Sexta-feira, Março 11, 2005

A COMPLEXIDADE DO CIBERMUNDO

Ao analisar a tese de Paul Virilio, rapidamente me deparo com uma critica complexa do mundo que nos rodeia através da problemática que o autor nos coloca, num olhar mais atento sentimos que o autor demonstra que algo está a acontecer a todos os momentos e que vão entrar em ruptura com o mundo que por si já é complexo nos dias que correm.
Paul Virilio refere a importancia da humanidade face às evoluções constantes, e para tal remonta um pouco no tempo, apontando os erros que a própria evolução trouxe ao longo das décadas. Caso da Revolução Industrial que muito teve de bom e que o autor cita ??a ilusão de uma velocidade salvadora??, contudo esta ganancia pela velocidade e pelas novas tecnologias levam o homem a aceitar o lado positivo de todas as inovações e colocar para 2º plano os aspectos cruciais e mais negativos da inovação, citado também pelo autor? ?a velocidade é uma ameaça na medida em que é capitalizada, tirana e ao mesmo tempo, ela é a própria vida??estes aspectos negativos certamente se comparam com o modo como os operários lidavam com o trabalho de repetição de tarefas e a produção em série (taylorismo).
A ciencia e a tecnologia (velocidade), até então tiveram uma razão para a sua criação e um determinado objectivo, que ao longo dos tempos é caracterizado como um feito histórico implementando assim uma época e lhe é dado uma iconologia. Mas tal como o autor refere que as tecnologias tiveram um avanço significativo dadas instruções bélicas, hoje em dia a melhor arma de avanço para um CIBERMUNDO é a informação e a velocidade a que esta é propagada, influenciando a maneira de ser/estar de sociedade.
Por sua vez essa mesma sociedade controla a velocidade para que haja mais ou menos repercurção no mundo, e para que isso aconteça nada melhor que a publicidade, que se propaga em diversos sentidos, escolhendo o puplico alvo a que se destina.

??Passam-se pois, da publicidade à propaganda e da propaganda à ocupação??
É importante referir que o mundo caminha a passos largos para uma destruição de feitos já existentes, mas estas somente no modo de pensar, contudo não é demais referir que a critica construtiva de Paul Virilio é uma maneira para que essa mesma destruição não aconteça e que possamos de maneira lógica e racional para que tal não aconteça.
Se pensarmos de forma lógica apercebemo-nos que a velocidade serve para que haja mais comunicação entre todos, mas, é somente dessa maneira que devemos agir e não utilizar essa velocidade como meio sensacionalista.
Em suma à que encontrar e com ela atenuar a maneira de controlar melhor a velocidade, para que esta que foi criada pelo homem também não seja o motivo da sua destruição.

João Sousa