DESIGN AND CRIME
Ao ler ?Design and crime (and other diatribes)? de Hal Foster confrontamo-nos com uma extensa e complexa reflexão sobre contemporaneidade sobretudo sob a perspectiva do Design e da Arquitectura; ou seja, Hal Foster reflecte sobre o papel do designer e do arquitecto nesta aldeia global que habitamos e rapidamente compreendemos que de modo a apreendermos a verdadeira extensão da questão, temos de nos envolver noutros mundos conceptuais como o político, económico e o cultural. Diversos pólos compõem a abordagem do designer e do arquitecto frente ao quotidiano. Será o design apenas um meio de vender produtos e fazer dinheiro? Não é certamente esse o seu princípio. No entanto, questionamo-nos diariamente se os consumidores procuram a imagética associada a um objecto ou a sua essência, tal como a sua adequação à sua função. Hal Foster propõe dois exemplos retirados da arquitectura contemporânea: Frank Ghery e Rem Koolhas. O primeiro repreende-o pela sua ?arquitectura-espectáculo?, enquanto que aplaude o segundo pelo questionar constante e a procura pela reconstrucção.
É de notar que hoje não compramos um objecto pela sua funcionalidade, mas sim pela filosofia de vida que lhe está associada.
Assim, mais do que consumirmos objectos, compramos uma imagem, quiçá uma identidade/personalidade. Podemos dizer que vivemos num mundo em que as pessoas pecam pela falta de essência e existência interior? E deste modo procuram compensar este facto com o consumo desenfreado? Procurando alcançar algo, uma definição de si mesmos?
No entanto, não devemos esquecer que o design, tal como a arquitectura, para além de construírem um habitat tem como obrigação oferecerem mensagens, conceitos e mundos que possam sustentar a sociedade em que se inserem.
Assim, a questão mais pertinente do ensaio de Hal Foster, é a urgência da crítica. Como designers, devemos manter a necessidade de nos pormos em causa, redefinirmos conceitos, e sermos capazes de destruir para erguer ideias mais fortes e complexas.
Sílvia Rodrigues
É de notar que hoje não compramos um objecto pela sua funcionalidade, mas sim pela filosofia de vida que lhe está associada.
Assim, mais do que consumirmos objectos, compramos uma imagem, quiçá uma identidade/personalidade. Podemos dizer que vivemos num mundo em que as pessoas pecam pela falta de essência e existência interior? E deste modo procuram compensar este facto com o consumo desenfreado? Procurando alcançar algo, uma definição de si mesmos?
No entanto, não devemos esquecer que o design, tal como a arquitectura, para além de construírem um habitat tem como obrigação oferecerem mensagens, conceitos e mundos que possam sustentar a sociedade em que se inserem.
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4 Comments:
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