivan "to explore the body?s capacity for signification." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Five Economies (big hunt/ little hunt) is a particularly elaborate work drawing on scenes from films as diverse as The Miracle Worker, Marat/ Sade, Tim, and Whatever Happened to Baby Jane? as well as imagined episodes from the true story of Birdie Joe Hoaks, a 25 year old woman who tried to pass as an orphaned 13 year old boy to receive welfare benefits. Each mise en scène contains a permutation of these characters performing simultaneously. The drama is reduced to movement and facial expression and character groupings are arranged according to emotional effects and affectations. Another layer of activity, in this case, are choreographed movements whose source is antiquated Irish funerary games offsets this. What Sullivan?s performances reveal through their quirkiness, however, is a fundamental alienation, which the craft of acting seeks to dispel, namely the alienation between the body as a vehicle of perception and the body as a vehicle of expression.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Luz&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109947584165581607?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109947584165581607/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109947584165581607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947584165581607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947584165581607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-real-sem-retorno.html' title='O real sem retorno'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109947540915039206</id><published>2004-11-03T09:48:00.000Z</published><updated>2004-11-03T09:50:09.150Z</updated><title type='text'>Uma imagem vale mais do que mil palavras? </title><content type='html'>Vivemos no mundo da imagem. &lt;br /&gt;De facto, o mundo é um conjunto de milhões e milhões de diferentes imagens; imagens que pretendem retratar uma realidade, que dizem: ?olha para mim, eu sou a Verdade.? &lt;br /&gt;É indiscutível a força e o poder de uma imagem. A Mundo tal como o vemos, ou seja, a nossa percepção dele, mais não é do que uma imagem que todos e cada um de nós constrói à sua maneira. &lt;br /&gt;Mas será que podemos confiar cegamente nas imagens? &lt;br /&gt;(A 30 de Agosto de 1997, foi publicada no Jornal Público um texto de opinião de António Pinto Ribeiro; O texto tinha como título: As imagens que mentem e através de alguns exemplos provava que por vezes as imagens não são o que parecem e que podem iludir e ?mentir?.) &lt;br /&gt;As imagens são primeiro que tudo construções humanas. &lt;br /&gt;Desde sempre que o homem representou a realidade e o mundo à sua volta através de imagens que em cada altura seguiam mais ou menos cânones e regras predefinidos e comummente aceites. Nem sempre essas representações do real eram totalmente fidedignas e tínhamos por isso imagens que mentiam, na medida em que representavam, não a realidade concreta, mas a visão que o autor tinha dessa mesma realidade (quer fosse uma visão mais correcta ou completamente distorcida) &lt;br /&gt;Hoje em dia isto continua a acontecer e, se no passado poderia ser considerado algo pouco importante, hoje em dia é extremamente preocupante! &lt;br /&gt;As imagens chegam-nos por todos os meios, em qualquer altura, hora ou local, de todas as formas, tamanhos, cores e temas. &lt;br /&gt;Com a evolução a todos os níveis ? tecnológicos, sociais, comunicacionais ? ninguém está a salvo de ver as imagens que lhe são impostas. &lt;br /&gt;Quer seja na televisão, na Internet, na publicidade, nos telemóveis, (e até em casos extremos mas reais, nas casas de banho!) somos constantemente bombardeados com imagens visuais que nem sempre pedimos ou queremos ver. &lt;br /&gt;O que é preocupante não é o facto de o mundo viver da imagem e para a imagem mas sim o facto de isso acontecer em detrimento do ?ver crítico?, da análise daquilo que se vê. &lt;br /&gt;A imagem, ao contrário de outras formas de comunicação, não exige muito esforço da parte do observador; Ela limita-se a passar à frente dos nossos olhos, a ser registada pela nossa retina e nós abarcamo-la e consumimo-la sem parar para ler o rótulo. &lt;br /&gt;É fácil perceber porque é que tão poucas pessoas lêem mas todas vêem televisão. Infelizmente, ver tornou-se um acto passivo, adormecido, automático, conquanto que ler exige concentração, compreensão, análise, introspecção, em suma, dá muito mais trabalho. &lt;br /&gt;Se entendermos o mundo como uma construção visual temos então que por muito mais fidedigna que uma imagem de qualquer coisa possa ser - pode ter as cores mais fortes, brilhantes e ?reais? ? ela é na verdade muito mais pobre do que por exemplo, a descrição dessa mesma coisa por meio de um texto. &lt;br /&gt;Porque a imagem que nos é apresentada dispensa a nossa participação na sua representação. Ela existe mas sem que nós intervenhamos na sua construção. &lt;br /&gt;Já com uma descrição escrita somos livres de recriar o ?real?, de pormos nele um pouco de nós, de lhe atribuirmos um significado, de o validarmos como objecto do nosso mundo. &lt;br /&gt;O Designer de comunicação tem por isso um papel muito importante nesta questão da imagem na medida em que se move, mais do que qualquer outro, no campo das imagens e da sua representação do mundo. &lt;br /&gt;É importante estar consciente dos perigos que a imagem isolada de qualquer pensamento crítico pode acarretar e ser capaz de consciencializar o seu público para a sua participação activa na leitura e compreensão das imagens, para uma atitude critica e intelectual face ao mundo real. &lt;br /&gt;Valerá então uma imagem mais do que mil palavras? &lt;br /&gt;Em alguns casos sim, mas o oposto é igualmente verdadeiro, ás vezes as palavras valem mais do que mil imagens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: não me foi possível ter acesso ao livro ?The Return of Reality ? The Avant-Garde at the End of the Century?, que servia de base a esta análise, na medida em que só havia dois exemplares na biblioteca da Faculdade e estiveram ambos requisitados durante toda esta semana. Tenho consciência por isso que esta análise esteja incompleta e não completamente de acordo com o pedido no enunciado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luísa Sousa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109947540915039206?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109947540915039206/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109947540915039206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947540915039206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947540915039206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/uma-imagem-vale-mais-do-que-mil.html' title='Uma imagem vale mais do que mil palavras? '/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109947528032298105</id><published>2004-11-03T09:47:00.000Z</published><updated>2004-11-03T14:49:34.126Z</updated><title type='text'>A imagem está na nossa mente, na fábrica de imagens ?</title><content type='html'>A proposta apresentada remete-me para a colocação de duas observações preliminares acerca do conceito de representação e do uso do termo vanguarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerca da representação: a percepção de uma representação por parte do indivíduo, independentemente desta ser visual, sonora, olfactiva ou táctil, remete sempre para o seu imaginário.&lt;br /&gt;A representação, devido às condições físicas que detém em si mesma, provoca várias reacções na mente do indivíduo: sensações e pensamentos, concretos ou abstractos, universais ou particulares; reacções estas que se traduzem no imaginário como imagens* que são seleccionadas e apresentadas ao indivíduo pela sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao uso do termo vanguarda nos dias que correm, nem sempre me parece apropriado. Não questiono a existência de "pequenas" vanguardas na multiplicidade de estilos artísticos, e suas fusões, que presenciamos actualmente, mas será que existe realmente um movimento que faça uma rotura em todos eles? Devido a todo um elo existente, de uma forma ou de outra, técnica ou conceptualmente, não creio que exista um movimento que quebre verdadeiramente, em todas as suas componentes, todos os outros movimentos.&lt;br /&gt;Durante séculos, a vanguarda artística era o movimento que vinha preceder o presente, mas com o passar dos anos, começaram a surgir novos e vários movimentos simultaneamente não só temporalmente, como também geograficamente, o que deu origem a várias vanguardas, cada uma dentro da sua área artística. Rapidamente chegámos aos nossos dias, com cada vez mais novas concepções artísticas, aliadas a infinitas combinações técnicas, que se traduzem em rápidas inovações e diversas vanguardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando agora no âmbito da proposta inicial, a imagem é algo inerente à nossa existência. Vivemos com ela.&lt;br /&gt;O que é que consideramos uma imagem? Um cartaz, um espaço, um piscar de olhos, uma observação demorada? Todos são imagem. A imagem está na nossa mente, na fábrica de imagens ? o imaginário.