O mundo das imagens
A imagem é uma lei universal!
Não é possível, para nós, conceber um mundo sem imagens.
A imagem é a informação ? informação manipulada e manipuladora.
A percepção de uma dada sensação, seja qual for a sua dimensão ? táctil, olfactiva, visual sonora, remete sempre para o imaginário do individuo, e este é levado a produzir imagens, concretas ou abstractas, mas que se acabam por traduzir na mente do individuo.
Tem o poder mais forte de uma comunicação universal. Capaz de transpor barreiras culturais, sociais, políticas e religiosas.
Das relações sociais à própria comunicação entre poder estabelecido e massas de cidadãos ? mensagens-ordens; mensagens-recomendações; mesagens-divertimento ? o grande predomínio da imagem é um ?facto novo imposto pela técnica e pelos seus elementos comercias ? publicidade, promoção, campanhas eleitorais, programas de tv-cinema-affiches, etc.?
No domínio de uma evolução plástica, defende-se a imagem em detrimento da palavra.
O «texto» nasce na imagem, na especificidade da imagem e da sua relação com a realidade.
Passo a passo, a imagem ganha terreno nas artes gráficas e difusão no sector comercial. É um factor inevitável no contexto técnico-capitalista em que vivemos.
Os meios de comunicação visual são de carácter propagandístico-comercial (cartazes, anúncios na TV, cinema, affiches?) ou de diversão (banda desenhada, cinema de animação, fotografia?)
Para esta comunicação procura-se, cada vez mais, uma linguagem internacional, simples (até mesmo para aqueles que não conhecem os códigos de cada comunidade, ou seja, os analfabetos de uma língua.
A comunicação artística utiliza cada vez mais signos como promoção de uma ideologia ou marca, pela necessidade de criar linguagens facilmente decifráveis.
Na arte contemporânea o alvo é a representação e não o objecto. Mais do que uma arte que não visa o objecto, tenta-se redefinir, ou ultrapassar a representação como processo de mediação. Mais do que uma realidade estética, procura-se uma prática reduzida à mais elementar e pura excelência da rematerialização contemporânea.
Ao nível das imagens, torna-se imperativo repensar a representação não como procura do ainda-não-representado, mas como fuga dos estereótipos da imagem, de modo a que essas imagens sejam rematerializadas.
Assim, é dada uma nova dimensão ao processo da representação, oferecendo novas possibilidades de olhar as imagens.
Representar apresenta-se como um processo comunicacional complexo, num domínio de trocas da esfera social, numa linha de inter-relações.
Neste sentido, as fronteiras das imagens, os espaços de acção destas expandem-se e contaminam outras actividades ou a elas mesmas, devido ao poder de leitura de cada um de nós.
Joana Tavares
Não é possível, para nós, conceber um mundo sem imagens.
A imagem é a informação ? informação manipulada e manipuladora.
A percepção de uma dada sensação, seja qual for a sua dimensão ? táctil, olfactiva, visual sonora, remete sempre para o imaginário do individuo, e este é levado a produzir imagens, concretas ou abstractas, mas que se acabam por traduzir na mente do individuo.
Tem o poder mais forte de uma comunicação universal. Capaz de transpor barreiras culturais, sociais, políticas e religiosas.
Das relações sociais à própria comunicação entre poder estabelecido e massas de cidadãos ? mensagens-ordens; mensagens-recomendações; mesagens-divertimento ? o grande predomínio da imagem é um ?facto novo imposto pela técnica e pelos seus elementos comercias ? publicidade, promoção, campanhas eleitorais, programas de tv-cinema-affiches, etc.?
No domínio de uma evolução plástica, defende-se a imagem em detrimento da palavra.
O «texto» nasce na imagem, na especificidade da imagem e da sua relação com a realidade.
Passo a passo, a imagem ganha terreno nas artes gráficas e difusão no sector comercial. É um factor inevitável no contexto técnico-capitalista em que vivemos.
Os meios de comunicação visual são de carácter propagandístico-comercial (cartazes, anúncios na TV, cinema, affiches?) ou de diversão (banda desenhada, cinema de animação, fotografia?)
Para esta comunicação procura-se, cada vez mais, uma linguagem internacional, simples (até mesmo para aqueles que não conhecem os códigos de cada comunidade, ou seja, os analfabetos de uma língua.
A comunicação artística utiliza cada vez mais signos como promoção de uma ideologia ou marca, pela necessidade de criar linguagens facilmente decifráveis.
Na arte contemporânea o alvo é a representação e não o objecto. Mais do que uma arte que não visa o objecto, tenta-se redefinir, ou ultrapassar a representação como processo de mediação. Mais do que uma realidade estética, procura-se uma prática reduzida à mais elementar e pura excelência da rematerialização contemporânea.
Ao nível das imagens, torna-se imperativo repensar a representação não como procura do ainda-não-representado, mas como fuga dos estereótipos da imagem, de modo a que essas imagens sejam rematerializadas.
Assim, é dada uma nova dimensão ao processo da representação, oferecendo novas possibilidades de olhar as imagens.
Representar apresenta-se como um processo comunicacional complexo, num domínio de trocas da esfera social, numa linha de inter-relações.
Neste sentido, as fronteiras das imagens, os espaços de acção destas expandem-se e contaminam outras actividades ou a elas mesmas, devido ao poder de leitura de cada um de nós.
Joana Tavares

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