&lt;br /&gt;As vanguardas artísticas contemporâneas averiguam de alguma forma esta perspectiva acerca da imagem, explorando-a através da representação, que agora é tida em conta como uma "não-subjectivação da realidade".&lt;br /&gt;A criação de imagens é algo que qualquer pessoa se consideraria capaz de realizar, porém, apenas no sentido lato da imagem, e não no seu aspecto conceptual.&lt;br /&gt;Se considerarmos a criação de uma imagem que interaja com o imaginário directamente, rapidamente nos apercebemos que não seria "fácil" realizá-la. O problema maior não se encontra na realização física da imagem, mas sim na realização da sua estrutura conceptual. Ao criar esta estrutura, o conceito transparecerá no objecto físico.&lt;br /&gt;A presença do corpo humano (real ou representação) contribui para a captação da realidade, por parte do imaginário, da representação.&lt;br /&gt;Ao longo dos anos, vários artistas tentaram representar expressões humanas. Tomando como exemplo o clássico Grito e a pintura, vários foram os que tentaram representar esta expressão, mas são poucos os que a representaram fielmente. Ainda assim, relativamente às melhores representações, o observador percebe claramente o que está representado, mas nunca é uma expressão realmente verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta perspectiva sobre a imagem por parte por parte dos jovens artistas vanguardistas, tem um enorme peso e influência (se não tem, deveria ter) sobre o designer de comunicação.&lt;br /&gt;Primeiramente, sendo que o objectivo base deste é estabelecer uma boa comunicação entre objecto e receptor, este é um ponto de vista acerca da comunicação que de qualquer forma lhe interessa.&lt;br /&gt;Ainda assim, não deve ser um mero interesse casual acerca de um assunto em comum.&lt;br /&gt;Um designer de comunicação deve criar imagens. Mas ainda que não as crie, creio que é mais fulcral que antes se perceba o porquê e o como da sua realização e posterior utilização.&lt;br /&gt;Ainda como processo de comunicação, a relação entre a imagem e a representação no trabalho artístico contemporâneo vanguardista, é importante, visto que se traduz num dos objectivos principais do designer: o saber o que é que se vai sentir, pensar e "ver", ao depararmo-nos com um dos seus objectos de comunicação.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;*Entenda-se por imagens relativamente ao imaginário, que estas são toda a informação visual (associada aos outros sentidos) que o indivíduo possui, adquirida através da sua experiência e criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gonçalo Sena&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109947528032298105?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109947528032298105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109947528032298105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947528032298105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947528032298105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/imagem-est-na-nossa-mente-na-fbrica-de.html' title='A imagem está na nossa mente, na fábrica de imagens ?'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109947518718215611</id><published>2004-11-03T09:45:00.000Z</published><updated>2004-11-03T09:46:27.183Z</updated><title type='text'>A Imagem</title><content type='html'>Poderia ser feita uma reflexão acerca dos vários tipos de imagens que nos rodeiam, sejam elas pinturas, fotografias, desenhos, imagens em movimento, ou outras, no entanto, a imagem mental é a tipologia que me parece agora mais interessante, nomeadamente no que diz respeito ao universo urbano em que nos situamos.  &lt;br /&gt;Nos dias de hoje, o ver é essencialmente um meio de orientação prática, é o processo que nos permite determinar, através dos nossos próprios olhos, que uma certa coisa está presente num certo lugar e porquê, permitindo a sua identificação do meio que nos rodeia. Mas, admitindo-se que a percepção consiste na formação de "conceitos perceptivos", que se constroem na nossa mente ao longo da nossa vida, consoante a experiência que se adquire, a visão pode também ser considerada como uma actividade criadora da mente humana. É sem dúvida através da percepção que se chega a um entendimento superior, mais profundo e pessoal. O ver é compreender, não só o que se nos apresenta como também o nosso interior como seres pensantes. São as imagens mentais que mais nos enriquecem e não as visuais. E se a realidade não existe, como defende Baudrillard, não sendo mais que uma forma de simulacro, então a imagem mental pode constituir a nossa única realidade, como sendo verdadeira, única, pessoal e até certo ponto intransmissível, ou não. É aqui que se coloca a questão da representação que interessa tanto ao artista plástico como ao designer. &lt;br /&gt;Mesmo que concordando com Carlos Vidal, quando refere que os objectos e os seres não são mais representados, eles querem tocar-nos directamente na retina, parece-me que existe sempre o factor "representação" que, como o próprio nome indica, consiste no acto de realização de uma cena, imagem ou desenho, que representa, reproduz ou simboliza um facto, um objecto ou um pensamento, (salvaguardando que nos campo das artes esta definição não se aplica de forma tão pragmática). Importa não esquecer que a realidade não é um conceito estanque. Não existe uma realidade, ou a realidade, mas sim, a nossa realidade. Assim, nesta perspectiva, posso entender o "retorno da realidade", em Hall Foster, como o retorno à nossa realidade, uma vez que parte sempre de nós a representação. Através de um estímulo, que neste caso é a paisagem urbana, constroem-se as imagens mentais que dão origem à realidade de cada um de nós. O confronto torna-se interessante quando se tenta "compreender" a realidade do outro. O que para uns significa clareza e "retorno ao real", pode significar para outros a completa escuridão, ou simplesmente uma viagem fascinante por uma determinada realidade marcantemente diferente. &lt;br /&gt;Parece-me que a realidade de cada um de nós nunca poderá ser entendida pelo outro, não como cada um de nós a entende. E será que pode ser representada? Parece-me que sim, o que não significa que essa representação seja o reflexo, imagem ou símbolo seja do que for. Assim que contemplada, passará a ser uma realidade completamente diferente, a realidade do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Rita Raminhos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109947518718215611?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109947518718215611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109947518718215611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947518718215611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109947518718215611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/imagem_03.html' title='A Imagem'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109943356909873683</id><published>2004-11-02T22:12:00.000Z</published><updated>2004-11-02T22:12:49.096Z</updated><title type='text'>Retorno do Real?</title><content type='html'>Na Antiguidade Clássica a grande preocupação e procura do artista centrava-se na beleza universal, do corpo, da mente e da arte. No período renascentista a arte está no apogeu do idealismo e do realismo, o artista procura representar minuciosamente a realidade, o que vê, o que é concreto. Com o aparecimento da fotografia, um grupo de rebeldes artistas, os impressionistas, tenta criar algo de novo que não uma cópia do real palpável, tenta fugir aos cânones e a essa realidade tão procurada e executada por artistas ao longo de toda a história da arte. Estes artistas não querem representar uma realidade, querem dar a impressão dessa realidade, do que fica retido na retina, visto haver uma banalização da imagem, do real, quase com vida, num pedaço de papel que todos levam, debaixo do braço, para casa.&lt;br /&gt;Com o modernismo tudo é possível, a imagem explode em mil e uma formas de representação, já nada é o que era.&lt;br /&gt;O artista expressa o que lhe vai na alma, ou o que é exterior e foge do seu alcance, numa espécie de explosão, contida, ou não, de sentimentos, ideias, revoltas ou convicções.&lt;br /&gt;Hoje em dia tudo é imagem, nos cartazes, nos livros, nas revistas, na publicidade, na informação, nas coisas úteis e nas coisas fúteis.&lt;br /&gt;Hoje o papel do designer é o oposto do papel do artista, mas assenta nas mesmas convicções.&lt;br /&gt;O designer para além de ser original tem que transmitir uma ideia universal, tem que amadurecer ideias, percorrer vários caminhos em busca da imagem, ou não imagem, ideal, que seja suficientemente clara e atractiva, mas que não seja cliché e que não se perca na imensidão de imagens com que somos bombardeados diariamente.&lt;br /&gt;A arte contemporânea, ou a ideia de arte contemporânea, serve de base ao designer, para este ir mais longe nas suas buscas.&lt;br /&gt;O design não deve estagnar e ficar preso a imagens de marca, deve evoluir e procurar o seu caminho e percurso evolutivo, tal como o fez a arte.&lt;br /&gt;Hoje a arte explora novos caminhos, desbrava novos campos em que o real é o que menos conta. Também deve ser este, um pouco, o papel do designer, procurar com um olhar diferente, exterior, interessado e atento de um mundo novo neste nosso "velho" e rebuscado mundo.&lt;br /&gt;O olhar banal deve ser posto de lado, o designer deve ser exterior a esse olhar, a este espaço e a este tempo.&lt;br /&gt;Já tudo foi criado e inventado em arte, vivemos um pouco dos revivalismos, defendem alguns, por isso mesmo o artista contemporâneo foge a todas essas realidades e procura uma diferente. O designer não deve ser passivo, deve, tal como o artista, lançar novos olhares ao mundo, novos desafios a si mesmo, nunca estar satisfeito com o produto final, tentar sempre superar-se a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inês Gonçalves Paula Maça&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109943356909873683?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109943356909873683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109943356909873683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109943356909873683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109943356909873683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/retorno-do-real.html' title='Retorno do Real?'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109943352924444015</id><published>2004-11-02T22:11:00.000Z</published><updated>2004-11-02T22:22:40.033Z</updated><title type='text'>O Mundo das Imagens</title><content type='html'>Nós enfrentamos a era mais contraditória desde sempre; os indivíduos têm de por eles próprios determinar quais serão os seus valores e crenças. A maior parte dos elementos artísticos estão ultrapassados e somos confrontados com uma profusão de estilos individuais, existe um vasto número de possibilidades que o observador casual se sentirá confuso e perdido,outros no entanto, vêm o leque de possibilidades como uma fonte de riqueza cultural.&lt;br /&gt;    Movimentos de grupos ou afiliações rigidas dos media, já não definem o mundo das artes, artistas partilham preocupações comuns várias vezes determinadas pelos materiais usados. Muitos artistas hoje trabalham de formas variadas que não podem ser definidas por disciplinas ou ferramentas.Duma maneira geral, a sociedade do século XX fez o que sempre se tem feito, queé introduzir os elementos de novidade possíveis, sem alteração fundamental das regras da vida actual. Um dos erros que se fazem hoje é o de fazer crer que as sociedades, quaisquer que sejam, segregam valores que cabe a certos grupos de individuos captar para depois os comunicar aos que os rodeiam. Uma sociedade não aplica a sua verdade, ela contrói-a. É exprimindo-se ou agindo, que se toma consciência das suas próprias capacidades. Uma forma não é o resultado de uma montagem de elementos que já existiam. Atráves da arte, como atráves da palavra ou da técnica, o homem, trabalhando-as, concretiza um universo cujas dimensões correspondem à sua natureza e às suas capacidades de intervenção efectivas, e que estão manifestas, tanto nos seus actos como nas suas representações.&lt;br /&gt;    Qualquer acção, qualquer imagem é, de certo modo, criadora de realidade. Há por vezes, a tendência para considerar a arte como um sistema de significações que se pode colocar no lugar de outras coisas, a linguagem ou a técnica, por exemplo. A arte não é o substituto ou o equivalente de nenhuma outra forma de expressão ou acção.O que se passa é que a arte exprime valores originais, mas limitados, e não assimiláveis aos outros campos de trabalho, como a técnica, a ciência, o &lt;br /&gt;pensamento matemético ou a filosofia.É uma ilusão pensar-se que a sociedade atingiu pela primeira vez o estádio técnico como também o é pensar-se que a arte exprime valores comuns, ou a totalidade dos valores. Esta sociedade está na sequência de outras sociedades, que foram também elas,construídas com a utilização, com as técnicas mais importantes do &lt;br /&gt;pensamento e da acção. Podemos ver que a sociedade humana está em vias de sair da civilização herdada do renascimento, para atingir um tipo inédito de relação entre o homem e o universo. mas o problema não consiste em tomar um &lt;br /&gt;tipo de sociedade que esteja em vias de construção. No século XX não houve apenas aprofundamentos dos valores, houve também o aparecimento de valores novos.&lt;br /&gt;    As imagens continuam a ter um papel importante, jornais, revistas, publicidades, e livros envolvem uma interrelação complexa com o texto escrito, imagens e outros elementos gráficos, esses elementos combinam juntos em design visual, pelo layout. A oposição para a emergência de uma nova forma visual literária não é baseada numa oposição para os media visuais. Queremos tratar formas de comunicação empregando imagens visuais mais sériamente do que foram tratadas. Estamos nesta posição devido à grandiosa evidência da importancia da comunicação visual, da nossa inabilidade para falar e pensar sériamente sobre o que realmente é comunicado pelos meios de imagem e design visual. Para ter um significado visual é sempre indefinido, cheio de significados. O texto verbal pode estender-se ao significado da imagem ou vice versa. Texto verbal tendia a ser uma autoridade na sociedade nas quais as imagens dissiminaram o texto dominante. Na era da ciência, as imagens, cada vez mais naturalistas começam a funcionar como "janela do mundo", "observação", e o texto verbal serve para identificar e interpretar, para acrescentar à imagem, cultura, moral imaginação. Isto explica elementos de comunicação. Qualquer das relações imagem-texto, pode por vezes ser dominante. A distinção entre significado objectivo e subjectivo, desempenha um papel importante na nossa cultura desde o século XVI, esta distinção pode ser  linguistíca ou em códigos visuais. Mas a forma como esta distinção pode ser percebida na linguagem é diferente da maneira como é percebida em imagem. Na linguagem uma ideia pode ser percebida subjectivamente usando um processo mental verbal na primeira pessoa. Com uma imagem as mesmas coisas podem ser representadas subjectivamente através de uma outra perspectiva, ou objectivamente, através da sua ausência. Mas os significados expressos são os mesmos nos dois casos. Ambos, linguagem e imagem expressam significados que pertencem a estruturas culturais da mesma sociedade, e o seu ângulo de &lt;br /&gt;congruência é considerável. A abordagem da comunicação faz-se numa base social. Os significados expressos pelo locutor, o escritor, o impressor, fotógrafos, pintores e escultores são principalmente de singificado social mesmo conhecendo o efeito e a importância das diferenças individuais. São significados que sobrepôem-se da sociedade onde individuos vivem e trabalham. A comunicação visual também tem recursos para constituir e manter outro tipo de interacções, a interacção entre o produtor da imagem e o seu visualizador, outro modo de o dizer é que a imagem envolve dois tipos de participantes, os participantes representados ( as pessoas lugares ou coisas representados em imagem) e os participantes interactivos ( as pessoas que comunicam com outras através de imagens, os produtores e visualizadores das imagens). Participantes interactivos são pessoas reais que produzem e dão sentidoàs imagens no contexto de instituições sociais que em diferentes graus regulam o que pode ser dito com imagens, como se deve dizer e como imagens podem ser interpretadas. O produtor desconhece o visualizador e vice versa, tudo o que existe é a própria imagem, e os produtores não podem conhecer a vasta audiência, cria uma imagem mental do publico.&lt;br /&gt;    A questão da verdade e realidade permanece insegura, em relação à imagem quer na fotografia ou video, temos que ser capazes de decidir com em relação à informação que recebemos, produzimos e trocamos. E temos que confiar na informação que recebemos e até algum ponto basearmo-nos na mensagem escrita que pode ser considerada credível.&lt;br /&gt;Considerarmos que a habilidade de fotografias coloridas modernas para mostrar detalhes, brilho, cor, constituem para a nossa cultura hoje um standard na modalidade visual. Quando este standard é excedido, uma imagem torna-se "muito real"- um efeito que pode ser alcançado não apenas na arte. Ver é na nossa cultura visual um sinónimo de compreender. Então a modalidade visual baseia-se em valores culturais e históricos do que é real e do que não é, e não no objectivo correspondente da imagem visual para uma realidade definida independentemente. Nas imagens estamos habituados a ausência da 3ª dimensão, o plano da fotografia de duas dimensões não indica essa modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tânya Patricia Fonseca Carreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109943352924444015?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109943352924444015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109943352924444015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109943352924444015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109943352924444015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/o-mundo-das-imagens_109943352924444015.html' title='O Mundo das Imagens'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109943342910820473</id><published>2004-11-02T22:09:00.000Z</published><updated>2004-11-02T22:10:29.106Z</updated><title type='text'>A fabrica de imagens das pessoas</title><content type='html'>"Parece indicado que neste momento se procure uma flexibilidade adaptada a novos modelos e estratégias de fazer e ver imagens. Uma investigação localizada no pormenor". (Guarda, Dinis, 2001: 36-41)  Na tentativa de colocar questões sobre o que é uma imagem/o que é que estas nos podem fazer sentir. Vemo-las? "- Aquilo que interessa é tentar ver o que nas imagens é directamente perceptível." &lt;br /&gt;Imagens que não se querem desligar de cada aspecto da vida que determinam, que representam, se assemelham; remetendo sempre para o visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confundir imagem contemporânea e imagem mediática, imagem mediática e televisão  e publicidade, equivale não somente a negar a diversidade das imagens contemporâneas, mas também a activar uma amnésia e um imediatismo tão nocivos quanto inúteis para a compreensão da imagem. (Joly, Martine, 1994: 16) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pretende, de todo, um comportamento hipnótico, nem simples representações. "Um método de "transmissão": uma comunicação muito peculiar" que  "se afasta e aproxima da realidade num mesmo e ininteligível  lance que une e separa sem síntese possível [?] mas também, inevitavelmente, uma das faces da verdade existente" (Vidal, Carlos, 2002: 111-112)&lt;br /&gt;A imagem enquanto tema autónomo, mas também aquilo que ela significa, representa, aquilo a que ela se assemelha, os receios que isso suscita. Exercendo a sua influencia fundamental. " Um corpo  complexo de normas, símbolos, mitos e imagens que penetram o indivíduo na sua intimidade, estruturam os instintos, orientam as emoções". (Morin, Edgar, 1962: 168)&lt;br /&gt;Indivíduos isolados.&lt;br /&gt;"Uma crítica da representação, um esvaziamento das convenções representacionais  para serem preenchidas por um retorno da realidade e das formas, mas em novos moldes" (Vidal, Carlos, 2003: 29) que reprimam ou neguem a existência, mas não desiludam/tragam felicidade a quem realmente as desejar ver ou nomear. &lt;br /&gt;Imposição/representação, sujeita, se é possível não o ser, a um «inconsciente óptico», uma procura transgressora e a uma inversão da especialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugerindo uma proposta da própria realidade a imagem, cada vez mais especializada, cada vez mais com uma absoluta pretensa, cada vez mais instrumentalizada e "exemplar", "dizem e informam o que é o prazer, o desfrutar a vida apenas em pré-programados fins-de-semana, o prémio de uma escravidão inconsciente." (Vidal, Carlos: 2002: 115) Quando a única resposta poderá ser a emancipação.&lt;br /&gt;O «texto» nasce na imagem, na especificidade da imagem. Na sua relação com a realidade, num momento único e instantâneo, uma "revelação" e concepção de autonomia; uma submersa separação "disponível" à escolha e selecção/opção de cada um?" (Vidal, Carlos: 2002: 115); "sempre o obscuro inicio" (Whitman, Walt,_: _) , a fabrica de imagens das pessoas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Pacheco Gomes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109943342910820473?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109943342910820473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109943342910820473' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109943342910820473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8789190/posts/default/109943342910820473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/2004/11/fabrica-de-imagens-das-pessoas.html' title='A fabrica de imagens das pessoas'/><author><name>Design?</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8789190.post-109943332299028501</id><published>2004-11-02T22:08:00.000Z</published><updated>2004-11-02T22:08:42.990Z</updated><title type='text'>O mundo das Imagens  «O Retorno do Real»</title><content type='html'>... Só acredito depois de ver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" A realidade sempre foi interpretada através dos dados fornecidos pelas imagens".&lt;br /&gt;Nos tempos que correm, vemo-nos continuamente bombardeados por estímulos visuais que aparecem de todos os lados. São imagens que nascem através das mais diversas origens: dos ecrãs, jornais e revistas, outdoors, embalagens, transportes, bilhetes, etc... É impossível  e ilusório tentar-mos fugir a esta proliferação cada vez mais intensa. O nosso quotidiano está saturado de imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens são uma das formas de comunicar que têm tido mais aderência. Através delas podemos verdadeiramente comunicar, expressar-nos e fazer-mos passar uma ideia, um conceito, um objectivo a quem se deixar por elas enfeitiçar. São como ninfas que atraem (ou não) o olhar de quem passa, fazendo como por magia os olhares fixarem-se nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunicação recorre com muita frequência à imagem para criar ligações entre o receptor e emissor: a informação é transmitida e a mensagem recebida. A linguagem que é utilizada, assenta muitas vezes na expressão através da imagem.&lt;br /&gt;O design de comunicação, apoiando o seu acto de criação nas imagens, recorre com frequência ao choque através da imagem. O choque tem vindo a conseguir cada vez mais um lugar reservado, quando o momento de comunicar se aproxima. Uma vez que estamos permanentemente expostos a imagens destas, ao olhá-las quase de imediato desviamos o olhar. O espectador alheia-se num impulso de protecção, mas instantes mais tarde volta a olhar, curioso e insaciado , tendo desta vez a imagem provocado interesse, e o factor ?choque? ter resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imaginário do designer procura apresentar imagens aliciantes que provoquem o envolvimento do espectador, estimulem o seu intelecto e propiciem uma discussão interessada.&lt;br /&gt;O papel da imagem enquanto veículo de comunicação ganhou uma importância e criou uma dependência tão grande, que torna-se cada vez mais ilusório, imaginar comunicação sem imagem.&lt;br /&gt;Cada indivíduo cria um armazém de imagens no cerne do seu intelecto, imagens essas que compõem a sua realidade. Algumas delas são apenas "impressões", vestígios de uma certa realidade, outras são "certezas dessa realidade", imagens que já foram arquivadas como informação decalcada e segura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que a sociedade se desenvolve, nós "crescemos". O nosso arquivo intelectual de imagens vai sendo revisto. Chegam até nós, todos os dias cargas de nova informação, imagens do passado vão perdendo a validade, tendo de ser recicladas, por uma realidade mais actual e contemporânea.&lt;br /&gt;A informação é volátil e inconstante. Torna-se difícil para os distraídos acompanharem esta turbilhante substituição e renovação de informação, e acompanhar a mudança no processo de fabrico de imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Uma sociedade torna-se ?moderna? quando uma das suas principais actividades é produzir e consumir imagens».&lt;br /&gt;O designer cria imagens, tendo esta como fim um ?target spot?. Os espectadores envolvem-se e interpretam a mensagem. O designer apresenta apenas os elementos suficientes para permitir as possibilidades de interpretação mais amplas, evitando a ocorrência de uma interpretação única e standartizada. O espectador pode demorar-se nas imagens, sendo-lhe viabilizada uma interpretação mais independente. O objectivo é fazer olhar demoradamente, voltar a olhar (e não, voltar o olhar),  e de cada vez descobrir mais uma parte, desencadear uma interpretação mais rica e fundamentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designer, Imagens, Receptor, todos participam no processo,  e a leitura final da imagem começa aqui. O ciclo de comunicação nasce então.&lt;br /&gt;A realidade expressa pelo designer através da imagem é sobretudo uma realidade para reflectir, tocar e compreender. E isto contribui para reduzir  distâncias e recuperar o envolvimento efectivo.&lt;br /&gt;A imagem é uma representação visual, um produto da criação do homem, que não preexiste ao homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vanguardas artísticas contemporâneas, até chegarem ao que são hoje, tiveram de reflectir sobre o mundo das imagens, e questionar a sua natureza e os seus valores. O sentido da própria imagem é interrogado, tendo em conta aspectos relacionados com as realidades estéticas, étnicas e de carácter metafísico, e colocando em causa a sua subjectividade.&lt;br /&gt;A busca das vanguardas pelo retorno ao real, refutando a criação de imagens, assenta numa tentativa de fazer chegar a realidade directamente às retinas, sem que esta sofra uma depuração, um filtro, uma ?limpeza? originada pela criação de imagens a representar esta.&lt;br /&gt;A procura de uma não-subjectivação da realidade, a ruptura da representação, o fazer chegar da realidade em bruto ao nosso lobo occipital, é uma tentativa cada vez mais afirmada das  vanguardas artísticas, que refutam e tentam por de lado a força e poder que a imagem consegui alcançar nos dias que correm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana Moura Santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8789190-109943332299028501?l=fbaul-designcom1.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fbaul-designcom1.blogspot.com/feeds/109943332299028501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8789190&amp;postID=109943332299028501' title
